Incêndio num 3º andar teve origem na sala

Felizmente, foi mais o susto e o aparato operacional do que a gravidade das consequências. Esta semana, houve fogo num 3º andar em Pinhal Novo.

O alerta chegado ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, na tarde de quarta-feira, 10 de agosto, dava conta de um foco de incêndio num 3º andar da Rua Mouzinho de Albuquerque, com possibilidade de haver vítimas dentro da habitação.

A primeira viatura enviada ao local, no lado Sul da vila, foi o VUCI 02 (Veículo Urbano de Combate a Incêndios), com 5 bombeiros, que fizeram o reconhecimento da situação. Foram também mobilizados uma ambulância de emergência e o outro VUCI da corporação.

Os bombeiros foram encontrar o fogo confinado à sala da habitação, onde arderam completamente um televisor, uma aparelhagem e a mesa de apoio aos aparelhos. Tudo indica que o incêndio possa ter tido origem no sobreaquecimento do televisor, que já estaria ligado há várias horas. De qualquer forma, a GNR de Pinhal Novo esteve presente no local e tomou conta da ocorrência.

Ao aperceberem-se do foco de incêndio, os residentes no andar já tinham abandonado a habitação, antes da chegada dos bombeiros. Assustada com o fumo, uma criança do andar vizinho é que acabaria por ser evacuada, juntamente com os seus dois animais domésticos.

No decurso das operações, e para além da extinção do incêndio, os bombeiros procederam à ventilação e desenfumagem do local, onde ficou visível do exterior, na varanda da sala, o negro do fumo.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto e Foto), com Raúl Prazeres

Chamas voltaram à Arrábida

Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo estão entre as onze corporações do distrito de Setúbal que, esta tarde, combatem um incêndio na Arrábida, que deflagrou entre a Aldeia da Piedade e Casais da Serra. Fonte deste Corpo de Bombeiros considera que a situação «está muito complicada».

«Está muito complicado. Os acessos, a vegetação densa e a topografia do terreno dificultam imenso o nosso trabalho», considera Vasco Marto, subchefe da corporação de Pinhal Novo, que esteve no local. Este operacional destaca ainda a temperatura como um dos maiores inimigos dos bombeiros, neste momento.

O incêndio, que deflagrou cerca das 15h40 desta quarta-feira na Arrábida, entre a Aldeia da Piedade e Casais da Serra, está a ser combatido por onze corporações de bombeiros e um helicóptero. Segundo fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Setúbal, as oito primeiras corporações a serem mobilizadas para o local foram as de Palmela, Pinhal Novo, Sesimbra, Seixal, Moita, Salvação Pública (Barreiro) e Setúbal (sapadores e voluntários).

Segundo o balanço apresentado pelo SNBPC, às 17h30, o incêndio é considerado já de “grandes proporções” e está a ser combatido por 97 homens, auxiliados por 27 viaturas de 11 corporações e um helicóptero. A corporação de Pinhal Novo tem no local o Veículo Florestal de Combate a Incêndios e um Veículo Tanque de Grande Capacidade, com um total de oito bombeiros.

O incêndio está a devastar uma zona de vegetação de difícil acesso por meios terrestres e, às 17h30 de hoje, ainda não estava considerado circunscrito. Este fogo, na zona do Alandre, foi detetado pelo posto de vigia da Associação de Produtores Florestais do Distrito de Setúbal – Aflopes, atravessou a EN 379 e lavrou em direção à zona dos Picheleiros.

Os bombeiros tiveram de ordenar a evacuação do parque de campismo local. Uma segunda frente de fogo na Arrábida, na zona de Valongo, estava a lavrar numa zona de declive muito acentuado, segundo fonte da Aflopes, que estima em mais de 50 hectares a área já ardida.

Fonte: HR, c/ Agência Lusa

Oito focos de incêndio em 24 horas e «um gatinho» resgatado

Mais de uma dúzia de saídas para fogo marcaram os primeiros cinco dias do Grupo de Primeira Intervenção (GPI) dos Bombeiros de Pinhal Novo. Só entre o final de Sábado e o Domingo, oito focos de incêndio mobilizaram o Grupo nas zonas rurais da sua área de intervenção. Numa das situações, um animal em perigo foi resgatado.

Têm sido muitas as ocorrências de fogo rural dentro da área de atuação do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, para que são mobilizados os operacionais que integram o GPI, desde 1 de julho. Esta terça-feira, ardeu o que restava da área de pinhal e mato na Salgueirinha, junto às portagens do Pinhal Novo. No combate às chamas, estiveram também envolvidas as corporações de Palmela e do Montijo.

Na sequência de outro foco de incêndio nesse mesmo local, no fim-de-semana, foram os bombeiros encontrar um animal em risco de ser apanhado pelas chamas. «O gatinho estava numa estradinha rente ao fogo, no meio do fumo», conta um dos operacionais. Resgatado pela equipa, o animal acabaria por ser adotado por Serafim Neves, Chefe da corporação.

Os Bombeiros estão a mobilizar para estas situações, prioritariamente, o VFCI e o autotanque VTTU, assim como o VUCI 01 e o VTGC 02 da corporação. Todavia, como já foi aqui amplamente referenciado (Reler Notícia), a corporação continua a reivindicar mais meios de combate a incêndios, que possam reforçar a sua capacidade operacional e concorrer para a própria motivação dos seus elementos.

No distrito de Setúbal, e até agora, a situação de maior gravidade ocorreu na tarde desta terça-feira (5 de Julho), na Herdade da Apostiça, no concelho de Sesimbra. O incêndio foi dado como extinto às 17h50, informou o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal. Segundo a fonte, o incêndio começou cerca das 16h00 e foi combatido por 23 viaturas e 74 bombeiros das corporações de Almada, Seixal, Sesimbra e Cacilhas. O fogo florestal esteve próximo das instalações militares da NATO, mas não as atingiu.

Fonte: HR c/ Leonel Barradas (e Agência Lusa)

Sirene tocou três vezes no primeiro dia da «Época de Fogos»

Três toques da sirene ecoaram em Pinhal Novo, na tarde de Domingo, 15 de maio, a chamar os bombeiros para três focos de incêndio simultâneos. O primeiro dia da «Época de Fogos» de 2005 ficou marcado por um incêndio rural que consumiu cinco hectares de eucalipto e mato, junto às portagens de acesso à A12.

Este ano antecipada em quinze dias devido à seca prolongada que assola o País, a abertura da Época de Incêndios Florestais 2005 ficou marcada, em Pinhal Novo, por um incêndio que eclodiu pelas 15h40 no eucaliptal junto às portagens da A12, no acesso à Ponte Vasco da Gama a partir da E.N. 252 (direção Pinhal Novo – Montijo). Em simultâneo, registou-se outro foco de incêndio junto às instalações da COOPLISBOA, na Salgueirinha, bem como um falso alarme de fogo junto à Associação Sol Nascente, no Terrim.

Os três toques da sirene que se ouviram em Pinhal Novo chamaram mais bombeiros ao quartel. A corporação fez deslocar para o eucaliptal o veículo florestal de combate a incêndios e um veículo tanque de grande capacidade, enquanto para a Salgueirinha seguiram o veículo tanque tático urbano e o veículo urbano de combate a incêndios. O pronto-socorro florestal que os Bombeiros Voluntários de Palmela fizeram deslocar para o Terrim acabaria por ir em auxílio do combate às chamas junto às portagens, a que se juntou ainda outra viatura de combate a incêndios florestais do Corpo de Bombeiros Voluntários do Montijo.

Dificuldades de acesso e falta de limpeza

Cinco hectares ardidos de eucalipto e mato foi o resultado do incêndio junto às portagens, o mais grave do dia. Todavia, o fogo voltou a pôr em evidência dois dos problemas crónicos da “desorganização” florestal em Portugal: a falta de limpeza das matas e a dificuldade de acesso dos carros de combate.

«Verificámos que o terreno está circundado por valas que dificultam o acesso dos pronto-socorro ao eucaliptal», denuncia o Comandante dos Bombeiros de Pinhal Novo. Por outro lado, ainda segundo Fernando Pestana, «o terreno estava cheia de entulho, nomeadamente pneus e entulho da construção civil».

No total, 26 bombeiros estiveram envolvidos no combate ao incêndio: quinze de Pinhal Novo, seis do Montijo e cinco de Palmela. A corporação pinhalnovense teve ainda no local o veículo de Comando e uma viatura de transporte de pessoal para apoio técnico às outras viaturas. Pelas 17h30, o fogo entrou na fase de rescaldo, tendo sido considerado extinto cerca das 18 horas. A GNR de Pinhal Novo também esteve presente no local.

Fonte: HR c/ Fernando Pestana (Foto Arquivo BVPN)

Incêndio em habitação faz um ferido ligeiro

Um incêndio numa habitação, na tarde de terça-feira, provocou um ferido ligeiro, com intoxicação por inalação de fumos, e danos num quarto. Tudo aconteceu numa moradia situada junto à Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pinhal Novo.

O incêndio, de origem acidental, terá sido provocado por um queimador de incenso e causou danos em mobiliário e peças de vestuário.

O incidente não teve proporções mais graves devido ao sangue-frio dos trabalhadores que procediam à reparação do telhado da moradia, e que controlaram o foco de incêndio, ainda antes da chegada dos bombeiros.

Com a chegada dos bombeiros, o incêndio foi extinto e procedeu-se à desenfumagem do espaço. Os dois ocupantes da moradia, uma criança e uma senhora de 63 anos, foram assistidos por elementos do serviço de urgência pré-hospitalar deste Corpo de Bombeiros. A senhora teve de ser transportada ao Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, devido a intoxicação por inalação de fumos.

Fonte: Luís Neto

Rio Frio arde outra vez

No último sábado de agosto, entre as 15:18 e as 21:20 horas, foram consumidos pelas chamas cerca de 62 hectares da já muito martirizada mancha de sobreiro de Rio Frio. O combate ao incêndio implicou a intervenção de 42 bombeiros, de seis corporações do distrito de Setúbal. O incêndio ficou sob investigação policial.

O incêndio florestal foi detetado no sábado, 28 de agosto, pelas 15:18 horas, junto à Estrada Municipal 1027, entre as localidades de Lagoa da Palha e Monte de Rio Frio, e estendeu-se até junto da Barragem do Vinte e Dois, em Arraiados. No combate ao incêndio, a corporação pinhalnovense envolveu, além do veículo florestal de combate a incêndios (VFCI) do corpo de bombeiros, dois veículos tanque de grande capacidade, um veículo de transporte de pessoal e um veículo de comando, num total de 11 bombeiros.

Nas operações, estiveram ainda envolvidos mais sete veículos de combate a incêndios dos corpos de bombeiros voluntários de Palmela, Setúbal, Montijo, Moita e Alcochete. Os meios utilizados totalizaram, assim, 42 bombeiros de seis corporações, de cinco concelhos do distrito de Setúbal.

Este foi o mais rude golpe na mancha de sobreiro de Rio Frio, nos últimos anos, desconhecendo-se ainda as causas do incêndio, que estão a ser investigadas pelas autoridades policiais de investigação criminal.

Segundo incêndio em quatro dias

Já na quarta-feira anterior, outro foco de incêndio em pasto, junto à barragem de Lagoa da Palha, atingira o chaparral de Rio Frio, consumindo cerca de dois hectares de montado de sobreiro, além de outros cinco hectares de pasto e mato rasteiro.

O alerta foi dado pelas 16:46 horas, quando o foco de incêndio progredia junto à barragem de Lagoa da Palha, perto da A12. Apesar da rápida chegada dos bombeiros, com duas viaturas e oito homens, não foi possível impedir que as chamas, tocadas pelo vento, ultrapassassem a Estrada Municipal 1027.

As chamas, depois de ultrapassar este obstáculo, conseguiram ainda, até serem controladas pelos bombeiros e máquinas de rasto, atingir cerca de dois hectares da mancha de sobreiro de Rio Frio.

Nas operações de extinção do fogo, estiveram envolvidos quatro veículos de combate a incêndio do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, um veículo do Corpo de Bombeiros Voluntários de Palmela e duas equipas de sapadores florestais. Além da GNR de Pinhal Novo, também o Coordenador da Polícia Florestal esteve no local, procedendo à avaliação dos estragos e à averiguação das possíveis causas do incêndio.

Fonte: Luís Neto

Incêndio em Rio Frio destrói 12 hectares de sobreiros e terrenos agrícolas

Um novo incêndio em Rio Frio, que eclodiu no passado sábado, pelas 17:00 horas, consumiu cerca de 12 hectares de montado de sobreiro e terrenos agrícolas junto à Poça da Partilha e à Estrada Nacional 5. Habitações e o Palácio de Rio Frio estiveram ameaçados. No combate às chamas estiveram envolvidos 49 bombeiros de 6 corporações, originárias de 5 concelhos distintos. Em pouco mais de quinze dias, foi a segunda vez que o fogo atingiu uma das mais importantes manchas de sobreiro da Europa.

A população de Rio Frio viveu momentos angustiantes quando as chamas ameaçaram habitações e o próprio Palácio de Rio Frio. A intervenção dos bombeiros permitiu proteger estes bens, mas perderam-se sobreiros e eucaliptos centenários, infra-estruturas de telecomunicações e parte de uma plantação de milho.

Em pouco mais de quinze dias, foi a segunda vez que o fogo atingiu a importante mancha de sobreiro de Rio Frio. Desta vez, o combate ao incêndio foi dificultado pela escassez de meios, uma vez que o corpo de bombeiros voluntários de Pinhal Novo já se encontrava a combater um outro incêndio no concelho da Moita, e foi necessário mobilizar recursos exteriores para a primeira intervenção.

Além de cinco veículos deste corpo de bombeiros, foi necessário mobilizar meios de combate a incêndios dos corpos de bombeiros de Águas de Moura, Alcochete e Canha. Todavia, os meios enviados pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Águas de Moura localizaram um outro foco de incêndio, perto da localidade de Poceirão, e acabaram por ser desviados do combate ao incêndio de Rio Frio.

Com outros incêndios florestais nos concelhos da Moita e Palmela, o Centro Distrital de Operações de Socorro de Setúbal viu-se forçado a mobilizar uma Coluna de Socorro com meios dos corpos de bombeiros do Seixal, Trafaria e Cacilhas.

No total, o incêndio foi combatido por 49 bombeiros de 6 corporações, de 5 concelhos distintos.

A Polícia Florestal esteve no local para investigar as causas do incêndio.

Fonte: Luís Neto (Texto e Foto)

Arrábida já perdeu 30 a 40% do parque natural, num país em chamas

Depois de chegar a ser dado como extinto, o incêndio de domingo na Serra da Arrábida reacendeu-se ontem, mas está agora considerado circunscrito. O ministro da Administração Interna já reconheceu que, desde domingo, o número de fogos “disparou” em Portugal. As imagens do desespero na luta contra as chamas voltaram a abrir os telejornais.

O incêndio na Serra da Arrábida foi considerado circunscrito esta manhã, mas era ainda, dos vários fogos que têm assolado o país desde domingo, o que mantinha mais meios no terreno: cerca de 200 bombeiros, 59 veículos e um meio aéreo. O fogo entrou em fase de rescaldo, mas mantendo alguns focos ativos no alto da serra e no Vale da Rasca. O coordenador distrital de bombeiros, Alcino Marques, reconheceu o perigo de se perder o controlo do incêndio devido à intensidade do vento e à previsível subida de temperatura nas próximas horas.

«Estamos a abrir caminhos com moto serras para que os nossos homens possam instalar algumas linhas de água no alto da serra que permitam um combate à chamas mais eficaz», disse o coordenador distrital de bombeiros. «O Vale da Rasca, onde se verificou mais um reacendimento durante a noite, é outro ponto crítico devido à proximidade de dezenas de habitações», acrescentou Alcino Marques, garantindo, no entanto, que está montado um dispositivo de segurança para salvaguarda de pessoas e bens.

«Não tinha pernas para fugir»

Em Pinhal Novo, muita gente testemunhou o pânico sentido no domingo, quando as praias da Arrábida tiveram de ser evacuadas devido à ameaça das chamas. «Não fugi porque não tinha pernas para fugir. Nunca vi nada assim!», desabafava uma pinhalnovense, num café da vila. Pelo segundo dia consecutivo, as praias da Figueirinha, Galapos e Arrábida voltaram ontem a ser evacuadas devido à propagação do incêndio à encosta sul da serra.

Por parte da proteção civil municipal e do Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, ouviram-se críticas ao facto do avião Canadair de combate a incêndios, que tinha sido chamado às 14:00 h, só ter começado a operar na Serra da Arrábida às 17:00. «Num sítio destes, o ataque devia ser feito em força, com muitos meios aéreos. Desde domingo. Só assim se evitava tudo isto», desabafava Carlos Sousa, no local. Três helicópteros ligeiros que, durante a manhã de ontem, tinham sido disponibilizados para o incêndio, acabaram, entretanto, por ser mobilizados para outros fogos.

A inexistência de meios aéreos no combate ao incêndio da Arrábida preocupou também a administração da cimenteira Secil, que ontem colocou dezenas de trabalhadores a combater as chamas, para impedir que o fogo se propagasse ao interior do perímetro da fábrica.

O incêndio da Serra da Arrábida teve início às 13.45 h de domingo, na Herdade do Arneiro, e percorreu cerca de três quilómetros no espaço de uma hora, devido às condições climatéricas e ao tipo de vegetação. Até ao momento, já ardeu cerca de 30 a 40% do Parque Natural da Arrábida, o que é unanimemente considerado, por responsáveis autárquicos e organizações ambientais, uma perda irreparável e um desastre para a região.

Ministro diz que «número de fogos quadruplicou» e pede ajuda internacional

O ministro da Administração Interna já reconheceu que, nos últimos dois dias, o número de incêndios em Portugal quadruplicou relativamente ao mesmo período de 2003, e admitiu que, face à quantidade de fogos, os meios nunca são suficientes. Daniel Sanches, empossado no cargo há pouco mais de uma semana, teve ontem a sua primeira visita oficial ao deslocar-se ao posto de comando de operações dos bombeiros em Bocal, Mafra.

À noite, o ministro esteve reunido durante cerca de duas horas com responsáveis do Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil, em Carnaxide, e falou aos jornalistas, fazendo o ponto da situação do combate aos incêndios e anunciando para hoje a chegada de apoio internacional. Enquanto isso, o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, num debate na SIC Notícias em que também participou o Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, acusava o Estado de ainda não ter olhado para o problema do socorro em Portugal, nas suas várias vertentes, como uma prioridade nacional, com consequências negativas sobre o financiamento das corporações de bombeiros e, por isso, sobre os meios humanos e materiais disponíveis para o combate aos incêndios.

Em conformidade com o anúncio do ministro, dois aviões Canadair da Grécia devem aterrar esta tarde na Base Aérea de Beja. Além destes dois, foi também desencadeado um pedido a Espanha e outro a Itália, país que já se tinha disponibilizado para apoiar o combate aos fogos em Portugal com um Canadair. No total, cinco países europeus disponibilizaram-se para ajudar Portugal no combate aos incêndios, oferecendo um total de nove helicópteros e quatro aviões com tanques de água, segundo dados da Comissão Europeia, que está a coordenar o apoio ao país. Além da Grécia, Alemanha (oito helicópteros), Itália (um Canadair), Reino Unido (um avião L188) e Noruega (um helicóptero) foram os países que responderam positivamente ao apelo do Governo português ao Centro de Informação e Monitorização da União Europeia para o envio de meios aéreos pesados. Também a França se disponibilizou, mas apenas a partir de quinta-feira.

De acordo com os números oficiais, oito incêndios florestais estavam, às 14:50 h de hoje, ativos no território continental português e os que absorviam mais meios de combate lavravam nos concelhos de Faro e Almodôvar. Dois bombeiros ficaram hoje feridos no combate a um incêndio que lavra na Serra da Penha, na periferia de Portalegre, onde as chamas já ameaçaram casas, deixando a população em pânico; fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre adiantou à Agência Lusa que os dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros, tendo sido transportados para o hospital da cidade.

Fonte: Helena Rodrigues (c/ Lusa e imprensa)

Incêndio em Rio Frio atinge importante mancha de sobreiro

Um incêndio florestal em sobreiros eclodiu ontem, pelas 15:50 horas, junto à Estrada Municipal, entre as localidades de Lagoa da Palha e Monte de Rio Frio, e destruiu 15 hectares de uma das mais importantes manchas de sobreiro da Europa.

O incêndio, cuja origem ainda é desconhecida, ocorreu numa área florestal também utilizada como pastoreio de gado bovino e que, por isso, se encontra devidamente vedada. No rescaldo do combate ao incêndio, contabilizaram-se 15,22 hectares de área queimada.

No local, o grande entrave ao trabalho dos bombeiros foram os deficientes aceiros corta-fogo e o vento que se fazia sentir.

No combate ao incêndio, além de um veículo florestal de combate a incêndios, um veículo tanque tático urbano e um veículo de transporte de pessoal tático do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, estiveram também envolvidos dois veículos de combate a incêndios do Corpo de Bombeiros de Palmela e outro do Corpo de Bombeiros de Montijo, num total de 23 bombeiros.

Na operação de extinção do fogo, intervieram ainda uma brigada de sapadores florestais, composta por dois homens, e duas máquinas agrícolas que estabeleceram linhas de contenção, evitando, desta forma, a propagação das chamas.

Também a Polícia Florestal e a Guarda Nacional Republicana estiveram presentes no local, durante toda a operação, com o intuito de investigar a origem do incêndio.

Fonte: Luís Neto

Incêndio em Vale de Barris circunscrito desde as 2 e 30 da madrugada

Os bombeiros conseguiram circunscrever, cerca das 02:30 h de hoje, o incêndio que lavrava em Vale de Barris, Palmela, desde a tarde de terça-feira, anunciou fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil. O incêndio foi combatido por 271 bombeiros de 29 corporações – entre as quais a de Pinhal Novo -, com o apoio de 80 viaturas.

O incêndio que, na terça-feira à tarde, deflagrou em Vale de Barris, Palmela, e que chegou a ameaçar algumas habitações no Parque Natural da Arrábida, estava ainda por circunscrever ao final da noite de ontem. De acordo com fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil, não havia, às 23:30 h, habitações em perigo, contando os bombeiros poder circunscrever o sinistro durante a madrugada, com a ajuda da subida da humidade do ar e da descida das temperaturas, o que veio a verificar-se pelas 2:30 h.

O vento forte foi o principal inimigo dos bombeiros que, de acordo com o coordenador do Centro Distrital de Operações de Socorro de Setúbal, tiveram no local 271 homens de 29 corporações, apoiados por 80 viaturas.

Ao final da tarde de hoje, quarta-feira, os bombeiros mantêm na zona 73 homens, apoiados por 21 veículos e um helicóptero, estando em fase de rescaldo o incêndio na serra de São Luís provocado pela propagação do fogo que, na terça-feira, assolou o Vale de Barris.

Para quinta-feira, os bombeiros esperam condições menos propícias à ocorrência de fogos florestais, dada a previsão meteorológica de descida das temperaturas e possibilidade de precipitação.

Entretanto, a Quercus já veio exigir esclarecimentos sobre a vigilância no Parque Natural da Arrábida e lamentou a perda de cerca de 300 hectares de vegetação devido ao incêndio em Vale de Barris. Em comunicado, a Associação para a Conservação da Natureza defende que é necessário «esclarecer qual a estratégia de vigilância de fogos implementada nesta época de fogos pela direção do Parque», alegando que há menos meios disponíveis e uma estratégia «menos eficaz» do que nos anos anteriores.

Revista de Imprensa

in Jornal de Notícias, 08-07-2004

O JN esteve junto do posto de Comando, a partir das 23.30 horas de anteontem, e assistiu ao esforço dos bombeiros para proteger casas e controlar os vários focos de incêndios ateados por golpes de vento, que soprava de forma instável, o que dificultava o trabalho de quem se encontrava a combater as chamas, que atingiram principalmente áreas no concelho de Palmela, mas também de Setúbal.

Mário Macedo, comandante dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, assegurou não ter qualquer dado concreto sobre a origem do incêndio, mas, adiantou, «num dia ventoso, com a humidade baixa, uma simples ponta de cigarro poderá ter sido o suficiente». Uma vez que este incêndio apresentava diversos focos, é difícil, para já, contabilizar a área ardida, pois, adianta Mário Macedo, «dentro do perímetro do incêndio, houve áreas que não arderam».

Já o Serviço Municipal de Proteção Civil de Palmela dá voz a algumas críticas que se foram ouvindo ao longo da noite, nomeadamente no que se refere à falta de acessos e de zonas de corta-fogo. Daí que esteja já marcada uma reunião da Comissão Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios para amanhã [sexta-feira], onde as instituições e organismos envolvidos na proteção da floresta contra incêndios, em particular os que intervêm no planeamento e execução de ações de prevenção e no socorro, irão analisar essa questão.

Entretanto, o JN apurou junto do gabinete da presidente da Câmara de Palmela que, no ano passado, «a autarquia foi objeto de uma contra-ordenação da direção do Parque Natural da Arrábida (PNA) pelo facto de, alegadamente, ter desrespeitado as condições de execução de um corta-fogo». Este tinha sido aprovado no âmbito de um levantamento dos caminhos que necessitam de ser reparados ou reabertos, de modo a garantir um combate eficaz aos incêndios, particularmente na área do PNA, e que foi aprovado pelos próprios responsáveis do parque.

Fonte: Lusa e Jornal da Noite/SIC (telefotos)