Cortejo de casamento passa pelo quartel

A vida do quartel e a vida pessoal parecem ser indissociáveis. Exemplo disso, João Daniel fez questão de envergar a “Farda de Gala” de bombeiro, no dia do seu casamento. O VUCI 01 serviu como “carro do noivo”. E os noivos não foram os únicos que se emocionaram.

João Daniel Joaquim – Ver Foto da promoção a bombeiro de 3ª classe – e Irene casaram-se no Sábado, 24 de setembro de 2005. E, no meio da emoção (que ainda disfarça mal), o próprio Comandante da corporação lá conseguiu registar, com o telemóvel, a passagem dos noivos pelo quartel, após a cerimónia.

O resultado são imagens pouco comuns, num quartel de bombeiros. Não é todos os dias que uma noiva pousa para a fotografia com um veículo de combate a incêndios por cenário. Já antes, a viatura VUCI 01, estacionada junto ao Jardim José Maria dos Santos, chamava as atenções. Teria deflagrado um fogo na igreja?

Quanto ao fato do noivo, e para quem não percebe nada das normas sobre fardamentos, esclarece-se que está tudo definido, em pormenor, pela Portaria nº 1314/2001, de 24 de Novembro, que aprova o Regulamento de Uniformes dos Bombeiros, e Portaria nº 1166/90, que aprovou o Plano de Uniformes e Distintivos dos Corpos de Bombeiros (e veio substituir as regras inicialmente estabelecidas por Decreto de 1951, revisto por Portaria de 1960). Estas normas regulam a composição dos vários fardamentos e preveem a possibilidade de serem usados em cerimónias particulares, mediante prévia autorização do comandante do respetivo corpo de bombeiros.

Assim sendo, o João Daniel quis ir para a igreja no velhinho Bedford da corporação. E fez questão de envergar a farda de gala, num momento tão importante da sua vida. A Associação ofereceu-lhe a farda, como prenda de casamento. E ele retribuiu, partilhando com todos a sua felicidade. Obrigada!

Esta (boa) notícia é, naturalmente, dedicada a um dos “meninos” mais bonitos e amáveis do quartel, que merece ser muito, muito feliz. Parabéns!

Fonte: Helena Rodrigues (Texto), com Fernando Pestana

Motobombas a brilhar

A iniciativa e dedicação dos bombeiros está a permitir recuperar o que resta do espólio de material antigo da Associação. A primeira motobomba recuperada já pode ser apreciada à entrada do quartel: está como nova e operacional. Outras estão na lista de espera para uma autêntica operação plástica – Ver mais fotos.

Motobombas que estavam abandonadas começam agora a reluzir, perante os olhares orgulhosos de quem as sente como parte da sua história. «Já viu a motobomba que está à entrada do quartel?», pergunta o bombeiro Tiago Silva, num momento de pausa da rebarbadora com que, na oficina, trata de polir minuciosamente o chupador de latão que integra a peça exposta no átrio do quartel. Trata-se de uma motobomba de origem inglesa, que se encontrava obsoleta e há muitos anos abandonada, e que agora prova que muito do património histórico do Corpo de Bombeiros ainda pode ser recuperado.

Aliás, tudo começou com a recuperação do antigo material de desencarceramento, que deixara de ser usado há quatro anos, com a aquisição do atual veículo de salvamento e desencarceramento. Esse material já está operacional e de reserva para qualquer necessidade. «Era uma coisa que gostávamos de voltar a ver trabalhar – conta Tiago Silva – e, como tivemos sucesso com o material de desencarceramento, voltámo-nos agora para as motobombas».

“Manual” de recuperação de motobombas

Primeiro, foi preciso desmontar a bomba, peça por peça. Explica Vasco Marto, subchefe, outro dos intervenientes nos trabalhos: «Verificou-se que, na cabeça do motor, o piston, as válvulas e os segmentos encontravam-se cheios de ferrugem e corroídos. Teve de ser tudo limpo, peça por peça, e tudo montado com juntas novas». Foi, por assim dizer, a primeira fase dos trabalhos.

A seguir, as atenções dos “operários” viraram-se para o carburador, que foi desmontado e verificado e, depois de limpo, foi montado outra vez. Seguiu-se a terceira fase do trabalho, voltada para a parte elétrica. «Os platinados e o condensador estavam corroídos e tiveram de ser limpos e afinados», explica Vasco Marto. E conclui: «Depois de tudo montado e a funcionar em condições, foi tudo desmontado outra vez para então se lixar todas as peças, pintá-las e envernizar as peças em latão, a que se seguiu a montagem final e retoques finais.»

Foram muitas horas de trabalho, repartidas por vários pares de mãos. Vasco Marto contabilizou uma semana de trabalho, o que coincide, mais ou menos, com as contas de Tiago Silva, encarregue da limpeza das peças. Tiago diz que, para deixar tudo a brilhar, esteve de volta do material «umas 7 tardes, mais ou menos». E está satisfeito com o resultado.

METZ e ASPI – As bombas que se seguem

Entretanto, já desmontada está outra motobomba, uma das mais antigas que existem na Associação (Ver foto). Segundo os bombeiros apuraram, a bomba, da marca Carl Metz (Ver foto), «uma marca alemã de material de bombeiros muito conhecida», já não funcionava quando veio parar à corporação. Muito provavelmente, a motobomba «deverá ser da altura da II Guerra Mundial, quando a Metz teve o seu maior desenvolvimento», consideram os bombeiros. Mas não têm certezas.

Ainda a jazer, cheia de pó, nas prateleiras de material sob o telheiro da parada, está a que os bombeiros asseguram ter sido a primeira motobomba utilizada pelo CB. Esta é da marca italiana Aspi Tamini e foi oferecida à Associação pela congénere dos Caminhos de Ferro Sul e Sueste, do Barreiro. Numa chapa identificadora do batismo, a peça ainda ostenta o nome de Victor Adragão, senhor todo-poderoso da CP no período do Estado Novo.

O germinar de um núcleo museológico

O que começou por ser uma forma de ocupar o tempo está a entusiasmar de tal forma os elementos da corporação, que já se admite que este possa ser o arranque para a criação de um núcleo museológico na Associação.

«Para ter mesmo um museu talvez não tenhamos material suficiente em inventário, teria de se fazer um estudo para ver o que ainda há por aí», reconhece o Subchefe Paulo Pinto, um dos bombeiros que, nas últimas semanas, se lançaram no objetivo de recuperar o património histórico da corporação. Raúl Prazeres, Adjunto de Comando, admite mesmo que «nesta casa nunca tivemos muita vocação para preservar o material antigo». Os bombeiros lembram que, ao longo do tempo, houve várias tentativas de recuperar material inoperacional, mas que «foram desistindo e foram-se perdendo peças».

O certo é que, desta vez, o trabalho está a ser levado muito a sério e tem implicado uma rigorosa pesquisa. Por exemplo, no site da Metz, companhia fundada em 1842, têm-se procurado referências sobre a motobomba que está agora desmontada. «Pedimos a colaboração do Richard [médico que integra o CB, de nacionalidade alemã] para telefonar à empresa, porque precisamos de uma fotografia para ver como era a motobomba e verificar se nos faltam algumas peças», explica Paulo Pinto, para quem nenhum pormenor deve ser descurado: «Já que estamos a recuperar as motobombas, era engraçado pô-las mesmo a trabalhar», conclui.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto), com Corpo de Bombeiros

Incêndio num 3º andar teve origem na sala

Felizmente, foi mais o susto e o aparato operacional do que a gravidade das consequências. Esta semana, houve fogo num 3º andar em Pinhal Novo.

O alerta chegado ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, na tarde de quarta-feira, 10 de agosto, dava conta de um foco de incêndio num 3º andar da Rua Mouzinho de Albuquerque, com possibilidade de haver vítimas dentro da habitação.

A primeira viatura enviada ao local, no lado Sul da vila, foi o VUCI 02 (Veículo Urbano de Combate a Incêndios), com 5 bombeiros, que fizeram o reconhecimento da situação. Foram também mobilizados uma ambulância de emergência e o outro VUCI da corporação.

Os bombeiros foram encontrar o fogo confinado à sala da habitação, onde arderam completamente um televisor, uma aparelhagem e a mesa de apoio aos aparelhos. Tudo indica que o incêndio possa ter tido origem no sobreaquecimento do televisor, que já estaria ligado há várias horas. De qualquer forma, a GNR de Pinhal Novo esteve presente no local e tomou conta da ocorrência.

Ao aperceberem-se do foco de incêndio, os residentes no andar já tinham abandonado a habitação, antes da chegada dos bombeiros. Assustada com o fumo, uma criança do andar vizinho é que acabaria por ser evacuada, juntamente com os seus dois animais domésticos.

No decurso das operações, e para além da extinção do incêndio, os bombeiros procederam à ventilação e desenfumagem do local, onde ficou visível do exterior, na varanda da sala, o negro do fumo.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto e Foto), com Raúl Prazeres

Bombeiros recuperam poço para formação

Saber operar com motobombas faz parte da formação básica de um bombeiro. E que melhor sítio para praticar do que num poço? Com esse objetivo, a corporação lançou mãos à obra de recuperar um poço abandonado, na zona rural de Pinhal Novo – Ver Galeria de Fotos.

O recurso às motobombas – manuais ou incorporadas nos veículos de combate a incêndios – é utilizado pelos bombeiros para proceder à aspiração de água em caso de inundação ou ao abastecimento dos autotanques, por exemplo. São técnicas que fazem parte da formação inicial de um bombeiro.

Serviço “dois em um”

De uma assentada, os bombeiros estão a levar a cabo uma ação de proteção de vidas e bens – visto que o poço, localizado num terreno não vedado e com o mural partido, constitui um perigo para animais ou mesmo pessoas – e vão ficar com um espaço ideal para a corporação e não só (para todas as abrangidas pelas ações de formação conjunta promovidas pela Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal) poder treinar o manuseamento das motobombas.

Além do mais, está em causa um relevante trabalho de limpeza, numa zona de risco de incêndio rural. É que o poço estava cheio de entulho e foi preciso começar por escoar a água e retirar tudo o que estava depositado no fundo («até encontrar areia limpa», explica o Comandante Fernando Pestana). Só depois os bombeiros puderam iniciar a reconstrução do beiral.

Os trabalhos prosseguiram neste Sábado, 23 de julho. Mas consta que os voluntários ainda têm trabalho para mais um dia. Pelo menos…

A Associação agradece o apoio da Cerâmica de Pegões, de J. G. Silva, pela cedência dos tijolos; e da empresa Joto Tulhos, de Rio Frio, pela cedência de manilhas.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto), c/ Fernando Pestana

Fuga de gás obriga a evacuação na Quinta do Pinheiro

Viveram-se momentos de alguma tensão, esta sexta-feira, na Rua José Saramago, em Pinhal Novo, na sequência de uma rotura num cano de abastecimento de gás, provocada por uma retroescavadora. Os bombeiros, com o apoio da GNR, evacuaram a zona até estarem repostas as condições de segurança.

A rotura num cano secundário de abastecimento de gás natural, na urbanização Quinta do Pinheiro, na tarde desta sexta-feira, foi provocada por uma máquina retroescavadora que operava no solo, na Rua José Saramago, junto à sede do Jornal do Pinhal Novo.

Os Bombeiros de Pinhal Novo acorreram ao local com o veículo urbano de combate a incêndios (VUCI 02) e verificaram que o gás acumulado na zona era muito, o que gerou algum receio na população. Àquela hora, muitos dos residentes não estavam em casa, pelo que não ultrapassou a dezena e meia o número de pessoas que tiveram de ser evacuadas (trabalhadores de uma pizzaria e da redação do Jornal do Pinhal Novo, além de residentes nos prédios em redor).

Para o isolamento da área e evacuação da população, os bombeiros contaram com o apoio de dois piquetes da GNR local, que procedeu também ao corte do trânsito na zona. Foi ainda acionado o piquete da Setgás, a empresa responsável pelo abastecimento de gás canalizado, bem como o Serviço Municipal de Proteção Civil.

Após ter sido fechada a conduta geral do gás, o piquete da empresa procedeu à reparação do cano. A intervenção dos bombeiros concluiu-se com a medição da percentagem de gás existente no local, que permitiu certificar que estavam repostas as condições de segurança na zona.

Nestas situações, a maior preocupação consiste no perigo de explosão, devido ao risco de acumulação de gás. Quando esta acumulação ocorre no interior dos edifícios, por exemplo, o simples acto de tocar uma campainha ou acender a luz do prédio pode provocar uma explosão. Daí justificarem-se todas as precauções tomadas.

Fonte: Raúl Prazeres

Chamas voltaram à Arrábida

Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo estão entre as onze corporações do distrito de Setúbal que, esta tarde, combatem um incêndio na Arrábida, que deflagrou entre a Aldeia da Piedade e Casais da Serra. Fonte deste Corpo de Bombeiros considera que a situação «está muito complicada».

«Está muito complicado. Os acessos, a vegetação densa e a topografia do terreno dificultam imenso o nosso trabalho», considera Vasco Marto, subchefe da corporação de Pinhal Novo, que esteve no local. Este operacional destaca ainda a temperatura como um dos maiores inimigos dos bombeiros, neste momento.

O incêndio, que deflagrou cerca das 15h40 desta quarta-feira na Arrábida, entre a Aldeia da Piedade e Casais da Serra, está a ser combatido por onze corporações de bombeiros e um helicóptero. Segundo fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Setúbal, as oito primeiras corporações a serem mobilizadas para o local foram as de Palmela, Pinhal Novo, Sesimbra, Seixal, Moita, Salvação Pública (Barreiro) e Setúbal (sapadores e voluntários).

Segundo o balanço apresentado pelo SNBPC, às 17h30, o incêndio é considerado já de “grandes proporções” e está a ser combatido por 97 homens, auxiliados por 27 viaturas de 11 corporações e um helicóptero. A corporação de Pinhal Novo tem no local o Veículo Florestal de Combate a Incêndios e um Veículo Tanque de Grande Capacidade, com um total de oito bombeiros.

O incêndio está a devastar uma zona de vegetação de difícil acesso por meios terrestres e, às 17h30 de hoje, ainda não estava considerado circunscrito. Este fogo, na zona do Alandre, foi detetado pelo posto de vigia da Associação de Produtores Florestais do Distrito de Setúbal – Aflopes, atravessou a EN 379 e lavrou em direção à zona dos Picheleiros.

Os bombeiros tiveram de ordenar a evacuação do parque de campismo local. Uma segunda frente de fogo na Arrábida, na zona de Valongo, estava a lavrar numa zona de declive muito acentuado, segundo fonte da Aflopes, que estima em mais de 50 hectares a área já ardida.

Fonte: HR, c/ Agência Lusa

Perigo espreita com óleo na estrada

Esta manhã, um camião esvaziou por completo o depósito de óleo na EN 252, em pleno centro rodoviário de Pinhal Novo. Escassos minutos depois, o despiste de uma motorizada provocava a queda de um idoso. Foi apenas o primeiro de quatro acidentes resultantes do derramamento.

O incidente deu-se pelas 9h30, numa altura em que é especialmente denso o tráfego de trânsito na Estrada Nacional 252, que atravessa a vila de Pinhal Novo. Um pesado de mercadorias, que circulava no sentido Pinhal Novo-Montijo, começou a derramar óleo junto ao supermercado “Minipreço”. O condutor acabou por ver o depósito de óleo da viatura esvaziar-se completamente, escassos metros à frente, na paragem de autocarros da rotunda dos pinheirinhos (na foto).

Poucos minutos depois, um idoso caiu, em frente ao centro comercial “Pinô”, na sequência do despiste da motorizada em que seguia. Foi apenas o primeiro de dois despistes de velocípedes a motor, provocados pelo derramamento do óleo na via. Apesar de não terem sofrido ferimentos graves, os dois condutores foram transportados ao hospital de Setúbal. A situação provocou ainda a queda de dois peões, que não necessitaram de assistência hospitalar.

Como habitualmente neste tipo de situações, foi efetuado o corte da via e, além da atuação dos bombeiros – com o Veículo de Socorro e Assistência Tático (VSAT) e cinco homens – foi necessária a intervenção da proteção civil municipal, encarregue de espalhar pó de pedra ao longo da via e acionar uma lavadora mecânica para efetuar a remoção do resultado.

Na assistência aos acidentados e transporte ao hospital estiveram, ainda, envolvidas a viatura do INEM e a ambulância de socorro ABSC 01, com um total de quatro bombeiros.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto e Foto), c/ Vasco Marto

Camião de carga vai ser transformado em autotanque

A corporação já lançou mãos à tarefa de recuperar o chassis de uma viatura DAF 2800, para posterior adaptação de um depósito de água. O objetivo é transformar o pesado de mercadorias num veículo tanque tático, que substitua o atual VTTU 01, ainda ao serviço.

As ajudas têm sido relevantes, mas nunca são demais. A primeira, deve-se à firma SOPOL, que recentemente ofereceu à Associação três veículos pesados que já não pretendia utilizar: duas viaturas DAF 2800 e outra DAF DAY 4400 (4×4).

Da primeira, pretende a corporação obter um novo veículo tanque tático; a segunda – explica o Comandante Fernando Pestana – vai servir para aproveitamento de acessórios, enquanto a terceira (equipada com caixa de carga e uma grua hidráulica de 3,5 toneladas) será utilizada para transporte de cargas.

O trabalho de recuperação do chassis da primeira DAF 2800 começou no Sábado, 25 de Junho, nas instalações da firma FJCR–Transportes de Mercadorias Lda., onde um grupo de voluntários da corporação procedeu à desmontagem da báscula e da caixa de carga. Além de ceder a sua oficina e ferramentas, aquela mesma empresa predispôs-se já a oferecer o trabalho de pintura do chassis e (a vermelho) da cabine da viatura, o que constitui uma ajuda preciosa que cumpre agradecer.

A Direção entrou, entretanto, na fase de orçamentação da construção de um tanque de 10 toneladas, em aço inoxidável, para equipar a viatura.

O reforço da operacionalidade na área do combate aos incêndios constitui uma das mais prementes reivindicações do corpo ativo, que insistentemente tem feito chegar ao Comando e Direção a sua preocupação pela atual insuficiência de meios.

Fonte: Helena Rodrigues, c/ Fernando Pestana

Oito focos de incêndio em 24 horas e «um gatinho» resgatado

Mais de uma dúzia de saídas para fogo marcaram os primeiros cinco dias do Grupo de Primeira Intervenção (GPI) dos Bombeiros de Pinhal Novo. Só entre o final de Sábado e o Domingo, oito focos de incêndio mobilizaram o Grupo nas zonas rurais da sua área de intervenção. Numa das situações, um animal em perigo foi resgatado.

Têm sido muitas as ocorrências de fogo rural dentro da área de atuação do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, para que são mobilizados os operacionais que integram o GPI, desde 1 de julho. Esta terça-feira, ardeu o que restava da área de pinhal e mato na Salgueirinha, junto às portagens do Pinhal Novo. No combate às chamas, estiveram também envolvidas as corporações de Palmela e do Montijo.

Na sequência de outro foco de incêndio nesse mesmo local, no fim-de-semana, foram os bombeiros encontrar um animal em risco de ser apanhado pelas chamas. «O gatinho estava numa estradinha rente ao fogo, no meio do fumo», conta um dos operacionais. Resgatado pela equipa, o animal acabaria por ser adotado por Serafim Neves, Chefe da corporação.

Os Bombeiros estão a mobilizar para estas situações, prioritariamente, o VFCI e o autotanque VTTU, assim como o VUCI 01 e o VTGC 02 da corporação. Todavia, como já foi aqui amplamente referenciado (Reler Notícia), a corporação continua a reivindicar mais meios de combate a incêndios, que possam reforçar a sua capacidade operacional e concorrer para a própria motivação dos seus elementos.

No distrito de Setúbal, e até agora, a situação de maior gravidade ocorreu na tarde desta terça-feira (5 de Julho), na Herdade da Apostiça, no concelho de Sesimbra. O incêndio foi dado como extinto às 17h50, informou o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal. Segundo a fonte, o incêndio começou cerca das 16h00 e foi combatido por 23 viaturas e 74 bombeiros das corporações de Almada, Seixal, Sesimbra e Cacilhas. O fogo florestal esteve próximo das instalações militares da NATO, mas não as atingiu.

Fonte: HR c/ Leonel Barradas (e Agência Lusa)

Para o ano há mais… Festas!

Milhares de pessoas, pinhalnovenses ou visitantes de outras localidades, não resistiram a sair para a rua e fazer a 9ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo – que decorreu de 7 a 12 de junho, de diversas maneiras, noites e madrugadas fora. Os bombeiros andaram por todo o lado: em funções, ou nem por isso. A fanfarra da corporação destacou-se na procissão de domingo (na foto).

O OUTRO LADO DOS BOMBEIROS… NAS FESTAS

1. No stand institucional dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, o cadete Francisco Palmela e o aspirante Artur Barreira foram anfitriões incansáveis, a acorrer a pequenos acidentes, a distribuir propostas de sócio e a propor ideias para o reforço da implementação local da Associação. Francisco Palmela insiste que os bombeiros devem organizar bailes no salão (para prolongar o espírito das Festas?). Artur Barreira trocou, na noite de sábado, a farda de bombeiro pela de marchante (nas Marchas Populares). Outros bombeiros e membros da fanfarra fizeram o mesmo.

2. Os manuais de jornalismo ensinam que notícia é um homem morder um cão. Portanto, o que aconteceu numa das noites das Festas não constitui notícia. Mas a verdade é que uma visitante foi mordida por um cão! Os bombeiros estavam lá e assistiram-na.

3. Nas largadas, a participação dos bombeiros não se resume a ficar de prevenção com uma ambulância e fazer alguns curativos. Dentro do recinto onde são largados os touros (em pontas), vários elementos da corporação mostravam um outro lado da sua coragem. Entre comes e bebes, servidos ali mesmo – numa construção rudimentar montada no centro da “arena” – pelo bombeiro António Barradas.

4. Mas há mais das largadas. Empoleirado em cima da camioneta que transporta os touros, com uma boina bem diferente do bivaque habitual, quem soltava os animais era o bombeiro Rudi Matos. Pelo que se viu, “o carteiro mais veloz do Pinhal Novo”, e habitual organizador das largadas, já encontrou um sucessor à altura.

5. Fernando Pestana, o comandante da corporação, não gosta de comer entremeadas no meio do pó. Por isso, preferiu terminar as noites das Festas no espaço dos motards, onde a caipirinha era rainha. Aí, sobressaiu a hospitalidade do bombeiro Paulo Costa (e esposa), grande amante das duas rodas (além dos carros de incêndio) e que confessou ter uma relação difícil, isso sim, com outro tipo de veículos: as ambulâncias!

6. Grande dançarino de bailes populares revelar-se-ia o bombeiro António Oliveira. Pois é! O bailarico na noite da sardinha assada, no polidesportivo do Jardim José Maria dos Santos, esteve bastante animado e a corporação esteve muito bem representada.

7. Na derradeira noite do fogo-de-artifício, também as faixas refletoras dos fatos dos bombeiros e os capacetes reluziram em todo o seu esplendor. Como medida de prevenção, os bombeiros de serviço apontaram a mangueira à tenda que abrigou uma exposição sobre o 25 de Abril e encharcaram-na. A tenda estava demasiado perto do arsenal para o artifício, na Praça da Independência, e o objetivo foi arrefecer o material combustível, não fosse o diabo tecê-las. Mais longe, no quartel, alguém sabe como estaria, debaixo daquele barulho todo, a pobre da cadela Labaredas? Tadinha…

ESTE FOI O PROGRAMA DAS FESTAS 2005

Terça-feira, 7 de junho
20h30: Inauguração Oficial das Festas Populares de Pinhal Novo – Pelas ruas das Festas
21h00: Abertura da Exposição “Objetos e Memórias da Cultura Caramela” – Átrio da Biblioteca Municipal
21h30: Abertura da Exposição “Trinta Anos do 25 de Abril no Concelho de Palmela” – Praça da Independência
21h30: Rancho Folclórico da Palhota e Venda do Alcaide – Palco do Polidesportivo
22h00: Concerto pela Banda da S.F.U.A. – Palco do Coreto
22h30: Discovery – Pátio Caramelo
23h00: Rui Veloso – Palco da Praça da Independência
00h00: Largada de Touros – Junto às bombas da Repsol
00h30: Fogo de Artifício – Praça da Independência

Quarta-feira, 8 de junho
09h00: Arruada pelos Gaiteiros do Círio da Carregueira – Pelas ruas da vila
21h30: Grupo Folclórico Danças e Cânticos dos Olhos de Água – Palco do Polidesportivo
22h30: Fox-trott – Pátio Caramelo
23h00: Noite da Popular FM, com Ronalda, Ana Rita, Dom Kika, Canta Brasil – Palco do Coreto
00h00: Largada de Touros – Junto às bombas da Repsol

Quinta-feira, 9 de junho
09h00: Arruada pelos Gaiteiros do Círio da Carregueira – Pelas ruas da vila
21h30: Rancho Folclórico Os Rurais da Lagoa da Palha e Arredores – Palco do Polidesportivo
23h00: Marco Paulo – Palco da Praça da Independência
23h00: Ferro & Fogo – Pátio Caramelo
00h00: Largada de Touros – Junto às bombas da Repsol

Sexta-feira, 10 de junho
09h00: Arruada pelos Gaiteiros do Círio da Carregueira – Pelas ruas da vila
10h00: Largada – Junto às bombas da Repsol
10h30: Torneio de Judo – Pavilhão Desportivo Municipal
15h00: Colóquio Prevenção Rodoviária – Auditório Municipal
21h00: Rancho Folclórico da Herdade de Rio Frio e Rancho Folclórico Danças e Cantares do Verde Minho – Palco do Polidesportivo
22h00: Música Popular Portuguesa com os Grupos Corais Pluricoop, A.R.P.I., S.F.U.A., Ausentes do Alentejo e Vozes da Planície – Palco do Coreto
23h00: Shakra – Pátio Caramelo
00h00: Sardinhada – Polidesportivo José Maria dos Santos
00h00: Largada de Touros – Junto às bombas da Repsol

Sábado, 11 de junho
09h00: Arruada pelos Gaiteiros do Círio da Carregueira – Pelas ruas da vila
09h30: Torneio de Basquetebol – Pavilhão Desportivo Municipal
10h00: Largada – Junto às bombas da Repsol
22h00: Atuação das Marchas Populares, com Marchas da Pluricoop, Associação de Reformados, Amigos de Baco e Associação “Os Martelos” – Polidesportivo José Maria dos Santos
22h30: Rodies – Pátio Caramelo
23h30: Grande Noite do Fado, com Jorge Fernando, Maria José Valério, entre outros – Palco do Coreto
00h00: Largada de Touros – Junto às bombas da Repsol

Domingo, 12 de junho
09h00: Arruada pelos Gaiteiros do Círio da Carregueira – Pelas ruas da vila
10h00: Largada – Junto às bombas da Repsol
15h00: 5º Torneio de Natação – Piscina Municipal
15h30: Procissão em Honra de São José
18h00: Cortejo Etnográfico “Artes e Ofícios”
21h00: Grupo de Sevilhanas da Casa do Povo de Pinhal Novo – Palco da Gastronomia
21h30: Rancho Folclórico da Casa do Povo de Pinhal Novo – Palco do Polidesportivo
22h30: Quadrilha – Palco da Praça da Independência
22h30: Rockolicos – Pátio Caramelo
00h00: Largada de Touros – Junto às bombas da Repsol
00h30: Fogo de Artifício – Praça da Independência

CRONOLOGIA DOS PRIMEIROS TEMPOS DAS FESTAS

1997
9 de abril – Reuniu-se pela 1ª vez, na sede da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, uma comissão com o propósito de realizar uma festa popular anual em Pinhal Novo. O nome de José Carreira Agostinho (ex-presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo) ficaria para sempre ligado à “paternidade” do projeto.
10 de junho – Concretizam-se as Festas Populares de Pinhal Novo. No 1º dia de festa, Marco Paulo atua no Campo Santos Jorge.
11 de junho – Tem lugar a 1ª Largada de Touros das Festas.
13 de junho – Espetáculo com “Ritual Tejo”.
14 de junho – 1ª Corrida de Touros das Festas Populares de Pinhal Novo.
15 de junho – O Cortejo Etnográfico sai às ruas da vila. A 1ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo encerra com um espetáculo de fogo de artifício.

1998
9 de junho – Abertura da 2ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo. Espetáculo “Gala Caramela”.
12 de junho – Sara Tavares e os “Shout” atuam no palco instalado no lago do Jardim José Maria dos Santos.
13 de junho – Espetáculo com “Sétimo Céu”. Marchas populares. Grande Noite do Fado.
14 de junho – Uma locomotiva a vapor do início do século reconstitui a viagem do Poceirão até à Estação dos Caminhos de Ferro do Pinhal Novo, onde é recebida em festa. O Cortejo Etnográfico volta às ruas. Encerramento da 2ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo.

1999
8 de junho – Inauguração da 3ª edição das Festas. Espetáculo com Mónica Sintra.
10 de junho – Realiza-se o 1º Grande Prémio de Atletismo das Festas Populares.
11 de junho – Os “Silence 4” atuam para milhares de pessoas no Campo Santos Jorge; foi o maior espetáculo de massas que se viu em Pinhal Novo.
12 de junho – É inaugurado um Monumento ao Ferroviário na Praça da Independência, frente à Biblioteca Municipal.
13 de junho – Cortejo Etnográfico. Espetáculo de Música Popular Portuguesa com “Ronda dos Quatro Caminhos”. Encerramento da 3ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo.

2000
8 de junho – Começa a 4ª edição das Festas. É inaugurada uma exposição de material ferroviário no armazém da estação dos caminhos de ferro. O duo “Anjos” enche o campo de futebol do Clube Desportivo Pinhalnovense.
9 de junho – A digressão de 2000 dos “GNR” passa pelo Pinhal Novo.
10 de junho – 2ª Corrida de Atletismo. Corrida de Toiros.
11 de junho – Uma procissão em honra de S. José, padroeiro da vila de Pinhal Novo, é integrada no programa das Festas. A piscina municipal recebe o 1º torneio de natação das Festas Populares. Mais uma vez, o Cortejo Etnográfico e as Marchas Populares animam as ruas da vila.
13 de junho – É instalada no Jardim José Maria dos Santos uma “grua de água” – engenho que, nas estações dos comboios, abastecia de água as locomotivas a vapor. As Festas Populares 2000 encerram com fogo de artifício.
29 de junho – Os sócios fundadores da Associação Festas Populares de Pinhal Novo – Desenvolvimento e Cultura Local comparecem no Cartório Notarial de Palmela para outorgarem a escritura que constitui a Associação.
16 de agosto – Publicação dos estatutos da Associação no Diário da República (III Série).
6 de novembro – Realiza-se, na sala de sessões da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, a Assembleia Geral constituinte da Associação Festas Populares de Pinhal Novo – Desenvolvimento e Cultura Local.

7 a 12 de junho de 2005
A Associação Festas Populares de Pinhal Novo – Desenvolvimento e Cultura Local, sob a direção de Luís Fernandes, organizou a 9ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo

2006
As Festas Populares de Pinhal Novo completam 10 anos de vida

Fonte: Helena Rodrigues (Textos); Flávio Andrade (Foto) – http://www.flankus.com