Carris Metropolitana restrutura linha circular em Palmela

Novos circuitos em Palmela

A Carris Metropolitana informa que, a partir de 1 de junho, a linha 4303 – Circular via Castelo, vai ser restruturada.

No dia do município, a linha com percurso prolongado, passa a servir também a zona dos supermercados na Volta da Pedra, assim como a zona turística do Castelo de Palmela .

Para mais informações, pode consultar o site da Carris Metropolitana.

No concelho de Palmela, a par com os de Alcochete, Barreiro, Montijo, Moita e Setúbal, opera o serviço da Alsa Todi.

Fonte: Diário do Distrito

Utentes da Margem Sul querem reunir-se com o Governo sobre eficácia do serviço de transportes 

Carta Reivindicativa enviada a Luís Montenegro queixa-se da Fertagus, Transtejo e também de autocarros

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (CUTMS) exige que os operadores do serviço público de transportes e a Infraestruturas de Portugal passem a adequar a resposta de transportes públicos às necessidades das pessoas.

Como sugestão, pretendem que a CP actue no “troço da Linha Setúbal – Roma/Areeiro, ficando a Fertagus a operar, por exemplo, o troço Pinhal Novo – Roma/Areeiro”. Querem ainda que reabra a faixa BUS do Centro Sul e a estenda até ao tabuleiro da Ponte 25 de Abril.

São propostas que fazem parte da Carta Reivindicativa que a comissão enviou ao Governo dirigida ao primeiro-ministro, a solicitar uma reunião para apresentar as reivindicações aprovadas em iniciativas públicas durante Fevereiro, nas estações da Fertagus do Pragal e Corroios.

No documento, que seguiu a 1 de Março para Luís Montenegro, a CUTMS elenca as muitas preocupações dos utentes dos transportes públicos e incluem o serviço prestado pelo Metro Sul do Tejo e Transtejo.

É assim apresentada a necessidade do Governo PSD/CDS “tomar medidas urgentes para a resolução dos problemas com que o serviço da Fertagus se confronta e medidas estruturais para melhorar o serviço público de transportes entre as duas margens do Tejo”, refere a comissão em nota de Imprensa.

Na mesma carta, a CUTMS aponta que “o serviço prestado pela Fertagus não sofre alterações praticamente desde a sua inauguração, em 1999. Lembra ainda que em 2019 foi introduzido o passe intermodal que “permitiu a milhares de famílias o acesso ao sistema de transportes públicos e ao serviço da Fertagus a preços razoáveis, o que “levou a que a procura tenha aumentado exponencialmente”.

Como resposta à procura, a opção da Fertagus foi “diminuir o conforto das viagens, substituindo a qualidade pela quantidade, com a redução significativa de lugares sentados nas carruagens”, ou seja, “a procura não foi acompanhada pela oferta”.

Entre as várias reivindicações, a CUTMS denuncia carruagens sobrelotadas de manhã e à hora de ponta de tarde, atrasos decorrentes da dificuldade em entrar e sair das carruagens, aglomerações junto às entradas, passageiros a viajarem nas escadas, situações de insegurança e de pânico, e idas regulares do INEM às estações para recolher pessoas que se sentem mal devido ao excesso de passageiros. “A todo este caos, junta-se a degradação e a falta de respostas alternativas e estruturais, que a haver, poderiam em muito colmatar as condições indignas com que os utentes viajam”, expressa a comissão.

Na mesma missiva, a CUTMS refere-se à Transtejo que, “além da reduzida frequência de [travessias] em hora de ponta, suprime barcos diariamente por falta de meios técnicos e humanos”.

Quanto aos autocarros, afirma que “também padecem da falta de adequação de horários e de percurso”. Por outro lado, a “faixa BUS entre o Centro Sul, em Almada, e as portagens da Ponte 25 de Abril foi suprimida em benefício de uma obra que só potenciará o uso do veículo automóvel”.

Todas estas debilidades são “sobejamente conhecidas do Governo, porém, nada têm feito para resolver de raiz estes problemas”, queixa-se a CUTMS.

Fonte: O Setubalense

Carris Metropolitana anuncia reestruturação no corredor Alcochete, Montijo, Palmela e Setúbal

Alterações em percursos e horários

A Carris Metropolitana anunciou esta quinta-feira que, a partir de 1 de março, a linha 4512 será reestruturada «de forma a otimizar o serviço no corredor Alcochete – Montijo – Setúbal – Palmela, garantindo uma cobertura mais eficiente e horários reforçados para melhor atender às necessidades dos passageiros».

Segundo a nota publicada pela entidade, «a linha 4512, a terceira mais procurada da área 4, que liga Alcochete, Montijo, Palmela e Setúbal, contará com alterações a partir de 1 de março.»

Com dois percursos integrados – Alcochete (Freeport) – Setúbal (ITS) e Alcochete (Freeport) – Setúbal (ITS) via Alto Estanqueiro – a linha reforça o seu papel como uma das principais e mais estruturantes para os passageiros da Carris Metropolitana.

Assim, a partir do dia 1 de março, o percurso Alcochete (Freeport) – Setúbal (ITS) da linha 4512 integrará as linhas 4513 | Alcochete (Freeport) – Pinhal Novo, 4517 | Montijo (Terminal Rodoviário) – Setúbal (ITS) e 4523 | Montijo (Terminal Rodoviário) – Pinhal Novo.

Com esta integração, a linha 4512 | Alcochete (Freeport) – Setúbal (ITS) contará com reforços de horários.

Nos dias úteis, no sentido Setúbal (ITS), a linha terá uma frequência de 20 em 20 minutos entre as 06h00 e as 10h20, e das 16h20 às 20h00. Nos restantes períodos, a frequência será de 40 em 40 minutos, exceto nos horários noturnos (21h20, 22h20 e 23h20), que passarão a ser de hora em hora até à última partida, às 00h20.

Aos sábados, domingos e feriados, a frequência será de 40 em 40 minutos entre as 06h20 e as 09h00 e entre as 17h00 e as 20h20. Nos restantes horários, a linha operará de hora em hora até às 00h20.

Nos dias úteis, no sentido Alcochete (Freeport), a linha terá uma frequência de 20 em 20 minutos entre as 06h10 e as 09h50, e das 15h50 às 19h50. Nos restantes períodos, a frequência será de 40 em 40 minutos, exceto no último horário noturno (23h30).

Aos sábados, domingos e feriados, a frequência será de 40 em 40 minutos, entre as 06h30 e as 09h10, e das 17h10 as 20h30. Nos restantes horários, a linha operará de hora em hora até às 23h30.

Na mesma data, o percurso alternativo Alcochete (Freeport) – Setúbal (ITS) da linha 4512 será alterado passando a servir o Alto Estanqueiro. Com esta alteração, a linha passa a servir 8 novas paragens e contará com uma nova designação: 4512 | Alcochete (Freeport) – Setúbal (ITS) via St. Peter’s School.

Além disso, serão adicionados dois novos horários ao percurso, um em cada sentido, para assegurar as saídas e entradas da escola (St. Peter’s School). No sentido Setúbal, será introduzido um horário às 13h00, e no sentido Alcochete, às 13h50.

Também a partir de 1 de março, as linhas 4513 | Alcochete (Freeport) – Pinhal Novo, 4517 | Montijo (Terminal Rodoviário) – Setúbal (ITS) e 4523 | Montijo (Terminal Rodoviário) – Pinhal Novo serão integradas na linha 4512 | Alcochete (Freeport) – Setúbal (ITS).

Os passageiros que atualmente utilizam as linhas 4513, 4517 e 4523 deverão consultar os horários e percursos da linha 4512 para as suas deslocações.

Os percursos nos concelhos de Alcochete, Montijo, Palmela e Setúbal são assegurados pela empresa Alsa Todi.

Para mais informação pode consultar os novos horários disponíveis no site oficial da Carris Metropolitana, no menu “Pesquisar linhas” introduzindo a linha ou através do PDF ali publicado.

Fonte: Diário do Distrito

Governo procura soluções para caos na Fertagus: utentes exigem melhorias imediatas

O serviço ferroviário da Fertagus enfrenta forte pressão devido à sobrelotação e condições precárias. O Governo promete medidas urgentes para resolver o problema.

serviço ferroviário da Fertagus, que liga Setúbal a Lisboa, está no centro da polémica devido à sobrelotação dos comboios e problemas operacionais, levando o Governo a procurar soluções urgentes para melhorar as condições de transporte dos passageiros.

secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, garantiu que estão a ser analisadas todas as opções disponíveis no mercado para resolver a situação no curto prazo. O objetivo é encontrar material circulante operacional ou em manutenção que otimize a gestão da frota e melhorar o serviço prestado aos passageiros.

Como medida imediata, na próxima segunda-feira, a Infraestruturas de Portugal (IP) irá levantar as restrições ao limite de velocidade no troço Coina-Pinhal Novo, permitindo uma redução de dois minutos no tempo de viagem. Esta alteração beneficiará diretamente os comboios que circulam de norte para sul.

A governante salientou que acompanha com atenção e preocupação a situação na Fertagus, alvo de críticas recorrentes por parte dos utentes, autarcas e partidos políticos. Para encontrar soluções eficazes, reuniu recentemente com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e com a administração da Fertagus para debater as medidas a implementar nos próximos tempos.

Os passageiros relatam problemas diários de sobrelotação, agravados pelo recente aumento da procura. Desde dezembro, com o reforço da oferta de comboios para intervalos de 20 minutos entre Setúbal e Lisboa, houve um crescimento de 8% na procura total, sendo que, no troço Penalva-Setúbal, a procura disparou 30%.

Para minimizar os transtornos, foram feitos ajustes na hora de ponta da manhã, resultando na circulação de 18 comboios, dos quais 11 são duplos (8 carruagens) e 7 simples (4 carruagens). A Fertagus assegura que nunca há dois comboios simples seguidos no troço Coina-Lisboa, permitindo aos utentes escolher entre composições maiores em intervalos de 10 minutos.

Em resposta às críticas, a Fertagus está agora a disponibilizar informações detalhadas sobre os níveis de ocupação nos horários de maior afluência, ajudando os passageiros a planear melhor as suas viagens.

presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, apelou à população para enviar fotografias que comprovem as condições de transporte nos comboios da Fertagus, denunciando que o serviço “está a ser prestado sem respeito pelos utentes”. A autarquia de Almada também tem recebido várias reclamações sobre os novos horários e a consequente sobrelotação das carruagens.

A situação também foi alvo de críticas do PS e do PCP, que acusam o Governo de permitir a degradação do serviço da Fertagus devido à falta de material circulante. O PSD do Seixal também exigiu melhorias imediatas, incluindo o aumento do número de carruagens nas horas de ponta, a reparação das composições com infiltrações e intervenções nas infraestruturas para evitar atrasos e garantir um serviço eficiente.

A crise da Fertagus continua a gerar forte indignação e pressão sobre o Governo e a empresa ferroviária. Os utentes exigem medidas concretas e eficazes, temendo que os problemas se agravem nos próximos meses se nada for feito para resolver a situação.

Fonte: Diário do Distrito

Fertagus reforça comboios, mas passageiros enfrentam lotação insustentável

Apesar do aumento na frequência de comboios, a Fertagus enfrenta críticas devido à redução de carruagens e comboios sobrelotados.

Desde 15 de dezembro, a Fertagus implementou mudanças significativas nas ligações ferroviárias entre Setúbal e Lisboa, com intervalos mais curtos entre comboios: 20 minutos nas viagens de longo percurso e 10 minutos entre Lisboa e Coina durante as horas de ponta. Porém, o que poderia ser uma melhoria para os passageiros tornou-se uma fonte de frustração. A redução do número de carruagens tem deixado milhares de utilizadores sem acesso ao transporte, especialmente nas movimentadas horas de maior tráfego.

Passageiros relatam uma experiência caótica, com comboios lotados e estações como Pragal a tornarem-se pontos críticos de desorganização. Maria Lopes, residente na Margem Sul, descreveu à Antena1: “Mesmo com mais horários, os comboios não conseguem acomodar todos os passageiros. É um caos total”.

A Fertagus admite que estas alterações foram necessárias para lidar com o aumento da procura, que subiu 30% na última ligação Lisboa-Setúbal. No entanto, a sobrelotação resultante expõe uma lacuna nas medidas adotadas. Para mitigar a tensão nas estações, a empresa recorreu ao apoio da PSP, que tem auxiliado na gestão de fluxos de passageiros.

Apesar das explicações, muitos utilizadores expressam insatisfação, pedindo soluções mais robustas. “Aumentar a frequência sem garantir capacidade suficiente é inútil. Precisamos de mais carruagens ou reforços nas infraestruturas”, criticou João Marques, passageiro habitual.

A Fertagus assegurou que recolhe dados para avaliar o impacto das mudanças e considera alternativas para melhorar o serviço. No entanto, para já, milhares de passageiros continuam a enfrentar dificuldades diárias para chegar aos seus destinos.

As promessas de “melhorias para estações como Penalva, Pinhal Novo e Setúbal”, feitas no final de 2024, parecem insuficientes perante o cenário atual. A empresa reforçou a frequência para Coina durante fins de semana e feriados, mas a sobrelotação agravou-se num curto espaço de tempo, deixando o futuro do serviço em aberto.

Fonte: Diário do Distrito, Foto:  Fertagus

Carris Metropolitana revoluciona ligação entre Palmela, Setúbal e Lisboa com novas melhorias

A Carris Metropolitana vai melhorar as ligações entre Palmela, Setúbal e Lisboa a partir de 21 de dezembro, com novos horários, paragens atualizadas e ajustes nos percursos para maior eficiência e comodidade.

A partir de 21 de dezembro, a Carris Metropolitana implementará alterações estratégicas nas linhas que conectam os municípios de Palmela e Setúbal a Lisboa, prometendo uma experiência de transporte mais eficiente e confortável.

As linhas afetadas — 4710, 4711 e 4730 — terão novos horáriosparagens atualizadas e ajustes nos percursos. Segundo o comunicado da empresa, essas mudanças visam reduzir os tempos de esperaaumentar a cobertura das zonas servidas e melhorar a comodidade dos utilizadores, fatores cruciais num período de maior procura pelos transportes públicos.

Os passageiros podem consultar todos os detalhes das novas alterações no site oficial da Carris Metropolitana, acedendo à secção “Pesquisar Linhas” ou descarregando o PDF atualizado com os horários e percursos.

Com estas medidas, a Carris Metropolitana reforça o compromisso de oferecer um serviço de qualidade superior, adaptado às crescentes necessidades de mobilidade na região de Setúbal e Lisboa.

Fonte: Diário do Distrito

Comboios da Fertagus passam a circular a cada 20 minutos, aliviando sobrecarga nos autocarros para Lisboa

A Fertagus reduzirá o intervalo dos comboios entre Setúbal e Lisboa para 20 minutos, beneficiando milhares de passageiros.

A partir de meados de dezembro, os comboios da Fertagus vão passar a circular entre Setúbal e Lisboa a cada 20 minutos, uma melhoria que responde à elevada procura de transporte público na região. Até agora, as composições circulavam com intervalos de meia hora durante as horas de ponta e de hora a hora nos períodos restantes. Esta alteração alivia a pressão sobre as carreiras rodoviárias da Carris Metropolitana, que viram um aumento de passageiros no início deste mês.

A informação é avançada pela Câmara Municipal de Setúbal, que destaca os esforços conjuntos entre a autarquia, o Ministério das Infraestruturas e a Infraestruturas de Portugal (IP). A autarquia explicou que a medida resulta de várias reuniões e insistências junto da empresa Fertagus, pertencente ao Grupo Barraqueiro, que opera esta ligação ferroviária vital entre Setúbal e Lisboa, com paragens nas localidades de Palmela, Venda do Alcaide, Pinhal Novo, Penalva, Coina, Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal.

A Câmara de Setúbal considera que o novo intervalo de 20 minutos assegurará uma mobilidade ferroviária mais eficiente, beneficiando os munícipes que se deslocam para a capital e para outros concelhos da Península de Setúbal. Atualmente, os comboios partem de Setúbal com um intervalo de meia hora entre as 5h48 e as 8h58, e a cada hora durante o restante dia, retomando a frequência de meia hora entre as 17h58 e as 20h58.

Além desta medida, a Câmara de Setúbal salienta ter aproveitado para reafirmar uma reivindicação adicional: a extensão do serviço da Fertagus até à estação de Praias do Sado. Esta extensão, será uma mais-valia para os alunos e professores do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), que atualmente precisam de trocar de transporte na estação principal e utilizar o serviço da CP — Comboios de Portugal.

Ficando a promessa de manter negociações ativas para alcançar este objetivo.

Fonte: Diário do Distrito, Foto:  DR – Fertagus

Se utiliza os comboios, esta notícia é para si

IP e CP realizam inquéritos

Se é um utilizador de transportes ferroviários, fique a saber que a sua opinião pode vir a ser pedida.

Entre os dias 7 de novembro e 14 de dezembro, a Infraestruturas de Portugal e CP – Comboios de Portugal, responsável pela rede ferroviária, vai realizar entrevistas a bordo dos comboios e em várias estações ferroviárias, através do ‘Estudo de Satisfação de Clientes’.

O estudo pretende aferir a qualidade do serviço ferroviário prestado, e as entrevistas, que têm como objetivo identificar necessidades e expetativas dos Clientes, serão realizadas a bordo dos comboios e em várias estações ferroviárias, de norte a sul do país, pela empresa RHmais, cujos entrevistadores estarão devidamente identificados e credenciados.

A Infraestruturas de Portugal indicou no seu site as estações onde serão realizados os inquéritos, sendo que no distrito de Setúbal estas são: Barreiro: Linha do Alentejo; Lavradio: Linha do Alentejo; Pinhal Novo: Linha do Sul; Setúbal e Linha do Sul.

Fonte: Diário do Distrito

Empreitada da Rotunda dos Pinheirinhos parada para “reformulação do projecto”

Obra começou a decorrer nos primeiros dias de Janeiro e tinha prazo de conclusão para o final do presente mês

A empreitada da Rotunda dos Pinheirinhos, que substitui o conhecido “triângulo dos pinheirinhos”, em Pinhal Novo, está parada até ao final desta semana devido a uma “reformulação do projeto” que terá de ser apresentada pela empresa Metro quadrado até sexta-feira.

A empreitada, da construção de uma rotunda na Estrada Nacional 252 (EN252) que começou a decorrer nos primeiros dias de Janeiro tinha prazo de conclusão para o final do presente mês, data que, provavelmente, vai ser alargada depois de ter sido detetado “um erro de altimetria no projeto, com implicações nas escavações preparatórias para a colocação de sub-base para a repavimentação”. A explicação é feita pela Câmara Municipal de Palmela que emitiu uma nota de esclarecimento, esta segunda-feira, sobre o projeto aprovado e licenciado pela Infraestruturas de Portugal (IP).

Por esta razão a empresa “dona da obra” suspendeu a empreitada até que sejam apresentadas correções por parte da projetista. A decisão foi tomada na sexta-feira, depois de uma reunião no local, com a técnica projetista, do empreiteiro (Construtora Secular), da Metro quadrado (dona de obra), IP e Câmara Municipal de Palmela, onde foi apresentada esta “solução alternativa”.

“Até 17 de Maio, os trabalhos encontram-se suspensos e só nessa data se programará o reinício dos trabalhos e respetivo prazo”, informa o mesmo comunicado.

Para os automobilistas o modelo de circulação que se impunha até aqui vai continuar – com semáforos de apoio na Rua da Praça da Independência entre as 7 e as 21 horas. No período noturno, para recarga das baterias dos sinais, a circulação é assegurada, de forma alternada, com recurso a sinalização vertical, tempo em que também estará um trabalhador no local a “zelar pela manutenção da sinalização e vedação de obra”.

Afirmando que tudo tem sido feito “para colaborar e encontrar soluções para a boa execução da obra”, bem como para a “segurança dos transeuntes e circulação rodoviária”, a autarquia palmelense lamenta os incidentes e incómodos provocados pelos atrasos da empreitada.

Fonte: O Setubalense

Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável avança mesmo sem decisão sobre novo aeroporto

Faustino Gomes refere que projeto, que deverá estar concluído daqui a pouco mais que um ano, pretende melhorar a mobilidade urbana sustentável

O presidente da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) afirmou esta terça-feira que a decisão sobre o futuro aeroporto de Lisboa é importante para o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável, mas não pode condicionar a resposta aos anseios das populações.

“Nós temos um processo de cenarização e um dos cenários será o novo aeroporto numa ou outra localização, para se perceber de que forma é que, nesse processo de cenarização, podemos utilizar o novo aeroporto ou até a terceira travessia (do Tejo) ou a alta velocidade no Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS)”, disse à Lusa o presidente do conselho de administração da TML, Faustino Gomes.

“Este plano é dinâmico, ou seja, as medidas e as ações, nós podemos sempre olhar para elas e medi-las. E, se elas não estiverem a atingir os seus objetivos, alterar e criar novas medidas. Por essa via, nós podemos ir corrigindo algumas das coisas que, eventualmente, uma grande infra-estrutura como o novo aeroporto pode introduzir. Mas não podemos ficar à espera desse tipo de decisões, sob pena de não estarmos a responder àquilo que são os anseios das pessoas”, acrescentou.

Faustino Gomes falava à agência Lusa após a primeira sessão de apresentação pública do processo de desenvolvimento do Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMMUS), da Área Metropolitana de Lisboa (AML), que decorreu no auditório municipal Rui Guerreiro, no Pinhal Novo, em Palmela.

Segundo o responsável da TML, o PMMUS, que deverá estar concluído daqui a 15 meses, pretende melhorar a mobilidade urbana sustentável, procurando compatibilizar a resposta global com os anseios das populações dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa.

“O objetivo é encontrar soluções de mobilidade sustentável numa lógica urbana, mas também numa lógica metropolitana, porque cada um dos municípios tem a sua lógica, daquilo que pretende oferecer aos seus munícipes, mas os problemas da mobilidade não se resolvem numa escala local, mas a uma escala regional”, disse.

“Este plano pretende ‘coser’ essas políticas (locais e regionais), encontrar medidas e ações, e, portanto, concretizar no plano aquilo que nos parecem ser as ações que conduzem a essa mobilidade sustentável. Por isso, definimos que vamos ter um conjunto de metas, um conjunto de indicadores para chegar a essas metas e, portanto, medidas para que, no final da implementação, nós estejamos mais próximos daquilo que consideramos ser uma mobilidade urbana sustentável”, acrescentou.

Faustino Gomes salientou ainda que existe a preocupação de promover a participação das populações na elaboração do PMMUS, plano que inclui uma Avaliação Ambiental Estratégica e que foi adjudicado através de um concurso público internacional pelo valor global de 300 mil euros, montante que será suportado pela empresa TML, detida a 100% pelos municípios que integram a Área Metropolitana de Lisboa.

Fonte: O Setubalense