Governo investe 500 milhões de euros em prevenção e combate a incêndios

Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas visitou as zonas atingidas pelos incêndios de 2017 e anunciou que investimento para este ano é de 500 milhões de euros.

Para além do investimento em curso financiado pelo PRR, no âmbito do PTP, destacam-se ainda o Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, com a aprovação de 67 candidaturas nos sete concelhos, com um investimento total de 26 milhões de euros e que representa um apoio publico de mais de 11 milhões de euros

O secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas destacou esta sexta-feira o investimento feito nos concelhos afetados pelos incêndios de 2017 e a nível nacional, que este ano ronda os 500 milhões de euros (ME) em prevenção e combate.

“Em 2017 o investimento era de 20% em prevenção e 80% no combate. Atualmente conta com cerca de 50% em cada um dos eixos. O investimento total nos dois eixos mais que duplicou face a 2017 (143 milhões de euros), sendo este ano o maior investimento de sempre, cerca de 500 milhões de euros”, explicou, numa nota enviada à agência Lusa, João Paulo Catarino.

O governante visitou esta sexta-feira, com autarcas da região, trabalhos de recuperação de áreas ardidas, rede primária, prevenção contra incêndios rurais e regeneração natural em zonas dos concelhos de Figueiró dos Vinhos e de Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e de Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), no Pinhal Interior, atingidas pelos incêndios de 2017.

O secretário de Estado salientou os principais resultados obtidos na prevenção pós 2017, nomeadamente, com as alterações introduzidas e com a aprovação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Segundo os dados disponibilizados, houve uma “redução para metade do número de incêndios rurais, incluindo nos dias de pior meteorologia, diminuição dos incêndios rurais nos meses de verão que tiveram origem no uso do fogo, redução significativa dos incêndios com mais de 500/1000 hectares e uma redução da área ardida para um terço da média histórica de área ardida (comparando com média 2001/2017)”.

Ao nível das ações de prevenção realizadas na região do Pinhal Interior, foram intervencionados 26 mil hectares em ações de gestão de combustível, dos quais 22 mil hectares de mosaicos de gestão de combustível e rede secundária, 3.800 hectares de rede primária, 370 hectares de ações de fogo controlado e queimadas extensivas.

Foram ainda intervencionados mais de 18.000 quilómetros de instalação/beneficiação de rede viária florestal e efetuadas mais de 500 ações de instalação/beneficiação de pontos de água.

O Governo lançou também um conjunto de medidas de política, como resposta aos incêndios de 2017, que incluem o Programa de Transformação da Paisagem (PTP), dirigido aos territórios de floresta vulneráveis.

Estes, estão em curso no Pinhal Interior, nomeadamente nos sete concelhos afetados pelos incêndios de junho de 2017 (Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela e Sertã), no âmbito das medidas programáticas do PTP, financiadas pelo Plano de Recuperação e resiliência (PRR).

Estão em elaboração cinco Programas de Reordenamento e Gestão da Paisagem (PRGP).

João Paulo Catarino salienta a constituição de sete Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) nos concelhos afetados pelos incêndios de junho de 2017, que abrangem mais de 16,5 mil hectares, o que, em termos de investimento PRR, “perspetiva-se que ascenda os 30 milhões de euros”.

“No total do Pinhal Interior (19 concelhos) estão constituídas 38 AIGP (38% total das AIGP aprovadas), abrangendo cerca de 60 mil hectares (representa 42% do total da área das AIGP aprovadas no País), o que em termos de investimento PRR, perspetiva-se que ascenda os 100 milhões de euros”.

Foram também aprovadas 24 candidaturas ao programa Condomínio de Aldeias nos sete concelhos nos três avisos com analises concluídas, num total de 1,644 milhões de euros para intervenções em 42 aldeias.

No aviso encerrado em abril deste ano (que se encontra em análise), foram submetidas nove candidaturas, com um investimento proposto próximo dos dois milhões de euros, com propostas de intervenção em 37 aldeias.

No total dos concelhos do Pinhal Interior, estão aprovadas 53 candidaturas o que ascende a mais de 3,5 milhões de euros para apoiar 102 aldeias.

Para além do investimento em curso financiado pelo PRR, no âmbito do PTP, destacam-se ainda o Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, com a aprovação de 67 candidaturas nos sete concelhos, com um investimento total de 26 milhões de euros e que representa um apoio publico de mais de 11 milhões de euros.

Fonte: O Observador

Incêndios. Governo garante que estão pagas todas as dívidas aos bombeiros

O Governo garantiu hoje que todas as dívidas aos bombeiros voluntários estão pagas e que os meios de combate aos incêndios rurais foram reforçados este ano.

“Todas as despesas apresentadas e em condições administrativas estão saldadas a esta data”, disse a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, na Assembleia da República durante um debate de atualidade sobre incêndios rurais requerido pelo PSD.

Patrícia Gaspar destacou também os apoios dados aos bombeiros no âmbito do Dispositivo de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), nomeadamente o valor diário que cada bombeiro voluntário vai receber, as comparticipações relativas à alimentação e o pagamento às associações humanitárias para apoio logístico.

A secretaria de Estado sublinhou que “Portugal tem um dispositivo de resposta aos incêndios que está estabilizado e controlado, mas mesmo assim tem vindo a sofrer aumentos”.

Patrícia Gaspar afirmou que os meios humanos de combate aos incêndios aumentaram 40% entre 2017 e 2023, os meios terrestres aumentaram 45% e os meios aéreos passaram de 48 para 60.

A governante avançou que o Governo está “a evidenciar esforços para ir mais além” na contratação de meios aéreos para este ano.

Patrícia Gaspar frisou ainda que “a aposta clara” é a profissionalização nas corporações de bombeiros, sendo exemplo disso as 713 equipas de intervenção permanente que estão “em pleno funcionamentos” nas associações humanitárias.

Na intervenção inicial, a deputada do PSD Andreia Neto justificou o debate com a preocupação com a próxima época de incêndios.

“Estamos preocupados e não queremos vir tarde de mais e invocar que o Governo falhou”, disse, considerando que “é urgente fazer uma avaliação da operacionalidade do sistema nacional de proteção civil”.

A deputada sustentou ainda que “a época proporciona aos incêndios florestais está à porta e a seca que algumas zonas de Portugal atravessam pode agravar ainda mais o risco de incêndio este verão”.

Fente: Notícias ao minuto

FUNDOS EUROPEUS Ministério da Administração Interna vai reunir-se com todas as corporações de bombeiros

 15 de janeiro, 2023

O Ministério da Administração Interna (MAI) vai iniciar este mês reuniões presenciais com todos os presidentes e comandantes das corporações de bombeiros voluntários sobre o financiamento previsto nos fundos europeus para a proteção civil.  

Numa carta enviada aos presidentes das associações humanitárias dos bombeiros, a que LUSA teve acesso, os ministros da Administração Interna, José Luís Carneiro e a da coesão Territorial, Ana Abrunhosa dão conta que no âmbito dos Fundos Europeus de Portugal 2030 (PT2030), para o período 2021 – 2027, são elegíveis como beneficiários os bombeiros voluntários, os serviços municipais de proteção civil e os sapadores florestais.

Os ministros explicam que as intervenções em matéria de proteção civil devem «ser articuladas com as entidades da administração local» nomeadamente com as comunidades Intermunicipais / Áreas Metropolitanas (CIM/AM) e câmaras municipais, com base «no levantamento de necessidades e propostas de solução que permitam responder aos desafios do território e contribuam para a realização de metas fixadas em planos nacionais ou setoriais e restante legislação aplicável».

Segundo o Governo, os critérios de seleção das operações serão aprovados pelo Comité de Administração, sob proposta das autoridades de gestão, sendo importante definir, no que diz respeito às intervenções em matéria de proteção civil os «requisitos técnicos dos equipamentos a apoiar», uma matéria que deverá ser articulada entre o setor da proteção civil, representado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), e as entidades da Administração Local, designadamente as CIM/AM e as câmaras municipais.

«Em função do exposto, verifica-se que esta é oportunidade para os municípios, as CIM e AM, os Bombeiros e ANEPC, em articulação coma CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, atuarem de forma estruturada e próxima no sentido de, com base no financiamento europeu, elevarem a capacitação de proteção civil e dos bombeiros na antecipação, prevenção, combate e recuperação em face das ameaças e riscos de proteção civil, com que Portugal se vê confrontado», precisa a missiva.   

Neste contexto, referem os dois ministros na carta, O Ministério da Administração Interna propõe-se lançar, no final do mês de janeiro, «um diálogo construtivo entre Estado e os municípios a propósito do investimento na área da proteção civil a cofinanciar através do PT 2030».

A missiva refere ainda que a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, vai iniciar «ainda este mês, um ciclo de reuniões presenciais com todos» os presidentes das associações humanitárias de bombeiros voluntários e respetivos comandantes, tendo em conta «os inúmeros e complexos desafios que o sistema de proteção civil em Portugal enfrenta, com a necessária expressão» nos bombeiros.

De acordo com o governo, estão previstos no PT 2030 investimento em infraestruturas, em sistemas de prevenção, em ferramentas de apoio à tomada de decisão e em meios de combate a incêndios rurais, apoio na elaboração de planos locais, sub-regionais ou regionais de prevenção e gestão de riscos e reforço da informação, sensibilização e competências em gestão de crises, num valor indicativo de 122 milhões de euros.                    

Fonte – Jornal de Notícias, Foto – LUSA

Presidente da República recebeu a LBP

06 de janeiro, 2023

O Presidente da República recebeu a Liga dos Bombeiros Portugueses que lhe foi endereçar o convite para estar presente no Congresso Extraordinário de 11 e 12 de março em Gondomar.

A delegação da Liga era composta pelo presidente da Mesa dos Congressos, Gil Barreiros, o presidente do Conselho Executivo, António Nunes, o presidente do Conselho Fiscal, Luís Elias, e o presidente do Conselho Jurisdicional, Bento Marques.

Os dirigentes da Liga aproveitaram a oportunidade para endereçar cumprimentos de «Reis» ao Presidente da República.

Fonte – LBP, Foto – Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República 

Mudança do sistema de Proteção Civil vai concretizar-se quarta-feira

3 de janeiro, 2023

A mudança do sistema de Proteção Civil de uma estrutura distrital para um modelo sub-regional vai acontecer na quarta-feira, após ter sido adiada no dia 1 devido ao mau tempo, disse hoje a secretária de Estado da Proteção Civil.

«Temos tudo previsto para que possa acontecer amanhã (quarta-feira). Estabilizada que está a situação operacional, que foi aquilo impediu que esta mudança se fizesse no dia 1, conforme estava previsto. Não era sensato operar uma mudança desta dimensão, desta sensibilidade no momento em que todo o sistema estava a responder a uma situação de emergência complexa no Norte e Centro do país», disse aos jornalistas Patrícia Gaspar à margem de uma cerimónia na Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

A mudança do sistema de Proteção Civil estava prevista acontecer em 1 de janeiro, com o fim dos 18 comandos distritais de operações e socorro (CDOS), que vão dar lugar a 24 comandos sub-regionais, mas a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) determinou o adiamento desta transição, face ao agravamento das condições meteorológicas.  

A secretária de Estado precisou que a situação operacional está estabilizada, pelo que a mudança do sistema distrital para o modelo sub-regional vai concretizar-se na quarta feira de manhã.

O fim dos 18 CDOS e a criação de 24 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil estavam previstos na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que entrou em vigor em abril de 2019.

Na altura, ficou decidido que a nova estrutura regional e sub-regional entraria em funcionamento de forma faseada, estando já em funções os comandos regionais do Norte e Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, enquanto os 24 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil, cuja circunscrição territorial corresponde ao território de cada comunidade intermunicipal, iniciariam funções em 01 de janeiro.

Segundo o despacho que estabelece as condições de funcionamento destas novas estruturas de emergência e proteção civil, o Comandante Regional do Norte vai abranger os comandos sub-regionais do Alto Minho, do Alto Tâmega e Barroso, da Área Metropolitana do Porto, do Ave, do Cávado, do Douro, do Tâmega e Sousa e das Terras de Trás-os-Montes e o Comando Regional do Centro vai incluir os comandos sub-regionais da Beira Baixa, das Beiras e Serra da Estrela, da Região de Aveiro, da Região de Coimbra, da Região de Leiria e Viseu Dão Lafões.

Por sua vez o Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo vai abranger os comandos sub-regionais da Grande Lisboa, da Lezíria do Tejo, do Médio Tejo, do Oeste e da Península de Setúbal, o comando Regional do Alentejo incluiu os comandos sub-regionais do Alentejo Central, do Alentejo Litoral, do Alto Alentejo e do Baixo Alentejo e o comando regional do Algarve compreende o comando sub-regional do Algarve.

Fonte – LUSA/ANEPC   Foto – Geety Images

Comandos Distritais de Operações e Socorro da Proteção Civil vão dar lugar a Comandos sub-regionais

28 de dezembro, 2022

Patrícia Gaspar salientou que esta nova forma de trabalhar ou este «novo esqueleto» de Proteção Civil vai permitir um sistema «mais próximo dos territórios e das pessoas», bem como das autarquias.

A «maior mudança» do sistema de Proteção Civil dos últimos anos vai acontecer em 1 de janeiro com o fim dos 18 comandos distritais de operações e socorro (CDOS) que vão dar lugar a 23 comandos sub-regionais.

«Esta é uma mudança profunda em que deixamos de ter o país dividido e organizado numa lógica de distritos no que à Proteção Civil respeita e passamos a ter uma nova camada territorial. A base do sistema continua a ser a nível municipal, onde as autarquias têm um papel absolutamente fundamental nesta área da Proteção Civil. Criamos agora a camada das comunidades intermunicipais, onde deixamos de ter 18 comandantes distritais e passamos a ter 23 comandos sub-regionais», disse a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, em entrevista à agência LUSA.         

O fim dos 18 CDOS e a criação de 23 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil estavam previstos na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que entrou em vigor em abril de 2019. Na altura ficou decidido, que a nova estrutura regional e sub-regional entrariam em funcionamento de forma faseada, estando já em funções os comandos regionais do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, enquanto os 23 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil, cuja circunscrição territorial corresponde ao território de cada comunidade intermunicipal, iniciam funções em 01 janeiro.    

Patrícia Gaspar salientou que esta nova forma de trabalhar ou este «novo esqueleto» da Proteção Civil vai permitir um sistema «mais próximo dos territórios e das pessoas», bem como das autarquias.

A governante explicou que aquilo que hoje é feito nos CDOS vai ser «exatamente o mesmo que vai ser feito nos novos comandos sub-regionais».

«O que se ganha é uma escala de aproximação ao território. Os novos comandos vão ter exatamente as mesmas funções, sobretudo naquilo que diz respeito à questão operacional», afirmou, exemplificando com as funções e atuação diária dos corpos de bombeiros, que «não vão sentir a mudança» porque vão continuar a ter a atual área de atuação e a desempenhar as mesmas funções.      

Segundo Patrícia Gaspar, as relações de vizinhança e de proximidade com as entidades parceiras e até com outros corpos de bombeiros vão manter-se.

«A única diferença é que quando chamarem ao rádio, em vez de chamarem o comando distrital, chamam o comando sub-regional, porque, na sua essência, a missão mantém-se. Ganhamos aqui uma camada nova, mais próxima das câmaras municipais, dos corpos de bombeiros e também sobretudo das populações», disse frisando que esta mudança vai concretizar-se «sem ruturas e sem constrangimentos», sobretudo no patamar operacional, tendo em conta que existiu um trabalho preparatório feito pela ANEPC.       

A secretária de Estado considerou também, que não é um problema de Proteção Civil deixar de funcionar a nível distrital, recordando que o INEM e as administrações regionais de saúde já têm atualmente uma organização distrital.

Patrícia Gaspar disse igualmente estar «perfeitamente convencida» de que não vão existir problemas em relação a esta nova adaptação, uma mudança que vai acontecer «a uma determinada hora» entre 31 de dezembro e 01 janeiro em que o sistema distrital vai ser desligado e ligado o sub-regional.

No entanto, admitiu que apesar de ser «uma mudança de continuidade» vão existir «algumas diferenças», nomeadamente nos concelhos cujas comunidades intermunicipais englobam diferentes distritos, além de «uma série de ajustes» que foram feitos.

«Vamos ter algumas diferenças nos sítios onde os novos comandos sub-regionais não coincidem com os comandos distritais, mas na maior parte dos casos, até em termos de infraestruturas, conseguimos ter uma solução na continuidade, à exceção de seis casos, onde foi necessário edificar novas infraestruturas e adaptar algumas infraestruturas a esta nova realidade. Diria que daqui a seis meses está tudo perfeitamente na rotina e sem qualquer problema», disse.

De acordo com a governante, foram feitos ajustes nos sistemas de comunicação, na organização dos sistemas de rádio, na organização dos fluxos de informação, no sistema de apoio à decisão que é usado pela ANEPC, que atualmente tem a configuração distrital e agora vai passar a ter uma nova configuração sub-regional.

A secretária de Estado afirmou também que a população não vai aperceber-se desta alteração, continuando o socorro a ser prestado «exatamente da mesma forma».

«Uma pessoa que precise de ajuda, porque tem um incêndio em casa, deve continuar a fazer exatamente o mesmo procedimento e ligar 112 para dar conta da emergência e, muito provavelmente, os bombeiros que vão aparecer em casa para resolver esta emergência serão exatamente os mesmos que no dia 29 de dezembro ou no dia 03 de janeiro. Porque isto não mexe com a área de atuação dos corpos de bombeiros», sustentou.

FUNCIONAMENTO DOS BOMBEIROS SEM ALTERAÇÕES

A secretária de Estado da Proteção Civil rejeitou esta quarta-feira que as corporações de bombeiros venham a sentir qualquer alteração com o novo modelo de organização territorial da Proteção Civil, considerou esta mudança «uma mais-valia» para o sistema.

«Diria que há aqui algo que importa desmistificar, porque os bombeiros não vão ser integrados em nenhuma estrutura. Os bombeiros vão continuar a trabalhar ao seu nível, ao nível dos corpos de bombeiros, das suas áreas de atuação, o que vão ter é um reporte diferente a partir de agora. Em vez de se reportarem ao comando distrital, reportam ao comando sub-regional. Isto não provoca nenhuma alteração nem obriga a nenhum tipo de integração numa outra estrutura», disse Patrícia Gaspar, em entrevista à agência LUSA.

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) já manifestou «frontalmente contra» esta alteração e considerou que não se revê neste novo modelo de organização territorial, alegando que o sistema tem uma organização distrital e não sub-regional.

«Tenho noção das renitências, das dúvidas e até de algumas posições menos favoráveis a esta mudança, mas estou também convencida que, com o continuar dos trabalhos e à medida que as coisas forem agora avançando, vamos perceber que há uma nova dinâmica e uma nova realidade. Vamos ter que nos ajustar e a mudança às vezes é necessária, sobretudo quando for para melhor», salientou Patrícia Gaspar, destacando o diálogo «aberto e franco» que tem sido mantido com a LBP.

A governante considerou também que esta mudança no sistema de Proteção Civil vai «efetivamente trazer uma mais-valia ao sistema, numa maior capacidade de proximidade e de ter mais noção daquelas que são as reais necessidades dos territórios».

A secretária de Estado salientou que as comunidades intermunicipais vão passar a ser «parceiros fundamentais», tendo em conta que no novo quadro comunitário de apoio, vão ser importantes «na captação de novas oportunidades de investimento para esta área da proteção civil».

«Estou convencida que todos vamos sair a ganhar e que a Liga dos Bombeiros Portugueses irá também perceber que este é um mar que vamos todos ter que navegar, contamos também com a Liga, como contamos com todas as restantes instituições do setor, para podermos continuar no espírito de franca colaboração e de cooperação que tem havido até aqui», afirmou.  

Sobre a nomeação de novos comandantes e segundos comandantes das 23 novas estruturas, a secretária de Estado afirmou que vão ser agora nomeados em regime de substituição e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) vai abrir «de imediato» um concurso público.

«Vamos ter um processo de nomeação em regime de substituição, porque, objetivamente, até ao final do ano não era possível garantir um procedimento de concurso normal, que é aquilo a que a lei neste momento obriga. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil vai de imediato abrir concurso público. Porque é isto que está previsto na lei e vai haver um regime concurso» disse frisando que a esmagadora maioria dos atuais comandantes dos CDOS, vai manter-se em funções e «depois terão que ser submetidos a escrutínio, como todos os outros».

Fonte – LUSA/Diário de Notícias        Foto – Leonardo Negrão/Global Imagens         

Governo vai pagar pagamentos em atraso aos Bombeiros ainda este ano

23 de dezembro, 2022

Em causa pagamentos em atraso às corporações de bombeiros relativos ao transporte não urgente de doentes.

O Governo prevê que até ao final deste ano sejam liquidados todos os pagamentos em atraso às corporações de bombeiros relativos ao transporte não urgentes de doentes, avançou esta sexta-feira à agência LUSA o Ministério da Saúde.

Num requerimento enviado esta sexta-feira ao Governo, o PSD afirma que se estima que «os atrasos dos estabelecimentos de saúde públicas no pagamento do transporte não urgente de doentes ascendam, atualmente, a cerca de 25 milhões de euros, situação que compromete fortemente a sustentabilidade económica financeira de muitas corporações de bombeiros, um crescente número dos quais se encontram já à beira da rotura».    

Contactada pela agência Lusa, o Ministério da Saúde explica que a conferência da faturação relativa ao transporte não urgente de doentes requer uma correta avaliação dos dados remetidos pelas entidades, de forma a assegurar a conformidade com as regras em vigor.

O ministério afirma que, estando consciente do que os atrasos nos pagamentos provocam aos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, «tem promovido o diálogo entre instituições do SNS e os representantes das corporações de bombeiros no sentido de alterar esta realidade e consolidar os mecanismos de faturação, estando a trabalhar com as entidades envolvidas para uma célere regularização dos montantes em dívida».  

«Prevê-se que até ao final deste ano sejam liquidados todos os pagamentos em atraso a estas entidades» revela na resposta escrita à Lusa.

O MS lembra que o Governo tem vindo a prosseguir, desde 2015 num caminho de investimento e reforço do SNS, que se tem traduzido, todos os anos, numa maior dotação orçamental.  

Sublinha que este compromisso «é renovado» no Orçamento do Estado para 2023, que prevê que as transferências para o SNS totalizarão 12 297 milhões de euros, o que representa um aumento de 1 117 milhões de euros em relação a 2022, de 1 868 milhões de euros em relação a 2021, de 3 269 milhões de euros face a 2019 e de 4 423 milhões de euros face a 2015.

«Será o maior aumento de sempre de financiamento para a saúde, mais 10,5% nas verbas transferidas para o SNS, acompanhado de maior autonomia das instituições, tendo como objetivo melhorar os cuidados de saúde à população e garantir uma gestão mais eficaz dos pagamentos a fornecedores», salienta o ministério liderado por Manuel Pizarro.  

Além dos mecanismos habituais de pagamento, adianta, «este ano existirá ainda um processo de pagamento extraordinário de dívida».            

Fonte/Foto – Diário Notícias/LUSA          

ORÇAMENTO DE ESTADO PREVÊ AUMENTO DE 6,7% PARA BOMBEIROS

18 outubro 2022

As corporações de bombeiros voluntários, vão receber 31,7 milhões de euros, o que representa um aumento de 6,7% no próximo ano.

Esta é uma das medidas propostas no Orçamento do Estado para 2023, revelou esta segunda feira o Ministro da Administração Interna.

Segundo a fonte do MAI, o financiamento ás Corporações de bombeiros em 2023 será a maior dos últimos cinco anos e avança que o OE 2023, propõe um aumento de 52,12 euros na remuneração mensal dos elementos que integram as Equipas de Intervenção Permanente (EIP) das Corporações de Bombeiros Voluntários.

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) o MAI refere que estão previstos 20 M€ para os bombeiros, nomeadamente 12,6 milhões de euros para aquisição de 81 Veículos Florestais, sendo a maior distribuição desde 1980, seis milhões de euros para aquisição de Equipamentos de Proteção Individual e um milhão de euros para formar 3.300 agentes de Proteção Civil, através da Escola Nacional de Bombeiros, sendo que os principais benificiários são os Bombeiros.

Fonte: Daniela Rocha do Portal dos Bombeiros Portugueses

MAI – Diz que bombeiros vão cumprir, apesar de discordarem da nova estrutura da Proteção Civil

25 setembro 2022

O que disse foi que, em função da decisão pelo Governo, cumprirá aqueles que são os seus deveres do ponto de vista do cumprimento da lei da Proteção Civil que está em vigor. E é essa lei que todos têm de subordinar a sua vontade”, esclareceu o Ministro José Luís Carneiro.

O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, desvalorizou este domingo a discordância da LBP à integração destes operacionais na nova estrutura da Proteção Civil, considerando que os bombeiros irão cumprir a lei em vigor.

O Ministro reagiu às declarações do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, que no sábado, à margem da reunião extraordinária do conselho nacional da LBP, recordou que, neste momento, os bombeiros «Não se sentem confortáveis com a integração da nova estrutura da Proteção Civil, com os seus comandos sub-regionais, rejeitam integrar essa situação e têm a sua própria organização operacional», querendo manter-se como estão atualmente.

Em declarações aos jornalistas, em Gondomar, o Ministro salientou este domingo que a LBP, já afirmou no passado que discorda deste novo modelo de organização da Proteção Civil, mas cumprirá a lei que está em vigor.

«A Liga dos Bombeiros diz que não concordou com o modelo já no passado. O que disse foi que, em função da decisão tomada pelo Governo, cumprirá aqueles que são os seus deveres do ponto de vista do cumprimento da lei da Proteção Civil que está em vigor. E é essa lei que todos tem de subordinar a sua vontade», afirmou.

Na reunião extraordinária do conselho nacional da LBP, foi aprovada a criação de zonas e sectores operacionais de bombeiros, prevendo-se que as Federações, no prazo de 15 dias, apresentem ao conselho executivo da Liga uma proposta de metodologia de organização das zonas e dos sectores operacionais.

José Luís Carneiro destacou que uma coisa é esta organização dos bombeiros e das Associações Humanitárias e outra coisa é a sua integração na estrutura da Proteção Civil.  

«Uma coisa tem a ver com a estrutura nacional da Proteção Civil, que tem um comando, que tem comandos regionais, que tomaram posse há muito tempo. São cinco comando regionais, e vai ter 23 subcomandos, correspondentes às comunidades intermunicipais. Isso é uma matéria de organização da Proteção Civil Nacional», explicou.        

 «Outra matéria tem a ver com os bombeiros e as organizações humanitárias decidem organizar-se enquanto bombeiros. Isso é uma matéria da autonomia das próprias Associações, naturalmente cumprindo os deveres que tem com a Proteção Civil do país, e com a integração naquilo que corresponde ao sistema nacional da Proteção Civil», acrescentou.

A reunião que a Liga realizou no sábado, aconteceu após o Governo ter fixado a data de 1 janeiro de 2023 para o fim dos 18 comandos distritais de operação e socorro (CDOS) e o início de funções dos 23 comandos sub-regionais de Proteção Civil, como estava previsto na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que entrou em vigor em 2019.

A LBP não aceita integrar esta nova estrutura da ANEPC, baseada nas comunidades intermunicipais, alegando que os bombeiros estão organizados e trabalham a nível distrital.  

Fonte: O Jornal Económico com Lusa

ÉVORA – Entrega Oficial do Veículo de Socorro e Assistência (VSAT 01)

No dia 28 de fevereiro de 2002, o Serviço Nacional de Bombeiros procedeu à entrega das viaturas comparticipas pelo Ministério da Administração Interna, na cidade de Évora, onde se verificou a entrega oficial do Veículo de Socorro e Assistência Tático, pelo senhor Ministro da Administração Interna José Carlos das Dores Zorrinho e o representante do Serviço Nacional de Bombeiros, em substituição do senhor Presidente Joaquim Rebelo Marinho.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, esteve representada nas pessoas dos senhores Presidente Joaquim Osório Tomás e o comandante Fernando Pestana, que receberam as chaves da Viatura Mercedes Benz 416 CDI, com a matrícula 29 05 SL, carroçada pela firma INASI.

Consta nos registos oficiais, que este veículo entrou ao serviço em 10 outubro de 2001, antes da sua entrega oficial, devido ao elevado número de acidentes rodoviários, na área de atuação deste corpo de bombeiros e ao nó ferroviário existente nesta localidade.  

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                                                         Fonte: Fernando Pestana – Secretário da MAG