Comandos Distritais de Operações e Socorro da Proteção Civil vão dar lugar a Comandos sub-regionais

28 de dezembro, 2022

Patrícia Gaspar salientou que esta nova forma de trabalhar ou este «novo esqueleto» de Proteção Civil vai permitir um sistema «mais próximo dos territórios e das pessoas», bem como das autarquias.

A «maior mudança» do sistema de Proteção Civil dos últimos anos vai acontecer em 1 de janeiro com o fim dos 18 comandos distritais de operações e socorro (CDOS) que vão dar lugar a 23 comandos sub-regionais.

«Esta é uma mudança profunda em que deixamos de ter o país dividido e organizado numa lógica de distritos no que à Proteção Civil respeita e passamos a ter uma nova camada territorial. A base do sistema continua a ser a nível municipal, onde as autarquias têm um papel absolutamente fundamental nesta área da Proteção Civil. Criamos agora a camada das comunidades intermunicipais, onde deixamos de ter 18 comandantes distritais e passamos a ter 23 comandos sub-regionais», disse a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, em entrevista à agência LUSA.         

O fim dos 18 CDOS e a criação de 23 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil estavam previstos na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que entrou em vigor em abril de 2019. Na altura ficou decidido, que a nova estrutura regional e sub-regional entrariam em funcionamento de forma faseada, estando já em funções os comandos regionais do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, enquanto os 23 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil, cuja circunscrição territorial corresponde ao território de cada comunidade intermunicipal, iniciam funções em 01 janeiro.    

Patrícia Gaspar salientou que esta nova forma de trabalhar ou este «novo esqueleto» da Proteção Civil vai permitir um sistema «mais próximo dos territórios e das pessoas», bem como das autarquias.

A governante explicou que aquilo que hoje é feito nos CDOS vai ser «exatamente o mesmo que vai ser feito nos novos comandos sub-regionais».

«O que se ganha é uma escala de aproximação ao território. Os novos comandos vão ter exatamente as mesmas funções, sobretudo naquilo que diz respeito à questão operacional», afirmou, exemplificando com as funções e atuação diária dos corpos de bombeiros, que «não vão sentir a mudança» porque vão continuar a ter a atual área de atuação e a desempenhar as mesmas funções.      

Segundo Patrícia Gaspar, as relações de vizinhança e de proximidade com as entidades parceiras e até com outros corpos de bombeiros vão manter-se.

«A única diferença é que quando chamarem ao rádio, em vez de chamarem o comando distrital, chamam o comando sub-regional, porque, na sua essência, a missão mantém-se. Ganhamos aqui uma camada nova, mais próxima das câmaras municipais, dos corpos de bombeiros e também sobretudo das populações», disse frisando que esta mudança vai concretizar-se «sem ruturas e sem constrangimentos», sobretudo no patamar operacional, tendo em conta que existiu um trabalho preparatório feito pela ANEPC.       

A secretária de Estado considerou também, que não é um problema de Proteção Civil deixar de funcionar a nível distrital, recordando que o INEM e as administrações regionais de saúde já têm atualmente uma organização distrital.

Patrícia Gaspar disse igualmente estar «perfeitamente convencida» de que não vão existir problemas em relação a esta nova adaptação, uma mudança que vai acontecer «a uma determinada hora» entre 31 de dezembro e 01 janeiro em que o sistema distrital vai ser desligado e ligado o sub-regional.

No entanto, admitiu que apesar de ser «uma mudança de continuidade» vão existir «algumas diferenças», nomeadamente nos concelhos cujas comunidades intermunicipais englobam diferentes distritos, além de «uma série de ajustes» que foram feitos.

«Vamos ter algumas diferenças nos sítios onde os novos comandos sub-regionais não coincidem com os comandos distritais, mas na maior parte dos casos, até em termos de infraestruturas, conseguimos ter uma solução na continuidade, à exceção de seis casos, onde foi necessário edificar novas infraestruturas e adaptar algumas infraestruturas a esta nova realidade. Diria que daqui a seis meses está tudo perfeitamente na rotina e sem qualquer problema», disse.

De acordo com a governante, foram feitos ajustes nos sistemas de comunicação, na organização dos sistemas de rádio, na organização dos fluxos de informação, no sistema de apoio à decisão que é usado pela ANEPC, que atualmente tem a configuração distrital e agora vai passar a ter uma nova configuração sub-regional.

A secretária de Estado afirmou também que a população não vai aperceber-se desta alteração, continuando o socorro a ser prestado «exatamente da mesma forma».

«Uma pessoa que precise de ajuda, porque tem um incêndio em casa, deve continuar a fazer exatamente o mesmo procedimento e ligar 112 para dar conta da emergência e, muito provavelmente, os bombeiros que vão aparecer em casa para resolver esta emergência serão exatamente os mesmos que no dia 29 de dezembro ou no dia 03 de janeiro. Porque isto não mexe com a área de atuação dos corpos de bombeiros», sustentou.

FUNCIONAMENTO DOS BOMBEIROS SEM ALTERAÇÕES

A secretária de Estado da Proteção Civil rejeitou esta quarta-feira que as corporações de bombeiros venham a sentir qualquer alteração com o novo modelo de organização territorial da Proteção Civil, considerou esta mudança «uma mais-valia» para o sistema.

«Diria que há aqui algo que importa desmistificar, porque os bombeiros não vão ser integrados em nenhuma estrutura. Os bombeiros vão continuar a trabalhar ao seu nível, ao nível dos corpos de bombeiros, das suas áreas de atuação, o que vão ter é um reporte diferente a partir de agora. Em vez de se reportarem ao comando distrital, reportam ao comando sub-regional. Isto não provoca nenhuma alteração nem obriga a nenhum tipo de integração numa outra estrutura», disse Patrícia Gaspar, em entrevista à agência LUSA.

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) já manifestou «frontalmente contra» esta alteração e considerou que não se revê neste novo modelo de organização territorial, alegando que o sistema tem uma organização distrital e não sub-regional.

«Tenho noção das renitências, das dúvidas e até de algumas posições menos favoráveis a esta mudança, mas estou também convencida que, com o continuar dos trabalhos e à medida que as coisas forem agora avançando, vamos perceber que há uma nova dinâmica e uma nova realidade. Vamos ter que nos ajustar e a mudança às vezes é necessária, sobretudo quando for para melhor», salientou Patrícia Gaspar, destacando o diálogo «aberto e franco» que tem sido mantido com a LBP.

A governante considerou também que esta mudança no sistema de Proteção Civil vai «efetivamente trazer uma mais-valia ao sistema, numa maior capacidade de proximidade e de ter mais noção daquelas que são as reais necessidades dos territórios».

A secretária de Estado salientou que as comunidades intermunicipais vão passar a ser «parceiros fundamentais», tendo em conta que no novo quadro comunitário de apoio, vão ser importantes «na captação de novas oportunidades de investimento para esta área da proteção civil».

«Estou convencida que todos vamos sair a ganhar e que a Liga dos Bombeiros Portugueses irá também perceber que este é um mar que vamos todos ter que navegar, contamos também com a Liga, como contamos com todas as restantes instituições do setor, para podermos continuar no espírito de franca colaboração e de cooperação que tem havido até aqui», afirmou.  

Sobre a nomeação de novos comandantes e segundos comandantes das 23 novas estruturas, a secretária de Estado afirmou que vão ser agora nomeados em regime de substituição e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) vai abrir «de imediato» um concurso público.

«Vamos ter um processo de nomeação em regime de substituição, porque, objetivamente, até ao final do ano não era possível garantir um procedimento de concurso normal, que é aquilo a que a lei neste momento obriga. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil vai de imediato abrir concurso público. Porque é isto que está previsto na lei e vai haver um regime concurso» disse frisando que a esmagadora maioria dos atuais comandantes dos CDOS, vai manter-se em funções e «depois terão que ser submetidos a escrutínio, como todos os outros».

Fonte – LUSA/Diário de Notícias        Foto – Leonardo Negrão/Global Imagens         

Governo vai pagar pagamentos em atraso aos Bombeiros ainda este ano

23 de dezembro, 2022

Em causa pagamentos em atraso às corporações de bombeiros relativos ao transporte não urgente de doentes.

O Governo prevê que até ao final deste ano sejam liquidados todos os pagamentos em atraso às corporações de bombeiros relativos ao transporte não urgentes de doentes, avançou esta sexta-feira à agência LUSA o Ministério da Saúde.

Num requerimento enviado esta sexta-feira ao Governo, o PSD afirma que se estima que «os atrasos dos estabelecimentos de saúde públicas no pagamento do transporte não urgente de doentes ascendam, atualmente, a cerca de 25 milhões de euros, situação que compromete fortemente a sustentabilidade económica financeira de muitas corporações de bombeiros, um crescente número dos quais se encontram já à beira da rotura».    

Contactada pela agência Lusa, o Ministério da Saúde explica que a conferência da faturação relativa ao transporte não urgente de doentes requer uma correta avaliação dos dados remetidos pelas entidades, de forma a assegurar a conformidade com as regras em vigor.

O ministério afirma que, estando consciente do que os atrasos nos pagamentos provocam aos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde, «tem promovido o diálogo entre instituições do SNS e os representantes das corporações de bombeiros no sentido de alterar esta realidade e consolidar os mecanismos de faturação, estando a trabalhar com as entidades envolvidas para uma célere regularização dos montantes em dívida».  

«Prevê-se que até ao final deste ano sejam liquidados todos os pagamentos em atraso a estas entidades» revela na resposta escrita à Lusa.

O MS lembra que o Governo tem vindo a prosseguir, desde 2015 num caminho de investimento e reforço do SNS, que se tem traduzido, todos os anos, numa maior dotação orçamental.  

Sublinha que este compromisso «é renovado» no Orçamento do Estado para 2023, que prevê que as transferências para o SNS totalizarão 12 297 milhões de euros, o que representa um aumento de 1 117 milhões de euros em relação a 2022, de 1 868 milhões de euros em relação a 2021, de 3 269 milhões de euros face a 2019 e de 4 423 milhões de euros face a 2015.

«Será o maior aumento de sempre de financiamento para a saúde, mais 10,5% nas verbas transferidas para o SNS, acompanhado de maior autonomia das instituições, tendo como objetivo melhorar os cuidados de saúde à população e garantir uma gestão mais eficaz dos pagamentos a fornecedores», salienta o ministério liderado por Manuel Pizarro.  

Além dos mecanismos habituais de pagamento, adianta, «este ano existirá ainda um processo de pagamento extraordinário de dívida».            

Fonte/Foto – Diário Notícias/LUSA          

ORÇAMENTO DE ESTADO PREVÊ AUMENTO DE 6,7% PARA BOMBEIROS

18 outubro 2022

As corporações de bombeiros voluntários, vão receber 31,7 milhões de euros, o que representa um aumento de 6,7% no próximo ano.

Esta é uma das medidas propostas no Orçamento do Estado para 2023, revelou esta segunda feira o Ministro da Administração Interna.

Segundo a fonte do MAI, o financiamento ás Corporações de bombeiros em 2023 será a maior dos últimos cinco anos e avança que o OE 2023, propõe um aumento de 52,12 euros na remuneração mensal dos elementos que integram as Equipas de Intervenção Permanente (EIP) das Corporações de Bombeiros Voluntários.

No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) o MAI refere que estão previstos 20 M€ para os bombeiros, nomeadamente 12,6 milhões de euros para aquisição de 81 Veículos Florestais, sendo a maior distribuição desde 1980, seis milhões de euros para aquisição de Equipamentos de Proteção Individual e um milhão de euros para formar 3.300 agentes de Proteção Civil, através da Escola Nacional de Bombeiros, sendo que os principais benificiários são os Bombeiros.

Fonte: Daniela Rocha do Portal dos Bombeiros Portugueses

MAI – Diz que bombeiros vão cumprir, apesar de discordarem da nova estrutura da Proteção Civil

25 setembro 2022

O que disse foi que, em função da decisão pelo Governo, cumprirá aqueles que são os seus deveres do ponto de vista do cumprimento da lei da Proteção Civil que está em vigor. E é essa lei que todos têm de subordinar a sua vontade”, esclareceu o Ministro José Luís Carneiro.

O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, desvalorizou este domingo a discordância da LBP à integração destes operacionais na nova estrutura da Proteção Civil, considerando que os bombeiros irão cumprir a lei em vigor.

O Ministro reagiu às declarações do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, que no sábado, à margem da reunião extraordinária do conselho nacional da LBP, recordou que, neste momento, os bombeiros «Não se sentem confortáveis com a integração da nova estrutura da Proteção Civil, com os seus comandos sub-regionais, rejeitam integrar essa situação e têm a sua própria organização operacional», querendo manter-se como estão atualmente.

Em declarações aos jornalistas, em Gondomar, o Ministro salientou este domingo que a LBP, já afirmou no passado que discorda deste novo modelo de organização da Proteção Civil, mas cumprirá a lei que está em vigor.

«A Liga dos Bombeiros diz que não concordou com o modelo já no passado. O que disse foi que, em função da decisão tomada pelo Governo, cumprirá aqueles que são os seus deveres do ponto de vista do cumprimento da lei da Proteção Civil que está em vigor. E é essa lei que todos tem de subordinar a sua vontade», afirmou.

Na reunião extraordinária do conselho nacional da LBP, foi aprovada a criação de zonas e sectores operacionais de bombeiros, prevendo-se que as Federações, no prazo de 15 dias, apresentem ao conselho executivo da Liga uma proposta de metodologia de organização das zonas e dos sectores operacionais.

José Luís Carneiro destacou que uma coisa é esta organização dos bombeiros e das Associações Humanitárias e outra coisa é a sua integração na estrutura da Proteção Civil.  

«Uma coisa tem a ver com a estrutura nacional da Proteção Civil, que tem um comando, que tem comandos regionais, que tomaram posse há muito tempo. São cinco comando regionais, e vai ter 23 subcomandos, correspondentes às comunidades intermunicipais. Isso é uma matéria de organização da Proteção Civil Nacional», explicou.        

 «Outra matéria tem a ver com os bombeiros e as organizações humanitárias decidem organizar-se enquanto bombeiros. Isso é uma matéria da autonomia das próprias Associações, naturalmente cumprindo os deveres que tem com a Proteção Civil do país, e com a integração naquilo que corresponde ao sistema nacional da Proteção Civil», acrescentou.

A reunião que a Liga realizou no sábado, aconteceu após o Governo ter fixado a data de 1 janeiro de 2023 para o fim dos 18 comandos distritais de operação e socorro (CDOS) e o início de funções dos 23 comandos sub-regionais de Proteção Civil, como estava previsto na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que entrou em vigor em 2019.

A LBP não aceita integrar esta nova estrutura da ANEPC, baseada nas comunidades intermunicipais, alegando que os bombeiros estão organizados e trabalham a nível distrital.  

Fonte: O Jornal Económico com Lusa

ÉVORA – Entrega Oficial do Veículo de Socorro e Assistência (VSAT 01)

No dia 28 de fevereiro de 2002, o Serviço Nacional de Bombeiros procedeu à entrega das viaturas comparticipas pelo Ministério da Administração Interna, na cidade de Évora, onde se verificou a entrega oficial do Veículo de Socorro e Assistência Tático, pelo senhor Ministro da Administração Interna José Carlos das Dores Zorrinho e o representante do Serviço Nacional de Bombeiros, em substituição do senhor Presidente Joaquim Rebelo Marinho.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, esteve representada nas pessoas dos senhores Presidente Joaquim Osório Tomás e o comandante Fernando Pestana, que receberam as chaves da Viatura Mercedes Benz 416 CDI, com a matrícula 29 05 SL, carroçada pela firma INASI.

Consta nos registos oficiais, que este veículo entrou ao serviço em 10 outubro de 2001, antes da sua entrega oficial, devido ao elevado número de acidentes rodoviários, na área de atuação deste corpo de bombeiros e ao nó ferroviário existente nesta localidade.  

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                                                         Fonte: Fernando Pestana – Secretário da MAG

PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITA NO HOSPITAL DE S JOSÉ, O CHEFE RUI CRUZ, FERIDO NO INCÊNDIO DE PALMELA

2022 julho 14 (pelas 17h 30m)

 O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, deslocou-se hoje ao Hospital de São José, em Lisboa, para visitar o Chefe Rui Cruz do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, ferido grave, com lesões nos braços, pernas e zona lombar, no incêndio que deflagrou na localidade de Palmela, onde lhe transmitiu uma palavra de encorajamento e à família com quem falou.

Fez-se acompanhar pelo Ministro da Administração Interna José Luís Carneiro, a Secretária de Estado Patrícia Gaspar e a Secretária da Saúde Maria de Fátima Fonseca, Vice-Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses Eduardo Correia, Presidente da Direção dos Bombeiros de Pinhal Novo, José Calado e Comandante Interino em exercício Vasco Marto.

O Presidente considerou que o Bombeiro se encontra em grande forma, está a fazer uma boa recuperação e estima que tenha alta hospitalar dentro de 48 horas.

Fonte – F Pestana secretário da MAG  Fotos: Site Atualidade,  Presidência da República 

Inaugurada a nova Sede da Liga dos Bombeiros Portugueses

Presidiu à cerimónia de inauguração da nova Sede da Liga dos Bombeiros Portugueses em Lisboa, no passado dia 9, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que à chegada ao local recebeu Honras prestadas pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras.

O Presidente da República descerrou a placa alusiva à data, tendo antes procedido à bênção do ato o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Américo Aguiar.

A nova Sede da Liga dos Bombeiros Portugueses fica agora localizada no Largo de São Sebastião, 8 – Paço do Lumiar – 1600-435 Lisboa.

Fonte: Manuel Frade, site Presidência Republica Portuguesa. Foto retirada do referido site

Bombeiros intervêm de imediato em indisposição de Jorge Sampaio

O Presidente da República sentiu-se mal, este sábado, no final da cerimónia de inauguração da Escola EB 1 com Jardim de Infância Nº 4 de Pinhal Novo. Enfermeira e médico dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo estavam entre os convidados e prestaram apoio imediato a Jorge Sampaio. Tudo não terá passado de um susto.

Convidado especial da Câmara Municipal de Palmela para proceder, na manhã deste sábado, 18 de dezembro, à inauguração da Escola EB1/JI Nº 4 de Pinhal Novo, o Presidente da República sentiu-se mal no final da cerimónia, já à saída do portão da escola. O que parece ter sido uma quebra de tensão obrigou Jorge Sampaio a sentar-se, por breves minutos, num banco de jardim e a ir tomar um café.

O Presidente teve, de imediato, o apoio de uma enfermeira e médico do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, que se encontravam entre os convidados, até à chegada de duas ambulâncias medicalizadas, que se encontravam de prevenção e foram acionadas, a par da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), do INEM.

O próprio Jorge Sampaio terá dado a entender que tudo não passou de um susto. O Presidente recuperou rapidamente e regressou a Lisboa, para repousar. O incidente levou ao cancelamento da deslocação do Chefe de Estado a Vila Real de Santo António, prevista para a parte da tarde.

Presidente apela à participação nas legislativas

Antes do incidente, ao falar para as centenas de pessoas que assistiram à inauguração da escola, Jorge Sampaio apelou à participação e ao voto dos portugueses nas próximas eleições legislativas, em 20 de fevereiro, para que se pronunciem sobre o rumo do país nos próximos anos.

«Aquilo que eu peço aos cidadãos do Pinhal Novo, de Palmela, a qualquer cidadão do país, é que se informe sobre as propostas, sobre a maneira como cada um dos responsáveis pretende responder às vossas preocupações, ao futuro da educação, da saúde, da justiça, da economia», disse Sampaio, que frisou a importância da participação dos portugueses nas eleições.

«A vossa participação é importante, e a única coisa que vos peço em todo este período é que escutem, participem e que, no dia 20 de fevereiro, votem de acordo com a vossa inclinação. Isto é um país livre que tem agora, como eu entendi que devia ter, uma oportunidade de escolher qual deve ser o seu rumo futuro», acrescentou Jorge Sampaio.

A remodelação da Escola Básica do 1º Ciclo com Jardim de Infância Nº 4, de Pinhal Novo, representou um investimento de cerca de 2 milhões de euros da Câmara Municipal de Palmela. Na sua intervenção, Sampaio salientou a importância do investimento na educação, considerando que se trata de um investimento reprodutivo que é fundamental para o futuro do País.

Questionado pelos jornalistas sobre o chumbo da pergunta do referendo sobre o Tratado Constitucional da União Europeia, Sampaio disse apenas que vai ler o acórdão nas próximas segunda ou terça-feira.

Fonte: HR c/ Comunicação Social (Foto SIC)