Bombeiros de Pinhal Novo realizaram curso de Operações de Extinção de Incêndios Florestais!

Parabéns ao elementos que hoje concluíram o curso de Operações de Extinção de Incêndios Florestais!

Esta Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD), enquadrada no Catálogo Nacional de Qualificações, tem como objetivo identificar os fatores primários no comportamento de incêndios, distinguindo as partes, os tipos, a propagação, os métodos e as táticas de extinção, assim como, efetuar manobras de linhas de mangueira para ataque e proteção, e faixas de contenção e segurança com ferramentas manuais e mecânicas.

A UFCD, com a duração de 50 horas, foi ministrada pelo formador Paulo Pinto, Subchefe deste corpo de bombeiros, que contou com a colaboração do Subchefe Rui Cruz e do Bombeiro de 1ª Fábio Costa, assim como, elementos de serviço na equipa de combate a incêndios florestais (ECIN) na realização das práticas com fogo real, designadamente, o Bombeiro 2ª Carlos Loureiro, Bombeiro 2ª João Daniel, Bombeiro 3ª Raul Loureiro e o Bombeiro 3ª Bruno Pereira.

Foi ainda focado o sistema de gestão de operações, que permite, através da determinação do eixo principal de propagação do incêndio, prever a sua evolução e, com recurso a utensílios gráficos, planear a disposição dos meios de socorro e tarefas a desenvolver com vista à supressão do mesmo.

Esta ação de formação, co-financiada pelo Fundo Social Europeu e Estado Português, no âmbito da candidatura deste corpo de bombeiros ao POPH, foi realizada em parceria com a empresa Mindbizz, e é a primeira de duas da mesma temática, já programadas para este semestre.

Fonte: Texto: AdjCmd Luís Filipe Neto

Uma semana a «combater» incêndios urbanos

Decorreu, na semana de 9 a 13 de abril, no Centro de Formação de S. João da Madeira da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), o módulo de Práticas de Combate a Incêndios que culminou o Curso Geral de Quadros de Comando iniciado em fevereiro de 2007, no qual participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

A formação na área dos incêndios urbanos vem preconizando novos métodos de combate e uma reorganização do teatro de operações. Aquele que foi o 10º Curso de Práticas de Combate a Incêndios para Quadros de Comando, de cariz essencialmente técnico-prático, beneficiou das condições de simulação pedagógica existentes no pólo de S. João da Madeira da ENB.

Os representantes de dezasseis corporações de todo o país confrontaram-se, assim, com a dureza das condições em que os bombeiros podem ter de fazer ações de busca e salvamento, em espaços confinados. Os formandos puderam aplicar as técnicas de combate a incêndios urbanos, em edifícios de 4 pisos e em contentores confinados, camiões cisterna e caves subterrâneas, sob temperaturas que podiam chegar aos 300 graus.

Formação preconiza nova abordagem técnica e organizativa

Conforme explica o Comandante dos BVPN, as tarefas realizadas passaram por combater e extinguir incêndios, fazer busca e salvamento (neste caso, de um manequim com 90 quilos de peso) e controlar o fator tempo, quer o tempo de execução, quer o de preparação. No que respeita à preparação, é cronometrado o tempo que o bombeiro leva a vestir e montar o equipamento de proteção adequado: capacete com viseira, cogula, luvas, botas, casaco, calças de proteção e aparelho de proteção respiratória (ARICA). «Entre equipar, montar ARICA’s e estar pronto para entrar no edifício, começámos por gastar 7 minutos e terminámos em 2,5 minutos», conta Fernando Pestana.

Mas, para o Comandante, o mais interessante, na formação recebida, foi uma nova abordagem técnica ao combate aos incêndios urbanos, que defende o recurso a menos quantidade de água (para reduzir os danos resultantes do encharcamento, inclusivamente sobre o estado de saúde das vítimas). «Para o ataque ao fogo, foram recomendadas agulhetas e mangueiras com 25 mm de diâmetro, que não é o que estávamos habituados a utilizar», refere Fernando Pestana.

A formação ministrada preconizou ainda uma reformulação geral de toda a organização e disposição dos meios de socorro – humanos e materiais – no “teatro” das operações. Siglas como «HS» (o «Homem da Segurança», que fiscaliza todos os equipamentos de proteção individual antes dos operacionais entrarem no edifício) e «MLA» (o bombeiro que controla o Movimento das Linhas de Água na porta de acesso), ou a distinção entre «Zonas Quentes» e «Zonas Frias» ou «Zona de Evacuação» e «Zona de Controle» são alguns dos termos que integram o vocabulário do comando operacional, no combate a incêndios urbanos e industriais.

Sendo esta formação, à partida, direcionada para elementos de Comando que não provieram do Quadro Ativo das corporações, a pergunta seria inevitável. «Sente-se mais bombeiro?», pergunta-se ao Comandante. «Sim, sim… Tanto na liderança, como na execução técnica. E estou cheio de vontade de transmitir os conhecimentos que adquiri», responde, admitindo que a componente prática da formação foi muito exigente, especialmente pelo controlo do fator tempo e pelo esforço físico. «Foi duro, foi, foi…», diz Fernando Pestana (56 anos, Comandante do CBVPN desde 1989).

É muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas não chega…

A mais-valia que este curso representa, para quem tem de desempenhar funções de Comando num Corpo de Bombeiros, é confirmada por João Faria, outro dos formandos da ação. Para o Comandante – há três anos – dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, as conquistas são evidentes e vão desde a noção de organização do teatro de operações à perceção da gestão de homens e equipamentos – «o cuidado de não deixarmos ninguém no teatro de operações sem ter uma missão concreta confiada», enuncia –, passando pela própria «perceção do desgaste que o pessoal sofre». «Temos necessidade de estar permanentemente atualizados… a forma como encaramos hoje a problemática dos incêndios urbanos é muito diferente da que tínhamos», diz.

João Faria – advogado de profissão – reconhece que a importância deste curso não foi igual para todos os participantes, dada a heterogeneidade do percurso de cada um nos Bombeiros, mas, no seu caso, admite que também saiu de S. João da Madeira «mais bombeiro»: «Se calhar, nem me aperceberia desse facto se não tivesse feito o curso… Mas sinto-me muito mais confortável neste papel e até mais capaz de falar o código dos bombeiros, o que torna todas as coisas mais inteligíveis, mais compreensíveis». João Faria sublinha, contudo, que «o primeiro passo consiste em, mentalmente, nos sentirmos “homens da farda”» e que «já dei esse passo no dia em que aceitei comandar o meu Corpo de Bombeiros».

Para além da componente técnica da formação – «é evidente que é muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas ser um bom técnico não é, necessariamente, sinónimo de ser um bom Comandante», defende –, o Comandante dos Famalicenses enaltece o enriquecimento pessoal obtido: «O grupo de formandos foi de uma enorme camaradagem e enorme espírito de grupo, sinto-me extremamente gratificado com os momentos que vivi e com as pessoas que conheci. No fundo, é isto que deve caracterizar a vida nos Corpos de Bombeiros». E acrescenta: «Percebi, por exemplo, que a escassez de meios ou a dificuldade não devem constituir motivo de discussão e de divisão».

João Faria testemunha, enfim, o apreço pela ENB: «Também é gratificante verificar que existe uma estrutura, a Escola Nacional de Bombeiros, com capacidade para prestar este serviço ao país».

Plano formativo em execução desde janeiro

A formação de quadros de Comando iniciou-se em 24 de fevereiro e prolongou-se, aos fins-de-semana, no Centro de Formação de Sintra da ENB, até 24 de março, antes da estadia em S. João da Madeira. Durante aquele período, dezasseis elementos de outras tantas corporações de bombeiros – Municipais de Faro e do Cartaxo, Profissionais Toyota Caetano e Voluntários de Amarante, Caminha, Faro (de onde era originária a única mulher do grupo de formandos), Favaios, Fontes, Izeda, Lagos, Penamacor, Pinhal Novo, Sanfins do Douro, Valadares, Vila Pouca de Aguiar e B.V. Famalicenses – frequentaram os módulos de Organização e Liderança e de Gestão Operacional.

No primeiro módulo, entre outras matérias, foram abordadas as normas legais que regulam o sector dos bombeiros e proteção civil e as questões levantadas pelo relacionamento com a Comunicação Social. No segundo, a formação incidiu sobre o Sistema de Comando Operacional e a gestão operacional aplicada aos vários cenários de intervenção: formaturas, incêndios florestais, incêndios urbanos, busca e salvamento, ventilação tática e matérias perigosas.

Refira-se que, na semana de 15 a 19 de janeiro deste ano, a ENB já promovera um Curso de Organização de Postos de Comando, em Sintra, dirigido a todas as corporações de bombeiros do distrito de Setúbal, no qual também participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

Fonte: Helena Rodrigues (texto); Fernando Pestana (foto)

Instrução com fogo real testa VTTR

A 2ª Secção do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo realizou, na parada do quartel, uma instrução com fogo real. O objetivo específico da ação foi testar as potencialidades do mais recente veículo operacional da corporação, recorrendo a três viaturas incendiadas para o efeito.

No passado Sábado, 14 de abril, pelas 18 horas, a 2ª Secção do CB iniciou uma instrução que teve por objetivo testar a capacidade do Veículo Tanque Tático Rural (VTTR), utilizando todo o seu material em simultâneo.

Inicialmente, o 2º Comandante elucidou os formandos sobre o funcionamento de algum do equipamento existente no veículo e, de seguida, passou-se à prática, na parada do quartel, com recurso a três viaturas de sucata. Procedeu-se à extinção do fogo nos veículos incendiados, utilizando dois meios de extinção: espuma e água.

Esta formação, de âmbito interno, contou com a presença de elementos da 2ª Secção (Chefe Manuela Rodrigues, Bombs. 2ª Cls. Fernando Martins e Mauro Henriques e Bomb. 3ª Cls. Pedro Costa), assim como de outros elementos que se encontravam de serviço no quartel (Bombs. 1ª Cls. António Barradas e António Oliveira, Bomb. 3ª Cls. Tiago Oliveira e Aspirantes Hugo Borbinhas, Artur Barreira e Paulo Bandarra).

Assistiu à instrução o Comandante do Corpo, que encerrou a mesma, referindo algumas técnicas a aplicar e mostrando-se satisfeito com a atuação e com o entusiasmo que envolvia os presentes.

Fonte: Manuela Rodrigues (texto); António Oliveira (foto)

«Radicais Livres» treinam na Arrábida

A equipa de Salvamento em Grande Ângulo (SGA) do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, «Radicais Livres», abriu o ano operacional no passado domingo, na Serra da Arrábida. Para esta equipa especializada, que se socorre de técnicas de salvamento e auto-salvamento, designadamente em fachadas de edifícios de grande altura, grutas ou falésias, a abertura do ano operacional significa o início do plano de formação contínua para 2007.

Esta ação de formação decorreu na Fenda, no Parque Natural da Arrábida, e contou com a presença de 11 elementos do Corpo de Bombeiros com formação multidisciplinar, incluindo o Curso de Salvamento em Grande Ângulo da Escola Nacional de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo adquiriu o primeiro equipamento de SGA em 1998, recebeu formação inicial com os Bombeiros de Águas de Moura, realizou diversas acções de formação conjunta com os Bombeiros de Cacilhas, efetuou treinos de adaptação a meios aéreos na Escola de Tropas Aero-transportadas, em Tancos, e, em Dezembro de 2004, recebeu formação da Escola Nacional de Bombeiros – Ler Notícia.

Até à data, a equipa de resgate pinhalnovense apenas foi chamada a recorrer às técnicas de SGA para realizar operações de resgate de vítimas em poços: dois salvamentos de vítimas, com vida, o resgate de um cadáver e vários salvamentos de animais, além de diversos simulacros e demonstrações.

O plano de formação contínua para 2007, apresentado no passado dia 4, é auspicioso e pretende abordar a temática do salvamento em grande ângulo, da emergência médica e da preparação física.

Fonte: Luís Filipe Neto (texto); António Oliveira (foto)

«Atmosfera explosiva» pairou sobre o quartel

Uma recente ação de formação realizada na Associação permitiu aos bombeiros contactarem com o Veículo de Intervenção Química (VIQ) dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e experimentarem o equipamento específico de proteção contra Matérias Perigosas. Por dois dias, uma “atmosfera explosiva” pairou sobre o quartel.

A intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos foi objeto de uma ação de formação, que teve lugar nos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, ao longo dos dias 21 e 28 de outubro.

A formação foi ministrada pelo Bombeiro Sapador de 2ª Classe Carlos Marques, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, que fizeram deslocar ao quartel dos BVPN o seu Veículo de Intervenção Química (VIQ) – na foto. «A viatura contém todo o equipamento próprio para trabalhar em atmosferas explosivas, corrosivas ou tóxicas», explica Vasco Marto, Chefe da 3ª Secção, a quem coube a iniciativa de promover esta ação.

Todavia, a ação esteve aberta à participação de outros elementos interessados. Entre os dois dias de formação, assistiram à ação um total de 18 elementos, das 3 secções que constituem o Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. Foram eles: o Chefe Vasco Marto, os Subchefes Luís Sousa e Vítor Vicente, os Bombeiros de 1ª Classe Bruno Correia, Paulo Costa e Fábio Costa, os Bombeiros de 2ª Classe Nuno Domingues, Rudi Matos, Carlos Fialho, Nuno Gomes e Mauro Henriques, os Bombeiros de 3ª Classe Cristóvão Vinagreiro e Tiago Oliveira, os Aspirantes Artur Barreira, Rita Carmo, Diogo Cruz e Francisco Palmela, e o Auxiliar João Palmela.

Desta ação de formação estão disponíveis, neste sítio, várias imagens – Ver Galeria de Fotos

O que são “Matérias Perigosas”?

«É recorrente identificar a área de formação relativa à intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos, designados por matérias perigosas, como uma das que regista mais carências neste âmbito», escreve o Presidente da direção da Escola Nacional de Bombeiros, no prefácio do Volume IX do Manual de Formação Inicial do Bombeiro (*). Acrescenta-se, na introdução da obra: «Quando os bombeiros são confrontados com um acidente envolvendo tais produtos, têm que estar dotados de conhecimentos, equipamento e treino que lhes permitam preservar a sua própria integridade física, bem como das pessoas e bens que pretendem socorrer e proteger».

Matéria perigosa – explica o Manual – é qualquer substância (matéria-prima, produto, subproduto, resíduo ou produto intermédio) que, pelas suas características ou propriedades, possa causar danos à saúde humana, aos animais ou ao ambiente.

Os riscos inerentes a estes produtos estão essencialmente associados à formação de atmosferas perigosas, nomeadamente explosivas ou tóxicas. Uma atmosfera explosiva consiste na presença de gases ou vapores inflamáveis ou combustíveis misturados com o ar; uma atmosfera tóxica caracteriza-se pela presença de uma substância no ar, suscetível de ocasionar danos graves, agudos ou crónicos, ou mesmo a morte, por inalação ou por via cutânea.

A identificação da matéria em causa constitui o objetivo prioritário das equipas de bombeiros, ensina o Manual. Quanto aos procedimentos de segurança, a ideia-chave é a de que a intervenção dos bombeiros é, basicamente, um problema de decisão que compete ao comando das operações, devendo mesmo limitar-se à evacuação e isolamento da área sinistrada (“atitude defensiva”), no caso de o corpo de bombeiros não dispor de meios humanos devidamente equipados e treinados para intervir no tipo de acidente.

Principais ações a tomar

Assim, recomendam-se as seguintes ações a tomar, face a acidentes com matérias perigosas:

→ Identificar a matéria ou matérias envolvidas;
→ Suprimir e cortar fontes de ignição (atenção aos veículos motorizados);
→ Não fumar nem deixar fumar ou foguear;
→ Manter as pessoas afastadas;
→ Avisar as autoridades competentes;
→ Parar o derrame, se houver meios para o fazer;
→ Fazer o possível para impedir derramamento de produtos para linhas de água, esgotos, lagos, etc (podem contaminar e/ou provocar explosões);
→ Estar sempre do lado de onde sopra o vento (vento de costas);
→ Evitar as zonas baixas;
→ Não entrar em contacto com a matéria derramada.

Bibliografia:

Cristiano da Costa Santos e Heliodoro da Silva Neves, Matérias Perigosas (Vol. IX), Coleção Manual de Formação Inicial do Bombeiro, Escola Nacional de Bombeiros, Sintra, 2005

Fonte: Helena Rodrigues e Vasco Marto

CB reforça formação interna

Em matéria de formação profissional, a agenda do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo tem estado bastante preenchida, neste último trimestre de 2006. O objetivo é promover a qualidade da intervenção operacional, junto do maior número possível de elementos do CB.

Várias dezenas de formandos internos do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo estão a beneficiar, desde outubro deste ano, de vários cursos e ações de formação realizados no quartel, com o objetivo de aperfeiçoar as competências dos bombeiros nas várias áreas em que são chamados a intervir.

No dia 3 de novembro, teve início um curso de Condução Todo-o-Terreno, em que estão a participar o Chefe Serafim Neves, os Bombeiros de 3ª Classe José Nepomuceno, Carlos Conceição e Cristóvão Vinagreiro, e o Auxiliar Nuno Mineiro. Para além da formação teórica ministrada no quartel, o curso inclui sessões de formação técnico-prática realizadas no exterior, nomeadamente no Kartódromo Internacional de Palmela (5 de novembro) e na Serra dos Gaiteiros, também em Palmela, nos últimos dias de formação (11 e 12 de novembro).

No mesmo período, e também ministrada pela Escola Nacional de Bombeiros, decorre na corporação um curso de Salvamento e Desencarceramento, que incide sobre as técnicas de estabilização de viaturas acidentadas e de socorro a vítimas encarceradas. Com o objetivo de adquirir ou aperfeiçoar competências nesta área, estão a participar no curso o Chefe Vasco Marto, o Subchefe Paulo Pinto, o Bombeiro de 1ª Classe Paulo Costa, o Bombeiro de 2ª Classe Carlos Marta, os Aspirantes Francisco Palmela e Pedro Carvalho e, ainda, o Auxiliar João Palmela.

Entretanto, realizou-se já, na semana de 16 a 22 de outubro, um curso de Tripulante de Ambulância de Transporte (TAT), que permitiu a um total de 10 formandos internos, dos Quadros de Comando, Ativo e Auxiliar, adquirir ou renovar a respetiva certificação. Assim, concluíram a ação, que foi ministrada pela Enfª. Helena Joaquim, Equiparada a Adjunto de Comando e formadora da ENB, os seguintes elementos: Raul Prazeres, Adjunto de Comando; Manuela Rodrigues, Chefe; Fernando Martins, Bombeiro de 2ª Classe; Paulo Rato, Fernando Silva, Luís Silva e Andreia Podence, Bombeiros de 3ª Classe; Coito Ferreira, Bombeiro de 2ª Classe Equiparado; e os Auxiliares Eduardo Santos e Nuno Mineiro.

Ainda em outubro, teve lugar no quartel dos BVPN uma ação de formação sobre Matérias Perigosas [na foto], com o apoio dos Bombeiros Sapadores de Setúbal – Ler Notícia.

Registe-se ainda que dois elementos do Quadro Ativo dos BVPN participaram, em 4 e 5 de novembro, nas Jornadas Técnicas de Proteção e Socorro, promovidas pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém.

Por fim, encontra-se agendada para 17 de novembro uma ação de formação sobre Marcha de Urgência, aberta a todos os elementos do CB.
…………………………………………………………………

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, lamentou hoje [7.11.2006] a falta de formação prática na preparação dos bombeiros e de planos pormenorizados no socorro de situações previsíveis. À margem das 15 Jornadas de Prevenção e Segurança na Floresta de Betão, Fernando Curto disse à agência Lusa que é necessária mais formação e descentralizada, sobretudo de ordem prática, com a realização de simulacros. “Até os cenários de cheias se podem simular” para treinar, disse, acrescentando também a necessidade de haver reciclagem na formação.

De acordo com o presidente da ANBP, “na Europa os bombeiros treinam na prática, enquanto em Portugal é através de papéis”. “Aprendemos sentados à secretária, quando a nossa atividade é eminentemente prática”, referiu.

(…)

Fonte: Agência Lusa

Helena Rodrigues, c/ Fernando Pestana e Vasco Marto (Foto)

Salvamento em cenário verdejante

O último curso de Salvamento e Desencarceramento realizado pelos Bombeiros de Pinhal Novo beneficiou já do novo VETA (Veículo com Equipamento Técnico de Apoio), que permitiu transportar duas viaturas acidentadas para o cenário onde decorreu o exercício final.

Num local inacessível às viaturas de socorro, onde o verde era a cor predominante, os dez bombeiros que participaram no curso foram encontrar dois veículos sobrepostos, com vítimas encarceradas. O cenário – Ver outra foto – foi montado numa ravina da ponte de acesso à auto-estrada A12, onde foram estrategicamente sobrepostas duas viaturas, com duas alegadas vítimas, encarceradas e em estado grave: uma com traumatismo craniano e outra em situação de paragem cardio-respiratória.

A corporação beneficiou da circunstância de já possuir meios próprios e adequados para transportar as viaturas desde o sucateiro até ao local das operações – Ler Notícia. «Este exercício só foi possível graças à viatura VETA 01, equipada com uma grua extensível de três toneladas, que permitiu colocar os veículos sinistrados no local», explica o Comandante Fernando Pestana.

Aí, o cenário pôde ser meticulosamente montado, de forma a surpreender os formandos – que «desconheciam o local e as condições do cenário», explica Fernando Pestana – e avaliar a sua capacidade de reação à situação.

A primeira dificuldade com que se depararam terá sido o facto da ravina ser inacessível às viaturas de socorro: o VSAT, com uma guarnição de cinco bombeiros, e duas ambulâncias. «O grau de dificuldade foi acrescido pela necessidade de retirar o grupo energético e todos os equipamentos do VSAT necessários à execução das operações de desencarceramento e socorro», descreve o Comandante.

Tudo acabou em bem

O simulacro decorreu num Domingo (18 de Dezembro), e teve a duração de 45 minutos. Foi o culminar de uma acção de formação, com início em 9 de Dezembro último, e em que participaram dez elementos da corporação: os Sub-Chefes João Francisco Pacheco Silva e Luís Sousa; o Bombeiro de 2ª Classe Rui Jorge Silva; e os Bombeiros de 3ª Classe Carlos Sousa, Nuno Domingues, Sandro Patraquim, Ludgero Bento, Luís Silva, Tiago Oliveira e Ricardo Braga.

Todos concluíram a ação com aproveitamento [Parabéns!]. Realizado no quartel-sede de Pinhal Novo, o curso foi ministrado pelo formador José Eduardo Raimundo, Segundo Comandante dos Bombeiros Voluntários do Seixal e formador da Escola Nacional de Bombeiros.

A expectativa da corporação parece ser, agora, a de que um próximo curso de Salvamento e Desencarceramento já possa ser dado por um formador do próprio Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. O Bombeiro de 1ª Classe Luís Filipe Pinto Neto concluiu, também em Dezembro, na ENB, o curso de formador na área do Salvamento e Desencarceramento [Parabéns, Neto!].

Fonte: Helena Rodrigues

Bombeiros recuperam poço para formação

Saber operar com motobombas faz parte da formação básica de um bombeiro. E que melhor sítio para praticar do que num poço? Com esse objetivo, a corporação lançou mãos à obra de recuperar um poço abandonado, na zona rural de Pinhal Novo – Ver Galeria de Fotos.

O recurso às motobombas – manuais ou incorporadas nos veículos de combate a incêndios – é utilizado pelos bombeiros para proceder à aspiração de água em caso de inundação ou ao abastecimento dos autotanques, por exemplo. São técnicas que fazem parte da formação inicial de um bombeiro.

Serviço “dois em um”

De uma assentada, os bombeiros estão a levar a cabo uma ação de proteção de vidas e bens – visto que o poço, localizado num terreno não vedado e com o mural partido, constitui um perigo para animais ou mesmo pessoas – e vão ficar com um espaço ideal para a corporação e não só (para todas as abrangidas pelas ações de formação conjunta promovidas pela Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal) poder treinar o manuseamento das motobombas.

Além do mais, está em causa um relevante trabalho de limpeza, numa zona de risco de incêndio rural. É que o poço estava cheio de entulho e foi preciso começar por escoar a água e retirar tudo o que estava depositado no fundo («até encontrar areia limpa», explica o Comandante Fernando Pestana). Só depois os bombeiros puderam iniciar a reconstrução do beiral.

Os trabalhos prosseguiram neste Sábado, 23 de julho. Mas consta que os voluntários ainda têm trabalho para mais um dia. Pelo menos…

A Associação agradece o apoio da Cerâmica de Pegões, de J. G. Silva, pela cedência dos tijolos; e da empresa Joto Tulhos, de Rio Frio, pela cedência de manilhas.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto), c/ Fernando Pestana

Uma semana com bombeiros de Cabo Verde na Galeria de Fotos

Já estão disponíveis aqui as melhores fotos da formação inicial de bombeiros de 3ª classe, na Cidade de São Filipe, na ilha do Fogo. O Adjunto de Comando dos BV Pinhal Novo participou na missão, como formador,

Os Bombeiros de Pinhal Novo, Palmela e Águas de Moura estão a participar numa missão técnica em São Filipe, na ilha do Fogo – Cabo Verde, que teve início em 30 de maio. A missão enquadra-se no protocolo de colaboração entre os municípios de São Filipe e de Palmela e visa ministrar formação inicial para bombeiros de 3ª classe. A primeira parte da formação – em que participou, como formador, o Adjunto de Comando dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, Raúl Prazeres – já terminou.

Só após esta formação – o projeto tem a duração total de três semanas e está dividido em três fases – o Corpo de Bombeiros Voluntários de São Filipe se tornará uma realidade, uma vez que a cidade ficará dotada de um grupo de bombeiros de 3ª classe. O objetivo da missão é, assim, a criação de uma corporação de bombeiros voluntários naquela cidade da ilha do Fogo.

Esta missão surge no contexto do protocolo de colaboração existente entre os municípios de Palmela e de São Filipe. No âmbito deste protocolo, já se tinha deslocado a Cabo Verde, em setembro de 2001, uma delegação da Proteção Civil Municipal de Palmela, composta por oito elementos, entre os quais o Adjunto de Comando dos BV Pinhal Novo. As corporações do concelho têm vindo também a colaborar no equipamento gradual dos bombeiros de São Filipe.

«Aqui em Cabo Verde está-se bem…»

Raúl Prazeres encontrou-se, assim, de regresso a São Filipe, quatro anos depois. Da primeira experiência em Cabo Verde, «bastante enriquecedora», recorda a «grande força de vontade para receber formação e muita participação» dos candidatos a bombeiros. A principal dificuldade sentida na altura foi mesmo a carência de meios.

Desta vez, o Adjunto de Comando deu formação a duas turmas de 12 formandos, na área dos incêndios: fogos florestais, fogos urbanos e industriais, fenomenologia da combustão e proteção individual. «A ilha do Fogo é uma ilha vulcânica, com pouca vegetação, portanto a realidade aqui é uma e lá é outra», sublinha Raúl Prazeres.

O CB de Pinhal Novo vai ainda colaborar nesta missão através da participação da Adjunta de Comando Equiparada, Helena Joaquim. A enfermeira vai ministrar formação básica de socorrismo (curso de Tripulante de Ambulância de Transporte) àqueles que vão ser os primeiros bombeiros de São Filipe.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Raúl Prazeres, em Cabo Verde (Fotos)

Jornalistas foram bombeiros por uma tarde

Vinte jornalistas tiveram uma aula prática com fogo real, na tarde de 11 de maio, no Centro de Formação da Lousã da ENB. Vestiram a farda, lançaram-se no combate e sentiram-se bombeiros. As “figuras” que a “Brigada Jornalística de Combate a Incêndios Florestais” andou a fazer já podem ser apreciadas na Galeria de Fotos.

Nada melhor para os repórteres que têm de fazer a cobertura informativa dos incêndios, do que sentirem um bocadinho na pele as dificuldades de ser bombeiro. Neste caso, a primeira dificuldade que se deparou aos voluntariosos jornalistas que se deslocaram à Lousã foi mesmo o equipamento.

Distribuído à chegada à Escola Nacional de Bombeiros, depois de várias horas de caminho (o autocarro fez a viagem entre Lisboa e a Lousã muito devagarinho), o equipamento tinha tudo, menos botas. Só mesmo uma jornalista da RTP Faro teve direito a um par de botas de bombeiro, já que as suas (pontiagudas e de salto finíssimo) eram manifestamente desaconselháveis para os trabalhos.

E que trabalhos! Divididos em dois grupos, um ficou com o material sapador e fartou-se de cavar para afastar das chamas a densa matéria combustível; o outro, experimentou as delícias da mangueira e dos extintores dorsais (que também servem para molhar os colegas).

Os repórteres fotográficos presentes (da Agência Reuters e do grupo de imprensa regional de Setúbal “Sado 2000”), preferiram trabalhar com as suas câmaras. O mesmo fez a equipa do programa televisivo “Vida por Vida”, apesar do repórter Sérgio Costa não ter deixado de vestir o fardamento (a ele e à editora deste site as calças chegavam pouco abaixo dos joelhos; «parece que vamos à pesca», diziam).

«A introdução a este tipo de matérias deveria ser obrigatória para todas as pessoas, desde a primeira infância», salientou a jornalista freelancer Luísa Ribeiro à reportagem do jornal “Trevim”, da Lousã. A aula prática com fogo real foi o culminar de um seminário destinado a jornalistas, sobre o tema «Incêndios e Cobertura Jornalística», promovido pelo Cenjor (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas) em colaboração com a Escola Nacional de Bombeiros.

O curso teve a duração de 20 horas, incluindo três sessões de carácter teórico sobre incêndios florestais (com a Engª. Verónica Catarino, formadora da ENB), incêndios urbanos e industriais (com o formador da ENB, Eng. Carlos Ferreira de Castro) e a organização operacional na luta contra os incêndios (com a participação de Gil Martins, Comandante do CNOS, e Duarte Caldeira, Presidente do Conselho Executivo da LBP e da Direção da ENB).

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Luísa Ribeiro (Fotos) – Na Lousã