Uma oliveira centenária será plantada no Pinhal Novo, Palmela, no próximo dia 29 de Novembro, assinalando o Dia da Palestina, anunciou Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal durante a reunião pública do executivo desta quarta-feira.
“Vamos contar com a presença da missão diplomática da Palestina, no Jardim José Maria dos Santos, no Pinhal Novo no dia 29 para a plantação de uma oliveira centenária, uma árvore com grande significado, não apenas para a Paz e para o povo da Palestina”, referiu o autarca.
“Será uma sessão para a qual todos estão convidados e em que todos vão poder questionar o que entenderem a quem representa um Estado que tem sido amputado na sua autodeterminação e no seu território.”
A informação foi dada após a apresentação e aprovação, por unanimidade, da moção ‘Pela Paz e Autodeterminação do Povo Palestiniano’, apresentada pela CDU e lida por Álvaro Amaro, que frisa a necessidade do imediato cessar-fogo, a entrega dos reféns pelo HAMAS, e a luta pela Paz.
O tema levou a várias declarações dos vereadores, com Pedro Taleço (PS) a concordar com o texto desta, mas com o vereador Paulo Ribeiro (PSD) a achar que “a moção inquina ligeiramente para uma das partes, mas não me surpreende. Mas ainda assim é importante dizer que esta guerra se iniciou há cerca de um mês após o ataque de um grupo terrorista, mas temos de reconhecer que o poder que está em Israel entrou numa posição de radicalismo que não podemos tolerar. Não podemos combater a barbárie com outra barbárie.”
Já o vereador Carlos Sousa (Independente) recordou as palavras do Papa Francisco disse recentemente na reunião mantida com familiares dos reféns “que deixou de ser uma guerra contra o HAMAS e passou a atos de terrorismo. E a morte de milhares de pessoas em Gaza, exige que se avance com um acordo de paz o mais rapidamente possível.”
Álvaro Amaro congratulou-se “com o facto de continuarmos unidos nesta posição, não é a primeira vez”, e relembrou que “em anos anteriores aproximando-se o Dia da Palestina, têm sido aprovadas moções semelhantes, por unanimidade, contra uma ocupação que existe há dezenas de anos”.
De tudo o que se espera de uma experiência de enoturismo, a ASL Tomé cumpre exemplarmente. E vai muito além da oferta clássica, com propostas fora do habitual. Nelma Viana(texto) e Gonçalo Villaverde(fotografia)
Se por um lado a localização da quinta, inserida na malha urbana do Pinhal Novo, possa roubar parte da vertente rústica que normalmente se associa à visita a um produtor, por outro, a centralidade (e a própria organização da quinta) abrem espaço a que se possa apresentar o vinho ao público “de modo menos formal e mais democrático, através de eventos abertos a todos”. Mas, na prática, o que significa isso?
Carlos Branco, terceira geração à frente da ASL Tomé, é o homem dos sete ofícios e que aqui cuida não só da matéria-prima, desde a transformação das uvas produzidas em 40 hectares de vinha própria, até ao controlo de qualidade do produto já engarrafado. Diz-se enólogo “formado pela experiência de décadas a acompanhar o avô e o pai no ofício”, viticultor autodidata, guia turístico, DJ e programador da antiga Casa dos Lagares, hoje convertida em salão polivalente e que, em dias de efeméride, chega a reunir 500 pessoas em festas temáticas para dançar e provar vinho. Há 10 anos que assim é.
“As pessoas vêm, divertem-se, relaxam e ficam a conhecer o que fazemos aqui na quinta”, conta Carlos, lembrando que “o facto de existir um wine barin situ é uma forma de aproximar o produtor do consumidor final e de criar experiências de prova muito mais íntimas e memoráveis”. Da carta constam os clássicos da casa, dos tinto, branco e rosé da gama de entrada aos blends e monocastas “mais trabalhados”, passando invariavelmente pelos licorosos, como é o caso do icónico Caramelo, um abafadinho que não nega o grau de parentesco com o Moscatel, mas que se distingue pela doçura mais equilibrada e aroma fumado.
Uma curiosidade que contraria a lógica de fama das castas tipicamente locais é o facto de o tinto de syrah ser a estrela de vendas. O motivo, suspeita Carlos, pode ter que ver com a curiosidade do público em expandir o conhecimento acerca do vinho regional. E facto é que esta casta de origem francesa encontrou na Península de Setúbal o clima perfeito para prosperar e se afirmar no mercado. “Termos o mar aqui tão perto faz toda a diferença para a evolução e a qualidade do vinho que se faz com esta uva”, remata.
Apesar da programação constante, nem só de festa vive a ASL Tomé. Se a Casa dos Lagares – datada do século XIX e ainda a mostrar as paredes de pedra, o teto em madeira, um antigo alambique de aguardente e uma prensa de uvas manual – serve de núcleo central à vertente enoturística, também a atual adega, modernizada à vontade dos tempos, mantém algumas barricas de madeira lado a lado com as cubas de inox, “para inglês ver”.
São, de resto, os estrangeiros quem mais se impressiona com a maquinaria antiga e o chão de cimento onde, em tempos há muito idos, se fazia o fogo que serviria para moldar as aduelas das pipas, um ofício praticamente extinto, não fosse existir ainda Florindo Domingos Morais, figura emblemática da casa, já nos seus 90 anos, o último tanoeiro em funções, segundo se sabe. Na sua oficina, nas traseiras do salão, embora a procura já seja escassa, porque “hoje compra-se novo em vez de consertar o que é velho”, continua a trabalhar para meia dúzia de clientes, sobretudo restaurantes, que ainda “mantêm a carolice de guardar o vinho em barris”, diz.
Para quem chega ao complexo ASL Tomé, sugere-se a passagem pela Wine Shop, não só para abastecer a garrafeira de casa, mas também para conhecer as atividades propostas pela quinta: além das provas acompanhadas no local, com direito a petisco com queijos e enchidos regionais, há ainda piqueniques personalizados na vinha e passeios de barco no Sado. Os preços são combinados ao balcão e dependem da variedade de vinhos à prova e do número de participantes.
No copo
Provámos, gostámos e ficou-nos na memória
Abafadinho Caramelo ASL Tomé
É o resultado do casamento feliz entre as uvas moscatel e fernão pires e serve ambas as funções de aperitivo e digestivo. Há quem diga que vai bem com gelo e limão, mas correndo o risco de se comprometer a elegância oferecida pelo aroma discretamente amadeirado, a sugestão é que se beba refrescado, sem extras, e acompanhado de um queijo de casca dura, salgado q.b.
ASL Tomé Quinta da Cascalheira Rua 25 de Abril, Pinhal Novo (Palmela) Tel.: 212 360 020 Web: asltome.pt Das 09h às 18h; sábado, até às 13h. Encerra ao domingo Prova de vinhos a partir de 5 euros
Em causa está uma queixa feita em 2019 devido a “irregularidades na constituição de equipas de prevenção de incêndios”.
A Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal realizou, na manhã desta quinta-feira, buscas no quartel dos bombeiros Voluntários do Pinhal Novo.
José Calado, presidente da associação humanitária que dirige esta corporação do concelho de Palmela, confirmou “a presença de uma equipa de 8 a 10 inspetores”.
Em causa, segundo o próprio, “está uma queixa feita em 2019 devido a irregularidades na constituição de equipas de prevenção de incêndios”.
“A PJ apreendeu vária documentação”, confirmou o responsável. O processo não tem ainda detenções feitas.
A Associação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo vai realizar eleições para os seus corpos dirigentes. Em cima da mesa estão duas listas a concorrer para a direção dos Bombeiros de Pinhal Novo.
José Calado, é atualmente o presidente da direção dos Bombeiros de Pinhal Novo, o dirigente associativo diz estar pronto para concorrer uma vez mais à direção da Associação Humanitária dos Bombeiros e com a sua equipa coesa e que já demonstrou estar a altura dos desafios que tem sido colocado nestes anos em que é o presidente.
Em cima da mesa, está outra lista comandada pelo ex-comandante [Pestana] da corporação, que se apresenta à corrida para a direção dos homens e mulheres que já comandou operacionalmente.
A Assembleia Geral de sócios para as eleições está convocada para o próximo dia 15 de dezembro, pelas 20h30, que decorrerão nas instalações do quartel.
O Projeto abrange recinto do Mercado Mensal e urbanização de Val’Flores, num total de 9,7 hectares. Operação já está no terreno.
Até final deste mês, a Câmara Municipal de Palmela espera ter concluída a empreitada de arborização do projeto “Pinhal Novo Verde”, que prevê a plantação de cerca de 300 árvores e várias dezenas de arbustos.
A operação no terreno, no recinto do Mercado Mensal da vila pinhalnovense e na área de cedência do loteamento de Val’Flores, já foi iniciada, mas as plantações, anunciou a autarquia, estão “previstas” realizarem-se “na Semana da Floresta Autóctone”.
A zona do mercado é a que irá concentrar maior número de plantações. “Para o recinto do Mercado Mensal, com 7,7 hectares, estão programados, a partir do dia 12 de Novembro [domingo], os trabalhos de instalação da rega e de plantação de 193 árvores (pinheiros mansos, sobreiros, freixos-de-folha-estreita, lódãos-bastardos e choupos-brancos) e de 24 medronheiros, num total de 217 plantas”, indicou o município.
De menor dimensão, o terreno no loteamento Val’Flores já está preparado para acolher as primeiras plantações. “Na urbanização Val’Flores já foram concluídos os trabalhos de limpeza do terreno, com 2 hectares, a instalação de rede de rega e a abertura das covas, passando-se agora à fase de plantação de 40 sobreiros e 40 arbustos (medronheiros, loureiros e romãzeiras), totalizando 80 plantas.”
Ainda de acordo com a autarquia, “os trabalhos finais corresponderão à colocação de um MUPI informativo e de três caixas ninho em Val’Flores e a sete caixas ninho no recinto do Mercado Mensal”.
Após a conclusão destas intervenções, correspondentes à primeira fase da operação, vão ser “plantadas mais árvores e arbustos”. Em termos de calendário, esta segunda fase integrará “também o programa da Semana da Floresta Autóctone”. E, no total, está prevista a plantação de quase três centenas de novas árvores.
O projecto “Pinhal Novo Verde” traduz-se num investimento que ascende a “75 mil euros” e conta com financiamento total ao abrigo de uma candidatura apresentada pelo município de Palmela “ao Programa Compete 2020, relativo ao Apoio à Transição Climática”.
A operação vai acrescentar 9,7 hectares de área arborizada à vila de Pinhal Novo. Segundo as estimativas anteriormente divulgadas pela autarquia, a área de sombra – quando as árvores forem adultas –, na freguesia pinhalnovense, deverá aumentar em cerca de 13 por cento, o equivalente a um acréscimo de 14.922 m2 aos 115.866 m2 de sombras já existentes.
Por deliberação da Liga dos Bombeiros Portugueses e a pedido da Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal, as comemorações anuais do dia Nacional do Bombeiro, realizaram-se na Cidade de Setúbal, com um desfile apeado e motorizado das várias corporações do distrito.
O desfile da força apeado era comandado pelo Crachá de Oura da Liga, o Comandante Ferraz da Corporação dos Bombeiros de Almada, seguido pela Guarda de Honra ao Estandarte Nacional (Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sesimbra), na mesma linha seguia-se o estandarte da Federação dos Bombeiros de Setúbal e os blocos de estandartes e guiões das Corporações.
A primeira companhia a desfilar era constituída por três pelotões, um dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e dois pelotões das Corporações de Bombeiros de Setúbal Leste, com capacetes pretos, a segunda companhia também era formada por três pelotões dos Bombeiros de Setúbal Oeste, com capacetes amarelos e por último surgiu a terceira companhia também com três pelotões de Setúbal e do Vale Sado, com capacetes vermelhos.
O desfile motorizado surge com o Comandante desta força em viatura descoberta, seguido pelos Auto Comandos de cada Zona Operacional (Setúbal Leste, Oeste e Vale Sado), de seguida surgem seis ambulâncias (Montijo, Almada, Trafaria, Santiago do Cacém, Setúbal e Cercal do Alentejo).
Com a passagem das ambulâncias, vem o VE (veículo especial) Comunicações de Cacilhas e dez Prontos Socorro Ligeiros (Barreiro Sul e Sueste, Almada, Cacilhas, Cercal do Alentejo, Montijo, Grândola, Águas de Moura, Palmela, Moita e Setúbal), depois deste conjunto de veículos surgem seis Prontos Socorros Médios das seguintes corporações (Pinhal Novo, Alcochete, Montijo, Cacilhas, Alcácer do Sal e Seixal), de igual forma surgem dez Auto Tanques (Palmela, Moita, Pinhal Novo, Cacilhas, Almada, Sines, Montijo, Setúbal, Salvação Pública e Santiago do Cacém), mais dois Prontos Socorros Pesados (Cacilhas e Sines), duas Auto Escadas (Cacilhas e Montijo) e por último a fechar o desfile cinco viaturas com embarcações de Socorros Náufragos das corporações ribeirinhas (Sesimbra, Cacilhas, Trafaria, Bombeiros Sapadores de Setúbal e Alcácer do Sal)
E para encerrar as Comemorações do dia Nacional do Bombeiro, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de Loures, desfilou fechando o desfile e o Presidente da Federação Josefredo Serra, usou da palavra e fez um agradecimento público ao Governo Civil de Setúbal, pela forma como soube acolher esta iniciativa no coração da cidade de Setúbal (Avenida Luísa Todi), em que a Liga dos Bombeiros Portugueses e a Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal, muito agradecem.
Fonte – Fernando Pestana, secretário da Mesa da Assembleia Geral dos Bombeiros de Pinhal Novo.
Até 30 de novembro, visite a Exposição de Pintura “Mãos que falam, mãos que criam”, de Maria Lina Ramos Ambrósio, patente no Auditório Municipal de Pinhal Novo – Rui Guerreiro, com entrada gratuita.
O trabalho da artista é marcado pela sua visão interior, que depois transporta para a tela, através da sua sensibilidade, tendo a natureza como fonte principal de inspiração.
Maria Lina Ramos Ambrósio nasceu em Lisboa, a 21 de março de 1947. Licenciou-se em Pintura na Escola de Belas Artes, em Lisboa. Viveu vários anos em Benguela, Angola, onde foi Professora.
De volta a Portugal, após a independência em 1979, foi convidada a trabalhar em Lisboa como Desenhadora, no Departamento de Projetos Hídricos da empresa Hidroprojecto. Fixou residência em Cascais, em 1981. Voltou à atividade docente em 1987, em várias escolas da área de Lisboa, e reformou-se em 2012.
Desde sempre pintou quadros a óleo, utilizando e explorando uma grande diversidade de técnicas. Produziu várias obras utilizando acrílico, pastel, materiais reciclados e vitral. Já realizou várias exposições individuais e participou em mostras coletivas, tanto em Portugal como em Benguela.
Organizada pela Câmara Municipal de Palmela, a Exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h00 às 19h00, e aos sábados, das 14h00 às 19h00 (encerra aos feriados).
A Câmara Municipal de Palmela aprovou, por unanimidade, na reunião Pública de 8 de novembro, a adenda ao Protocolo de Cooperação Tripartido entre o Município de Palmela, a Federação Portuguesa de Ciclismo e o Agrupamento de Escolas de Palmela, relativo ao Projeto “O Ciclismo vai à Escola”, alargando-o ao Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos (Pinhal Novo).
Este Projeto-Piloto, apadrinhado pelos ciclistas Rafael Reis e Ana Neves, foi implementado no ano letivo de 2021/22 na Escola Básica de Aires, para as/os alunas do 3.º e 4.º ano. No ano letivo seguinte foi alargado à Escola Básica António Matos Fortuna, em Quinta do Anjo, para os mesmos anos de ensino. Numa perspetiva de expansão, o Projeto chegará, agora, à Freguesia de Pinhal Novo, em 2024.
Quer na EB de Aires, quer na EB Matos Fortuna, a avaliação do projeto apresentada pelas escolas é positiva, com uma significativa evolução das capacidades e entusiasmo das/os alunas/os na prática do ciclismo e observando-se o fomento da deslocação para a escola de bicicleta, por parte das/os alunas/os e das/os encarregadas/os de educação.
Foram atribuídas oito habitações: cinco em Pinhal Novo, uma em Águas de Moura e outra em Quinta do Anjo.
Já foram entregues no concelho de Palmela as primeiras oito casas em regime de arrendamento apoiado, no âmbito da Estratégia Local de Habitação [ELH]”, anunciou ontem a Câmara Municipal. A entrega às famílias foi realizada a 2 e 3 deste mês e marcou “o início da concretização da ELH de Palmela”.
Álvaro Balseiro Amaro, presidente da autarquia, juntamente com Maria João Camolas, vereadora responsável pelas áreas de Habitação e Ação Social, visitaram “algumas das habitações” e contactaram “com todas as famílias abrangidas”, revela a edilidade.
Os imóveis localizam-se em Pinhal Novo (cinco), Água de Moura (um) e Quinta do Anjo (um). E, explica a autarquia, constituíram “o pacote inicial de fogos prontos para atribuir, na sequência da publicação, a 10 de Outubro, da primeira lista ordenada do concurso por inscrição para atribuição de habitações municipais em regime de arrendamento apoiado”. Este concurso, adianta o município, “não tem prazo limite para apresentação de candidaturas, dando origem à publicação periódica de listas ordenadas por tipologia e pontuação”. Até ao final do ano, a Câmara Municipal promete entregar “mais um conjunto de habitações”.
O município lembra que “no âmbito da implementação da medida 1.1 da ELH (Aquisição de imóveis para reabilitação e atribuição em regime de arrendamento apoiado) já foram adquiridos 51 fogos habitacionais (a que acresce um a aguardar escritura) dos 101 previstos”. Nesses imóveis estão a decorrer “várias empreitadas de reabilitação, beneficiação e melhoria da eficiência energética”.
A Câmara Municipal de Palmela salienta ainda que, ao mesmo tempo, estão “também a ser executados projetos de arquitetura e especialidades para reabilitação de três imóveis no Centro Histórico de Palmela” bem como “para a construção de oito fogos no Cabeço Velhinho (Aires/Estação de Palmela)”. Igualmente em marcha encontra-se o concurso “para projetos de arquitetura e especialidades com vista à reabilitação de um edifício em Águas de Moura e à construção de quatro edifícios (32 fogos) em lotes municipais em Aires”, a juntar ao “estudo prévio para a construção de um edifício de habitação coletiva em Águas de Moura”, frisa a autarquia, a concluir.
Executivo liderado por Álvaro Balseiro Amaro deliberou reduzir a taxa de 0.325 para 0.31 em 2024. Município caminha para igualar Alcácer do Sal.
Estabelecer a taxa mínima (0.30) de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) até ao final do presente mandato autárquico é objetivo assumido pelo executivo camarário de Palmela. Uma meta que ficará mais perto de ser concretizada se a Assembleia Municipal ratificar, para 2024, a redução da taxa de 0.325 para 0.31 aprovada na Câmara Municipal.
Palmela já é o município com a taxa mais baixa de IMI na Península de Setúbal – no distrito fica apenas atrás de Alcácer do Sal, que pratica o valor mínimo –, na sequência das sucessivas reduções que tem vindo a aplicar desde 2014 (um ano antes a taxa situava-se em 0.48).
Além desta redução proposta à Assembleia Municipal, a autarquia decidiu manter a aplicação do IMI Familiar. Mas também, frisa a edilidade, “um conjunto de incentivos à reabilitação urbana, em articulação com outros instrumentos em vigor (Programa Municipal de Medidas de Incentivo para a Reabilitação de Prédios Urbanos no Concelho de Palmela, das Áreas de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Palmela e de Pinhal Novo ou do FIMOC)”. Medidas que também “promovem o arrendamento jovem, a fixação de comércio e serviços nas zonas urbanas mais antigas do concelho e o aumento da eficiência energética”, adianta o município.
“O IMI é a receita mais importante do município, mas em 2022, de acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, Palmela foi o 7.º município com maior diminuição da coleta de IMI no País. Paralelamente, manteve-se como 17.º município nacional com maior independência financeira”, faz notar a edilidade.
A redução para 0.31 a aplicar no próximo ano foi aprovada por maioria pelo executivo municipal, já que o vereador eleito pelo Movimento de Cidadãos pelo Concelho de Palmela, Carlos Sousa, votou contra por defender a aplicação da taxa mínima.
A proposta da Câmara será agora apreciada e votada na Assembleia Municipal.