Apresentação do Livro “25 anos de história – 2001-2025”

No âmbito das comemorações do 75º Aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros de Pinhal Novo, no passado dia 26 de abril decorreu a Apresentação do Livro “25 anos de história – 2001-2025” que conta resumidamente a vida e história da Associação durante os últimos 25 anos da sua vida.

A equipa de Coordenação Editorial foi composta por Feliciano Gante (ex-Presidente da Direção), Manuel Frade (ex-Presidente da MAG) e Fernando Pestana (ex-Comandante do Corpo de Bombeiros) como Coordenador.

Esta equipa contou ainda com a ajuda da Dra. Helena Rodrigues (Ex-Presidente da Direção) como Revisora do Livro.

Esta equipa, que também garantiu a angariação do financiamento da obra, fez entrega formal do Livro à Direção da Associação que ficará com a sua gestão.

Os Mecenas do Livro foram o Dr. Antoine Velge e o Senhor Alberto Nicolau, sócio-gerente da empresa Construções Costa & Nicolau, Lda.

A Apresentação do Livro que teve numerosa e interessada assistência que decorreu no Auditório da Associação pelas 16 horas, foi aberta com a atuação do Grupo de Clarinetes da SFUA, tendo seguidamente usado da palavra o Presidente da MAG, Manuel Paiva Ribeiro, o Presidente da Direção, Fernando das Dores António, o Comandante do Corpo de Bombeiros, Vasco Marto,  Manuel Garcia Frade, [Ler Discurso] Dr. Álvaro Balseiro Amaro, Dra. Ana Teresa Vicente e finalmente Fernando Rita Pestana.   

No final foi distribuído gratuitamente um Livro por cada Sócio e Bombeiro presentes.

Fonte: Manuel Frade, Ex-Presidente da MAG

Livro “Memórias da Rapaziada”

O Livro está pronto, para poder ser adquirido por todos os que o desejarem.

O Livro, “Documento” vivo, para as gerações futuras, (nossos filhos, netos e os que se lhes seguirem), elucida quem fomos, o que vivemos, o que sofremos, o que sentimos, o que fizemos, quando, como e onde.   

O Livro contou com a colaborações dos:

– Alferes: 
Ferreira Lima, Guilherme Bernardo, Manuel Frade e Veiga Silva.

– Furriéis: 
Eduardo Caldeira, João Duarte, Joaquim Contente, Joaquim Martins, José Ferreira e Rogério Gomes. 

– Soldados
Alberto Ribeiro

Preço – 15 €uros + Portes de Envio (Nacional 3,07 € – Europa 5,64 € – América 9,65 €).
Transferência Bancária: (Preço + Portes) Identificar o nome na Transferência a efetuar 
– IBAN – PT50 0033 0000 0000 9785 9430 5

Enviar indicação da morada para envio, para um dos seguintes contactos:

– Mail – manuelgarciafrade@gmail.com
– Mail – manuelgarciafrade@hotmail.com
– Facebook – Manuel Garcia Frade
– WhatsApp – 91 81 81 555

NO PRÓXIMO DIA 28 PARA ARGANIL LEVAREI LIVROS, QUE PENSO, DARÃO PARA TODOS E, ASSIM SE PODEREM POUPAR OS PORTES. 

MEMÓRIAS DA RAPAZIADA – BADANAS – Capa e Contra

MEMÓRIAS DA RAPAZIADA Capa e Contra-capa

Fonte: Manuel Frade – Presidente da MAG da AHBPN

Vinha o Cristo (bombeiro), certa noite (…)

Ao primeiro livro de poesia, publicado em 2006, Rosélia Palminha, funcionária desta Associação, não deixou de retratar o dia-a-dia do quartel de bombeiros e contar, em verso, histórias de socorros reais. Ver os seus poemas editados em livro foi um sonho tornado realidade.

Para Rosélia Palminha não foi muito fácil escolher algumas dezenas de poemas para integrarem o seu primeiro livro, uma edição de autor datada de abril de 2006, a que deu o título «Linhas e Entrelinhas». «Posteriormente, já encontrei outros textos que achei que deviam estar aqui [no livro], mas tenho coisas muito dispersas, porque já são 30 anos de escritos», diz a autora.

Entre os selecionados estão vários poemas que aludem ao quotidiano dos bombeiros, a que Rosélia se encontra ligada há quase 17 anos, quando foi admitida na AHBVPN, como funcionária da secretaria. Ora mais dramáticos (como em «Dura Realidade» – Ler aqui), ora num registo de verso mais simples e direto (Sai o 112 / Numa chamada de esperança / Eficaz, o socorrista / Em situação imprevista / Faz nascer uma criança), na obra publicada de Rosélia Palminha encontra-se também o relato, em verso, de uma história verídica ocorrida com o bombeiro do Quadro Auxiliar José Cristo, e que é das mais divertidas que, há anos, se contam na corporação (Ler «Rábula»).

A autora reconhece que não há um tema predominante na sua escrita e que adota estilos muito diferentes uns dos outros. «Sou muito subjetiva, os textos nem sempre têm rima, nem métrica. A mensagem é a que sai pela ponta da caneta, muitas vezes identifico-me com as coisas só depois de as ter escrito», explica, considerando que os temas só terão em comum o facto de resultarem dos «resíduos dos anos».

Num dos poemas, por exemplo, regressa às suas origens em Abela, concelho de Santiago do Cacém, a sua terra natal: Guardo bem na ideia / A calma essência / Da pacatez da minha aldeia. (…) Dessas grandes amizades, / Hoje não falo / Para não manchar estas páginas / Com as lágrimas da Saudade.

«O primeiro verso que fiz, estava na 4ª classe», recorda Rosélia Palminha. «Este gosto de escrever vem do meu pai [«Foi dele que herdei o jeito da rima», escreve, na dedicatória]; só que ele partiu e não me deixou nem um verso, e, para que isso não acontecesse comigo, pensei em fazer este livro», conta.

A sua primeira obra tornou-se, assim, numa espécie de objeto de culto, que a poetisa insiste em ir descobrindo, como se fosse por acaso. «Tenho-o espalhado em vários sítios da casa ou do trabalho e, às vezes, passo e leio», diz. Rosélia também gosta muito de o partilhar com aqueles que a rodeiam: «Dá-me muito prazer oferecer o livro e gosto de saber a opinião das pessoas».

Tal como tem acontecido todos os anos, Rosélia Palminha participou, em Novembro do ano passado, no «5º Encontro da Palavra Dita», uma organização conjunta da Junta de Freguesia de Pinhal Novo e da Câmara Municipal de Palmela, que teve lugar no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo. No encontro participaram 39 poetas amadores do concelho de Palmela, com idades entre os 9 e os 86 anos, entre os quais poetas populares e crianças das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico da freguesia. Cada poeta teve direito a declamar um poema na sessão, que resultará na edição do terceiro número da revista “Palavra Dita”, uma publicação da Junta de Freguesia de Pinhal Novo que reúne as produções apresentadas nestes encontros de poetas, fortemente implantados no calendário cultural da localidade.
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Esta notícia surge, neste sítio, muitos meses depois de ter sido proposta à poetisa. Pelo atraso, pedimos imensas desculpas. Esperamos ter provado que foi com muito gosto que recebemos o «Entrelinhas» das mãos da autora e que também o fomos folheando e descobrindo.

Fonte: Helena Rodrigues

Bombeiros são a instituição mais importante de Pinhal Novo

A maioria dos inquiridos, no âmbito de um estudo sobre a identidade social de Pinhal Novo, realizado por uma investigadora polaca, elege a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo como a instituição mais importante da vila.

O ponto de partida foi logo interessante. Uma autora de nacionalidade polaca, a residir há alguns anos em Pinhal Novo, desenvolveu um estudo sociológico sobre a vila, no âmbito do projeto europeu “Capital do Futuro”, que resultou no livro intitulado “Culturas Habitadas. Modos de ser e ver. O caso de Pinhal Novo”. A obra foi editada em versão bilingue (polaco e português), no final de 2005, pela Associação Juvenil “Odisseia”. A investigadora chama-se Aleksandra Chomicz e nela reside a maior lacuna do livro: a de nada revelar sobre a sua autora.

A publicação revela, todavia, visões curiosas, polémicas e, às vezes, antagónicas sobre a perceção que os pinhalnovenses têm da sua localidade, «através do buraco da fechadura». As opiniões foram recolhidas através de um inquérito, realizado entre maio e julho de 2005, em vários locais de Pinhal Novo (incluindo o quartel-sede dos Bombeiros Voluntários), que acabou por abranger 238 habitantes. Simultaneamente, a autora realizou cinco entrevistas individuais a residentes na vila, pré-selecionados em função da sua intervenção pública (Álvaro Amaro, Presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, foi um dos entrevistados) ou cultural. É a autora, desde logo, quem alerta para «o subjetivismo e relativismo das visões apresentadas nas entrevistas, as quais constituem só algumas das possíveis críticas e reflexões sobre as temáticas apresentadas».

Mas foi assim que Aleksandra Chomicz descobriu que os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo surgem à cabeça da lista das instituições locais consideradas mais importantes, pelos inquiridos. «A falta de hospital e outros órgãos de primeiros socorros abertos durante 24 horas, aliada à própria dimensão tradicional e histórica dos Bombeiros Voluntários, reforça ainda mais a sua posição especial e específica na vila», explica a investigadora. Só depois dos Bombeiros, aparecem referenciadas a Biblioteca Municipal e a Junta de Freguesia.

Outra conclusão interessante deste estudo: o motivo ferroviário assume-se como o símbolo mais relevante da identidade pinhalnovense, seguindo-se, nas respostas ao inquérito, a referência a José Maria dos Santos e aos pinheiros. É também o grande agricultor a personalidade referenciada como a mais importante para a identidade da vila. Logo depois é enunciado um antigo presidente da Direção dos Bombeiros (1969, 1970, 1971), o médico Manuel Veríssimo da Silva.

Neste domínio, é curioso que também tenham sido assinaladas personagens com um perfil marcado por «traços de irrealidade», mas que a autora considera terem «um lugar específico na construção do imaginário e memória coletiva de Pinhal Novo», como é o caso do popular José Lopa. Chomicz realça o facto deste nome ter sido mais citado pelos inquiridos mais jovens, e explica: «O seu [de José Lopa] comportamento e modo de estar desviado dos hábitos e normas sociais informalmente estabelecidos e aceites pela sociedade, concentra a atenção social, pertencendo, assim, à imagem do lugar por um motivo original e carácter próprio».

Também no que se refere à oferta cultural da vila, o papel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo é mencionado no estudo, por a sua sede dispor de um dos principais locais – o salão – destinados a acontecimentos culturais e artísticos.

”Convite para a conversa…”

O desenvolvimento do Pinhal Novo está sempre relacionado com as vias de comunicação. Ninguém vinha para aqui morar, se não tivesse acessos para outros sítios onde trabalha. (…) há vida própria não só nas comunidades rurais em torno da grande urbe, mas dentro da urbe também há espaços, que não estão fechados naturalmente, as pessoas que vivem nesses locais não vêm apenas cá dormir… vivem ali, vão aos cafés, saem com os seus filhos, levam-nos à escola, convivem…” (Álvaro Amaro, presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo)

Nós não impomos naturalmente esta ideia de que há aqui uma cultura caramela ou uma cultura de gente ferroviária, porque tudo isso está hoje em grande mutação. Não impomos nada a ninguém. Os contributos das pessoas que para cá vêm morar são importantes para construir esta identidade, feita da multiplicidade ou da multiculturalidade (…)” (idem)

(…) eu considero que, embora haja sempre muito trabalho para fazer, a oferta cultural de Pinhal Novo tem crescido e tem-se diversificado.” (idem)

A identidade não é a reconstrução do passado, ela constrói-se também com o presente. Não é um objecto acabado. É uma representação simbólica, que cada um constrói, numa relação própria com o seu sítio, que nem sempre é mesma de pessoa para pessoa… (…) Há pessoas que têm a motivação para viver em Pinhal Novo e intervir. (…) Cada pessoa tem de facto uma relação de pertença. Para mim é satisfatório quando as pessoas dizem: “Eu moro em Pinhal Novo, eu sou de Pinhal Novo”. Há alguns anos atrás ninguém queria ser tratado por caramelo. Hoje, o caramelo tem uma conotação positiva, porque nos remete para um local em que as pessoas têm orgulho de pertencer (…)” (idem)

A cultura Caramela é ligar o passado ao presente, para fazer o futuro; mas nesta terra com poucas referências percetíveis do passado, quando se vem de fora, a única ligação visível da qual tomamos logo conhecimento é a sopa Caramela, o resto fica uma interrogação.” (Joaquim António Gonçalves Borregana, artista plástico sob o nome Kim Prisu)

Falta [na oferta cultural do Pinhal Novo] um museu sobre o desenvolvimento local. Este poderia dar-nos uma ideia da identidade desta localidade dita Caramela, que passou de um meio agrícola a um dormitório.” (idem)

“[Pinhal Novo] É uma vila que cresceu muito depressa nestes últimos anos, na qual o pouco que têm do passado se está a apagar. (…) As novas construções apresentam uma arquitetura sem caracterização própria, exemplo disso é a nova estação (…) Também o edifício do Santa Rosa se encontra ao abandono. Isto leva-nos a pensar que têm medo do passado e provavelmente deles próprios.” (idem)

“[Os símbolos atuais deste sítio] Eram os três pinheiros imponentes que se situavam mesmo no coração da vila” (idem)

“[Ser do Pinhal Novo] Significa ter sentimentos fortes para com a localidade e os habitantes (…)” (Flávio Andrade, fotojornalista)

(…) uma das grandes lacunas do Pinhal Novo é a nível cultural. A cultura no e do Pinhal Novo é mais o café e a bebedeira social. O cinema na biblioteca, por exemplo, a maior parte das vezes está às moscas. A situação cultural é mais zero. Falta disponibilidade política para o fazer e vontade empresarial para pôr em prática. Pois, porque sem dinheiro não se pode fazer grande coisa. (…) O que falta concretamente é qualidade, porque ‘gosto’ ou ‘gostos’ existem, existe é um défice de bom gosto (…)” (idem)

(…) o Pinhal Novo descaracterizou-se todo praticamente, primeiro pela grande e desenfreada construção imobiliária que ainda hoje se mantém, com a agravante da falta de critérios a nível estético desses mesmos imóveis (…)” (idem)

Fonte: Helena Rodrigues, c/ o especial obrigado a Flávio Andrade, pela oferta do livro