CB reforça formação interna

Em matéria de formação profissional, a agenda do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo tem estado bastante preenchida, neste último trimestre de 2006. O objetivo é promover a qualidade da intervenção operacional, junto do maior número possível de elementos do CB.

Várias dezenas de formandos internos do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo estão a beneficiar, desde outubro deste ano, de vários cursos e ações de formação realizados no quartel, com o objetivo de aperfeiçoar as competências dos bombeiros nas várias áreas em que são chamados a intervir.

No dia 3 de novembro, teve início um curso de Condução Todo-o-Terreno, em que estão a participar o Chefe Serafim Neves, os Bombeiros de 3ª Classe José Nepomuceno, Carlos Conceição e Cristóvão Vinagreiro, e o Auxiliar Nuno Mineiro. Para além da formação teórica ministrada no quartel, o curso inclui sessões de formação técnico-prática realizadas no exterior, nomeadamente no Kartódromo Internacional de Palmela (5 de novembro) e na Serra dos Gaiteiros, também em Palmela, nos últimos dias de formação (11 e 12 de novembro).

No mesmo período, e também ministrada pela Escola Nacional de Bombeiros, decorre na corporação um curso de Salvamento e Desencarceramento, que incide sobre as técnicas de estabilização de viaturas acidentadas e de socorro a vítimas encarceradas. Com o objetivo de adquirir ou aperfeiçoar competências nesta área, estão a participar no curso o Chefe Vasco Marto, o Subchefe Paulo Pinto, o Bombeiro de 1ª Classe Paulo Costa, o Bombeiro de 2ª Classe Carlos Marta, os Aspirantes Francisco Palmela e Pedro Carvalho e, ainda, o Auxiliar João Palmela.

Entretanto, realizou-se já, na semana de 16 a 22 de outubro, um curso de Tripulante de Ambulância de Transporte (TAT), que permitiu a um total de 10 formandos internos, dos Quadros de Comando, Ativo e Auxiliar, adquirir ou renovar a respetiva certificação. Assim, concluíram a ação, que foi ministrada pela Enfª. Helena Joaquim, Equiparada a Adjunto de Comando e formadora da ENB, os seguintes elementos: Raul Prazeres, Adjunto de Comando; Manuela Rodrigues, Chefe; Fernando Martins, Bombeiro de 2ª Classe; Paulo Rato, Fernando Silva, Luís Silva e Andreia Podence, Bombeiros de 3ª Classe; Coito Ferreira, Bombeiro de 2ª Classe Equiparado; e os Auxiliares Eduardo Santos e Nuno Mineiro.

Ainda em outubro, teve lugar no quartel dos BVPN uma ação de formação sobre Matérias Perigosas [na foto], com o apoio dos Bombeiros Sapadores de Setúbal – Ler Notícia.

Registe-se ainda que dois elementos do Quadro Ativo dos BVPN participaram, em 4 e 5 de novembro, nas Jornadas Técnicas de Proteção e Socorro, promovidas pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém.

Por fim, encontra-se agendada para 17 de novembro uma ação de formação sobre Marcha de Urgência, aberta a todos os elementos do CB.
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O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, lamentou hoje [7.11.2006] a falta de formação prática na preparação dos bombeiros e de planos pormenorizados no socorro de situações previsíveis. À margem das 15 Jornadas de Prevenção e Segurança na Floresta de Betão, Fernando Curto disse à agência Lusa que é necessária mais formação e descentralizada, sobretudo de ordem prática, com a realização de simulacros. “Até os cenários de cheias se podem simular” para treinar, disse, acrescentando também a necessidade de haver reciclagem na formação.

De acordo com o presidente da ANBP, “na Europa os bombeiros treinam na prática, enquanto em Portugal é através de papéis”. “Aprendemos sentados à secretária, quando a nossa atividade é eminentemente prática”, referiu.

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Fonte: Agência Lusa

Helena Rodrigues, c/ Fernando Pestana e Vasco Marto (Foto)

Salvamento em cenário verdejante

O último curso de Salvamento e Desencarceramento realizado pelos Bombeiros de Pinhal Novo beneficiou já do novo VETA (Veículo com Equipamento Técnico de Apoio), que permitiu transportar duas viaturas acidentadas para o cenário onde decorreu o exercício final.

Num local inacessível às viaturas de socorro, onde o verde era a cor predominante, os dez bombeiros que participaram no curso foram encontrar dois veículos sobrepostos, com vítimas encarceradas. O cenário – Ver outra foto – foi montado numa ravina da ponte de acesso à auto-estrada A12, onde foram estrategicamente sobrepostas duas viaturas, com duas alegadas vítimas, encarceradas e em estado grave: uma com traumatismo craniano e outra em situação de paragem cardio-respiratória.

A corporação beneficiou da circunstância de já possuir meios próprios e adequados para transportar as viaturas desde o sucateiro até ao local das operações – Ler Notícia. «Este exercício só foi possível graças à viatura VETA 01, equipada com uma grua extensível de três toneladas, que permitiu colocar os veículos sinistrados no local», explica o Comandante Fernando Pestana.

Aí, o cenário pôde ser meticulosamente montado, de forma a surpreender os formandos – que «desconheciam o local e as condições do cenário», explica Fernando Pestana – e avaliar a sua capacidade de reação à situação.

A primeira dificuldade com que se depararam terá sido o facto da ravina ser inacessível às viaturas de socorro: o VSAT, com uma guarnição de cinco bombeiros, e duas ambulâncias. «O grau de dificuldade foi acrescido pela necessidade de retirar o grupo energético e todos os equipamentos do VSAT necessários à execução das operações de desencarceramento e socorro», descreve o Comandante.

Tudo acabou em bem

O simulacro decorreu num Domingo (18 de Dezembro), e teve a duração de 45 minutos. Foi o culminar de uma acção de formação, com início em 9 de Dezembro último, e em que participaram dez elementos da corporação: os Sub-Chefes João Francisco Pacheco Silva e Luís Sousa; o Bombeiro de 2ª Classe Rui Jorge Silva; e os Bombeiros de 3ª Classe Carlos Sousa, Nuno Domingues, Sandro Patraquim, Ludgero Bento, Luís Silva, Tiago Oliveira e Ricardo Braga.

Todos concluíram a ação com aproveitamento [Parabéns!]. Realizado no quartel-sede de Pinhal Novo, o curso foi ministrado pelo formador José Eduardo Raimundo, Segundo Comandante dos Bombeiros Voluntários do Seixal e formador da Escola Nacional de Bombeiros.

A expectativa da corporação parece ser, agora, a de que um próximo curso de Salvamento e Desencarceramento já possa ser dado por um formador do próprio Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. O Bombeiro de 1ª Classe Luís Filipe Pinto Neto concluiu, também em Dezembro, na ENB, o curso de formador na área do Salvamento e Desencarceramento [Parabéns, Neto!].

Fonte: Helena Rodrigues

Bombeiros recuperam poço para formação

Saber operar com motobombas faz parte da formação básica de um bombeiro. E que melhor sítio para praticar do que num poço? Com esse objetivo, a corporação lançou mãos à obra de recuperar um poço abandonado, na zona rural de Pinhal Novo – Ver Galeria de Fotos.

O recurso às motobombas – manuais ou incorporadas nos veículos de combate a incêndios – é utilizado pelos bombeiros para proceder à aspiração de água em caso de inundação ou ao abastecimento dos autotanques, por exemplo. São técnicas que fazem parte da formação inicial de um bombeiro.

Serviço “dois em um”

De uma assentada, os bombeiros estão a levar a cabo uma ação de proteção de vidas e bens – visto que o poço, localizado num terreno não vedado e com o mural partido, constitui um perigo para animais ou mesmo pessoas – e vão ficar com um espaço ideal para a corporação e não só (para todas as abrangidas pelas ações de formação conjunta promovidas pela Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal) poder treinar o manuseamento das motobombas.

Além do mais, está em causa um relevante trabalho de limpeza, numa zona de risco de incêndio rural. É que o poço estava cheio de entulho e foi preciso começar por escoar a água e retirar tudo o que estava depositado no fundo («até encontrar areia limpa», explica o Comandante Fernando Pestana). Só depois os bombeiros puderam iniciar a reconstrução do beiral.

Os trabalhos prosseguiram neste Sábado, 23 de julho. Mas consta que os voluntários ainda têm trabalho para mais um dia. Pelo menos…

A Associação agradece o apoio da Cerâmica de Pegões, de J. G. Silva, pela cedência dos tijolos; e da empresa Joto Tulhos, de Rio Frio, pela cedência de manilhas.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto), c/ Fernando Pestana

Uma semana com bombeiros de Cabo Verde na Galeria de Fotos

Já estão disponíveis aqui as melhores fotos da formação inicial de bombeiros de 3ª classe, na Cidade de São Filipe, na ilha do Fogo. O Adjunto de Comando dos BV Pinhal Novo participou na missão, como formador,

Os Bombeiros de Pinhal Novo, Palmela e Águas de Moura estão a participar numa missão técnica em São Filipe, na ilha do Fogo – Cabo Verde, que teve início em 30 de maio. A missão enquadra-se no protocolo de colaboração entre os municípios de São Filipe e de Palmela e visa ministrar formação inicial para bombeiros de 3ª classe. A primeira parte da formação – em que participou, como formador, o Adjunto de Comando dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, Raúl Prazeres – já terminou.

Só após esta formação – o projeto tem a duração total de três semanas e está dividido em três fases – o Corpo de Bombeiros Voluntários de São Filipe se tornará uma realidade, uma vez que a cidade ficará dotada de um grupo de bombeiros de 3ª classe. O objetivo da missão é, assim, a criação de uma corporação de bombeiros voluntários naquela cidade da ilha do Fogo.

Esta missão surge no contexto do protocolo de colaboração existente entre os municípios de Palmela e de São Filipe. No âmbito deste protocolo, já se tinha deslocado a Cabo Verde, em setembro de 2001, uma delegação da Proteção Civil Municipal de Palmela, composta por oito elementos, entre os quais o Adjunto de Comando dos BV Pinhal Novo. As corporações do concelho têm vindo também a colaborar no equipamento gradual dos bombeiros de São Filipe.

«Aqui em Cabo Verde está-se bem…»

Raúl Prazeres encontrou-se, assim, de regresso a São Filipe, quatro anos depois. Da primeira experiência em Cabo Verde, «bastante enriquecedora», recorda a «grande força de vontade para receber formação e muita participação» dos candidatos a bombeiros. A principal dificuldade sentida na altura foi mesmo a carência de meios.

Desta vez, o Adjunto de Comando deu formação a duas turmas de 12 formandos, na área dos incêndios: fogos florestais, fogos urbanos e industriais, fenomenologia da combustão e proteção individual. «A ilha do Fogo é uma ilha vulcânica, com pouca vegetação, portanto a realidade aqui é uma e lá é outra», sublinha Raúl Prazeres.

O CB de Pinhal Novo vai ainda colaborar nesta missão através da participação da Adjunta de Comando Equiparada, Helena Joaquim. A enfermeira vai ministrar formação básica de socorrismo (curso de Tripulante de Ambulância de Transporte) àqueles que vão ser os primeiros bombeiros de São Filipe.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Raúl Prazeres, em Cabo Verde (Fotos)

Jornalistas foram bombeiros por uma tarde

Vinte jornalistas tiveram uma aula prática com fogo real, na tarde de 11 de maio, no Centro de Formação da Lousã da ENB. Vestiram a farda, lançaram-se no combate e sentiram-se bombeiros. As “figuras” que a “Brigada Jornalística de Combate a Incêndios Florestais” andou a fazer já podem ser apreciadas na Galeria de Fotos.

Nada melhor para os repórteres que têm de fazer a cobertura informativa dos incêndios, do que sentirem um bocadinho na pele as dificuldades de ser bombeiro. Neste caso, a primeira dificuldade que se deparou aos voluntariosos jornalistas que se deslocaram à Lousã foi mesmo o equipamento.

Distribuído à chegada à Escola Nacional de Bombeiros, depois de várias horas de caminho (o autocarro fez a viagem entre Lisboa e a Lousã muito devagarinho), o equipamento tinha tudo, menos botas. Só mesmo uma jornalista da RTP Faro teve direito a um par de botas de bombeiro, já que as suas (pontiagudas e de salto finíssimo) eram manifestamente desaconselháveis para os trabalhos.

E que trabalhos! Divididos em dois grupos, um ficou com o material sapador e fartou-se de cavar para afastar das chamas a densa matéria combustível; o outro, experimentou as delícias da mangueira e dos extintores dorsais (que também servem para molhar os colegas).

Os repórteres fotográficos presentes (da Agência Reuters e do grupo de imprensa regional de Setúbal “Sado 2000”), preferiram trabalhar com as suas câmaras. O mesmo fez a equipa do programa televisivo “Vida por Vida”, apesar do repórter Sérgio Costa não ter deixado de vestir o fardamento (a ele e à editora deste site as calças chegavam pouco abaixo dos joelhos; «parece que vamos à pesca», diziam).

«A introdução a este tipo de matérias deveria ser obrigatória para todas as pessoas, desde a primeira infância», salientou a jornalista freelancer Luísa Ribeiro à reportagem do jornal “Trevim”, da Lousã. A aula prática com fogo real foi o culminar de um seminário destinado a jornalistas, sobre o tema «Incêndios e Cobertura Jornalística», promovido pelo Cenjor (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas) em colaboração com a Escola Nacional de Bombeiros.

O curso teve a duração de 20 horas, incluindo três sessões de carácter teórico sobre incêndios florestais (com a Engª. Verónica Catarino, formadora da ENB), incêndios urbanos e industriais (com o formador da ENB, Eng. Carlos Ferreira de Castro) e a organização operacional na luta contra os incêndios (com a participação de Gil Martins, Comandante do CNOS, e Duarte Caldeira, Presidente do Conselho Executivo da LBP e da Direção da ENB).

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Luísa Ribeiro (Fotos) – Na Lousã

Pinhal Novo acolhe primeiro curso de PHTLS no distrito

Decorreu no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, no Sábado e Domingo, o primeiro curso realizado no distrito de Setúbal de “Pré-Hospital Trauma Life Support” (PHTLS). Trata-se de uma formação de referência, a nível internacional, na área da emergência pré-hospitalar e, em especial, da abordagem do trauma.

O curso, com a duração de dois dias, consiste num programa de formação complementar destinado a tripulantes de ambulâncias de socorro (TAS), enfermeiros e médicos. Esta abordagem às situações de emergência médica pré-hospitalar – especialmente vocacionada para a área do trauma (incluindo o trauma pediátrico) – constitui uma referência em termos internacionais e é promovida em Portugal, há três anos, pela Associação Emergência XXI.

No curso que teve lugar em Pinhal Novo – a primeira vez que o mesmo se realizou no distrito de Setúbal – participaram 20 profissionais que prestam serviço no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), incluindo três médicos (entre os quais Richard Glied, Adjunto de Comando Equiparado dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo).

Segundo Armando Almeida, presidente da Associação Emergência XXI e diretor nacional do curso, esta formação põe a tónica nos grandes princípios da abordagem do trauma, mas estimula o técnico de emergência a desenvolver um pensamento crítico sobre a melhor forma de atuar, «desde que respeite aqueles princípios». «Em Portugal estamos habituados a que se ensine que, em determinada situação, tem de se atuar sempre da mesma maneira e este curso vem revolucionar um pouco esta prática formativa», considera aquele responsável, acrescentando que o curso não preconiza nenhuma técnica «que não esteja cientificamente comprovada».

De acordo com Armando Almeida, as técnicas adotadas no curso «são as que vigoram no sistema nacional de emergência pré-hospitalar, a diferença está na adoção de uma nova forma de pensar, assente numa maior liberdade de pensamento». «As estruturas nacionais têm vindo a adaptar as suas técnicas e modelos de atuação de acordo com esta nova forma de funcionamento», adianta o responsável.

A realização da formação implicou o recurso a cinco instrutores (mais o diretor do curso) e quatro colaboradores, especialmente incumbidos de desempenhar o papel de vítimas. Segundo o seu diretor nacional, o programa assenta numa criteriosa seleção dos instrutores, em função das suas capacidades técnicas, científicas e relacionais, e mesmo a atuação das “vítimas” não é deixada ao acaso. «Por cada quatro alunos há um instrutor, de forma a garantir uma grande proximidade no relacionamento com os alunos, e também os colaboradores para o papel de vítimas são especificamente selecionados para que o cenário seja o mais real possível», explica Armando Almeida. A metodologia de formação implica, inclusivamente, a entrega aos alunos de um manual de estudo, um mês antes dos trabalhos do curso (formação prática) terem lugar.

A próxima edição do curso de PHTLS no distrito vai decorrer em 25 e 26 de Junho, nas instalações dos Sapadores Bombeiros de Setúbal. Segundo os promotores, esta formação regista uma taxa de procura muito elevada, tendo, permanentemente, cerca de 200 interessados em lista de espera.

Fonte: Helena Rodrigues (Foto de Cristóvão Vinagreiro)

Equipa de resgate treina na Arrábida

É na Serra da Arrábida que os bombeiros de Pinhal Novo encontram, sem ter de ir para muito longe, condições naturais para exercitar as técnicas de Salvamento em Grande Ângulo. O último treino decorreu em fevereiro.

A equipa de Salvamento (ou Resgate) em Grande Ângulo (SGA) dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo deslocou-se à Arrábida para o seu mais recente treino. E, a avaliar pelos registos fotográficos da jornada, percebe-se como a Serra pode também ser o ambiente ideal para um dia de convívio, entre amigos

O treino incidiu sobre as técnicas para realizar operações de salvamento em locais de difícil acesso, designadamente, em arribas, poços, pontes e em meio urbano, com evacuação de vítimas de edifícios de média e grande altura.

Neste tipo de intervenção, são utilizados equipamentos específicos (os primeiros foram adquiridos pela corporação em 1998), reunidos num veículo atrelado adquirido pela Associação em 2003. São equipamentos certificados de montanhismo e espeleologia, uma vez que o SGA recorre, com algumas adaptações, às técnicas destas modalidades.

Até à data, o CB de Pinhal Novo já foi chamado a recorrer às técnicas de SGA para realizar operações de resgate de vítimas em poços, incluindo vários salvamentos de animais. Dada a especificidade destas técnicas, os treinos são fundamentais para manter a equipa de resgate operacional. O último curso sobre esta matéria, realizado no CB, decorreu em dezembro de 2004 – Ler Notícia.

Fonte: Helena Rodrigues

Bombeiros recebem formação sobre «Salvamento em Grande Ângulo»

Decorreu, em dezembro, nos quartéis de bombeiros do Pinhal Novo e do Montijo, uma ação de formação sobre Salvamento em Grande Ângulo. Este é o nome pomposo daquela que constitui uma das disciplinas mais controversas da formação dos bombeiros. Parte da componente prática deste curso foi ministrada na Serra da Arrábida e pode ser apreciada na Galeria de Fotos.

A acção de formação incidiu sobre as funções de uma equipa de Salvamento em Grande Ângulo (SGA), nome dado a uma equipa habilitada a realizar operações de salvamento em locais de difícil acesso, designadamente: salvamento em meio urbano, com evacuação de vítimas de edifícios de média e grande altura, e salvamento em poços, pontes e arribas.

Para a componente prática da formação, foram utilizados equipamentos específicos disponíveis no Corpo de Bombeiros (e reunidos num veículo atrelado adquirido pela Associação em 2003 – Ver Foto). Trata-se de equipamentos certificados de montanhismo e espeleologia, uma vez que o SGA recorre, com algumas adaptações, às técnicas destas modalidades.

O Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo adquiriu o primeiro equipamento de SGA em 1998, recebeu formação inicial com os Bombeiros de Águas de Moura e realizou diversas ações de formação conjunta com os Bombeiros de Cacilhas. Até à data, a corporação pinhalnovense apenas foi chamada a recorrer às técnicas de SGA para realizar operações de resgate de vítimas em poços: dois salvamentos de vítimas, com vida, o resgate de um cadáver e vários salvamentos de animais.

A controvérsia começa no nome…

O nome desta especialidade da intervenção dos bombeiros foi traduzido do inglês «High Angle Rescue» e, pelos vistos, é logo na tradução à letra desta terminologia utilizada pelos norte-americanos que começa a controvérsia sobre o SGA. Em vez de “Salvamento”, há quem prefira chamar-lhe “Resgate”.

Para Luís Neto, um dos participantes no curso agora realizado, «o objetivo do SGA é socorrer vítimas que se encontrem em locais de difícil acesso» e “socorrer” não é exatamente a mesma coisa que “resgatar”. Explica este bombeiro: «Uma coisa é fazer resgate, ou seja, livrar do perigo e colocar a vítima em local seguro; outra coisa é prestar socorro, que, para além de colocar a vítima em local seguro, implica avaliar a vítima e prestar-lhe os cuidados de saúde de emergência adequados, se necessário.»

Para o bombeiro, se isto não cria grandes conflitos de competências nas cidades, «onde os bombeiros são, inquestionavelmente, a entidade que presta socorro», já o mesmo não acontece na montanha, onde atuam outros intervenientes, como os clubes de montanhismo, mais vocacionados para o resgate e que, habitualmente, são quem melhor conhece o terreno.

Uma história sinuosa, num país de Baixa e Média Montanha…

Neste contexto, explica o bombeiro, a conceção predominante, hoje em dia, é a de que aos bombeiros está reservado o chamado “salvamento urbano” e a primeira intervenção. Para a montanha, houve, pelo menos, em 2000, uma tentativa de criar «uma estratégia integrada de salvamento», que passou pela constituição de uma equipa voluntária multidisciplinar de Resgate. A iniciativa foi do extinto Serviço Nacional de Proteção Civil e terá caído por terra com a recente fusão com o Serviço Nacional de Bombeiros.

Luís Neto fez parte dessa equipa especializada, a denominada Equipa Mista de Intervenção Rápida (EMIR), que incluía cerca de dezasseis operacionais com as mais variadas formações, entre enfermeiros, bombeiros e especialistas em manobras de resgate. Segundo ele, esta era uma equipa especializada de apoio aos bombeiros para situações de socorro complexo, e nunca se pretendeu substituí-los. «Os bombeiros ficavam com o chamado “salvamento urbano” e a primeira intervenção e, se fosse necessário, a equipa de resgate da proteção civil era acionada e colocada em qualquer ponto do território continental em 60 minutos. Para tal, dispunha de meios terrestres e prioridade na utilização dos helicópteros do SNPC», explica. Além desta equipa, o objetivo do SNPC era formar outras com os mesmos objetivos, no Porto, Guarda e ainda a Sul do Tejo.

Esta equipa realizou apenas um salvamento, em Arruda dos Vinhos, quando um indivíduo tentou o suicídio, subindo a uma torre de alta tensão. «O salvamento foi executado com sucesso e a rapidez e o profissionalismo da equipa mereceu as melhores referências da Câmara Municipal local, incluindo um louvor da Edilidade», recorda Luís Neto. A equipa desenvolveu ainda outras atividades, nomeadamente em exercícios com a GNR, clubes de montanhismo e bombeiros locais, na Serra da Estrela; participação nos exercícios S. Jorge 2002 e 2003, das Forças Armadas; ações de formação em Universidades; e envio de elementos da equipa para limpeza da orla costeira aquando do derrame do navio Prestige, na Galiza.

Pinhal Novo, Montijo e Seixal em formação conjunta

No curso de SGA agora realizado participaram cinco elementos do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo – o Bombeiro de 1ª Classe Luís Neto, o Bombeiro de 2ª Classe Tiago Silva, e os Bombeiros de 3ª Classe Leonel Barradas, Ludgero Bento e Toni Lopes -, e mais cinco colegas da corporação vizinha do Montijo. Além dos exercícios realizados na casa-escola, parte da formação prática foi ministrada na Serra da Arrábida (Ver Galeria de Fotos).

Entretanto, e à semelhança do ano passado (Ver Fotos), terminou também no quartel-sede, no domingo, 19 de dezembro, uma ação de formação sobre Salvamento e Desencarceramento, em que participaram cinco elementos da corporação de Pinhal Novo, três do Montijo e dois do Seixal.

Fonte: Helena Rodrigues c/ Luís Neto