“JOVENS CADETES – 2023”

5 março, 2023 pelas 10 horas

Entrevista do Grupo Cadetes, ao B 1ª Cl João Daniel, em relação à sua deslocação ao Chile, como “Bombeiro Sapador ao serviço da FEPC”

O Instrutor subchefe Tiago Silva, convidou o Bombeiro 1ª Classe João Daniel Farias Joaquim, para uma breve entrevista com o grupo de Cadetes, por ter participado como Bombeiro Sapador da FEPC, integrado na FOCON, que se deslocou ao Chile, entre os dias 12 de fevereiro e 1 mar de 2023, em apoio no combate aos incêndios florestais naquele país.

Antes de mais quero agradecer a tua disponibilidade João Daniel, pela tua presença em poderes estar aqui, dando conhecimento a este grupo de jovens Cadetes, o que foi a tua inédita experiência, no combate aos fogos florestais no Chile, que se encontra localizado no subcontinente da América do Sul e cuja a sua diversidade, quer na área do socorro, quer no acentuado relevo, em nada tem de semelhante á nossa realidade. Amigo João Daniel, reforço os meus sinceros agradecimentos e do nosso Comandante que não lhe foi possível estar presente e dava a palavra ao Cadete mais jovem do grupo, que certamente ele e os outros elementos, estão muito curiosos em ouvir a tuas justificações da tua nova experiência de vida, nesta tão nobre missão na deslocação aquele país. Obrigado.

Amigo João Daniel, o meu nome é GUILHERME PEREIRA, faço parte do grupo de cadetes desta corporação e se me permite gostava de lhe colocar 4 perguntas:

A minha 1ª pergunta seria a seguinte.

Qual a sua identificação, começando pelo seu nome completo, idade e data de nascimento, estado civil e se tem filhos e a sua residência atual?

O meu nome é João Daniel Farias Joaquim, tenho 41 anos de idade e nasci em 26 de julho de 1981, sou casado tenho um filho e uma enteada e estou a residir nesta localidade.

Como 2ª pergunta, questionava-o sobre.

Quais as suas habilitações literárias, e caso não tenha o 12º ano, se pensa concluir a escolaridade mínima obrigatória?

Tenho o 12º ano, concluído há cerca de 5 anos, pelo programa RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências), que consistia num processo de demonstração de competências adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida.

3ªPergunta.

Qual é a sua profissão atual e há quantos anos a exerce, e porque optou por essa profissão e não qualquer outra?

A minha profissão atual é de Bombeiro Sapador na Força Especial de Proteção Civil, há cerca de 15 anos, que teve início no ano de 2008. Tal fato deve-se essencialmente, por ter surgido uma oportunidade com a criação desta Força Especial da ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil) agregada ao MAI (Ministério da Administração Interna). Foi na realidade uma oportunidade que me surgiu na vida, assim como para outros meus colegas, que também eram aqui bombeiros voluntários, uns ainda cá permanecem na Corporação e outros acabaram por desistir. Este novo passo que considero mais seguro em termos profissionais, em nada me afetou de prestar os meus serviços como bombeiro voluntário ao serviço desta Corporação nas minhas horas livres e deixem-me dizer-lhes, que o faço com muito orgulho.

Foi sem dúvida uma nova experiência, que iniciei naquela força, como elemento das brigadas helitransportadas no combate aos incêndios florestais e que de alguma forma, também constituiu para uma experiência de vida diferente, sendo transportado por meios aéreos e não terrestres para o combate aos incêndios florestais, no mais curto espaço de tempo, enfrentando aquilo que nós bombeiros na prática, chamamos de fogos nascentes.   

4ª E última pergunta e desde já o meu obrigado, pela sua colaboração.

Nas tuas horas de descanso praticas outras atividades, quais? E com que regularidade?

Sim, eu trabalho em regime de parti-me na firma da Lisnave em Setúbal, também executo reparações de telemóveis em casa e estou inserido num grupo de motares, em que por vezes aproveitamos para fazer os nossos passeios.

Sou o cadete ANTÓNIO SANTOS e atendendo que a sua profissão é ser bombeiro sapador na Força Especial da Proteção Civil ao serviço do estado, também gostava de lhe colocar 4 perguntas:

Então a minha 1º pergunta era a seguinte,

 O que faz um bombeiro sapador na Força Especial profissionalmente e em que local se encontram sediados?

Bem, as nossas principais funções, em que estamos a trabalhar diretamente sob a responsabilidade da ANEPC (Autoridade Nacional Emergência e Proteção Civil), como disse anteriormente, inserem-se em várias vertentes na área do socorro, que são as seguintes:

A “vertente apeada” que consiste em combater os incêndios com as ferramentas mecânicas e manuais.

A “vertente com veículos” é a área dos VL’s (veículos ligeiros) VF’s (veículos florestais) e VT’s (veículos tanques) para abastecimento de água, das viaturas de combate.

A “vertente de mergulho” para socorro em situações de naufrágio.

A “vertente de montanha” são os elementos, que se encontram situados na serra da Estrela, para tudo o que esteja relacionado com o socorro, com cotas de elevada altitude.

A “vertente dos drones” são equipas que estudam os tipos de incêndios, pontos quentes, perímetro dos incêndios e a melhor colocação das equipas e veículos de combate no terreno.  

E por último também existe a “vertente das equipas de logística” para apoio em termos de alimentação e pernoitas em circunstâncias mais perlongadas nos teatros de operações. 

Como 2º pergunta,

Perguntava-lhe se alguma vez se encontrou em dificuldades no exercício da sua profissão, onde, e em que circunstâncias?

Sim, já estive em situações consideradas complicadas, mas graças a Deus, sempre conseguimos sair ilesos, tirando algumas queimaduras ligeiras sem gravidade, que derivado às mudanças bruscas do vento, por vezes nos surpreende e ficamos cercados. Todas as situações, aconteceram mais no norte do país, em que por vezes era difícil a extinção dos incêndios, devido declive acentuado do relevo existente.

A minha 3º pergunta, era a seguinte,

Qual foi a sua maior alegria, na área do socorro?

Eu diria, não uma, mas sim várias alegrias e o dos meus companheiros na área do socorro, que essencialmente se traduzem em ter conseguido salvar pessoas e os seus bens, quando se encontram em situações muito complicadas, em risco de perderem os seus haveres e as suas próprias vidas. Não consigo agora equacionar as inúmeras situações, que ocorreram ao longo destes anos, definindo qual a maior, mas acreditem que me sinto imensamente feliz, por ter socorrido pessoas em casos extremamente complicados, em que as encontramos desesperadas na luta pela sua própria vida, impotentes para enfrentar a força das chamas em grandes incêndios.

E para finalizar as minhas perguntas, o meu obrigado também pela sua colaboração e a minha 4ª questão é a seguinte,

Com os conhecimentos adquiridos na área do socorro ao longo dos anos, quer como Bombeiro Voluntário ou como Bombeiro Sapador da Força Especial de Proteção Civil, consegue-nos dizer qual a diferença e onde considera, que se possam complementar?

Eu, para mim a diferença entre ambas está só na cor da farda e no ordenado, porque a finalidade em si é igual. É claro também possuímos uma formação continua mais acentuada diariamente o que nos dá outra confiança de atuação nas ocorrências, mas o fundamental no socorro é rigorosamente igual.

Na ausência do meu colega DIOGO MONTEIRO, desta vez vou ser eu novamente GUILHERME PEREIRA a substitui-lo e se me permite, também lhe colocava 4 questões dele:

A 1ª pergunta do Diogo era a seguinte.

Na sua deslocação ao Chile, inserido na FOCON da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, por quantos elementos era constituída a força e sepertenciam todos à Força Especial da Proteção Civil? E caso não sendo, quais eram as outras forças e o número participantes? 

A FOCON, não era constituída só por elementos da Força Especial. Eramos um total de 144 elementos, 44 da Força Especial, 30 dos Bombeiros Voluntários, 30 da GNR (Bombeiros Sapadores Florestais), 30 da GNR (UEPS-Unidade de Emergência de Proteção e Socorro), 6 do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) e 4 da Proteção Civil.

Como 2ª pergunta era a seguinte.

Qual foi o dia da partida, quantas horas demorou a viagem e em que localidade permaneceram? E já agora em termos de instalações e logística?

Nós saímos de Portugal no dia 12 de fevereiro de 2023 e regressamos no dia 1 de março de 2023 (16 dias), o percurso demorou cerca de 12 horas e foi em voo direto entre Lisboa e Santiago, no Chile. Depois seguimos em autocarros até à cidade de Consetion, que ficava a cerca de 500 quilómetros de distância. Quanto ás instalações onde permanecemos era num colégio privado e as nossas refeições eram rações de combate durante o dia na floresta e à noite uma refeição quente, no refeitório do colégio, onde ficávamos a descansar durante a noite.

3º pergunta.

Em que viaturas se deslocavam para os locais de incêndio, qual a forma de combate e que tipo de relevo foram encontrar?

O meio de transporte que utilizamos, para os locais dos incêndios, que ficavam a cerca de 50 quilómetros de distância, era em autocarros, isto porque o nosso estado não autoriza que pudéssemos conduzir os veículos daquele país e também não enviou veículos nossos. Quanto ao relevo era péssimo, com altitudes cerca de 2 vezes superior à serra da Estrela, e com grandes paredes de inclinação, que dificultava a progressão no terreno e nos obrigava a cortar mato, para criar aberturas de faixas e evitar que o incêndio passasse de um lado para outro, isto quer no método direto (na frente de fogo) ou no indireto (fora da frente de fogo).

Última e 4ª pergunta do Diogo Monteiro.

Se tivesse que regressar novamente ao Chile, para colaborar no combate aos incêndios florestais e não sendo obrigatório, qual seria a sua decisão? E porquê?

Sem dúvida que ia na mesma, mas isto, uma pessoa também tem família e por vezes não é fácil, para os que cá ficam. Contudo se tivesse que regressar já me sentia mais confiante, pela experiência já vivida.    

Porque sou filho do João Daniel, e considero que os meus companheiros já colocaram as perguntas mais pertinentes sobre a tua deslocação ao Chile, vou tentar também colocar-te 4 perguntas.

Então a minha 1º pergunta é.

Atendendo que a ausência nunca é fácil, assim como os costumes e outros fatores associados à distância, como foi a tua adaptação aos métodos usados pelo povo chileno, no combate aos fogos urbanos e florestais?

O método utilizado pelos bombeiros chilenos nos incêndios urbanos não conheço muito bem, mas acredito que seja muito idêntico ao nosso. Quanto aos incêndios florestais podemos considerar igual, atendendo que todos os anos vem equipas chilenas, trabalhar connosco em apoio no combate aos incêndios florestais. Da mesma forma conforme surgiu este ano o nosso apoio, também já aconteceu em anos anteriores participarem equipas portuguesas no combate aos incêndios naquele país. Nós cá em Portugal somos conhecidos como “brigadas apeadas”, enquanto eles lá são conhecidos pelos “brigadistas”, mas posso-vos garantir, que tanto eles como nós funcionamos com o mesmo método de combate.     

Como 2ª pergunta, colocava-te a seguinte questão.

Estando nós no continente Europeu e como todos nós sabemos, que no continente Americano existem meios mais sofisticados no combate aos incêndios, porquê Portugal no apoio e não outro pais da América? E se existe algum protocolo entre Portugal e o Chile, nesta área?

É facto que existem países muito evoluídos no combate dos incêndios florestais no continente Americano, mas em contrapartida também se encontra outros, que pouco ou nada avançaram nos métodos de extinção dos grandes incêndios. Quanto à existência de um protocolo entre Portugal e o Chile é verdade, foi ciado há cerca de 6 anos um protocolo, que permite uma ajuda mútua entre ambos os países, sempre que as condições se agravem. No entanto e para vosso conhecimento para além de Portugal, também Espanha, México, Brasil e outros países europeus, se encontravam lá a colaborar.

3ª pergunta.

Não falando em incêndios, qual é a tua opinião em relação à vivência no dia a dia daquele povo?

O povo chileno vive muito à base do comércio, o custo de vida é muito elevado e os seus salários são baixos. Só para vocês terem uma ideia da realidade do custo de vida reparem, enquanto cá um café custa na ordem dos 75 cêntimo, lá custa 1800 pesos, que corresponde a 2 euros e quem diz o custo do café, nos géneros alimentícios é a mesma coisa.

E para finalizar a minha 4ª pergunta era a seguinte.

Com esta nova missão, num país totalmente diferente em matéria de incêndios florestais, qual foi o tipo de relevo e vegetação que encontraste?

Quanto ao relevo como disse anteriormente é muito montanhoso, com altitudes na ordem dos 3 mil metros, com grandes paredes que só com o auxílio dos troncos e ramas das árvores é que era possível descer ou subir os declives, para conseguirmos progredir. A vegetação é muito à base do eucalipto e do pinheiro, atendendo que eles exportam frequentemente este tipo de madeira. No entanto existe uma grande agravante é que depois do corte das árvores para exportação, deixam muito lixo nas matas, devido à desbastação das árvores e que em matéria de incêndios, se torna muito complicado, devido à manta morta existente na floresta.

Por fim quero agradecer-te em meu nome e dos meus colegas, pela tua participação e os esclarecimentos que nos facultaste desta tua grande missão, que eu como teu filho, sinto muito orgulho nesta tua nobre e inédita experiência, que certamente te vai marcar, para o resto da tua e nossa vida. Muito obrigado pai.

Quartel em Pinhal Novo, 05 de março, 2023                     O Instrutor

                                                                                   _________________________

                                                                                           O Subchefe Tiago Silva

Fonte/Fotos – Fernando Pestana secretário da MAG

FORMAÇÃO CADETES – 2023

12 de março

O dia de hoje, teve como novidade o ingresso de mais um novo cadete no grupo, com o nome de Rodrigo Cupertino Ramos, de 17 anos de idade, residente em Pinhal Novo.   Na sua apresentação, tivemos oportunidade de saber, que a sua inscrição na Corporação de Bombeiros, se deve ao facto de ter visto no Facebook um publicitário, onde constava encontrarem-se abertas as inscrições para jovens cadetes e desde logo lhe despertou a atenção e com concordância dos seus pais não hesitou em se inscrever. O subchefe Tiago Silva felicitou o instruendo pela opção e desejou-lhe o melhor sucesso ao serviço dos bombeiros e da comunidade Pinhalnovense.

Concluída a apresentação do novo cadete, procedeu-se ao içar das bandeiras (Nacional, CEE, Junta de Freguesia de Pinhal Novo e das bandeiras da Associação e dos Bombeiros do Sul e Sueste do Barreiro) nos mastros que se encontram na zona frontal do quartel sede. (O instrutor subchefe Tiago Silva)

Ainda dentro do primeiro tempo de formação, foi feita ordem unida, com os ensaios individuais dos movimentos de marchar e as das posições de firme, sentido e descansar. (Formador o Bombeiro 3ª Cl Manuel Santos).

Os dois últimos tempos, foram ministrados conhecimentos sobre os conceitos básicos do fogo, o que pode dar origem a uma combustão, formas de propagação, velocidade do fogo e temperatura de reação. (Formador Bombeiro de 1ª Cl Mauro Henriques)

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Fonte – O subchefe Tiago Siva, Fotos – O secretário da MAG Fernando Pestana

FORMAÇÃO CADETES – 2023

26 de fevereiro

Com a colaboração dos Bombeiros de 3ª Classe Jorge Vinagreiro e o António Cardoso, iniciou-se a formação com o içar das bandeiras (Nacional, Comunidade Europeia, Junta de Freguesia e das Corporações de Pinhal Novo e Sul e Sueste) às 9 horas da manhã.

No espaço complementar ainda dentro do 1º tempo, foi ministrada ordem unida, mas que devido ás condições climatéricas, foi ocupado os espaços livres do parque dos veículos de combate a incêndios, com os movimentos das posições (firme, sentido, descansar e o sincronismo dos movimentos inferiores e superiores do corpo no marchar). (O bombeiro 3ª classe Manuel Santos).

O início do segundo tempo foi ocupado, com a entrega de cadernetas individuais, para registo próprio da sua assiduidade e explicado, que conforme for o tipo de ausência, assim será atribuída uma pontuação, que no final do ano vai definir percentualmente a participação efetiva dos formandos.

Ainda dentro do mesmo período, foi dada continuidade à prática da montagem e desmontagem dos aparelhos respiratórios de ar ambiente. (O instrutor Tiago Silva e o bombeiro 3ª cl Ricardo Galante)

No terceiro e último tempo da formação semanal, o instrutor voltou a ocupar-se com exercícios de manobras no exterior do quartel, utilizando os mesmos equipamentos da semana anterior.

1 lance de mangueira de 50 mm

1 disjuntor 50X25 mm

2 lances de mangueira de 25 mm

2 agulhetas de 25 mm

Com adaptação à bomba do Pronto de Socorro a uma pressão de 5 bares, foi explicado o manuseamento do leque de saída de água das agulhetas e a sua utilização. (O instrutor Tiago Silva e o bombeiro de 3 cl Jorge Vinagreiro)

Fonte/Fotos – Secretário da MAG Fernando Pestana

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4ª FORMAÇÃO CADETES – 2023

19 de fevereiro

Na continuidade da formação semanalmente nas manhãs de domingo, foram iniciadas as atividades com o içar das bandeiras pelas 9 horas da manhã e uma apresentação em PowerPoint, das várias fases de um possível exercício a ser executado publicamente nas comemorações do dia Municipal dos Bombeiros do Concelho de Palmela, que se realizam este ano na Freguesia de Pinhal Novo. (O instrutor Tiago Silva)

O segundo tempo foi ocupado, com práticas sobre aparelhos respiratórios de ar ambiente. Foram explicadas as vantagens na utilização destes aparelhos pelos bombeiros no combate aos incêndios urbanos, industriais e outros incidentes, o método de montagem e desmontagem, conhecimento sobre a autonomia dos referidos equipamentos e o controle sobre a pressão útil de utilização. Por fim procederam à desmontagem das botijas e colocaram á carga no compressor existente na corporação. E sensibilizados para os eventuais perigos eminentes, no carreamento das botijas, para uma pressão de 300 bares de utilização. (O instrutor Tiago Silva)

Para finalizar, no terceiro tempo deslocaram-se para o exterior no veículo VUCI 02 e procederam a manobras com  1 lance de mangueira de 50 mm, 1 disjuntor 50X25 mm, 2 lances de mangueira de 25 mm e 2 agulhetas de 25 mm. Com a ligação diretamente à bomba principal do pronto de socorro, tiveram a oportunidade de testar as mangueiras sobre pressão e ajuste de caudal à saída das agulhetas. De igual forma aprenderam a fazer o escoamento dos lances e ao seu enrolamento para colocação no respetivo cofre do veículo de socorro. Com o finalizar das manobras, formaram lateralmente ao veículo e receberam ordem para entrar na viatura para regressarem ao quartel, onde procederam à desmontagem das botijas previamente colocadas à carga e colocaram nos respetivos lugares. (O instrutor Tiago Silva e o motorista Jorge Vinagreiro)

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Fonte/Fotos – Secretário da MAG Fernando Pestana

FORMAÇÃO CADETES – 2023

5 de fevereiro

O dia foi registado com a ausência do Cadete Leandro Amaral, que não deu qualquer informação da sua ausência e estava incontactável via telefónica. Os trabalhos começaram com o içar das bandeiras e instruções sobre ordem unida (movimentos de firme, sentido e continência) e conhecimento sobre os equipamentos do veículo VSAT 01 (veículo socorro assistência tático).

(instrutor Bombeiro 3ª Cl Manuel Santos).

O tempo seguinte foi ocupado com a passagem de um vídeo YouTube – Paraibas Europa) sobre o incêndio nos antigos armazéns da Cooperativa União Novense, e comentado.

Para concluir na última hora, foi entrevistado o Bombeiro de 3ª Cl Carlos Daniel Tovim Pinto, por ser o combatente mais novo na guarnição do primeiro veículo a sair para a ocorrência, VECI 04 (veículo especial de combate a incêndios) e ser um bom interlocutor da experiência vivida e sua experiência ao serviço do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo.

Fonte/fotos – O secretário da MAG Fernando Pestana

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CADETES – Entrevista ao bombeiro 3ª classe Carlos Tovim

CADETES – Entrevista ao bombeiro 3ª classe Carlos Tovim, como o elemento mais novo da guarnição no 1º veículo VECI 04, a sair para o incêndio nos antigos armazéns da Cooperativa União Novense, no dia 1 de fevereiro, 2023.

5 fevereiro, 2023 ás 11 horas

Amigo CARLOS TOVIM, sou o cadete DANIEL FARIAS e gostava de lhe fazer 3 perguntas:

1ª pergunta

Qual o seu nome completo, a idade e a sua residência?

Antes de mais bom dia a todos e espero que cheguem todos ao fim da vossa formação, e que no futuro eu tenha o privilégio de sair com vocês, em algum veículo de socorro.

E com o tempo, vão perceber que e isto é um mundo muito mais vasto do que ser só bombeiro.

Então em relação à tua pergunta, o meu nome é Carlos Daniel Tovim Pinto, tenho 25 anos de idade e iniciei há 7 anos nesta corporação e quero continuar aqui em Pinhal Novo. Eu residia no Pinhal Novo, mas ao juntar-me com a minha esposa, fomos viver para a localidade do Forninho – Poceirão.

2ª pergunta

Quais as suas habilitações literárias? E caso não tenha o 12º ano, se pensa concluir a escolaridade mínima?

Tenho o 9º ano e neste momento estou a fazer o RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação Competências) para concluir o 12º ano de escolaridade.           

3º pergunta

Qual é a sua profissão atual? E há quantos anos exerce?

Sou bombeiro assalariado na Associação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo, há cerca de 3 anos e faço parte da EPI 1 (Equipa de Primeira Intervenção).

Sou o cadete DIOGO MONTEIRO e atendendo que a sua profissão é de bombeiro, gostava de lhe colocar como o meu colega 3 perguntas:

1º pergunta

 Já foi bombeiro noutra cooperação? Caso tenha sido qual foi?

Negativo, iniciei no Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo e quero continuar aqui.

2º pergunta

Em que ano e qual foi o posto que ingressou na Corporação dos Bombeiros de Pinhal Novo e quem era o Comandante? Ainda na mesma pergunta em que ano fizeste o teu juramento como bombeiro de 3ª classe e se era o mesmo Comandante quando te alistaste?

Entrei na corporação como estagiário no mês de dezembro de 2016 e o comandante era o Raul Prazeres.

Frequentei o curso de para o bombeiro de 3ª classe no ano de 2017, tendo concluído no ano seguinte e promovido no dia 1 de maio 2018, nas comemorações do 67º aniversário, onde fiz o meu juramento como bombeiro e aconteceu neste ano a transição de comando, para o novo comandante Luís Neto.

3º pergunta – Quando pensas fazer o curso ao posto de Bombeiro 2ª Classe?

Assim que tiver oportunidade.

Fala o Cadete DANIEL FARIAS novamente, porque o meu colega LEANDRO AMARAL não compareceu, e tendo eu familiares nos bombeiros e ter ouvido falar muito sobre incêndios e sabendo eu que na passada quarta feira houve um incêndio de grandes proporções aqui no Pinhal Novo ao final da tarde, gostava de lhe colocar também 3 perguntas:

1º pergunta

Qual foi a primeira viatura a se deslocar-se para o local do incêndio e porquê esse veículo e não outro, quem era o chefe de viatura e que funções lhe foram atribuídas no percurso pelo chefe da guarnição?

Após o alarme interno a primeira viatura a sair para o local do incêndio foi o veículo VECI 04, porque é a viatura mais versátil e melhor equipada em vários tipos de ocorrências. O chefe de viatura, era o nosso chefe da EPI Rui Cruz, em termos de funções atribuídas fui como combatente, mas isso é uma situação que se encontra mecanizada entre nós, pois estamos aqui de segunda a sexta e já trabalhamos juntos à cerca de três anos, o que permite existir um bom entendimento entre todo o grupo nas funções que cada um ocupa.

 2º pergunta

Qual a estratégia utilizada no combate? E as dificuldades na extinção do incêndio?

A estratégia utilizada no combate, podemos considerar que foi um misto, em que todos vocês vão aprender na vossa formação, ou seja é uma técnica indireta, atendendo que temos combatentes a trabalhar do exterior para o interior e outros só no interior.

As dificuldades na extinção do incêndio sentiram-se mais na logística, em termos de abastecimento de água, contudo com o apoio de outras corporações conseguiu-se neutralizar o problema.

3º pergunta

Sendo o Carlos Tovim o mais novo guarnição da VECI 04, gostávamos de saber se o fator medo existiu na sua pessoa? E na função de combatente se sentiu receio da falta de água, eventuais derrocadas ou outro tipo de dificuldades?  

O medo não existe na minha pessoa, porque sinto-me confiante daquilo que estudei e dos vários treinos que tivemos, o que me permite muita confiança na ação e tenho um grupo que me dá muita confiança. Contudo e como é óbvio e segundo os protocolos instituídos, a coisa mais importante na nossa ideia é o fator SEGURANÇA. E nós quando enfrentamos estes cenários já sabemos os riscos que corremos, e quando estamos expostos e se vamos com medo, mais vale deixar ir à frente, quem não tenha medo. Porque em vez de uma pessoa em perigo, passam a ser dois.

Mas não invalida dizer, que ás vezes também tenho receio e fico assutado, com os vários cenários que nos surgem e não me querendo alongar muito nas vossas questões, recordo o malogrado incêndio, aqui a dois passos de nós na encosta da serra de Palmela e que sem dúvida, tive medo e senti a vida em perigo. Mas enfim, são águas passadas e chutar a bola para a frente, porque foi esta a profissão que escolhi.  

A nível de manobra é sempre preocupante para o bombeiro combatente com a agulheta, porque no momento que lhe falte a água, ele deixa de ter segurança.  Mas deixem-me dizer-vos o seguinte, eu na posição de combatente não tenho receio e não há fogo que me atinja enquanto tiver água.

No que respeita a eventuais derrocadas, temos que ter sempre atenção ao tipo de coberturas, nós temos atualmente coberturas altamente evoluídas em termos de engenharia. Antigamente as coberturas eram em madeira, depois veio as vigas em fibrocimento e ultimamente todas as coberturas são em placas de botão armado, isto é assim conforme o tipo de edifício, temos que analisar os riscos que vamos estar expostos. No caso concreto, era uma estrutura já com alguns anos, com vigas de betão e lussatite que se torna perigoso com altas temperaturas, provocando rebentamentos como granadas e começa a estalar todo. O meu procedimento como primeiro combatente foi mandar jatos de água contra as placas de lussatite e onde via que não estavam a ceder ia avançando pouco a pouco, pelos espaças com maior segurança, para evitar levar com alguns estilhaços.   

Carlos Tovim, sou o cadete ANTÓNIO SANTOS e na mesma linha ainda relacionado com o mesmo incêndio, permita-me fazer-lhe 3 perguntas:

1º pergunta

Quem era o (COS) Comandante de Operações, no teatro de Operações?

O Comandante das Operações (COS) foi o 2º Comandante Vasco Marto, que chegou logo atrás do VECI 04 e assumiu o comando das operações de imediato.

2º pergunta

No geral, pensa que incêndio podia ter uma dimensão mais drástica? E se isso não aconteceu a que se deve tato?

Isto a nível de cada incêndio é sempre diferente, não existem incêndios iguais. Relativamente à propagação tratava-se de incêndio onde predominava materiais liquidificáveis, que ao derreterem com as altas temperaturas, criavam uma espécie de riachos de lava, que por sua vez vão propagando a outros materiais, que se encontravam nas imediações.

Neste incêndio, e por aquilo que aprendi considero que ouve uma boa estratégia e um bom trabalho, que permitiu consolidar o incêndio só no topo da ala esquerda do armazém. Não sei se viram vídeos e fotos, e se repararem tudo o que estava do lado direito do armazém ficou intacto.

3º pergunta

Residindo no Forninho (Poceirão) e porque os socorros dos bombeiros estão a mais 15 minutos ou mais, o que faria como bombeiro se acontecesse um incêndio numa residência, nas proximidades da tua casa?

Se eu visse um incêndio nas imediações da minha casa, a primeira atitude faria era dar o alerta às entidades competentes, porque eu à civil não tenho capacidade para enfrentar um incêndio e também por ser uma zona onde não existem marcos de água e existe muita falta de água naquela zona de campo. Também existem outros factos a considerar como o estado de espírito e a vontade de colaborar sem meios de proteção. No entanto se eu souber que está uma criança no interior, eu avanço mesmo sem os meios necessários à minha proteção individual.

E cabe-me a mim Cadete GUILHERME PEREIRA, como o mais novo no grupo as últimas perguntas e não fugindo à regra dos meus colegas, também vão ser 3 perguntas:

1º pergunta

O que o motivou para se alistar-se nos bombeiros? E porquê a Corporação de Bombeiros do Pinhal Novo?

Isso para mim considero hoje que foi uma história muito engraçada, eu desde pequeno que queria ser bombeiro, sempre que passava na televisão imagens sobre incêndios lá ficava eu agarrado ao ecrã grande parte do meu tempo e sempre dizia à minha avó e à minha mãe, que quando tivesse maior idade gostava de ser bombeiro, onde elas me respondiam, este rapaz está maluco e não sabe os perigos que isso traz para a sua vida pessoal.

Mas eu a residir aqui no Pinhal Novo a 2 minutos do quartel, sempre que ouvia as sirenes das viaturas lá ia eu numa correria para a janela, para os ver passar e o interesse era grande, que já sabia para que tipos de ocorrências eles iam. Quando passava o VSAT já sabia que se tratava de um acidente, se passasse o VECI era para um incêndio urbano, se fosse o veículo das rodas grandes (hunimog) era um incêndio florestal e desde as ambulâncias aos carros de fogo, eu já as conhecia todos pelo toque das sirenes.

2º pergunta

Já pensou em desistir alguma vez? Quais as foram as maiores dificuldades que enfrentaste como bombeiro?

Não, desistir não faz parte do meu vocabulário, desconheço essa palavra. Nós podemos ter várias adversidades e muitas barreiras pelo caminho como bombeiro, mas com um pouco de vontade todas são ultrapassáveis e enquanto me sentir com condições físicas e psíquicas não abandono este corpo de bombeiros.

A maior dificuldade que eu senti como bombeiro e pessoa e que mexeu no meu sistema psicológico, foi no dia em que foi acionado para uma ambulância de socorro, e que coincidiu com o nascimento do meu filho que tinha uns meses, para ir socorrer um bebé de 2 anos em paragem cárdeo respiratória e fazer compressões numa criança de tenra idade é muito complicado, e por vezes ainda recordo o rosto do menino.

A segunda situação mais complicada que passei, foi no incêndio florestal em Palmela, porque pensei que já não voltava para casa e quando nós pensamos que só lá em cima na serra é que acontecem os problemas, não é verdade, por isso é ter sempre o máximo cuidado, a máxima atenção e há uma coisa que devemos ter sempre presente, segurança, segurança, segurança, nós não temos culpa daquilo que está acontecer, nós vamos para ajudar não é para ficar lá.

3º pergunta e última

Aconselhavas os teus filhos a ingressarem nos bombeiros? E porquê?

Eu não sou apologista de aconselhar a ninguém a vir ou a ir, o meu filho se quiser escolher ser bombeiro, será muito bem recebido, vai ter todo o meu apoio. Mas como disse anteriormente ele será livre de decidir. Isto é como a velha expressão que se costuma dizer, isto de ser bombeiro não é para quem quer, é para quem pode.

O grupo de Cadetes agradece a tua presença CARLOS TOVIM, e do nosso instrutor, que devido à sua vida profissional muito lamentavelmente não pôde estar presente e o nosso grupo ficou sem dúvida mais enriquecido, com as tuas provas de vida ao serviço dos soldados da paz.

Obrigado Carlos Tovim, juntos somos mais fortes!

Quartel em Pinhal Novo, 05 de fevereiro,2023                                  O Instrutor

                                                                                                _________________________

                                                                                                        O Subchefe Tiago Silva

FORMAÇÃO CADETES – 2023

29 de janeiro

Ao primeiro tempo, foi repartido entre o içar das bandeiras, exercícios de ordem unida (movimentos de rotação à direita) e verificar o material no veículo VECI 01. (instrutor Subchefe Tiago Santos e o Bombeiro de 3ª Cl Ricardo Galante)

O segundo tempo foi preenchido com formação na área do socorrismo, Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e o que são os meios de socorro INEM e não INEM, assim como os subsistemas existentes no Instituto Nacional de Emergência Médica e definição CODU e SIEM. (formador Subchefe Rui Jorge)

No último tempo, foram passados dois vídeos, o do CBV Oliveira de Azeméis (cadetes a serem entrevistados pela comunicação social) e o segundo do CBV Amadora com uma saída para um incêndio urbano (a motivação de ser bombeiro). Por último foi explicado por slides o significado da palavra “Motivação” e quais os fatos essenciais, para que um bombeiro se sinta motivado no seu corpo de bombeiros. (Coordenador Fernando Pestana)

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Fonte/fotos – O secretário da MAG Fernando Pestana

FORMAÇÃO DE JOVENS CADETES – 2023

22 de janeiro, 2023

Sobe a responsabilidade do subchefe Tiago Silva (instrutor), decorreu no passado domingo no quartel sede a 2ª formação, para jovens cadetes com idades compreendidas entre 14 e os 17 anos de idade.

Esta instrução e as seguintes vão acontecer sempre aos domingos, das 9 às 12 horas, em três períodos de 50 minutos.

No primeiro tempo, foram ministrados os procedimentos necessários, para o içar das bandeiras e alguns movimentos de ordem unida. (Instrutor Subchefe Tiago Silva)

O segundo tempo, foi ocupado com a visualização e identificação dos equipamentos existentes nos cofres do veículo VUCI 02. (Instrutor Subchefe Tiago Silva)

E por último, foi explicada a forma correta para uma apresentação individual em público e sensibilizados para os conceitos em ordem de valores, entre a família a escola e os bombeiros.(Coordenador Fernando Pestana)

Fonte/fotos – O secretário da MAG Fernando Pestana

RECRUTAMENTO JOVENS CADETES – 2023

Por proposta do Comandante Joaquim Manuel Barreira Castro, ficou como responsável da formação do Grupo de Cadetes do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, o subchefe Tiago Silva.

Neste sentido, o subchefe vai ser apresentado ao Grupo de Cadetes, no próximo domingo 15 de janeiro de 2023, pelas 11 horas, no quartel sede, onde será transmitido o plano de orientação da formação, para o ano em curso e os objetivos a atingir.

A todos os jovens com a idade compreendida entre os 14 e os 17 anos de idade, já inscritos na Corporação ou não inscritos, podem contatar com o subchefe Tiago Silva, para o telemóvel – 916 360 212, que prestará todos os esclarecimentos necessários aos interessados em participarem no futuro, na carreira de bombeiro da Associação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo.

Pinhal Novo, 11 de janeiro, 2023

O subchefe – Tiago Silva