«Curva da morte» faz seis mortos

Seis mortos, entre os quais uma criança de dois anos, foi o resultado de um choque frontal ocorrido pelas 2h35 da madrugada de sábado, 12 de fevereiro de 2005, na E.N. 252. Foi um dos acidentes mais graves registados em Pinhal Novo e um dos que mais marcaram os bombeiros.

No dia 12 de fevereiro de 2005, a vila acordou sem ter memória de alguma vez um acidente rodoviário na localidade ter provocado tantas vítimas, todas residentes em Pinhal Novo. Não houve sobreviventes do choque entre duas viaturas ligeiras ocorrido na chamada «Curva da morte», na Estrada Nacional 252, junto ao antigo bar «Sem Limites».

O acidente ocorreu quando uma viatura que circulava no sentido Pinhal Novo – Palmela, com três ocupantes (jovens com cerca de 25 anos), se despistou, saiu fora da estrada e retornou à via, ficando atravessada na estrada. Outra viatura, circulando no sentido contrário, viria a chocar com o carro dos jovens. A segunda viatura transportava uma criança de dois anos, a sua mãe e avó, que regressavam de uma consulta nas urgências do Hospital de Setúbal. Tragicamente, todas as seis vítimas faleceram na sequência do acidente e foram transportadas para o Hospital de Setúbal.

Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo acorreram ao acidente com um total de seis viaturas e 13 homens. Foram mobilizadas a viatura de salvamento e desencarceramento e cinco ambulâncias da corporação, a que se juntaram mais duas ambulâncias e o veículo de desencarceramento dos Bombeiros Voluntários de Palmela.

No local esteve ainda a viatura médica (VMER) do INEM, sediada em Setúbal, além da Brigada de Trânsito da GNR.

Destroços de morte na berma da estrada e na mente dos bombeiros

No local da ocorrência, onde têm sido muito frequentes os acidentes rodoviários (o mais recente provocou um morto, conforme noticiado aqui), o dia de sábado amanheceu soalheiro e os carros continuam a passar, velozes, nos dois sentidos, indiferentes às vidas que, horas antes, ali se perderam.

Só restam os destroços das viaturas – um Volkswagen Golf cinzento e um Renault Clio amarelo –, na berma da estrada. E pares de luvas médicas, jogados fora em reação de desânimo pelo pessoal da emergência médica que terá tentado descobrir sinais vitais nos corpos feridos. Em vão.

Os bombeiros, apesar da experiência que têm em lidar com situações de acidentes rodoviários, confirmam que um caso destes não lhes é indiferente, sobretudo por envolver uma criança e ter sido impossível resgatar alguém com vida. «Nunca no Pinhal Novo tínhamos tido um acidente com este número de mortos», desabafa Rudi Matos, 23 anos, um dos bombeiros que acorreram ao acidente. Este Tripulante de Ambulância de Socorro diz que foi impossível não se instalar o desânimo entre os bombeiros. «Se, pelo menos, houvesse uma vítima que pudesse ser reanimada, sempre tínhamos alguma coisa a que nos agarrar e alguma motivação», conta.

Percebe-se que a imagem de um bombeiro com o corpo de uma criança nos braços não se apaga, de uma noite para a outra, mesmo das mentes mais treinadas. E que as operações de desencarceramento são mais pesadas quando se sabe que «não vale a pena» tentar salvar vidas e se limitam a «cortar chapa para tirar as vítimas».

Perto da curva, existem duas residências, mas ninguém se apercebeu ou testemunhou o acidente. Já à porta do quartel dos Bombeiros, não se tem falado de outra coisa e até os familiares das vítimas têm ali acorrido, na expectativa de alguém lhes poder explicar melhor como tudo aconteceu.

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Os bombeiros que intervieram nas operações de socorro receberam apoio psicológico por parte dos técnicos do Gabinete de Psicologia dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas. Entre os operacionais de Pinhal Novo, é partilhada a opinião de que este foi o acidente que mais os marcou, ao longo do seu percurso de bombeiros.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Tiago Silva (Fotos)

Foi Carnaval, alguém levou a mal?

O Carnaval 2005 em Pinhal Novo lá se passou e os bombeiros estiveram em todo o lado: mascarados no corso ou nos famosos bailes de Rio Frio; no socorro à vítima da queda de um carro alegórico e a apagar o fogo que incinerou o Entrudo. Há quem não suporte o Carnaval, mas os bombeiros parecem estar do lado dos que gostam.

Mais uma vez, coube a alguns elementos da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo a honra de abrir o corso carnavalesco promovido pela associação “Amigos de Baco”, na tarde de terça-feira, em Pinhal Novo. Vestidos (e pintados) de diabos vermelhos, mais uns elementos da corporação integravam o primeiro carro oficial do corso, este ano subordinado ao tema “O Mundo da Fantasia”. Até a “Cinderela”, que desfilava no seu “castelo” num carro mais atrás, era uma bombeira.

O desfile atraiu milhares de pessoas ao Pinhal Novo, que encheram a Alameda Alexandre Herculano e as ruas em redor do jardim José Maria dos Santos e da Praça da Independência. Pelo segundo ano consecutivo, a queda de um figurante de um dos carros obrigou à intervenção da equipa dos Bombeiros que, com uma ambulância medicalizada, prestava apoio ao evento, e a uma paragem de vários minutos no desfile dos carros alegóricos para que fosse prestada a assistência à vítima.

Na quarta-feira, e apesar da noite fria, cumpriu-se a tradição do “Enterro do Bacalhau”. O Entrudo foi queimado ao ar livre (os Bombeiros estiveram de prevenção no local) depois dos foliões animarem as hostes com a leitura das disposições testamentárias do defunto. Ao contrário do que tem sido hábito, os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo foram contemplados no testamento à conta de passarem algum tempo no café da Associação e de, supostamente, se ocuparem demasiado com a operação de… engraxar botas (?). Ninguém parece ter levado a mal.

Azar teve a autora deste texto, que não conseguiu convencer um membro da corporação a vestir-se com um belo traje feminino de nativa, que lhe trouxeram de África, por troca com um fato de bombeiro, um par de botas e um NOMEX. A esperança ainda não está perdida e, quem sabe, para o ano, talvez…

Tão-pouco está perdida a expectativa de editar, neste sítio, uma foto de Léo. É a versão feminina do bombeiro Leonel (o nome foi agora inventado), que muito surpreendeu o Sr. Comandante numa das noites de Carnaval e que deve ter feito o maior furor no famosíssimo baile de Rio Frio, para onde ruma a maior parte dos foliões desta terra e de muitas outras onde já chegou a fama daqueles bailes carnavalescos genuinamente “caramelos”.

Fonte: Helena Rodrigues

Até Amanhã, Camaradas estreia a 28 de janeiro, na SIC

É a maior produção televisiva de sempre em Portugal e contou com o apoio dos Bombeiros de Pinhal Novo, que garantiram a prevenção contra incêndios às filmagens realizadas no Terrim. A série que adapta o histórico romance de Álvaro Cunhal vai ser transmitida pela SIC, nas noites de sexta-feira e sábado (28 e 29 de janeiro).

Sob a direção de Joaquim Leitão (47 anos, realizador de “Inferno”, “Tentação”, “Adão e Eva”, entre outros filmes), e a poucas semanas do final de uma rodagem que já levava quatro meses, o Terrim foi o cenário ideal para uma cena em que uma criança, inadvertidamente, provoca um incêndio num monte de feno, que se estende a um velho armazém. Não fosse o diabo tecê-las, e o fogo fugir do controle da (vasta) equipa de produção, os bombeiros de Pinhal Novo foram requisitados para estar de prevenção durante a rodagem, que decorreu numa madrugada de abril de 2004.

O aparato da produção era denunciado, ao longe, pela presença no local das filmagens de um balão de fogo que iluminava o plateau, quase dispensando os projetores. Encostada à parede de uma das velhas casas, não faltava uma das protagonistas da história: a bicicleta, o meio de transporte dos militantes na clandestinidade (Portugal, ano de 1944), os protagonistas humanos do romance.

“Até Amanhã, Camaradas” foi publicado em 1974, com a assinatura de Manuel Tiago. Só em 1994 Álvaro Cunhal assumiu a autoria da obra. Agora, será uma série televisiva de seis episódios – mas poderá também dar um filme –, com 50 minutos cada, para a SIC (para já, vai ser transmitida em formato de duas longas metragens, em dias consecutivos), produzida por Tino Navarro e com guião de Luís Filipe Rocha (que contou com a estreita colaboração do autor do livro). Paulo Pires (no papel de Ramos), Gonçalo Waddington (como Vaz), Marco de Almeida (António) e Leonor Seixas (Maria) representam quatro das 136 personagens da série, que conta com 2174 figurantes e 3 milhões de Euros de orçamento.

Em entrevista ao programa “HermanSic” de domingo passado, o produtor lamentou que Álvaro Cunhal não possa ver o resultado deste trabalho, devido ao agravamento do seu estado de saúde. Tino Navarro acabaria, assim, por tornar pública a notícia de que o líder histórico dos comunistas portuguesas perdeu totalmente a visão. O produtor adiantou já ter combinado com Cunhal entregar-lhe, em CD, toda a trilha sonora e diálogos da série.

Fonte: Helena Rodrigues (c/ Visão de 8.4.2004)

Projeção de fardos de palha provoca um morto na E. N. 252

A projeção de fardos de palha, transportados por um pesado de mercadorias, é a possível origem de um acidente grave que provocou um morto e várias viaturas danificadas na Estrada Nacional 252, entre Pinhal Novo e Volta da Pedra. Tudo aconteceu no passado dia 14 de janeiro, pouco depois das 14:45h.

O Corpo de Bombeiros foi alertado pelas 14:48h, via CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes, do INEM), para uma colisão em cadeia, envolvendo dois pesados de mercadorias e várias viaturas ligeiras.

De imediato, foram enviados para o local, além da Ambulância INEM, outras duas ambulâncias de cuidados intensivos e um veículo de salvamento com equipamento de desencarceramento.

Entretanto, o condutor de uma ambulância de transporte múltiplo deste Corpo de Bombeiros, Sandro Patraquim, que efetuava retornos hospitalares, passa pelo local, apercebe-se da real dimensão do acidente e informa a Central do Corpo de Bombeiros: havia um encarcerado numa das viaturas pesadas; era a única vítima do acidente, mas encontrava-se em estado grave.

O «filme» do socorro possível

O condutor da ambulância de transporte múltiplo, ainda com a vítima encarcerada, iniciou de imediato as manobras de suporte básico de vida possíveis, nomeadamente a permeabilização das vias aéreas e administração de oxigénio.

À chegada dos meios de socorro, devido à extensão e gravidade das lesões, a vítima já se encontrava em paragem cardio-respiratória.

O Adj. de Comando Raúl Prazeres assumiu o comando das operações e a equipa do veículo de salvamento e desencarceramento procedeu à estabilização da área, procurando abrir acessos para remoção da vítima, enquanto os Tripulantes de Ambulância de Socorro (TAS) tentavam reverter a paragem, numa fase em que já se sabia que a viatura médica de Setúbal (VMER) não se encontrava disponível para prestar apoio.

Acionado o médico da corporação, que se mostrou disponível de imediato mas não se encontrava no Pinhal Novo, foi necessário mobilizar um veículo do Corpo de Bombeiros para conseguir que este chegasse ao local para dar apoio aos tripulantes de ambulância.

Após a remoção da vítima, foi possível realizar, de imediato, manobras de reanimação cardio-respiratória, mas a extensão das lesões apresentadas não fazia adivinhar o sucesso esperado. De facto, a chegada do médico só veio confirmar o que a vontade dos socorristas teimava em negar: «Não o vamos conseguir salvar.»

Fardos de palha na origem do acidente

O acidente terá ocorrido, segundo populares presentes no local, devido à projeção de um fardo de palha que se soltou quando o pesado de mercadorias, conduzido pela vítima mortal, se cruzou com outro pesado, que transportava palha em fardos de 800 kg. O condutor, ao ser surpreendido pela projeção da palha que veio embater na cabina do seu camião, terá ainda conseguido imobilizar a viatura fora da via de circulação, evitando assim a colisão com outros veículos que circulavam em sentido contrário.

Pelo menos mais uma viatura ligeira de passageiros, que circulava atrás do pesado acidentado, sofreu danos menores provocados pela projeção de outros fardos de palha, porém daí não resultaram mais vítimas.

No local da ocorrência esteve presente a GNR de Pinhal Novo, assim como a Brigada de Trânsito e uma equipa especializada daquela polícia, que procedeu à investigação das causas do acidente.

Luís Neto (Texto); Leonel Barradas (Fotos)

Tradição dos Reis cumpre-se em dose dupla

Primeiro, a «prata da casa» irrompeu pela sala da Direção a cantar as janeiras. Depois, acabou tudo à porta do quartel de garrafa de Porto na mão, com um grupo de populares. A tradição do dia de Reis cumpriu-se em Pinhal Novo.

A adaptação da letra da conhecida canção de José Afonso foi da autoria de Rosélia Palminha. De cábula nas mãos, um grupo feminino do quadro auxiliar e da fanfarra dos Bombeiros de Pinhal Novo irrompeu, na noite de Reis, 6 de janeiro, pela sala da Direção e cantou as janeiras. Assim:

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por este quartel adentro vamos
Para sermos as primeiras


E foram mesmo. Estavam nervosas, confessaram as cantadeiras. Mas encantaram os presentes. E à terceira interpretação das quadras da D. Rosélia – dedicada a um bombeiro que entrou, mais tarde, na sala -, já as janeiras fluíram sem percalços. Seguiu-se um convívio à volta do bolo-rei e de um cálice de Porto, oferecido pela Direção.

As mulheres da Associação foram as primeiras, mas não foram as únicas a cantar as janeiras na gelada noite de Reis. Alguém anunciou que um grupo de populares, de guitarras e candeias acesas, estava a cantar as janeiras à porta da sede da Junta de Freguesia. Ouviam-se os acordes e as vozes. Será que também viriam cantar à porta do quartel?

E vieram mesmo. De repente, a quase-cidade parecia outra vez a pequena comunidade em que todos se conhecem. «Sr. Mestre, vai um calicezinho de Porto?»

Pois foi. Não resistimos. Trouxemos a garrafa de Porto para a rua e oferecemos um copinho aos cantores das janeiras. Para aquecer as vozes e as almas. Foi a nossa forma de dizer obrigado.

Helena Rodrigues; Carlos Marta (Fotos)

Bombeiros recebem formação sobre «Salvamento em Grande Ângulo»

Decorreu, em dezembro, nos quartéis de bombeiros do Pinhal Novo e do Montijo, uma ação de formação sobre Salvamento em Grande Ângulo. Este é o nome pomposo daquela que constitui uma das disciplinas mais controversas da formação dos bombeiros. Parte da componente prática deste curso foi ministrada na Serra da Arrábida e pode ser apreciada na Galeria de Fotos.

A acção de formação incidiu sobre as funções de uma equipa de Salvamento em Grande Ângulo (SGA), nome dado a uma equipa habilitada a realizar operações de salvamento em locais de difícil acesso, designadamente: salvamento em meio urbano, com evacuação de vítimas de edifícios de média e grande altura, e salvamento em poços, pontes e arribas.

Para a componente prática da formação, foram utilizados equipamentos específicos disponíveis no Corpo de Bombeiros (e reunidos num veículo atrelado adquirido pela Associação em 2003 – Ver Foto). Trata-se de equipamentos certificados de montanhismo e espeleologia, uma vez que o SGA recorre, com algumas adaptações, às técnicas destas modalidades.

O Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo adquiriu o primeiro equipamento de SGA em 1998, recebeu formação inicial com os Bombeiros de Águas de Moura e realizou diversas ações de formação conjunta com os Bombeiros de Cacilhas. Até à data, a corporação pinhalnovense apenas foi chamada a recorrer às técnicas de SGA para realizar operações de resgate de vítimas em poços: dois salvamentos de vítimas, com vida, o resgate de um cadáver e vários salvamentos de animais.

A controvérsia começa no nome…

O nome desta especialidade da intervenção dos bombeiros foi traduzido do inglês «High Angle Rescue» e, pelos vistos, é logo na tradução à letra desta terminologia utilizada pelos norte-americanos que começa a controvérsia sobre o SGA. Em vez de “Salvamento”, há quem prefira chamar-lhe “Resgate”.

Para Luís Neto, um dos participantes no curso agora realizado, «o objetivo do SGA é socorrer vítimas que se encontrem em locais de difícil acesso» e “socorrer” não é exatamente a mesma coisa que “resgatar”. Explica este bombeiro: «Uma coisa é fazer resgate, ou seja, livrar do perigo e colocar a vítima em local seguro; outra coisa é prestar socorro, que, para além de colocar a vítima em local seguro, implica avaliar a vítima e prestar-lhe os cuidados de saúde de emergência adequados, se necessário.»

Para o bombeiro, se isto não cria grandes conflitos de competências nas cidades, «onde os bombeiros são, inquestionavelmente, a entidade que presta socorro», já o mesmo não acontece na montanha, onde atuam outros intervenientes, como os clubes de montanhismo, mais vocacionados para o resgate e que, habitualmente, são quem melhor conhece o terreno.

Uma história sinuosa, num país de Baixa e Média Montanha…

Neste contexto, explica o bombeiro, a conceção predominante, hoje em dia, é a de que aos bombeiros está reservado o chamado “salvamento urbano” e a primeira intervenção. Para a montanha, houve, pelo menos, em 2000, uma tentativa de criar «uma estratégia integrada de salvamento», que passou pela constituição de uma equipa voluntária multidisciplinar de Resgate. A iniciativa foi do extinto Serviço Nacional de Proteção Civil e terá caído por terra com a recente fusão com o Serviço Nacional de Bombeiros.

Luís Neto fez parte dessa equipa especializada, a denominada Equipa Mista de Intervenção Rápida (EMIR), que incluía cerca de dezasseis operacionais com as mais variadas formações, entre enfermeiros, bombeiros e especialistas em manobras de resgate. Segundo ele, esta era uma equipa especializada de apoio aos bombeiros para situações de socorro complexo, e nunca se pretendeu substituí-los. «Os bombeiros ficavam com o chamado “salvamento urbano” e a primeira intervenção e, se fosse necessário, a equipa de resgate da proteção civil era acionada e colocada em qualquer ponto do território continental em 60 minutos. Para tal, dispunha de meios terrestres e prioridade na utilização dos helicópteros do SNPC», explica. Além desta equipa, o objetivo do SNPC era formar outras com os mesmos objetivos, no Porto, Guarda e ainda a Sul do Tejo.

Esta equipa realizou apenas um salvamento, em Arruda dos Vinhos, quando um indivíduo tentou o suicídio, subindo a uma torre de alta tensão. «O salvamento foi executado com sucesso e a rapidez e o profissionalismo da equipa mereceu as melhores referências da Câmara Municipal local, incluindo um louvor da Edilidade», recorda Luís Neto. A equipa desenvolveu ainda outras atividades, nomeadamente em exercícios com a GNR, clubes de montanhismo e bombeiros locais, na Serra da Estrela; participação nos exercícios S. Jorge 2002 e 2003, das Forças Armadas; ações de formação em Universidades; e envio de elementos da equipa para limpeza da orla costeira aquando do derrame do navio Prestige, na Galiza.

Pinhal Novo, Montijo e Seixal em formação conjunta

No curso de SGA agora realizado participaram cinco elementos do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo – o Bombeiro de 1ª Classe Luís Neto, o Bombeiro de 2ª Classe Tiago Silva, e os Bombeiros de 3ª Classe Leonel Barradas, Ludgero Bento e Toni Lopes -, e mais cinco colegas da corporação vizinha do Montijo. Além dos exercícios realizados na casa-escola, parte da formação prática foi ministrada na Serra da Arrábida (Ver Galeria de Fotos).

Entretanto, e à semelhança do ano passado (Ver Fotos), terminou também no quartel-sede, no domingo, 19 de dezembro, uma ação de formação sobre Salvamento e Desencarceramento, em que participaram cinco elementos da corporação de Pinhal Novo, três do Montijo e dois do Seixal.

Fonte: Helena Rodrigues c/ Luís Neto

Pinhal Novo e Seixal promovem intercâmbio de Cadetes

O objetivo é sensibilizar jovens, com idades entre os 14 e os 17 anos, para uma opção consciente por ser bombeiro. Para isso, está em curso um programa ocupacional e de intercâmbio entre os Cadetes da corporação pinhalnovense e dos Bombeiros Voluntários do Seixal. Para os domingos de janeiro, não faltam iniciativas.

Esta ideia resultou da vontade das duas corporações, nas pessoas dos seus Comandantes e dos próprios participantes. O intercâmbio insere-se num trabalho conjunto, de forma a proporcionar aos mais jovens uma formação básica e o mais abrangente e diversificada possível.

O intercâmbio tem apostado em encontros entre os participantes, localizados em sítios diferentes de forma a proporcionar uma envolvente mais interessante e motivante aos trabalhos realizados. O plano de formação, para além de versar sobre os princípios básicos da formação de bombeiro, é constituído por visitas a outras unidades, simulação de exercícios em várias áreas, promoção de jogos, acampamentos e demonstrações públicas junto das escolas, com o objetivo de levar as questões da segurança à população escolar de ambos os concelhos.

Esta iniciativa começou em 6 de novembro de 2004, com um encontro entre os participantes nas instalações da 7ª Bateria da Arrábida, onde têm decorrido os programas de formação da Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal. No dia 20 de novembro, a Escola de Cadetes de Pinhal Novo, constituída por 12 elementos, efetuou uma curta visita ao CBV Seixal. Após a apresentação de boas vindas do Comandante Matos e formadores, o grupo teve oportunidade de conhecer os espaços físicos do quartel, as viaturas e os equipamentos, sob os esclarecimentos do chefe de turma local, Cadete Emanuel.

Posteriormente, teve lugar a visita ao quartel-sede dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, onde os Cadetes do Seixal, num total de 16 elementos organizados em três grupos, tiveram oportunidade de conhecer a unidade. Desta vez, os esclarecimentos estiveram a cargo do chefe de turma Cadete Pedro Soares e dos Cadetes António e Andreia Vinagre.

Neste encontro, ficou agendado para o próximo dia 9 de janeiro um reencontro nas instalações da 7ª Bateria da Arrábida, onde terá lugar um almoço de convívio, confecionado pelos participantes de ambas as corporações. No dia 16 do mesmo mês, o encontro será no Seixal, para uma ação de formação na área das Comunicações. A 23 de janeiro, no Pinhal Novo, serão ministrados conhecimentos de Topografia. Por fim, para o dia 30 de janeiro está prevista uma visita ao Hotel Palma, da Liga dos Bombeiros Portugueses, na localidade de Monforte, seguida de uma visita ao Centro Coordenador de Operações e quartel de bombeiros de Portalegre.

Fonte: Fernando Pestana

Bombeiros intervêm de imediato em indisposição de Jorge Sampaio

O Presidente da República sentiu-se mal, este sábado, no final da cerimónia de inauguração da Escola EB 1 com Jardim de Infância Nº 4 de Pinhal Novo. Enfermeira e médico dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo estavam entre os convidados e prestaram apoio imediato a Jorge Sampaio. Tudo não terá passado de um susto.

Convidado especial da Câmara Municipal de Palmela para proceder, na manhã deste sábado, 18 de dezembro, à inauguração da Escola EB1/JI Nº 4 de Pinhal Novo, o Presidente da República sentiu-se mal no final da cerimónia, já à saída do portão da escola. O que parece ter sido uma quebra de tensão obrigou Jorge Sampaio a sentar-se, por breves minutos, num banco de jardim e a ir tomar um café.

O Presidente teve, de imediato, o apoio de uma enfermeira e médico do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, que se encontravam entre os convidados, até à chegada de duas ambulâncias medicalizadas, que se encontravam de prevenção e foram acionadas, a par da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), do INEM.

O próprio Jorge Sampaio terá dado a entender que tudo não passou de um susto. O Presidente recuperou rapidamente e regressou a Lisboa, para repousar. O incidente levou ao cancelamento da deslocação do Chefe de Estado a Vila Real de Santo António, prevista para a parte da tarde.

Presidente apela à participação nas legislativas

Antes do incidente, ao falar para as centenas de pessoas que assistiram à inauguração da escola, Jorge Sampaio apelou à participação e ao voto dos portugueses nas próximas eleições legislativas, em 20 de fevereiro, para que se pronunciem sobre o rumo do país nos próximos anos.

«Aquilo que eu peço aos cidadãos do Pinhal Novo, de Palmela, a qualquer cidadão do país, é que se informe sobre as propostas, sobre a maneira como cada um dos responsáveis pretende responder às vossas preocupações, ao futuro da educação, da saúde, da justiça, da economia», disse Sampaio, que frisou a importância da participação dos portugueses nas eleições.

«A vossa participação é importante, e a única coisa que vos peço em todo este período é que escutem, participem e que, no dia 20 de fevereiro, votem de acordo com a vossa inclinação. Isto é um país livre que tem agora, como eu entendi que devia ter, uma oportunidade de escolher qual deve ser o seu rumo futuro», acrescentou Jorge Sampaio.

A remodelação da Escola Básica do 1º Ciclo com Jardim de Infância Nº 4, de Pinhal Novo, representou um investimento de cerca de 2 milhões de euros da Câmara Municipal de Palmela. Na sua intervenção, Sampaio salientou a importância do investimento na educação, considerando que se trata de um investimento reprodutivo que é fundamental para o futuro do País.

Questionado pelos jornalistas sobre o chumbo da pergunta do referendo sobre o Tratado Constitucional da União Europeia, Sampaio disse apenas que vai ler o acórdão nas próximas segunda ou terça-feira.

Fonte: HR c/ Comunicação Social (Foto SIC)

Bombeiros revertem paragem cardíaca em homem de 84 anos

Os técnicos de emergência médica de Pinhal Novo conseguiram, esta manhã, reverter uma situação de paragem cardíaca num indivíduo de 84 anos, com recurso a manobras de suporte básico de vida, e estabilizar a vítima até à chegada da VMER de Setúbal. Para os bombeiros, estes «pequenos milagres» têm o sabor de um «presente de Natal» antecipado.

A ocorrência registou-se no Centro de Inspeções Periódicas Obrigatórias do Parque Industrial do Vale do Alecrim, em Pinhal Novo. O homem, de 84 anos, encontrava-se em paragem cardíaca e foi salvo pelos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo e pela tripulação da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal.

O alerta foi dado pouco depois das 9 horas, pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Lisboa, para os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo. Para o local, os bombeiros fizeram deslocar, além da Ambulância INEM (na foto), uma outra ambulância de cuidados intensivos, para apoio, e conseguiram reverter uma situação de falência cardíaca e estabilizar a vítima até à chegada da VMER.

A vítima, residente em Cabanas, foi, posteriormente, evacuada para o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, sob acompanhamento médico.

Para os bombeiros, o sucesso das manobras de suporte de vida levadas a cabo é especialmente gratificante, considerada a gravidade do quadro clínico que se lhes apresentava, dada a idade avançada da vítima e a circunstância de se encontrar em paragem cardíaca à chegada da ambulância. «Felizmente, não interrompemos as manobras e conseguiu-se reverter a paragem», conta um dos operacionais do Posto de Emergência Médica de Pinhal Novo. E conclui: «Pode ser que tenha sido um presente de Natal. Pelo menos para nós foi!»

Fonte: Luís Neto

Colisão provoca um morto e corte de Estrada Nacional durante 5 horas

A colisão ocorreu antes das 7 horas da manhã de segunda-feira, 29 de novembro, no quilómetro 15,5 da Estrada Nacional 5, quando uma carrinha tipo «pick up» foi embater num tractor agrícola com atrelado, provocando o despiste e capotamento deste. O condutor do tractor faleceu no local.

À chegada dos bombeiros, o condutor do trator agrícola – um homem de 31 anos, natural da Roménia -, encontrava-se encarcerado sob os escombros da cabina, em paragem cardio-respiratória. Foi necessário realizar manobras de salvamento e desencarceramento para remover a vítima do interior da cabina e iniciar as manobras de reanimação. A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Setúbal, do INEM, que também se deslocou ao local, não conseguiu mais do que limitar-se a confirmar o óbito do condutor.

A via esteve interrompida até às 10:40 horas, devido aos trabalhos de investigação da Brigada de Trânsito da GNR e remoção dos dois veículos da estrada.

Portugal à frente no número de acidentes rodoviários

Este acidente vem marcar o início da semana e engrossar ainda mais as estatísticas da sinistralidade nacionais. Segundo um relatório internacional da Social Watch, elaborado por organizações sociais de 60 países, «Portugal ocupa um lamentável primeiro lugar na União Europeia em matéria de acidentes rodoviários». Cindo pessoas morrem, em média, por dia, nas estradas portugueses e 19 sofrem lesões graves.

Informações estatísticas recentes da Comissão Europeia, e divulgadas pelo Diário de Notícias, indicam que em cada milhão de portugueses, 150 morrem nas estradas, um rácio de tal maneira negativo que, na Europa, só é ultrapassado pela Letónia e Lituânia.

Só na semana passada, a GNR, apenas na sua área de jurisdição (que exclui os grandes centros urbanos), apresenta números assustadores: 24 mortos, em quase mil acidentes.

Fonte: Luís Neto