Sindicato dos bombeiros sapadores culpa Governo por excessos na revolta em frente à Assembleia da República

Ricardo Cunha assumiu que o protesto “foi além do que estava legalizado” e confessou não saber quais possam ser as repercussões.

Sapadores reivindicam ‘acertos salariais para compensar o aumento da inflação’.

O sindicato dos bombeiros sapadores responsabilizou esta quarta-feira o Governo por o protesto diante do parlamento ter ido além do que estava autorizado, com centenas de manifestantes a invadirem a escadaria e a obrigarem à intervenção da polícia.

“Sei que eles têm razão nos protestos, o que motivou isto foi o senhor secretário de Estado ter marcado uma reunião e, no fim, voltou a dizer que não tinha nada para apresentar. Qualquer pessoa normal devia perceber que não podemos faltar à verdade aos bombeiros… Se já andam revoltados, a probabilidade de isto acontecer era muito elevada. O culpado disto tudo acaba por ser o Governo”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores.

Em declarações a jornalistas, Ricardo Cunha assumiu que o protesto “foi além do que estava legalizado” e confessou não saber quais possam ser as repercussões para os bombeiros, anunciando que a direção do sindicato vai reunir-se “para perceber o que correu mal”.

Segundo o líder sindical, na origem do protesto está a ausência de valorização salarial das carreiras não revistas da Função Pública e um compromisso de 2023 do anterior Governo para efetuar essa valorização com retroatividade a janeiro de 2023 que não foi cumprido e que o atual Governo também não concretizou, apesar do alerta feito pelo sindicato em maio.

“Na altura, o sindicato solicitou que a atualização fosse de 104 euros. Os bombeiros sapadores foram das pessoas que mais perderam poder de compra comparativamente ao salário mínimo nacional (SMN). Em 2002, um bombeiro sapador ganhava 2,5 vezes o salário mínimo nacional e agora ganha pouco mais do que 50 euros acima do SMN. É lamentável não haver por parte dos governos uma resposta a estas solicitações dos bombeiros”, referiu.

Para Ricardo Cunha, “parece que o Governo estava à espera de que isto acontecesse”, aludindo ao aparato dos protestos diante da Assembleia da República. “Se era disso que estava à espera, acabou por acontecer”, observou.

Centenas de bombeiros sapadores fardados ocupavam esta quarta-feira às 13:00 as escadarias da Assembleia da República, em Lisboa, enquanto a polícia formava um cordão à entrada do parlamento.

À mesma hora, chegavam reforços da Unidade Especial de Polícia da PSP.

Ao fundo da escadaria, os manifestantes incendiaram vários pneus e queimaram um fato de trabalho dos bombeiros.

Às 13:20, um caixão branco foi levado em braços para a porta do parlamento enquanto os manifestantes gritavam a palavra “vergonha”, responsabilizando os decisores políticos pela situação da classe.

À frente das centenas de sapadores fardados, um grupo de manifestantes envergava t-shirts negras com a inscrição “Sapadores em Luta”.

Uma cruz e tarjas com frases como “bombeiros sapadores em luta. Esqueceram-se de nós!… outra vez…” ou “sabes quem vai salvar o teu filho” estavam colocadas à frente do protesto.

Os sapadores lutam por uma regulamentação do horário de trabalho, pela reforma aos 50 anos e por um regime de avaliação específico, entre outras condições de trabalho.

Fonte: Correio da Manhã. Foto: António Pedro Santos/Lusa

Federação das Coletividades distingue Popular FM

A cerimónia de entrega da distinção realiza-se a 27 de Janeiro na sede do Vulcanense Futebol Clube, em Alcochete

A rádio Popular FM, sediada no Pinhal Novo, concelho de Palmela, vai ser distinguida pela Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal, com o galardão “Distinção de Comunicação Social”.

Um reconhecimento que foi aprovado pela direção desta instituição na reunião de 15 de Janeiro, e que vai ser entregue à Popular FM em cerimónia integrada na sessão solene comemorativa do 21.º aniversário da Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal, a 27 de Janeiro, pelas 16h00, na sede do Vulcanense Futebol Clube, em Alcochete.

Uma cerimónia onde vai ser relembrado o percurso da Rádio FM, que começou as suas emissões em 1986, ainda inserida no boom das então designadas “rádios piratas”. Atualmente, conta com uma equipa de jornalistas e emite para a zona da Grande Lisboa.

Fonte: O Setubalense

ALEXANDRA MOREIRA

Se há missão que admiro é a dos bombeiros. Os mais de 40 mil bombeiros portugueses são os nossos heróis de carne e osso. Dia a dia, socorrem as populações, seja no transporte de doentes, no combate a incêndios, e, em geral, em todas as situações de emergência, de catástrofe ou calamidade, como ficou bem patente nos anos da recente pandemia.
Essa extraordinária disponibilidade e valentia dos nossos “soldados da paz”, cujo lema é “vida por vida”, tem contrastado, de forma chocante, com a crónica omissão do Estado no efetivo reconhecimento do inestimável contributo dos Bombeiros no apoio à comunidade.
À escassez de meios de que dispõem, somam-se a falta de condições de segurança no trabalho e de um estatuto próprio, com carreiras dignas, que reflita os especiais riscos e a devida compensação a quem constantemente arrisca a vida em prol dos seus semelhantes e respetivos bens, de animais, do património natural. Só nas últimas quatro décadas, 243 bombeiros e bombeiras perderam a vida em serviço.
A 15 de abril deste ano, em Pinhal Novo, decorreu a Cerimónia de Aceitação Pública dos Comandantes de Bombeiros organizada pela Liga dos Bombeiros Portugueses, à qual tive a honra de assistir, em representação da Distrital de Setúbal do PAN. Testemunhei o orgulho em todos aqueles que abraçam uma tão alta responsabilidade, mas também constatei o compreensível inconformismo com a indiferença a que os bombeiros são votados pelo poder político.
Por tudo isso, se fez história na última sexta-feira, dia 7 de julho, na Assembleia da República, mediante a aprovação de um projeto de lei do PAN com vista à valorização dos bombeiros profissionais e voluntários.
Por via desse diploma, é reconhecido aos bombeiros profissionais o estatuto de profissão de risco e de desgaste rápido, incluindo a atribuição de um suplemento remuneratório de risco, penosidade e insalubridade de 15% da retribuição base.
Prevê-se, também, a reposição do direito dos bombeiros profissionais da administração local à aposentação em certas idades, sem penalização.
É igualmente aumentada de 15% para 25% a bonificação para efeitos de contagem do tempo de serviço de todos os bombeiros.
E, por fim, preconiza-se que a idade de acesso à pensão dos bombeiros voluntários com, pelo menos, trinta anos de serviço, seja reduzida em seis anos, face ao regime geral.
São avanços importantes com repercussão na qualidade de vida de milhares de bombeiros e bombeiras.

O diploma, aprovado na generalidade, irá, agora, receber contributos em sede de especialidade, posto o que será submetido, a aprovação final.
E é com esta boa notícia que termino a temporada de crónicas semanais que iniciei em outubro passado. Marcamos reencontro para nova temporada com início no próximo dia 21 de setembro.

Boas férias a todos!

Fonte: Diana FM 94.1

Relato e cenas de um merecido fim-de-semana

A Liga convidou e, em representação dos BVPN, o casal Maria Manuela Rodrigues e João Paratudo passou o fim-de-semana de 10 e 11 de junho no Hotel Palma, em Monforte. O programa incluiu uma visita à quinta do cavaleiro João Moura, com direito a montar a cavalo!

O testemunho:

Gostaria de começar por agradecer ao Corpo de Comando e Graduados terem-me escolhido para beneficiar da oferta da Liga dos Bombeiros Portugueses: um fim-de-semana no Hotel Palma, em Monforte.

A viagem concretizou-se nos dias 10 e 11 do passado mês de junho, tendo sido meu acompanhante o meu marido, também Auxiliar do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

A chegada ao Hotel Palma ocorreu por volta do meio-dia. Fomos conhecer o nosso quarto, com a indicação de que o almoço seria servido pelas 13 horas e que, nessa altura, iríamos conhecer os colegas das outras corporações, que também participavam nesta iniciativa*.

À hora do almoço é que nos conhecemos todos, mas, contrariamente ao previsto, éramos apenas três casais. Além de Pinhal Novo, estavam representados no grupo os Bombeiros Voluntários de Lisboa e os Voluntários de Esmoriz.

Tivemos o prazer de ter sempre por companhia uma guia turística e animadora cultural, a D. Susana, que foi muito simpática e esteve sempre pronta a explicar os pormenores das visitas que estavam programadas.

Tivemos ainda a surpresa de receber a visita da equipa de reportagem do programa “Vida Por Vida”, que nos acompanhou durante toda a tarde de sábado.

Conforme programado, realizámos uma visita à “Quinta de Sto. António”, propriedade do cavaleiro João Moura. Andámos a dar a ração aos cavalos e alguns de nós experimentaram montar a cavalo. À solta, na quinta, encontra-se também um boi, muito manso e já velhote, que se permitiu receber algumas festas dos visitantes.

Terminada a visita, e depois do jantar, houve baile, animado por um conjunto que foi especialmente contratado para nós. Fartámo-nos de dançar!

No dia seguinte, de manhã, fomos visitar as ruínas romanas e, ainda, o quartel dos Bombeiros Voluntários de Monforte.

Chegada a hora de almoço, seguiram-se as despedidas. O “saldo” foi francamente muito positivo. Só nos resta realçar as boas instalações, o bom atendimento e, em especial, a companhia e profissionalismo da nossa guia. E ainda viemos com a curiosidade de, depois, nos vermos a nós próprios no “Vida Por Vida”!

Muito obrigada!

Maria Manuela Rodrigues


*A oferta de um fim-de-semana no Hotel Palma foi uma iniciativa da LBP, que pretendeu premiar a assiduidade dos bombeiros nos quartéis. Há vários anos que a Auxiliar Maria Manuela Rodrigues dedica os seus domingos a assegurar o funcionamento da central de comunicações do CB; o Bomb. Equip. 1ª Classe João Paratudo – Ler Retrato – assegura, diariamente, o transporte de dezenas de doentes, para consultas e tratamentos.

Do álbum de fotografias:


Fonte: Mª Manuela Rodrigues (a quem agradecemos a entusiástica colaboração)

Até Amanhã, Camaradas estreia a 28 de janeiro, na SIC

É a maior produção televisiva de sempre em Portugal e contou com o apoio dos Bombeiros de Pinhal Novo, que garantiram a prevenção contra incêndios às filmagens realizadas no Terrim. A série que adapta o histórico romance de Álvaro Cunhal vai ser transmitida pela SIC, nas noites de sexta-feira e sábado (28 e 29 de janeiro).

Sob a direção de Joaquim Leitão (47 anos, realizador de “Inferno”, “Tentação”, “Adão e Eva”, entre outros filmes), e a poucas semanas do final de uma rodagem que já levava quatro meses, o Terrim foi o cenário ideal para uma cena em que uma criança, inadvertidamente, provoca um incêndio num monte de feno, que se estende a um velho armazém. Não fosse o diabo tecê-las, e o fogo fugir do controle da (vasta) equipa de produção, os bombeiros de Pinhal Novo foram requisitados para estar de prevenção durante a rodagem, que decorreu numa madrugada de abril de 2004.

O aparato da produção era denunciado, ao longe, pela presença no local das filmagens de um balão de fogo que iluminava o plateau, quase dispensando os projetores. Encostada à parede de uma das velhas casas, não faltava uma das protagonistas da história: a bicicleta, o meio de transporte dos militantes na clandestinidade (Portugal, ano de 1944), os protagonistas humanos do romance.

“Até Amanhã, Camaradas” foi publicado em 1974, com a assinatura de Manuel Tiago. Só em 1994 Álvaro Cunhal assumiu a autoria da obra. Agora, será uma série televisiva de seis episódios – mas poderá também dar um filme –, com 50 minutos cada, para a SIC (para já, vai ser transmitida em formato de duas longas metragens, em dias consecutivos), produzida por Tino Navarro e com guião de Luís Filipe Rocha (que contou com a estreita colaboração do autor do livro). Paulo Pires (no papel de Ramos), Gonçalo Waddington (como Vaz), Marco de Almeida (António) e Leonor Seixas (Maria) representam quatro das 136 personagens da série, que conta com 2174 figurantes e 3 milhões de Euros de orçamento.

Em entrevista ao programa “HermanSic” de domingo passado, o produtor lamentou que Álvaro Cunhal não possa ver o resultado deste trabalho, devido ao agravamento do seu estado de saúde. Tino Navarro acabaria, assim, por tornar pública a notícia de que o líder histórico dos comunistas portuguesas perdeu totalmente a visão. O produtor adiantou já ter combinado com Cunhal entregar-lhe, em CD, toda a trilha sonora e diálogos da série.

Fonte: Helena Rodrigues (c/ Visão de 8.4.2004)

Televisão entrevistou por chat o webmaster deste site

O programa televisivo “Vida Por Vida” regressou ao Pinhal Novo para perceber porque é passada em frente ao computador a maior parte da vida de Américo Silvestre. A reportagem foi transmitida no domingo, 29 de fevereiro de 2004, na “2:”. [Ver Vídeo] [Ver fotos]

O trabalho nos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo – é o responsável pela área da informática e pelo sítio na Internet – e o recurso às novas tecnologias como canal privilegiado para comunicar com os outros, explicam que Américo Silvestre passe a maior parte dos seus dias em frente ao monitor de um computador. Isso mesmo testemunharam as câmaras do programa “Vida Por Vida”, o magazine de informação sobre os bombeiros portugueses.

Não foi fácil assegurar as condições técnicas para filmar o que se ia fazer: uma entrevista através de um “chat” da Internet. Sérgio Costa e Miguel Jerónimo, jornalista e repórter de imagem do “Vida Por Vida”, reconheceram ser a primeira vez que fizeram uma entrevista assim e, por isso, gastaram mais de hora e meia a preparar o “cenário” na sala de informática. Uma câmara filmou o entrevistado – orgulhoso na sua farda de equiparado a bombeiro de 1ª classe – a teclar as respostas às perguntas do jornalista (que estava ligado à Internet na sala do chefe de serviço, no r/c); outra câmara foi estrategicamente focada no ecrã do computador em que decorria a entrevista.

O técnico de informática reconheceu que, sem as facilidades proporcionadas pelas novas tecnologias da comunicação, a sua vida não seria a mesma. E confessou que muitos dos seus interlocutores na “aldeia global” nem têm oportunidade de se aperceber de como a Internet veio atenuar as suas dificuldades de expressão verbal.

Américo Silvestre teclou sobre si próprio – escrevendo a verde, como habitualmente, em homenagem ao seu querido Sporting – e sobre o site a que dedica muitas horas do seu trabalho e dos seus tempos livres, que já se confundem. A princípio retraído e muito poupado nas respostas, foi deixado sozinho na sua sala, com as duas câmaras ligadas, e desinibiu-se depois de lançar a inevitável pergunta “Posso fumar?” [LOL] Como era de prever, esta parte, mais politicamente incorreta, não apareceu na TV…

Ouvida pela reportagem, a 1ª Secretária da Direção não foi capaz de entoar para as câmaras os versos do poeta-cantor Nick Cave, que sempre lhe ocorrem a propósito do Américo

(), e, apesar do nervosismo, lá procurou explicar como foi gratificante o trabalho de equipa que resultou neste site. Para completar o retrato do nosso webmaster, um dos elementos do corpo ativo traduziu, em poucas palavras, o carinho que todos lhe dispensam: considerou-o “um bombeiro” e “um grande amigo”.

(
) I don’t believe in an interventionist God (…)
And I don’t believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that’s true
But if I did I would summon them together
And ask them to watch over you


Nick Cave And The Bad Seeds, “Into My Arms” (1997)

Tradução

() Eu não acredito em um Deus intervencionista (…)
E eu não acredito na existência de anjos
Mas olhando para você eu me pergunto se isso é verdade
Mas se eu fizesse eu iria convocá-los juntos
E peça a eles para cuidar de você

Nick Cave And The Bad Seeds, “Into My Arms” (1997)

Fonte: Helena Rodrigues

Bernardo: um final feliz para o princípio da vida

Os bombeiros voluntários de Pinhal Novo assistiram um parto difícil, em que o bebé nasceu com apresentação pélvica e dificuldade em respirar. Bernardo, assim se chama, salvou-se. A sua história foi contada na televisão. [Ver Vídeo]

Madrugada de quarta-feira, 3 de março, em Pinhal Novo. Após alerta do INEM, às 03h57, dois bombeiros acorrem a uma residência, onde uma parturiente de 28 anos começara a dar à luz uma criança do sexo masculino, cujos pés se apresentavam em primeiro lugar. Quando chegaram, todo o corpo do bebé, exceto a cabeça, já se encontrava de fora, pelo que puderam verificar que tinha o cordão umbilical enrolado à volta do pescoço e, por isso, estava com dificuldade em oxigenar.

Às 04h10, Bernardo estava cá fora. “Tentámos libertar o cordão umbilical e, com a ajuda da mãe, conseguimos fazer a expulsão da cabeça, após o que reanimámos a criança”, contou Luís Neto, um dos bombeiros, ao Jornal de Notícias. “O bebé estava em paragem ventilatória; tirámos as secreções da garganta e começou a respirar”, lembra António José Oliveira (Tozé), o outro bombeiro. Quando o VMER (viatura médica do INEM) chegou ao local, “já o bebé estava lavado e ao colo da mãe”, concluiu Neto.

Ambos os elementos da corporação pinhalnovense realçam que os pais tinham conhecimento de que o parto iria ser complicado, mas foram surpreendidos pela rapidez com que o mesmo se precipitou, tendo, todavia, reagido com muita calma. Mãe e filho foram, depois, transportados para o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal.

Os dois bombeiros já tiveram de contar a história para as câmaras da televisão. “É uma sensação espetacular”, diz Tozé, sobre o sucesso obtido, mas, à TVI, garantiu que não se sente nenhum herói e que se limitou a realizar o seu trabalho. Luís Neto corroborou, afirmando que qualquer outro dos socorristas seus colegas, confrontado com aquela situação, poderia ter feito igual, ou melhor, do que eles. [Ver Vídeo]

Fonte: Helena Rodrigues, c/ jornais e TVI (telefoto)