FORMAÇÃO DE PRIMEIROS SOCORROS A TRABALHADORES

A 28 de outubro de 2008, realizou-se na área de Primeiros Socorros, formação para trabalhadores, por protocolo entre a Junta de Freguesia de Pinhal Novo e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

As aulas de instrução, foram ministradas na Associação e ficaram a cargo da Oficial Bombeira Helena Joaquim, formadora da Escola Nacional de Bombeiros.

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Fonte: Fernando Pestana – secretário da AG

INSTRUÇÂO EQUIPAMENTOS PNEUMÁTICOS e SEGURANÇA

No passado dia 31 de março de 2022, foi realizada uma instrução sobre a utilização e segurança dos Equipamentos Pneumáticos acondicionados na viatura VSAT 01, sob a responsabilidade da chefe Manuela Rodrigues e coordenada pelo Bombeiro de 1ª Classe Francisco Palmela, ao grupo escalado de serviço.

Foi dada uma explicação sumária de todos os artigos existentes, estado de utilização e as precauções de segurança na sua utilização, atendendo que a sua utilização indevida ou descuidada pode resultar em sérios danos físicos dos seus utilizadores ou vítimas a socorrer.

De igual forma também foi referido que os equipamentos e acessórios, devem estar bem-acondicionados e em perfeito estado de utilização, para o efeito a que foram concebidos.

Como cuidados principais, fica o alerta;

1º Mangueiras de ar comprimido corretamente ligadas.
2º Nunca desligar as mangueiras ou acessórios de ar comprimido que estejam pressurizados.  

A instrução centrou-se no Levantamento e Estabilização de um Veículo Pesado sinistrado e respetiva carga, com adaptação do Equipamento Pneumático em uso na Associação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo.

O objetivo centrou-se na ideia de evitar oscilações e desequilíbrios no levantamento do veículo e carga, para socorro da(s) vítima(s).

Concluída a estabilização, é muito importante proceder-se ao levantamento lento e progressivo e à verificação sistemática de eventuais desequilíbrios ou roturas imprevistas dos acessórios utilizados de ar comprimido e os reforços de segurança, para evitar ocorrer uma queda brusca do veículo e carga sobre as vítimas e equipas de socorro.

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Fonte: Responsável Manuela Rodrigues – Chefe, Coordenador Instrução Francisco Palmela – Bomb. 1ª Cl

INSTRUÇÂO EQUIPA PIQUETE – 21 maio 2022

Reuniram-se pelas 9 horas e 30 minutos a Equipa de Serviço Escala, constituída por treze elementos, de prevenção a eventuais emergências.

A Chefe de Equipa Manuela Rodrigues, optou por delegar no seu Subchefe Rui Cruz, para orientar todos os conhecimentos sobre os equipamentos instalados na novo Veículo Especial de Combate a Incêndios 05, destinado prioritariamente a intervenções em espaços tecnológicos ou industriais.

Durante a formação, foram executadas várias práticas, com todo o equipamento e demonstradas todas as suas potencialidades necessárias em eventuais cenários de ocorrências.

Viatura Especial de Combate a Incêndios

RENAULT M210 4×4, com Bomba Camiva de Média Pressão de serviço de incêndio acoplada e dois doseadores de funcionamento simultâneo, um reservatório de 2800 litros de água e outro de 200 litros de espumífero.    

Descrição técnica dos Equipamentos

Cabine

  ARICA ‘s DRAGER completos e suportes para 4 Garrafas
  Lanternas ATEX IP 65
  Radio Siresp base
  Suporte para Rádio Portátil Banda Alta
  Rádios Portáteis Banda Alta
 1 Transformador de corrente para 220 voltes
 1 Mala de Primeiros Socorros
 1 Roldana Desmultiplicadora
 2 Calços para rodas
 2 Extintores Pó Químico

Cofre nº1

– Grupo gerador
– Ventilador/exaustor
– Projetor de led
– Tripe
– Enrolador com extensão elétrica 220v
– Tesoura de corte Isolada

Cofre nº 2

– Cones de sinalização
– Malotes com espia de trabalho
– Malote salvamento
– Rolos fita sinalização
– Corta vidros
– Mala de ferramentas
– Cintas de 6m
– Serrote de ferro
– Marreta
– Alavanca
– Machado de trabalho
– Martelo de bola
– Extintores de Água e CO2

Cofre n3

– Lances mangueira de 50mm
– Lances mangueira de 70mm
– Agulhetas de 50mm
– Agulheta de 70mm
– Conjuntor 110/70×2
– Disjuntor 70/50
– Trijuntor 70/50/50
– Defletor de agua 70mm
– Agulhetas de espuma S2/M2
– Adaptador união de rosca/união storz
– Monitor portátil

Cofre nº 4

– Carretel pneumático de mangueiras flexíveis
– Agulhetas de 25mm
– Suporte para 2 mangueiras de 25mm
– Bomba flutuante 500L/m
– Chave storz
– Ralo para chupadores
– Chave universal Hidrante /storz
– Chaves de marcos de incendio

Alçado superior

– Pás florestais
– Pé de cabra
– Croque
– Desfurradeira
– Abafadores
– Foição

Fonte – Manuela Rodrigues – Chefe e Rui Cruz – Subchefe

Tripulante de Ambulância de Socorro – Precisa-se

Encarrega-me o Sr. Presidente da Associação Sr. José Calado, de abrir concurso interno e externo para ingresso neste Corpo de Bombeiros de 1 elemento Tripulante de Ambulância de Socorro.

Os interessados devem enviar a sua candidatura para:
comando1@bvpinhalnovo.pt ou comando2@bvpinhalnovo.pt

Pré-requisitos:

Bombeiro
Formação TAS válida;
Carta de condução – categoria B com averbamento grupo 2.

para completar a equipe PEM.

Quartel em Pinhal Novo, 07 de Março de 2022

Fonte: Comando da AHBPN

Bombeiros de Pinhal Novo com mais três TAS

Na sequência do procedimento lançado em 25 de fevereiro, no qual foram abertas três vagas para a frequência do curso de TAS – Tripulante de Ambulância de Socorro, ao qual corresponderam, 8 candidatos, é com grande satisfação que informamos que os três candidatos selecionados já concluíram com sucesso o curso de TAS.

Os cursos tiverem início em março e após aproveitamento no curso e a realização dos estágios no INEM, a partir de hoje, o Corpo de Bombeiros conta com mais três bombeiros a competência de TAS:

Bombeiro de 3.ª 15070094 Ana Rita Cavaleiro Almeida (Cartão nº 7200)
Bombeiro de 3.ª 20007756 Cátia Alexandra Coelho Marques (Cartão nº 7202)
Bombeiro de 3ª 20004355 Marta Sofia Campos Correia (Cartão nº 7315)

O valor total desta formação ministrada na FEMEDICA – ACADEMIA DE EMERGÊNCIA ®, às três bombeiras foi suportado totalmente pela Associação Humanitária de Bombeiros de Pinhal Novo, o que representou um investimento de 2,700.00 €, a que se acrescem os custos logísticos associados à formação, nomeadamente transportes e refeições, também suportada na totalidade pela Associação.

Este investimento na formação, a par com as recertificações (da responsabilidade da Escola Nacional de Bombeiros), vem reforçar a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros na área do socorro pré-hospitalar, que passa a contar, para já, com 15 bombeiros com TAS.

O Comando agradece o empenho e a dedicação com que abraçaram esta formação, felicita o sucesso alcançado e deseja os maiores êxitos para todas as ocorrências em que venham a intervir, em segurança!

Fonte: Texto: AdjCmd Luís Filipe Neto com Cátia Marques e Marta Sofia. Foto: Retirada da Internet

Bombeiros de Pinhal Novo realizaram curso de Operações de Extinção de Incêndios Florestais!

Parabéns ao elementos que hoje concluíram o curso de Operações de Extinção de Incêndios Florestais!

Esta Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD), enquadrada no Catálogo Nacional de Qualificações, tem como objetivo identificar os fatores primários no comportamento de incêndios, distinguindo as partes, os tipos, a propagação, os métodos e as táticas de extinção, assim como, efetuar manobras de linhas de mangueira para ataque e proteção, e faixas de contenção e segurança com ferramentas manuais e mecânicas.

A UFCD, com a duração de 50 horas, foi ministrada pelo formador Paulo Pinto, Subchefe deste corpo de bombeiros, que contou com a colaboração do Subchefe Rui Cruz e do Bombeiro de 1ª Fábio Costa, assim como, elementos de serviço na equipa de combate a incêndios florestais (ECIN) na realização das práticas com fogo real, designadamente, o Bombeiro 2ª Carlos Loureiro, Bombeiro 2ª João Daniel, Bombeiro 3ª Raul Loureiro e o Bombeiro 3ª Bruno Pereira.

Foi ainda focado o sistema de gestão de operações, que permite, através da determinação do eixo principal de propagação do incêndio, prever a sua evolução e, com recurso a utensílios gráficos, planear a disposição dos meios de socorro e tarefas a desenvolver com vista à supressão do mesmo.

Esta ação de formação, co-financiada pelo Fundo Social Europeu e Estado Português, no âmbito da candidatura deste corpo de bombeiros ao POPH, foi realizada em parceria com a empresa Mindbizz, e é a primeira de duas da mesma temática, já programadas para este semestre.

Fonte: Texto: AdjCmd Luís Filipe Neto

Uma semana a «combater» incêndios urbanos

Decorreu, na semana de 9 a 13 de abril, no Centro de Formação de S. João da Madeira da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), o módulo de Práticas de Combate a Incêndios que culminou o Curso Geral de Quadros de Comando iniciado em fevereiro de 2007, no qual participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

A formação na área dos incêndios urbanos vem preconizando novos métodos de combate e uma reorganização do teatro de operações. Aquele que foi o 10º Curso de Práticas de Combate a Incêndios para Quadros de Comando, de cariz essencialmente técnico-prático, beneficiou das condições de simulação pedagógica existentes no pólo de S. João da Madeira da ENB.

Os representantes de dezasseis corporações de todo o país confrontaram-se, assim, com a dureza das condições em que os bombeiros podem ter de fazer ações de busca e salvamento, em espaços confinados. Os formandos puderam aplicar as técnicas de combate a incêndios urbanos, em edifícios de 4 pisos e em contentores confinados, camiões cisterna e caves subterrâneas, sob temperaturas que podiam chegar aos 300 graus.

Formação preconiza nova abordagem técnica e organizativa

Conforme explica o Comandante dos BVPN, as tarefas realizadas passaram por combater e extinguir incêndios, fazer busca e salvamento (neste caso, de um manequim com 90 quilos de peso) e controlar o fator tempo, quer o tempo de execução, quer o de preparação. No que respeita à preparação, é cronometrado o tempo que o bombeiro leva a vestir e montar o equipamento de proteção adequado: capacete com viseira, cogula, luvas, botas, casaco, calças de proteção e aparelho de proteção respiratória (ARICA). «Entre equipar, montar ARICA’s e estar pronto para entrar no edifício, começámos por gastar 7 minutos e terminámos em 2,5 minutos», conta Fernando Pestana.

Mas, para o Comandante, o mais interessante, na formação recebida, foi uma nova abordagem técnica ao combate aos incêndios urbanos, que defende o recurso a menos quantidade de água (para reduzir os danos resultantes do encharcamento, inclusivamente sobre o estado de saúde das vítimas). «Para o ataque ao fogo, foram recomendadas agulhetas e mangueiras com 25 mm de diâmetro, que não é o que estávamos habituados a utilizar», refere Fernando Pestana.

A formação ministrada preconizou ainda uma reformulação geral de toda a organização e disposição dos meios de socorro – humanos e materiais – no “teatro” das operações. Siglas como «HS» (o «Homem da Segurança», que fiscaliza todos os equipamentos de proteção individual antes dos operacionais entrarem no edifício) e «MLA» (o bombeiro que controla o Movimento das Linhas de Água na porta de acesso), ou a distinção entre «Zonas Quentes» e «Zonas Frias» ou «Zona de Evacuação» e «Zona de Controle» são alguns dos termos que integram o vocabulário do comando operacional, no combate a incêndios urbanos e industriais.

Sendo esta formação, à partida, direcionada para elementos de Comando que não provieram do Quadro Ativo das corporações, a pergunta seria inevitável. «Sente-se mais bombeiro?», pergunta-se ao Comandante. «Sim, sim… Tanto na liderança, como na execução técnica. E estou cheio de vontade de transmitir os conhecimentos que adquiri», responde, admitindo que a componente prática da formação foi muito exigente, especialmente pelo controlo do fator tempo e pelo esforço físico. «Foi duro, foi, foi…», diz Fernando Pestana (56 anos, Comandante do CBVPN desde 1989).

É muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas não chega…

A mais-valia que este curso representa, para quem tem de desempenhar funções de Comando num Corpo de Bombeiros, é confirmada por João Faria, outro dos formandos da ação. Para o Comandante – há três anos – dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, as conquistas são evidentes e vão desde a noção de organização do teatro de operações à perceção da gestão de homens e equipamentos – «o cuidado de não deixarmos ninguém no teatro de operações sem ter uma missão concreta confiada», enuncia –, passando pela própria «perceção do desgaste que o pessoal sofre». «Temos necessidade de estar permanentemente atualizados… a forma como encaramos hoje a problemática dos incêndios urbanos é muito diferente da que tínhamos», diz.

João Faria – advogado de profissão – reconhece que a importância deste curso não foi igual para todos os participantes, dada a heterogeneidade do percurso de cada um nos Bombeiros, mas, no seu caso, admite que também saiu de S. João da Madeira «mais bombeiro»: «Se calhar, nem me aperceberia desse facto se não tivesse feito o curso… Mas sinto-me muito mais confortável neste papel e até mais capaz de falar o código dos bombeiros, o que torna todas as coisas mais inteligíveis, mais compreensíveis». João Faria sublinha, contudo, que «o primeiro passo consiste em, mentalmente, nos sentirmos “homens da farda”» e que «já dei esse passo no dia em que aceitei comandar o meu Corpo de Bombeiros».

Para além da componente técnica da formação – «é evidente que é muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas ser um bom técnico não é, necessariamente, sinónimo de ser um bom Comandante», defende –, o Comandante dos Famalicenses enaltece o enriquecimento pessoal obtido: «O grupo de formandos foi de uma enorme camaradagem e enorme espírito de grupo, sinto-me extremamente gratificado com os momentos que vivi e com as pessoas que conheci. No fundo, é isto que deve caracterizar a vida nos Corpos de Bombeiros». E acrescenta: «Percebi, por exemplo, que a escassez de meios ou a dificuldade não devem constituir motivo de discussão e de divisão».

João Faria testemunha, enfim, o apreço pela ENB: «Também é gratificante verificar que existe uma estrutura, a Escola Nacional de Bombeiros, com capacidade para prestar este serviço ao país».

Plano formativo em execução desde janeiro

A formação de quadros de Comando iniciou-se em 24 de fevereiro e prolongou-se, aos fins-de-semana, no Centro de Formação de Sintra da ENB, até 24 de março, antes da estadia em S. João da Madeira. Durante aquele período, dezasseis elementos de outras tantas corporações de bombeiros – Municipais de Faro e do Cartaxo, Profissionais Toyota Caetano e Voluntários de Amarante, Caminha, Faro (de onde era originária a única mulher do grupo de formandos), Favaios, Fontes, Izeda, Lagos, Penamacor, Pinhal Novo, Sanfins do Douro, Valadares, Vila Pouca de Aguiar e B.V. Famalicenses – frequentaram os módulos de Organização e Liderança e de Gestão Operacional.

No primeiro módulo, entre outras matérias, foram abordadas as normas legais que regulam o sector dos bombeiros e proteção civil e as questões levantadas pelo relacionamento com a Comunicação Social. No segundo, a formação incidiu sobre o Sistema de Comando Operacional e a gestão operacional aplicada aos vários cenários de intervenção: formaturas, incêndios florestais, incêndios urbanos, busca e salvamento, ventilação tática e matérias perigosas.

Refira-se que, na semana de 15 a 19 de janeiro deste ano, a ENB já promovera um Curso de Organização de Postos de Comando, em Sintra, dirigido a todas as corporações de bombeiros do distrito de Setúbal, no qual também participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

Fonte: Helena Rodrigues (texto); Fernando Pestana (foto)

Instrução com fogo real testa VTTR

A 2ª Secção do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo realizou, na parada do quartel, uma instrução com fogo real. O objetivo específico da ação foi testar as potencialidades do mais recente veículo operacional da corporação, recorrendo a três viaturas incendiadas para o efeito.

No passado Sábado, 14 de abril, pelas 18 horas, a 2ª Secção do CB iniciou uma instrução que teve por objetivo testar a capacidade do Veículo Tanque Tático Rural (VTTR), utilizando todo o seu material em simultâneo.

Inicialmente, o 2º Comandante elucidou os formandos sobre o funcionamento de algum do equipamento existente no veículo e, de seguida, passou-se à prática, na parada do quartel, com recurso a três viaturas de sucata. Procedeu-se à extinção do fogo nos veículos incendiados, utilizando dois meios de extinção: espuma e água.

Esta formação, de âmbito interno, contou com a presença de elementos da 2ª Secção (Chefe Manuela Rodrigues, Bombs. 2ª Cls. Fernando Martins e Mauro Henriques e Bomb. 3ª Cls. Pedro Costa), assim como de outros elementos que se encontravam de serviço no quartel (Bombs. 1ª Cls. António Barradas e António Oliveira, Bomb. 3ª Cls. Tiago Oliveira e Aspirantes Hugo Borbinhas, Artur Barreira e Paulo Bandarra).

Assistiu à instrução o Comandante do Corpo, que encerrou a mesma, referindo algumas técnicas a aplicar e mostrando-se satisfeito com a atuação e com o entusiasmo que envolvia os presentes.

Fonte: Manuela Rodrigues (texto); António Oliveira (foto)

«Radicais Livres» treinam na Arrábida

A equipa de Salvamento em Grande Ângulo (SGA) do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, «Radicais Livres», abriu o ano operacional no passado domingo, na Serra da Arrábida. Para esta equipa especializada, que se socorre de técnicas de salvamento e auto-salvamento, designadamente em fachadas de edifícios de grande altura, grutas ou falésias, a abertura do ano operacional significa o início do plano de formação contínua para 2007.

Esta ação de formação decorreu na Fenda, no Parque Natural da Arrábida, e contou com a presença de 11 elementos do Corpo de Bombeiros com formação multidisciplinar, incluindo o Curso de Salvamento em Grande Ângulo da Escola Nacional de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo adquiriu o primeiro equipamento de SGA em 1998, recebeu formação inicial com os Bombeiros de Águas de Moura, realizou diversas acções de formação conjunta com os Bombeiros de Cacilhas, efetuou treinos de adaptação a meios aéreos na Escola de Tropas Aero-transportadas, em Tancos, e, em Dezembro de 2004, recebeu formação da Escola Nacional de Bombeiros – Ler Notícia.

Até à data, a equipa de resgate pinhalnovense apenas foi chamada a recorrer às técnicas de SGA para realizar operações de resgate de vítimas em poços: dois salvamentos de vítimas, com vida, o resgate de um cadáver e vários salvamentos de animais, além de diversos simulacros e demonstrações.

O plano de formação contínua para 2007, apresentado no passado dia 4, é auspicioso e pretende abordar a temática do salvamento em grande ângulo, da emergência médica e da preparação física.

Fonte: Luís Filipe Neto (texto); António Oliveira (foto)

«Atmosfera explosiva» pairou sobre o quartel

Uma recente ação de formação realizada na Associação permitiu aos bombeiros contactarem com o Veículo de Intervenção Química (VIQ) dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e experimentarem o equipamento específico de proteção contra Matérias Perigosas. Por dois dias, uma “atmosfera explosiva” pairou sobre o quartel.

A intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos foi objeto de uma ação de formação, que teve lugar nos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, ao longo dos dias 21 e 28 de outubro.

A formação foi ministrada pelo Bombeiro Sapador de 2ª Classe Carlos Marques, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, que fizeram deslocar ao quartel dos BVPN o seu Veículo de Intervenção Química (VIQ) – na foto. «A viatura contém todo o equipamento próprio para trabalhar em atmosferas explosivas, corrosivas ou tóxicas», explica Vasco Marto, Chefe da 3ª Secção, a quem coube a iniciativa de promover esta ação.

Todavia, a ação esteve aberta à participação de outros elementos interessados. Entre os dois dias de formação, assistiram à ação um total de 18 elementos, das 3 secções que constituem o Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. Foram eles: o Chefe Vasco Marto, os Subchefes Luís Sousa e Vítor Vicente, os Bombeiros de 1ª Classe Bruno Correia, Paulo Costa e Fábio Costa, os Bombeiros de 2ª Classe Nuno Domingues, Rudi Matos, Carlos Fialho, Nuno Gomes e Mauro Henriques, os Bombeiros de 3ª Classe Cristóvão Vinagreiro e Tiago Oliveira, os Aspirantes Artur Barreira, Rita Carmo, Diogo Cruz e Francisco Palmela, e o Auxiliar João Palmela.

Desta ação de formação estão disponíveis, neste sítio, várias imagens – Ver Galeria de Fotos

O que são “Matérias Perigosas”?

«É recorrente identificar a área de formação relativa à intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos, designados por matérias perigosas, como uma das que regista mais carências neste âmbito», escreve o Presidente da direção da Escola Nacional de Bombeiros, no prefácio do Volume IX do Manual de Formação Inicial do Bombeiro (*). Acrescenta-se, na introdução da obra: «Quando os bombeiros são confrontados com um acidente envolvendo tais produtos, têm que estar dotados de conhecimentos, equipamento e treino que lhes permitam preservar a sua própria integridade física, bem como das pessoas e bens que pretendem socorrer e proteger».

Matéria perigosa – explica o Manual – é qualquer substância (matéria-prima, produto, subproduto, resíduo ou produto intermédio) que, pelas suas características ou propriedades, possa causar danos à saúde humana, aos animais ou ao ambiente.

Os riscos inerentes a estes produtos estão essencialmente associados à formação de atmosferas perigosas, nomeadamente explosivas ou tóxicas. Uma atmosfera explosiva consiste na presença de gases ou vapores inflamáveis ou combustíveis misturados com o ar; uma atmosfera tóxica caracteriza-se pela presença de uma substância no ar, suscetível de ocasionar danos graves, agudos ou crónicos, ou mesmo a morte, por inalação ou por via cutânea.

A identificação da matéria em causa constitui o objetivo prioritário das equipas de bombeiros, ensina o Manual. Quanto aos procedimentos de segurança, a ideia-chave é a de que a intervenção dos bombeiros é, basicamente, um problema de decisão que compete ao comando das operações, devendo mesmo limitar-se à evacuação e isolamento da área sinistrada (“atitude defensiva”), no caso de o corpo de bombeiros não dispor de meios humanos devidamente equipados e treinados para intervir no tipo de acidente.

Principais ações a tomar

Assim, recomendam-se as seguintes ações a tomar, face a acidentes com matérias perigosas:

→ Identificar a matéria ou matérias envolvidas;
→ Suprimir e cortar fontes de ignição (atenção aos veículos motorizados);
→ Não fumar nem deixar fumar ou foguear;
→ Manter as pessoas afastadas;
→ Avisar as autoridades competentes;
→ Parar o derrame, se houver meios para o fazer;
→ Fazer o possível para impedir derramamento de produtos para linhas de água, esgotos, lagos, etc (podem contaminar e/ou provocar explosões);
→ Estar sempre do lado de onde sopra o vento (vento de costas);
→ Evitar as zonas baixas;
→ Não entrar em contacto com a matéria derramada.

Bibliografia:

Cristiano da Costa Santos e Heliodoro da Silva Neves, Matérias Perigosas (Vol. IX), Coleção Manual de Formação Inicial do Bombeiro, Escola Nacional de Bombeiros, Sintra, 2005

Fonte: Helena Rodrigues e Vasco Marto