Hoje… finalmente, Justiça!!

Passaram anos. O tempo foi implacável. E durante todo este tempo, o silêncio da espera, o peso das dúvidas, a injustiça a pairar como cinza que não assenta. Acusaram quem salvou. Apontaram o dedo a quem correu para dentro do inferno. Fizeram dos bombeiros e de outros servidores da causa pública bodes expiatórios de um país em luto, rasgado por chamas e por mágoas.

Fonte: Facebook do Cantinho do Bombeiro

Bombeiros profissionais alertam para falta de limpeza dos matos

Associação Nacional de Bombeiros Profissionais diz que “situação é muito preocupante”, pois faz aumentar muito o risco de fogos, bastando “um cigarro ou um descuido para se gerar um incêndio”.

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) alertou esta segunda-feira para a falta de limpeza dos matos, em particular junto de vias de circulação e de habitações, lamentando a “falta de planeamento e prevenção” em Portugal.

Em declarações à Lusa após um Conselho Geral da ANBP realizado esta segunda-feira em Lisboa, Fernando Curto criticou a “falta de vontade política” em impor a prevenção e a limpeza do mato florestal. “Temos receio, para não dizer que temos a certeza de que isto vai arder muito, quando se podia, mais uma vez, ter acautelado com a prevenção”, afirmou o dirigente. “Temos mato alto junto às vias rápidas, temos zonas onde há muita quantidade de árvores, também nos limites de zonas habitadas”, disse Fernando Curto. Para o dirigente da ANBP, “quase nada foi limpo o que faz aumentar, em muito, o risco de incêndio florestal neste verão”. A situação é “muito preocupante, junto das vias rápidas, das autoestradas e das estradas nacionais. Vemos mato grande na berma da estrada e basta um cigarro ou um descuido para se gerar um incêndio”, salientou.

A ANBP lamentou a ausência de protocolos que regulem a atuação dos bombeiros sapadores profissionais no combate aos fogos. “Todos os anos acontece. Os bombeiros sapadores não sabem como vão intervir no dispositivo”, referiu Fernando Curto, adiantando que as câmaras municipais deveriam salvaguardar a situação dos seus bombeiros, de modo a que estejam “disponíveis para intervir nos incêndios”, mas sem “desguarnecer os seus municípios”.

O conselho geral desta segunda-feira serviu para mandatar a direção da ANBP para pedir reuniões com urgência aos secretários de Estado da Proteção Civil e da Administração Pública, para “retomar negociações”.

Em causa está o “funcionamento da proteção civil” e a “orgânica e estatuto dos bombeiros”, disse.

Fonte: Observador

Apresentação Pública do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR 2025)

O Comando Sub-regional da Península de Setúbal, em estreita colaboração com o Município de Palmela, realizou a apresentação pública do Plano de Operações Sub-regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2025 (DECIR).

📍 A sessão decorreu na Biblioteca Municipal de Palmela e reuniu representantes das principais entidades envolvidas na provenção e combate aos incêndios da região, nomeadamente o presidente da Câmara Municipal de Palmela, Álvaro Amaro, o Comandante Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Elísio Oliveira, representantes dos Serviços Municipais de Proteção Civil, dos Corpos de Bombeiros, Membros da Comissão Distrital de Proteção Civil e representantes do Centro de Coordenação Operacional Sub-regional.

A apresentação esteve a cargo do Comandante Sub-regional, Sérgio Moura, que destacou o reforço da articulação entre os diversos agentes de proteção civil, sublinhando o compromisso conjunto na preparação para a prevenção e combate aos incêndios rurais.

🚒 Este dispositivo é essencial para garantir uma resposta rápida, eficaz e coordenada em situações de emergência, protegendo pessoas, bens e o território da Península de Setúbal.

Fonte: Facebook da ANEPC

Soldados da Paz

O dispositivo de combate a incêndios rurais volta este domingo a ser reforçado, pela segunda vez este ano, passando a estar no terreno em permanência 9.745 operacionais e 65 meios aéreos, número que aumentará ao longo do mês.

Este dispositivo vai estar no terreno até 30 de junho, e trata-se do segundo reforço de meios do ano, no que é denominado ‘nível Charlie’.

Durante este período, vão estar disponíveis e “em permanência” 9.745 operacionais que integram 1.983 equipas dos vários agentes presentes no terreno e 2.048 viaturas, além dos meios aéreos, que serão no máximo 76, segundo a Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).

Ao longo do mês, os meios disponíveis podem aumentar em caso de necessidade, prevendo o DECIR a mobilização em 24 horas de meios adicionais que podem chegar aos 13.243 elementos de 2.243 equipas e 2.922 viaturas.

Estes 13.243 operacionais das 2.243 equipas envolvidos no DECIR ao longo do mês de junho são elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, a sua maioria, Força Especial de Proteção Civil, militares da Guarda Nacional Republicana e elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais

Os meios aéreos previstos para esta fase vão ficando disponíveis ao longo do mês de junho.

Este ano mudou o critério de contabilização dos operacionais envolvidos no combate aos incêndios rurais, não sendo por isso possível fazer uma comparação com 2024.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a DON deste ano deixou de integrar os meios e recursos afetos à vigilância e deteção e contempla apenas os recursos permanentes, mobilizáveis e efetivos para o combate aos fogos.

Os meios de combate vão voltar a ser reforçados a 01 de julho e até 30 de setembro – ´nível delta´-, naquela que é considerada a fase mais crítica de incêndios e que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor, entre permanentes e mobilizáveis, 15.024 operacionais de 2.567 equipas e 3.411 viaturas e 79 meios aéreos, mais sete do que no ano passado.

Fonte: Facebook dos Soldados da Paz