Na reunião realizada esta tarde com a ministra da Saúde e com a secretária de Estado da Gestão da Saúde ficou garantido que o Sistema de Gestão de Transporte de Doentes (SGTD) será adotado por todas as Unidades Locais de Saúde (ULS) até ao final do ano.
Ficou também acordado com a Liga dos Bombeiros Portugueses que as ULS deverão pagar as dívidas registadas aos bombeiros nas próximas semanas. A Liga acordou com as governantes a criação de uma task force permanente que permita identificar e analisar com eficiência e eficácia todas as questões que se relacionem com as relações entre os Bombeiros e o Ministério.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) não desarma sobre a necessidade urgente da definição de uma carreira para os profissionais das associações humanitárias de bombeiros voluntários. Por isso, enviou uma proposta de Portaria que permita resolver a situação.
E, para que ninguém possa dizer que não sabe, a LBP enviou o documento ao Primeiro-ministro, aos ministros, de Estado e das Finanças, da Presidência, da Administração Interna, dos Assuntos Parlamentares, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, aos secretários de Estado, da Proteção Civil, Adjunto e do Orçamento, da Administração Pública e do Trabalho, Grupos Parlamentares da AR e secretários-gerais da UGT e CGTP.
A Presidência da República foi também informada dessas diligências.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) negociou com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), e o Conselho de Federações e o Conselho Executivo anuíram, para que os protocolos entre as associações e corpos de bombeiros e o INEM em fim de vida podem ser prorrogados até 31 de janeiro do próximo ano.
Essa adenda ao protocolo tem duas cláusulas. A primeira diz respeito à ambulância que, passa para propriedade plena da Associação, manterá a função de PEM mas pode ser pintada de vermelho (RAL 3000) com a decoração prevista para as ABSC dos bombeiros, incluindo a estrela da vida. A segunda cláusula refere que, na impossibilidade do INEM ceder uma viatura para PEM a Associação disponibilizará a ambulância sendo, neste caso, o subsídio em função do número de serviços prestados, mensalmente pago de acordo com a tabela definida em despacho para os protocolos Reserva.
A Liga dos Bombeiros Portugueses indicou, esta quarta-feira, que o Ministério da Saúde deve às corporações de bombeiros cerca de 30 milhões de euros pelo transporte de doentes não urgentes e um terço desse valor corresponde aos hospitais de Coimbra.
Em declarações à Lusa, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, disse que o problema das dívidas da saúde aos bombeiros “já se arrasta há muito tempo”, mas atualmente a situação está a ficar complicada, principalmente em Coimbra.
Segundo António Nunes, os hospitais de Coimbra devem às corporações de bombeiros pelo transporte de doentes não urgentes cerca de 5,5 milhões de euros.
O presidente da LBP explicou que este valor foi atualizado recentemente pelos bombeiros da região e diz “apenas respeito ao montante registado”, podendo ser superior.
António Nunes frisou que estas dívidas estão a “prejudicar gravemente as associações de bombeiros”, sustentando ainda que a LBP tem lançado sucessivos alertas ao Ministério da Saúde e às próprias unidades locais de saúde para “os atrasos e os montantes excessivos”.
A Ordem dos Médicos, através do seu bastonário, Carlos Cortes, dirigiu à Liga dos Bombeiros Portugueses uma mensagem através da qual “vem por este meio agradecer e reconhecer todo o empenho e esforço realizado pelos Bombeiros nesta nobre missão”.
Na mesma mensagem o bastonário da Ordem sublinha que “estes Profissionais, que veste diariamente a sua farda sem saber como decorrerá o seu dia, estão sempre disponíveis na ajuda ao próximo, na linha da frente em alturas de grandes constrangimentos” e termina referindo que, “por esse motivo, têm o meu respeito pessoal e agradecimento pelo excelente trabalho e acompanhamento a todos os doentes, contem com o meu reconhecimento e apoio”.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) dá voz a muitas associações e corpos de bombeiros que se queixam das atitudes persecutórias encetadas pelo INEM nos últimos dias, nomeadamente na zona Norte.
Tudo tem a ver com as inspeções às ambulâncias de socorro das associações e até às ambulâncias INEM nelas sediadas, preocupando-se com milímetros de medida de faixas refletoras mas não cuidando, como é sua obrigação, nem de repará-las, nem de mantê-las quando solicitado para tal. Resultado disso é ver muitas ambulâncias do INEM sediadas nos bombeiros inativas á espera de reparação.
A LBP reitera que não tolera que o INEM seja simultaneamente regulador, fiscalizador, financiador e executante de serviços, inclusive em concorrência com as próprias associações e corpos de bombeiros quando, por exemplo, concorre para apoio a provas e eventos que se realizam nas áreas de intervenção dos bombeiros. Definitivamente, enquanto entidade gestora do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) não é de todo essa a sua missão.
O presidente da LBP, acompanhado por outros dirigentes da Confederação, reuniu esta quarta-feira com a nova direção do INEM para abordar várias questões relacionadas com os Postos de Emergência Médica e analisar, em conjunto, o Acordo de Cooperação existente entre as duas entidades.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses lembrou hoje no Crato que todos se lembram dos bombeiros quando estes se dão à comunidade no combate aos incêndios ou no socorro, mas rapidamente se esquecem deles quando se trata de lhes retribuir pelo que fizeram e fazem.
António Nunes, perante o secretário de Estado da Proteção Civil e o presidente da ANEPC também presentes nas comemorações do 75.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Crato, afirmou que este estado de coisas tem que ter um fim rápido e conclusivo.
“Chega de tirar partido dos bombeiros sem lhes dar, que seja, os meios correspondentes às suas necessidades, chega de tanto folclore à volta dos bombeiros por parte da ANEPC sem que, ao menos, lhes garanta os recursos devidos e cumpra as obrigações que tem para com eles”.
O presidente da LBP lembrou, mais uma vez, a lógica e indispensabilidade de dispor do Fundo Ambiental para garantir aos bombeiros os equipamentos de proteção e as viaturas necessárias à missão, precisamente, de defender os recursos naturais, nomeadamente, a floresta. É bom lembrar que, também nesse domínio, são os bombeiros que, de longe, mais intervêm na defesa do ambiente, logo, são credores dos apoios necessários à continuidade dessa missão nacional.
O presidente António Nunes referia-se ao Fundo Ambiental na sequência da decisão governamental de recorrer a ele para assegurar aos sapadores florestais 1,5 milhões de euros em equipamentos de proteção individual para combate a incêndios.
O Presidente da LBP, António Nunes, esteve ontem, 17 de agosto, na partida dos bombeiros e elementos da FEPC e UEPS para a Madeira, onde vão apoiar o combate ao incêndio que ali grassa desde quarta-feira passada.
O socorro a crianças pré-afogadas em piscinas é das situações mais traumáticas para os bombeiros e, para estes, são acidentes estúpidos que podem e devem ser evitados. Começa pelas regras das próprias piscinas, a vigilância sobre as crianças e, especialmente, um processo de aprendizagem de natação hoje cada vez acessível e que, até, muitas associações de bombeiros, municípios e outras entidades privadas facultam.
É sabido que, infelizmente, 305 crianças e jovens morreram afogados nos últimos 20 anos em Portugal, na sua grande maioria em piscinas. É um tristíssimo recorde que os bombeiros lamentam e que, redobradamente, defendem que é possível evitar e que tudo farão para tal.
Como em anos anteriores, ao longo do litoral e nas praias fluviais as associações de bombeiros voltam a garantir este Verão o apoio aos banhistas a par de outras missões de que o combate aos incêndios florestais é neste período a mais frequente.