Dezassete concelhos de cinco distritos em perigo máximo de incêndio

Atualidade · 17 jul 2024 07:17: Regressou o calor e com ele os alertas. Oito distritos do continente estão sob aviso amarelo

Atualidade · 16 jul 2024 07:22: Oito concelhos de Faro em perigo máximo de incêndio rural

Dezassete concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Santarém e Guarda estão hoje em perigo máximo de incêndio rural devido ao tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em perigo máximo de incêndio estão os concelhos de Loulé, São Brás Alportel, Tavira (Faro), Marvão, Portalegre, Castelo de Vide, Nisa, Gavião (Portalegre), Vila Velha de Ródão, Fundão, Penamacor, Covilhã, Belmonte, Proença-a-Nova (Castelo Branco), Mação, Sardoal (Santarém) e Sabugal (Guarda).

O IPMA colocou ainda mais de 50 concelhos dos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Beja e Faro em perigo muito elevado de incêndio.

De acordo com os cálculos do IPMA, o perigo de incêndio vai manter-se elevado em alguns distritos pelo menos até segunda-feira.

Este risco, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo e os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Por causa do calor, o IPMA emitiu aviso amarelo para os distritos de Bragança, Évora, Guarda, Faro, Setúbal, Beja, Castelo Branco e Portalegre até às 18:00 de sexta-feira.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, vento em geral fraco, por vezes moderado no litoral durante a tarde e subida de temperatura, em especial da máxima e nas regiões centro e sul.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 13 graus Celsius (em Braga e Coimbra) e os 22 (em Faro) e as máximas entre os 23 (em Aveiro) e os 40 (em Évora).

Fonte: Sapo24, Foto: Paulo Cunha/Lusa

EcoNoroeste alerta sobre o aumento de focos de incêndio próximos às rodovias nos meses de estiagem

Concessionária destaca a importância de atitudes responsáveis para evitar queimadas e garantir a segurança viária.

EcoNoroeste alerta sobre o aumento de focos de incêndio próximos às rodovias nos meses de estiagem

Durante o inverno, a estiagem atinge seu pico e, com isso, os riscos de incêndio nas margens das rodovias aumentam consideravelmente. Entre maio de 2023 e abril de 2024, a EcoNoroeste registrou 194 focos. Destes, 106 ocorreram durante os meses de seca.
 
As queimadas no trecho da concessionária são monitoradas pelo Centro de Controle de Operações (CCO), ao qual estão integradas 443 novas câmeras de alta tecnologia capazes de captar qualquer intercorrência. “Quando identificamos foco de incêndio ou fumaça, direcionamos todos os recursos necessários para controlá-los”, explica Rodrigo de Oliveira Silva, coordenador de Tráfego da EcoNoroeste.
 
As ocorrências são atendidas por três caminhões-pipa, além de viaturas de Inspeção de Tráfego e guinchos com abafadores, capazes de auxiliar no controle de focos menores. Para minimizar esse cenário, a concessionária mantém um cronograma de roçadas manuais e mecanizadas às margens das rodovias, o que melhora a visibilidade para os condutores e reduz riscos. Outro trabalho importante são os “firebreaks”, também conhecidos como aceiros. Trata-se da remoção da vegetação próxima ao limite da faixa de domínio para evitar a propagação de fogo.
 
Entretanto, os usuários precisam agir de maneira consciente e não jogar bitucas de cigarro ou lixo nas rodovias, por exemplo. A concessionária também mantém contato permanente com o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) e usinas da região. Os Painéis de Mensagem Variável (PMVs) reforçam as mensagens de alerta sobre os riscos de queimadas.
 
O que fazer em caso de queimadas ou incêndio
 
Ao encontrar focos de incêndio, é importante adotar medidas de segurança. “Os usuários devem fechar os vidros do veículo, trafegar com farol baixo aceso, não se aproximar do incêndio, jamais parar na faixa de rolamento, manter distância segura do veículo à frente, evitar frear bruscamente, não ligar o pisca-alerta quando em movimento, respeitar os limites de velocidade e, se necessário, procurar um lugar seguro para parar, caso a fumaça seja muito densa”, orienta Silva.
 
É importante contatar a concessionária pelo 0800-3263-663. Ao informar a ocorrência, forneça detalhes, como a localização da ocorrência, para que a equipe de combate ao fogo chegue ao local mais rapidamente.
 
“Operação SP Sem Fogo”
 
A EcoNoroeste compõe a “Operação SP Sem Fogo”, iniciativa do Governo do Estado, entre 7 de junho e 30 de setembro, que incentiva a prevenção e o combate a incêndios florestais e queimadas em áreas verdes próximas à zona rural ou ao meio urbano. Durante toda a campanha, a concessionária veiculará frases em seus PMVs para orientar e alertar sobre perigos das queimadas nas rodovias: “SP Sem Fogo – Não jogue bitucas de cigarros nas rodovias”, “SP Sem Fogo – Soltar balões é crime!” e “SP Sem Fogo – Não acenda fogueiras na mata”.
 
Além do problema ambiental, nas rodovias as queimadas podem trazer sérios riscos à segurança viária, principalmente pelo comprometimento da visibilidade do motorista. O movimento é uma parceria entre a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), Defesa Civil do Estado e as secretarias de Meio Ambiente, de Infraestrutura e Logística (Semil) e de Segurança Pública (SSP). Conta também com ações e investimentos do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Fundação Florestal (FF) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
 
“A ARTESP entende que é muito importante estar presente para alertar e orientar seus usuários. Isso ajuda a prevenir os altos índices de queimadas. É importante reforçar que iniciativas simples, como não jogar bituca de cigarro pela janela do carro e não soltar balões, podem ser formas de não iniciar um incêndio”, explica Milton Persoli, diretor geral da ARTESP.

Fonte: Portal SCDN

Incêndios: Bombeiros recebem hoje novas viaturas de combate no âmbito do PRR

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) entrega hoje em Pombal, no distrito de Leiria, 15 veículos de combate a incêndios florestais a corporações de bombeiros voluntários, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Vão também ser hoje atribuídos cinco veículos de comando à estrutura operacional da ANEPC.

Segundo a Proteção Civil, vão ser entregues às corporações de bombeiros 10 veículos florestais de combate a incêndios (VFCI) e cinco veículos tanque táticos florestais (VTTF) ao abrigo do programa “Mais floresta – Reforma do Sistema de Prevenção e Combate de Incêndios”, do Plano de Recuperação e Resiliência (com financiamento europeu).

A ANEPC indica, numa nota, que este é o segundo lote de veículos entregue aos bombeiros de um total de 81 adquiridos no âmbito do PRR. As primeiras 10 viaturas foram entregues em maio.

A ANEPC explica que, através da medida “Reforço das Entidades do Ministério da Administração Interna, com veículos e equipamentos operacionais”, foi possível a aquisição de 81 veículos das tipologias VFCI e VTTF, num montante de mais de 14 milhões de euros e que se prevê distribuir até ao final do ano.

Estes veículos “vão permitir aumentar a capacidade da resposta operacional dos corpos de bombeiros, representando a maior distribuição de veículos para resposta aos incêndios rurais de sempre”.

A cerimónia de entrega das viaturas vai ser presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, e contará com a presença do secretário de Estado da Proteção Civil, Paulo Simões Ribeiro.

O dispositivo de combate a incêndios rurais voltou no dia 01 a ser reforçado pela segunda vez este ano, passando a estar no terreno 12.096 operacionais e 70 meios aéreos.

Este dispositivo vai estar no terreno todo o mês de junho, no que é denominado ‘nível Charlie’.

Os meios de combate voltarão a ser reforçados em 01 de julho e até 30 de setembro – ‘nível Delta’ -, naquela que é considerada a fase mais crítica de fogos e que mobiliza o maior dispositivo. Estarão este ano em prontidão 14.155 operacionais de 3.162 equipas e 3.173 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2023.

No entanto, a época considerada mais crítica em incêndios rurais vai contar este ano com 70 meios aéreos, menos dois do que em 2023.

Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) dão conta de que este ano ocorreram, até 01 de junho, cerca de 1.200 ocorrências de incêndios que queimaram aproximadamente 2.000 hectares.

Fonte: Poupadores Verdes – SAPO, Foto: Fabian Jones / Unsplash

Plano Especial de Combate a Incêndios apresentado na Península de Setúbal

Novo dispositivo de emergência para 2024 garante segurança na Região.

O Comando Sub-regional da Península de Setúbal da ANEPC, em parceria com o Município do Montijo, apresentou no passado dia 5 de junho, na Casa da Música Jorge Peixinho, o Plano de Operações Sub-regional para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) da Península de Setúbal para o ano de 2024. 

O evento foi liderado pelo Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, Sérgio Moura, e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta. 

Participaram também diversas entidades, incluindo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, os Corpos de Bombeiros do Montijo e de Canha, a Guarda Nacional Republicana (GNR), o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Cruz Vermelha Portuguesa.

Para o nível de maior empenhamento operacional, denominado Nível DELTA, o dispositivo contará com 419 operacionais distribuídos por 73 equipas, apoiadas por 95 veículos. 

Desses, 282 operacionais e 61 veículos são da corporação de Bombeiros, incluindo dois grupos de combate a incêndios rurais e uma equipa de posto de comando operacional. 

A GNR terá um papel crucial ao assegurar a intervenção com o helicóptero de ataque inicial, estacionado na Base Aérea n.º 6 da Força Aérea Portuguesa no Montijo, até 30 de setembro. 

A equipa da AFOCELCA, localizada na Herdade de Espirra, Pegões, também contribuirá com um veículo de combate a incêndios.

O dispositivo de vigilância e fiscalização será composto por 65 elementos e 23 veículos do SEPNA da GNR, 20 elementos e 2 veículos da PSP, além de 4 equipas de Vigilantes da Natureza do ICNF. 

Estes recursos serão vitais para os níveis CHARLIE e DELTA, garantindo uma resposta rápida e eficaz. Adicionalmente, quatro postos de vigia coordenados pela GNR estarão em funcionamento, em constante comunicação com a EMEIF, a sala de operações do Comando Sub-regional. 

Este centro operacional assegura o contacto com equipas móveis e monitoriza o território mediante um sistema de videovigilância, essencial para a deteção precoce de incêndios.

O plano destaca ainda a colaboração entre todos os agentes de proteção civil e entidades com dever de cooperação, bem como a integração de instituições e cidadãos na defesa contra incêndios rurais. 

A estratégia inclui medidas operacionais de antecipação, como ações de vigilância em zonas vulneráveis e pré-posicionamento de meios de combate. Em suma, o DECIR da Península de Setúbal para 2024 visa um compromisso conjunto de proteção e segurança, envolvendo todos os intervenientes na missão de combate e prevenção de incêndios rurais.

Com uma abordagem integrada e colaborativa, o novo dispositivo promete reforçar a capacidade de resposta aos incêndios rurais na Península de Setúbal, garantindo a segurança das comunidades e a proteção do património natural.

Fonte: Diário do Distrito,  Fotos: CMMontijo

Incêndio em Pinhal das Formas mobiliza seis corporações de bombeiros e um meio aéreo

Alerta foi recebido pelo CDOS pelas 14h33. No local estiveram 46 operacionais e 11 viaturas mas fogo já foi dado como extinto

Um incêndio deflagrou esta tarde numa zona de floresta em Pinhal das Formas, na freguesia de Quinta do Anjo, em Palmela.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal informou O SETUBALENSE que o alerta para o fogo foi recebido pelas 14h33 e que imediatamente foram acionados para o local vários meios de corporações de bombeiros da região.

No combate às chamas estiveram as corporações de bombeiros de Palmela, Pinhal Novo, Barreiro, Sul e Sueste (Barreiro), Moita e Seixal. No total estiveram 46 operacionais no terreno, apoiados por 11 veículos e ainda um meio aéreo, este último que já foi desmobilizado.

O CDOS refere que o incêndio foi dominado pelas 15h43.

Fonte: O Setubalense

Fábrica de madeira em Pegões destruída após incêndio

Para o local, foram mobilizados 61 elementos com 21 veículos das corporações do Montijo, Aguas de Moura, Seixal, Sul e Sueste (Barreiro), Pinhal Novo, Moita e Almada.

Um incêndio destruiu o interior de uma fábrica de madeira em Pegões, Montijo, informou fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal.

A fábrica produzia postes de madeira e brinquedos e o interior ficou destruído pelo incêndio de grandes dimensões.

De acordo com a mesma fonte, o incêndio já “está em fase de rescaldo com trabalhos demorados devido à carga térmica” no interior da fábrica.

O alerta para o incêndio foi dado às 04:19.

Para o local, foram mobilizados 61 elementos com 21 veículos das corporações do Montijo, Aguas de Moura, Seixal, Sul e Sueste (Barreiro), Pinhal Novo, Moita e Almada.

Fonte: Sic Notícias

Incêndios: Comandante nacional da Proteção Civil quer manter tendência de redução de fogos

O comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), André Fernandes, afirmou hoje que o objetivo é manter a redução das ignições de incêndios, cujas consequências têm um maior impacto com as alterações climáticas.

Falando numa conferência de apresentação do reforço da União Europeia da capacidade de combate aos incêndios florestais de 2024, André Fernandes recordou que Portugal tem vindo a reduzir a média de ignições diárias no período mais crítico nos últimos cinco anos, quando tinha valores muito superiores a países com áreas maiores, como a Espanha ou França.

“Um país como Portugal com mais de 200 ignições diárias é um absurdo. O dispositivo é tanto ou mais eficaz, quanto mais se reduzir as ignições” e constitui “um desígnio nacional diminuir o número de incêndios rurais” pelo que é necessário também baixar o número de ocorrências, afirmou André Fernandes.

O comandante nacional salientou que “os portugueses têm mostrado mais comportamento preventivo” e as autoridades têm atuado, com várias detenções de suspeitos de ignições, o que tem justificado a descida sistemática do número de ignições.

“Em Portugal, uma grande percentagem dos incêndios têm origem humana, seja dolosa ou por descuido” e a redução também se deve “às campanhas feitas”, como os portugueses a perceberem “que têm de fazer parte da solução” de proteção do território.

Por outro lado, 95% das novas ignições “são resolvidas na primeira hora e meia”, com áreas mais reduzidas de incêndio, um sinal de que o dispositivo, cuja “dimensão já está consolidada”, também “é eficaz e evita que as ocorrências se transformem em grandes ocorrências”.

Mas, em paralelo, as “alterações climáticas têm causado um outro impacto”, porque “qualquer ignição pode potenciar gerar um grande incêndio”.

Por isso é necessário “diminuir comportamentos de risco”, com a manutenção de estratégias de prevenção, como a limpeza de terrenos, faixas de proteção e ações de sensibilização permanente em relação às populações.

No ano passado, num grande incêndio em Castelo branco, existiram “progressões de dois quilómetros por hora”, o que é “muito rápido” e “coloca desafios novos” às equipas de combate.

“As condições meteorológicas são favoráveis a que a ignição seja mais intensa, porque liberta mais energia” e o “dispositivo de combate tem que se tornar mais especializado” no combate aos vários tipos de incêndios, explicou André Fernandes.

As medidas de ordenamento do território só terão efeito daqui a muitos anos e existe aquilo que André Fernandes considerou ser a “armadilha do combate”.

“Aquilo que não arde num ano transita para o outro”, pressionando o dispositivo de combate, disse.

No âmbito do reforço do combate aos incêndios, fonte da União Europeia explicou na reunião de hoje que há um aumento dos meios a disponibilizar entre países no quadro da estratégia dos anos anteriores, com Portugal a acolher dois aviões anfíbios ligeiros ao abrigo desse dispositivo supra-nacional.

Para Portugal virão bombeiros da Letónia e da Finlândia para receberem formação, estando previsto que sejam chamados para combate o fogo, ao lado dos portugueses.

A estratégia destas equipas é “partilhar experiências” e auxiliar os países do norte a lidar com os incêndios, um problema que se tem agravado por causa das alterações climáticas.

O objetivo, explicou André Fernandes, é que esses bombeiros do norte da Europa “conheçam outras técnicas de combate”. Por isso, agora é “recebê-los bem e pô-los a trabalhar”.

Fonte: Agroportal

Portugal perdeu perto de 10 mil bombeiros voluntários em quase duas décadas

A semanas de Portugal entrar no período crítico dos fogos florestais, António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, alerta para a falta de meios nas zonas mais sensíveis do país e lamenta falta de incentivos.

Se por volta 2004 havia mais de 41.500 bombeiros voluntários em Portugal, esse número passou para menos de 31 mil em 2022, segundo dados da Pordata.

Como noticia a edição do Diário de Notícias de hoje, a quebra começou a fazer-se sentir a partir de 2008 e atingiu um valor mínimo de perto de 26 mil bombeiros em 2021. O ano seguinte viu uma subida, mas António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, diz ao DN que esse crescimento é “uma questão meramente estatística”.

Em véspera de se montar o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), António Nunes alerta para a falta de voluntários — especialmente nas zonas mais críticas do país. É por isso que o dirigente entregou um dossier sobre o tema à ministra da Administração Interna esta segunda-feira.

Ao DN, António Nunes cita o caso do Pinhal Interior, onde se deu o desastre de Pedrógão Grande, em 2017. O corpo dos bombeiros voluntários desse concelho passou de 277 bombeiros no final dos anos 90 para 148 nos dias de hoje. Nos concelhos vizinhos a situação é idêntica: Castanheira de Pêra passou de 166 para 51 bombeiros, e Figueiró dos Vinhos de 99 para 75.

Perante esta sangria de voluntários, têm sido promovidas ações a crianças e jovens para apelar ao voluntariado nos bombeiros, mas António Nunes lamenta que não haja incentivos para tal, especialmente numa fase onde as opções de voluntariado são cada vez mais vastas e frequentemente menos perigosas.

“O jovem de hoje não é o mesmo de há 30 anos. As opções de fazer voluntariado hoje são imensas. As únicas em que se mantém a mesma forma é bombeiros, escuteiros e eventualmente Cruz Vermelha. Hoje temos ambiente, ecologia, migrações , organizações não-governamentais de luta contra a fome, contra a exclusão. Há hoje uma atratividade de voluntariado para os jovens com menos risco e menos responsabilidade do que aderirem a um corpo de bombeiros. Porque, logo à partida, têm de fazer 300 horas de formação, piquetes todas as semanas, ficar fora de casa. Há que perceber que a sociedade também mudou”, diz ao DN.

Como tal, António Nunes diz ser necessário não só aprovar “um Estatuto do Bombeiro Voluntário que seja apetecível e atrativo”, como também oferecer benefícios fiscais ou benesses que realmente atraiam jovens, como “uma bonificação para entrar na universidade; a possibilidade de fazer exames a título extraordinário quando um bombeiro falta por via de estar ao serviço”, entre outras.

O dirigente cita também exemplos como “países em que os voluntários são como os Rotários ou os Lions, em que pagam uma quota para serem bombeiros e são reconhecidos por isso. A sociedade vê neles um exemplo. Aqui, falamos dos Soldados da Paz, da Vida por Vida, mas não os reconhecemos.”

Fonte: Sapo24, Foto Nuno VeigaLUSA

Incêndio em habitação no Pinhal Novo mobilizou bombeiros

Deflagrou esta tarde um incêndio numa habitação no Aceiro Francisco Silvestre, em Pinhal Novo.

Deflagrou esta tarde um incêndio numa habitação no Aceiro Francisco Silvestre, em Pinhal Novo, que mobilizou os Bombeiros de pinhal Novo com 7 operacionais, acompanhados pela GNR.

“A pronta intervenção dos nossos operacionais, permitiu circunscrever o incêndio à zona da cozinha, não resultando qualquer vítima deste incêndio”, pode ler-se na nota da corporação.

Após estarem garantidas as condições de segurança, os operacionais desmobilizaram do local.

Fonte: Diário do Distrito, Foto: Bombeiros de Pinhal Novo

Incêndio de carro próximo à Fábrica da Coca-Cola em Palmela mobiliza equipas de emergência

Um veículo está em chamas nas imediações da fábrica da Coca-Cola, em S. Gonçalo, Cabanas, Quinta do Anjo, em Palmela.

Um automóvel encontra-se em chamas próximo à fábrica da Coca-Cola em S. Gonçalo, Cabanas, Quinta do Anjo, Palmela.

O incidente, reportado às 15h14 deste sábado, levou à mobilização de três operacionais, apoiados por um veículo de combate a incêndios dos Bombeiros de Palmela.

A estrada foi cortada em ambos os sentidos para facilitar a intervenção das equipas de emergência.

Fonte: Diário do Distrito