Nacional 252 fez mais duas vítimas

A colisão frontal de uma mota com um veículo ligeiro provocou morte imediata a dois jovens, de 19 e 23 anos, na madrugada de 25 de abril, na Estrada Nacional 252. Esta via já fez, este ano, um total de doze vítimas mortais.

O acidente ocorreu às 00h50, no sentido Pinhal Novo – Montijo, antes do acesso à autoestrada A12, quando as duas vítimas, que seguiam num motociclo, não se terão apercebido de que um jipe que seguia na sua frente se preparava para virar à esquerda, na direção de uma das casas que, daquele lado, ocupam a berma da estrada. A mota embateu na parte lateral do jipe, incendiou-se e perdeu o controlo da condução, despistando-se para a faixa de rodagem contrária e acabando por colidir de frente com um Ford Focus que vinha em sentido contrário.

Na sequência da colisão, a viatura ligeira entrou em despiste e arrastou a mota, que ficou presa sob o carro, e os dois ocupantes para uma vala. Os dois jovens – dois amigos de 19 e 23 anos, residentes na Lagoa da Palha – tiveram morte imediata. Segundo informações recolhidas pelo jornal Correio da Manhã, os dois tinham saído da sede do Grupo Desportivo da Lagoa da Palha e dirigiam-se para uma discoteca em Alcochete. Do acidente resultaram apenas ferimentos ligeiros para os ocupantes do Ford Focus.

Um total de 15 elementos dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo estiveram envolvidos nas operações de socorro; quatro dos bombeiros até nem estavam de serviço, mas juntaram-se aos colegas, incluindo o médico da corporação. O acidente mobilizou quatro viaturas: a ambulância INEM, o veículo urbano de combate a incêndios, a viatura de desencarceramento e uma segunda ambulância de cuidados intensivos. No local, a Brigada de Trânsito dirigiu as investigações, com o apoio da GNR de Pinhal Novo.

Um teste à força psicológica

Num acidente com esta violência, bem evidenciada no estado das vítimas, o trabalho dos bombeiros – que durou várias horas, madrugada dentro – consistiu na extinção do incêndio, na criação de acessos para retirar os corpos das vítimas e na recuperação dos mesmos.

Rudi Matos, tripulante de ambulância de socorro, explica em pormenor as circunstâncias do acidente e as operações levadas a cabo… e fala num teste permanente à componente psicológica da equipa de socorro: «Nestas situações, mais do que ser afetada, a parte psicológica dos bombeiros está ali a ser testada», diz. É o sentimento que subsiste depois daquela – mais uma – noite trágica. «A avaliação que fazemos do nosso trabalho e do nosso desempenho continua a ser positiva; sabemos que atuámos com a eficácia possível, correu tudo dentro do que era possível fazer», afirma Rudi Matos.

Para este bombeiro, o mais impressionante é constatar o número de vítimas de uma mesma via. Desde Janeiro deste ano, na área operacional dos Bombeiros de Pinhal Novo, já se perderam doze vidas na EN252.

No local do acidente, como já se tornou hábito nas estradas do país, suspensa num sinal de trânsito está agora uma coroa de flores. Como que a testar «a parte psicológica» dos condutores e passageiros que continuam a passar, uns mais indiferentes do que outros.

Helena Rodrigues c/ Rudi Matos e Luís Neto (Fotos)

Bancos metálicos das estações de comboios revelam-se perigosos

Na estação de Pinhal Novo, uma criança de 4 anos ficou, no Domingo, 24 de abril, com os dedos presos nos orifícios de um dos bancos metálicos, obrigando os bombeiros a uma intervenção delicada. No mesmo dia, um caso semelhante ocorreu na estação do Pragal e acabou no Hospital Garcia de Orta.

Quase em simultâneo, os dois acidentes ocorridos com os bancos de aço inoxidável perfurado que povoam as gares das estações da REFER, da linha que liga o Sul à Ponte 25 de Abril, revelaram-se situações complexas para os bombeiros. O primeiro susto aconteceu pelas 11h30, na estação de Pinhal Novo. Uma criança de 4 anos, acompanhada pelos pais, enfiou dois dedos nos buracos do banco em que aguardavam pela chegada do comboio. O pai ainda conseguiu soltar-lhe o dedo indicador, mas o dedo médio ficou preso no banco, obrigando à intervenção dos bombeiros (via chamada para o nº 112).

Mobilizada a viatura de desencarceramento e seis bombeiros, verificou-se que a mão da criança começava a ficar inchada. A situação acabaria por resolver-se com a aplicação de gelo, para reduzir o edema, e Lidocaína – «um gel anestésico utilizado para entubação de vítimas inconscientes para se fazer a ventilação», explica um dos socorristas –, cujo efeito lubrificante acabaria por ter o resultado pretendido, permitindo libertar o dedo médio da criança.

A vítima tinha apenas pedido aos pais para andar de comboio. Assustada, a criança acabou por ir para casa, apesar de terem pago os bilhetes da Fertagus (que são adquiridos e validados antes das viagens). No local do incidente, esteve um responsável da CP, que se prontificou a elaborar um relatório da ocorrência, tendo aconselhado os pais da criança a apresentarem também uma exposição sobre o sucedido.

O mais grave é que, no mesmo dia, pouco depois e uns quilómetros à frente, na estação do Pragal, os Bombeiros Voluntários de Almada estiveram a braços com uma situação em tudo semelhante, mas que teve de acabar no Hospital Garcia de Orta, com uma outra pequena vítima a ter de ser submetida a anestesia geral, enquanto os bombeiros utilizavam uma tesoura hidráulica de desencarceramento para cortar o metal. Os bombeiros contaram para as câmaras de televisão terem recorrido, sem sucesso, a cremes gordos e gelo para soltar os dedos da criança, tendo chegado a recear a solução-limite da amputação. Tiveram de transportar a vítima com o banco metálico para o hospital, no meio de um cenário geral de desespero pelo insólito da situação, que acabou por ser resolvida pela perícia de um bombeiro a manusear a enorme tesoura de cortar a chapa das viaturas acidentadas.

Na foto: Pormenor dos orifícios dos bancos, por comparação com o tamanho de uma moeda de 1 euro. Fotos cedidas por um passageiro.

Fonte: Luís Neto (texto de Helena Rodrigues)

Atropelamento e fuga causa um morto

Um homem foi atropelado e deixado ferido na estrada. Uma segunda viatura não se terá apercebido do corpo inanimado e voltou a embater na vítima. O indivíduo, imigrante de leste, não sobreviveu aos ferimentos.

O alerta chegou aos Bombeiros, através do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes, do INEM), trinta e quatro minutos depois das zero horas de quarta-feira, 20 de abril. Para o local foi enviada uma ambulância de socorro (INEM) e o veículo de desencarceramento do Corpo de Bombeiros (VSAT).

O acidente ocorreu na Estrada Nacional 252, no sentido Pinhal Novo – Jardia, junto ao cruzamento com a urbanização «Vila Serena», num local com fraca visibilidade. A vítima do atropelamento, com cerca de 30 anos, encontrava-se inconsciente e em falência respiratória.

Apesar dos esforços da equipa, composta por sete bombeiros e pelo médico da corporação, entretanto mobilizado para o local, não foi possível salvar o ferido politraumatizado, que não resistiu aos ferimentos.

À chegada dos bombeiros (e o médico demorou 5 minutos a chegar ao local), encontrava-se junto ao sinistrado um condutor que informou ter atropelado o indivíduo. Todavia, tudo indica que a vítima já teria sido atropelada anteriormente.

A GNR de Pinhal Novo, presente no local com duas viaturas, tomou conta da ocorrência e investiga as causas do acidente.

Luís Neto (texto e foto), c/ Helena Rodrigues e Vasco Marto

Bebé de 15 meses não sobreviveu a atropelamento

Uma criança com cerca de ano e meio faleceu, na tarde de segunda-feira, 11 de abril, na sequência de um atropelamento ocorrido na Fonte da Vaca, em Pinhal Novo. Gravemente ferida, com múltiplas fraturas, a mãe do bebé foi transportada para o Hospital Garcia de Orta.

As palavras de desânimo são do Subchefe Vasco Marto: «Quando chegámos ao local, a criança já estava sem vida… Fizeram-se todos os possíveis, mas não se conseguiu inverter a situação», conta, acabado de regressar da ocorrência. Mais uma vez, por envolver uma criança, o bombeiro reconhece que a situação foi particularmente traumatizante para a equipa de emergência pré-hospitalar da corporação.

O acidente aconteceu pouco depois das 16 horas desta segunda-feira, 11 de abril, quando a criança e a mãe seguiam a pé e foram abalroadas por uma viatura ligeira. A mãe sofreu múltiplas fraturas e foi transportada, em estado grave, para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

«Quando chegámos ao local, tanto o motorista do veículo ligeiro como a acompanhante estavam muito transtornados. A acompanhante estava junto da criança a tentar fazer manobras de reanimação», acrescenta Vasco Marto.

Chamada ao local, a VMER de Setúbal confirmou a morte da pequena vítima. No socorro ao acidente estiveram envolvidas a ambulância do INEM e uma segunda ambulância, bem como o veículo de salvamento e desencarceramento deste Corpo de Bombeiros.

Nas operações participaram 11 bombeiros, três dos quais com formação de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS).

Fonte: HR, c/ CB

Segundo despiste aparatoso em dois dias

Um dia depois do despiste na A12, outra viatura ligeira capotou na sequência de um despiste. Apesar do aparato do acidente, o resultado foi apenas um grande susto para os ocupantes do veículo.

O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira, 18 de fevereiro, na estrada de Rio Frio para Poceirão, a seguir à “Ponte da Pedra”. Ao fazer uma curva, uma viatura ligeira despistou-se e capotou.

Os ocupantes, um casal de idosos, saíram ilesos. Apesar disso, o aparato do acidente foi suficiente para provocar uma situação de estado de choque. Segundo informação do chefe de serviço dos Bombeiros de Pinhal Novo, «o senhor entrou em choque, mas depois acalmou-se», tendo recusado ser transportado ao hospital.

A ambulância do INEM sediada no Corpo de Bombeiros esteve, todavia, no local e prestou assistência aos acidentados. A ocorrência mobilizou ainda o VSAT, veículo de salvamento e desencarceramento, com cinco bombeiros.

Fonte: Helena Rodrigues c/ Vasco Marto (Foto de Cristóvão Vinagreiro)

Cartão Multibanco provoca despiste na A-12

A distração de uma condutora que se baixou para pegar no cartão Multibanco provocou, na tarde de quinta-feira, 17 de fevereiro, um despiste aparatoso na A-12. A condutora “não ganhou para o susto”.

O despiste ocorreu pouco depois do Km 14 da A-12, no sentido Lisboa-Setúbal, a seguir às portagens, e fez com que a viatura ligeira em que seguia a condutora saísse da auto-estrada e capotasse, indo parar numa vinha.

Do aparatoso acidente (que as fotos documentam) resultaram apenas ferimentos ligeiros para a condutora, que foi assistida no local pela ambulância INEM deste Corpo de Bombeiros (CB) e transportada ao Hospital de Setúbal.

A ocorrência mobilizou ainda o veículo de salvamento e desencarceramento (VSAT) do CB, com cinco homens.

Fonte: Helena Rodrigues c/ Vasco Marto (Foto de Cristóvão Vinagreiro)

«Curva da morte» faz seis mortos

Seis mortos, entre os quais uma criança de dois anos, foi o resultado de um choque frontal ocorrido pelas 2h35 da madrugada de sábado, 12 de fevereiro de 2005, na E.N. 252. Foi um dos acidentes mais graves registados em Pinhal Novo e um dos que mais marcaram os bombeiros.

No dia 12 de fevereiro de 2005, a vila acordou sem ter memória de alguma vez um acidente rodoviário na localidade ter provocado tantas vítimas, todas residentes em Pinhal Novo. Não houve sobreviventes do choque entre duas viaturas ligeiras ocorrido na chamada «Curva da morte», na Estrada Nacional 252, junto ao antigo bar «Sem Limites».

O acidente ocorreu quando uma viatura que circulava no sentido Pinhal Novo – Palmela, com três ocupantes (jovens com cerca de 25 anos), se despistou, saiu fora da estrada e retornou à via, ficando atravessada na estrada. Outra viatura, circulando no sentido contrário, viria a chocar com o carro dos jovens. A segunda viatura transportava uma criança de dois anos, a sua mãe e avó, que regressavam de uma consulta nas urgências do Hospital de Setúbal. Tragicamente, todas as seis vítimas faleceram na sequência do acidente e foram transportadas para o Hospital de Setúbal.

Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo acorreram ao acidente com um total de seis viaturas e 13 homens. Foram mobilizadas a viatura de salvamento e desencarceramento e cinco ambulâncias da corporação, a que se juntaram mais duas ambulâncias e o veículo de desencarceramento dos Bombeiros Voluntários de Palmela.

No local esteve ainda a viatura médica (VMER) do INEM, sediada em Setúbal, além da Brigada de Trânsito da GNR.

Destroços de morte na berma da estrada e na mente dos bombeiros

No local da ocorrência, onde têm sido muito frequentes os acidentes rodoviários (o mais recente provocou um morto, conforme noticiado aqui), o dia de sábado amanheceu soalheiro e os carros continuam a passar, velozes, nos dois sentidos, indiferentes às vidas que, horas antes, ali se perderam.

Só restam os destroços das viaturas – um Volkswagen Golf cinzento e um Renault Clio amarelo –, na berma da estrada. E pares de luvas médicas, jogados fora em reação de desânimo pelo pessoal da emergência médica que terá tentado descobrir sinais vitais nos corpos feridos. Em vão.

Os bombeiros, apesar da experiência que têm em lidar com situações de acidentes rodoviários, confirmam que um caso destes não lhes é indiferente, sobretudo por envolver uma criança e ter sido impossível resgatar alguém com vida. «Nunca no Pinhal Novo tínhamos tido um acidente com este número de mortos», desabafa Rudi Matos, 23 anos, um dos bombeiros que acorreram ao acidente. Este Tripulante de Ambulância de Socorro diz que foi impossível não se instalar o desânimo entre os bombeiros. «Se, pelo menos, houvesse uma vítima que pudesse ser reanimada, sempre tínhamos alguma coisa a que nos agarrar e alguma motivação», conta.

Percebe-se que a imagem de um bombeiro com o corpo de uma criança nos braços não se apaga, de uma noite para a outra, mesmo das mentes mais treinadas. E que as operações de desencarceramento são mais pesadas quando se sabe que «não vale a pena» tentar salvar vidas e se limitam a «cortar chapa para tirar as vítimas».

Perto da curva, existem duas residências, mas ninguém se apercebeu ou testemunhou o acidente. Já à porta do quartel dos Bombeiros, não se tem falado de outra coisa e até os familiares das vítimas têm ali acorrido, na expectativa de alguém lhes poder explicar melhor como tudo aconteceu.

…………………….

Os bombeiros que intervieram nas operações de socorro receberam apoio psicológico por parte dos técnicos do Gabinete de Psicologia dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Entre os operacionais de Pinhal Novo, é partilhada a opinião de que este foi o acidente que mais os marcou, ao longo do seu percurso de bombeiros.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Tiago Silva (Fotos)

Projeção de fardos de palha provoca um morto na E. N. 252

A projeção de fardos de palha, transportados por um pesado de mercadorias, é a possível origem de um acidente grave que provocou um morto e várias viaturas danificadas na Estrada Nacional 252, entre Pinhal Novo e Volta da Pedra. Tudo aconteceu no passado dia 14 de janeiro, pouco depois das 14:45h.

O Corpo de Bombeiros foi alertado pelas 14:48h, via CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes, do INEM), para uma colisão em cadeia, envolvendo dois pesados de mercadorias e várias viaturas ligeiras.

De imediato, foram enviados para o local, além da Ambulância INEM, outras duas ambulâncias de cuidados intensivos e um veículo de salvamento com equipamento de desencarceramento.

Entretanto, o condutor de uma ambulância de transporte múltiplo deste Corpo de Bombeiros, Sandro Patraquim, que efetuava retornos hospitalares, passa pelo local, apercebe-se da real dimensão do acidente e informa a Central do Corpo de Bombeiros: havia um encarcerado numa das viaturas pesadas; era a única vítima do acidente, mas encontrava-se em estado grave.

O «filme» do socorro possível

O condutor da ambulância de transporte múltiplo, ainda com a vítima encarcerada, iniciou de imediato as manobras de suporte básico de vida possíveis, nomeadamente a permeabilização das vias aéreas e administração de oxigénio.

À chegada dos meios de socorro, devido à extensão e gravidade das lesões, a vítima já se encontrava em paragem cardio-respiratória.

O Adj. de Comando Raúl Prazeres assumiu o comando das operações e a equipa do veículo de salvamento e desencarceramento procedeu à estabilização da área, procurando abrir acessos para remoção da vítima, enquanto os Tripulantes de Ambulância de Socorro (TAS) tentavam reverter a paragem, numa fase em que já se sabia que a viatura médica de Setúbal (VMER) não se encontrava disponível para prestar apoio.

Acionado o médico da corporação, que se mostrou disponível de imediato mas não se encontrava no Pinhal Novo, foi necessário mobilizar um veículo do Corpo de Bombeiros para conseguir que este chegasse ao local para dar apoio aos tripulantes de ambulância.

Após a remoção da vítima, foi possível realizar, de imediato, manobras de reanimação cardio-respiratória, mas a extensão das lesões apresentadas não fazia adivinhar o sucesso esperado. De facto, a chegada do médico só veio confirmar o que a vontade dos socorristas teimava em negar: «Não o vamos conseguir salvar.»

Fardos de palha na origem do acidente

O acidente terá ocorrido, segundo populares presentes no local, devido à projeção de um fardo de palha que se soltou quando o pesado de mercadorias, conduzido pela vítima mortal, se cruzou com outro pesado, que transportava palha em fardos de 800 kg. O condutor, ao ser surpreendido pela projeção da palha que veio embater na cabina do seu camião, terá ainda conseguido imobilizar a viatura fora da via de circulação, evitando assim a colisão com outros veículos que circulavam em sentido contrário.

Pelo menos mais uma viatura ligeira de passageiros, que circulava atrás do pesado acidentado, sofreu danos menores provocados pela projeção de outros fardos de palha, porém daí não resultaram mais vítimas.

No local da ocorrência esteve presente a GNR de Pinhal Novo, assim como a Brigada de Trânsito e uma equipa especializada daquela polícia, que procedeu à investigação das causas do acidente.

Luís Neto (Texto); Leonel Barradas (Fotos)

Colisão provoca um morto e corte de Estrada Nacional durante 5 horas

A colisão ocorreu antes das 7 horas da manhã de segunda-feira, 29 de novembro, no quilómetro 15,5 da Estrada Nacional 5, quando uma carrinha tipo «pick up» foi embater num tractor agrícola com atrelado, provocando o despiste e capotamento deste. O condutor do tractor faleceu no local.

À chegada dos bombeiros, o condutor do trator agrícola – um homem de 31 anos, natural da Roménia -, encontrava-se encarcerado sob os escombros da cabina, em paragem cardio-respiratória. Foi necessário realizar manobras de salvamento e desencarceramento para remover a vítima do interior da cabina e iniciar as manobras de reanimação. A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Setúbal, do INEM, que também se deslocou ao local, não conseguiu mais do que limitar-se a confirmar o óbito do condutor.

A via esteve interrompida até às 10:40 horas, devido aos trabalhos de investigação da Brigada de Trânsito da GNR e remoção dos dois veículos da estrada.

Portugal à frente no número de acidentes rodoviários

Este acidente vem marcar o início da semana e engrossar ainda mais as estatísticas da sinistralidade nacionais. Segundo um relatório internacional da Social Watch, elaborado por organizações sociais de 60 países, «Portugal ocupa um lamentável primeiro lugar na União Europeia em matéria de acidentes rodoviários». Cindo pessoas morrem, em média, por dia, nas estradas portugueses e 19 sofrem lesões graves.

Informações estatísticas recentes da Comissão Europeia, e divulgadas pelo Diário de Notícias, indicam que em cada milhão de portugueses, 150 morrem nas estradas, um rácio de tal maneira negativo que, na Europa, só é ultrapassado pela Letónia e Lituânia.

Só na semana passada, a GNR, apenas na sua área de jurisdição (que exclui os grandes centros urbanos), apresenta números assustadores: 24 mortos, em quase mil acidentes.

Fonte: Luís Neto

Novo acidente rodoviário confirma «ponto negro» em Pinhal Novo

Um ferido grave e dois feridos ligeiros é o resultado de mais um acidente no cruzamento da Estrada do Montinhoso e do acesso ao Parque Industrial do Vale do Alecrim, junto à antiga «Agaerre». Uma colisão entre dois veículos ligeiros, ocorrida no sábado, vem confirmar aquele como um «ponto negro» na rede rodoviária de Pinhal Novo.

A colisão entre os dois veículos ligeiros teve lugar às primeiras horas da noite de sábado, 6 de novembro. Devido ao forte impacto provocado pela colisão, os bombeiros, que mobilizaram para o local duas Ambulâncias de Cuidados Intensivos e um Veículo de Salvamento e Apoio Tático com material de desencarceramento, viram-se obrigados a proceder à extração controlada dos dois ocupantes de uma das viaturas envolvidas, que se encontrava semi-capotada, com recurso a técnicas de salvamento e desencarceramento.

Ainda no local, o Diretor dos Serviços de Emergência Pré-Hospitalar deste Corpo de Bombeiros – o médico Richard Glied – com a equipa da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) do INEM, de Setúbal, procederam à estabilização das vítimas. Dois dos três feridos foram evacuados para o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, encontrando-se um deles em estado considerado grave.

Este acidente ocorreu precisamente no mesmo local onde, no passado dia 4 de maio, um acidente de contornos semelhantes provocou dois feridos graves, com 19 e 21 anos de idade, sendo um evacuado para o Hospital de S. José, no helicóptero do INEM, e o segundo, por terra, para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde acabaria por falecer (reler notícia).

Falta de sinalização e a deficiente visibilidade no local, quando acompanhados por excesso de velocidade, podem ser a causa da sinistralidade neste cruzamento, já conhecido pelos bombeiros de Pinhal Novo como um dos principais «pontos negros» da sinistralidade rodoviária na sua área de intervenção.

Fonte: Luís Neto (texto e foto)