«Airbag» ardeu em poucos minutos

Um incêndio deflagrou, esta madrugada, no terraço do Centro Comercial “Mochos”, em Pinhal Novo, e, em poucos minutos, as chamas devoraram o bar “Airbag”. Na Internet já circulam imagens reais do incêndio.

Desta vez, o terraço com vista aérea sobre a vila proporcionou aos seus habitantes um cenário noturno de fogo urbano, com grandes dimensões, nunca visto em Pinhal Novo. A sirene dos Bombeiros soou em Pinhal Novo cerca de dez minutos depois das 2 da manhã desta quarta-feira, 2 de Agosto. O “Airbag”, um dos bares mais populares da vila, todo construído em madeira, que ocupava o terraço do Centro Comercial “Mochos”, estava a arder.

O incêndio deflagrou cerca da 1h50m e obrigou os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo a contarem com o apoio do veículo autoescada da corporação do Montijo.

«Ardeu tudo em minutos», descreve Flávio Andrade, repórter fotográfico, que reside em frente às traseiras do edifício. Às 2h06m, a sua objetiva registou a primeira fotografia do incêndio, conforme se documenta.

Bombeiros tiveram trabalho até às 4 da manhã

As chamas consumiram totalmente a construção de madeira, pré-fabricada, instalada na cobertura do edifício comercial, localizado numa zona residencial que é das mais movimentadas, durante o dia, em Pinhal Novo. Àquela hora, o edifício já estava vazio e foi o segurança quem deu o alerta para a ocorrência.

O fogo foi considerado extinto às 2h55m e as operações de rescaldo foram dadas por concluídas pelas 4 horas. Nos trabalhos participaram 45 bombeiros, 23 dos quais do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo; outros, no entanto, acorreram à chamada da sirene, e dirigiram-se para o local em viaturas próprias.

Além do CB de Pinhal Novo, com 8 viaturas, participaram nos trabalhos e estiveram de vigilância, no local, meios operacionais das corporações vizinhas de Palmela, Moita, Montijo e Sul e Sueste (Barreiro), a que se juntou também o Comandante Distrital, Alcino Monteiro Marques. Ao local acabaria ainda por ser chamada a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), do INEM, para socorro a um popular que se sentiu mal, acusando problemas cardíacos, quando assistia à ocorrência.

Entre os bombeiros de Pinhal Novo registaram-se dois feridos ligeiros, um dos quais, devido a intoxicação por inalação de fumos, esteve a ser assistido, até às 8 horas da manhã, no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

CB realça rápida mobilização de meios

Para o Comandante do CB de Pinhal Novo é, sobretudo, de realçar a prontidão da resposta dos bombeiros que não estavam de serviço no quartel, mas acorreram ao toque da sirene. Fernando Pestana realça ainda a rápida mobilização de meios, a nível distrital: «Às 2h20m já tínhamos cá a autoescada do Montijo e todas as outras corporações foram imediatas a corresponder ao apelo.»

O Comandante sublinha também a importância do apoio da GNR, «dos agentes que estavam de serviço no posto e de outros que acorreram em apoio», para a criação do necessário perímetro de segurança, tendo em conta as muitas dezenas de populares que observavam as operações, atraídos pelas chamas e pelo aparato operacional no local.

Para os residentes no lado Norte da vila, as labaredas que saíam do bar de madeira a arder e as explosões que se ouviram, na cobertura ao ar livre do edifício de 3 pisos, foram consideradas um espetáculo impressionante. «Parece que estou a ver o incêndio do Chiado», relatava o habitante de um sótão com vista para o fogo, que ainda se lembrou a tempo de recorrer a um par de binóculos.

Para os bombeiros, tratou-se, sobretudo, de garantir que o incêndio ficasse controlado, no espaço e no tempo, sem que ocorresse qualquer propagação, nem ao resto do edifício, nem aos prédios circundantes. De acordo com os operacionais, uma eventual propagação ao piso inferior estaria dificultada pela existência de uma lage de betão, que separa o último piso do centro comercial da cobertura onde estava instalado o “Airbag”. Por outro lado, a carga térmica da madeira, para mais estando a arder ao ar livre, não foi suficiente para provocar a propagação ao piso inferior.

Já na manhã desta quarta-feira, o Comandante pôde verificar que as lojas do centro comercial estão a funcionar normalmente. «Ainda deverá ser feita uma avaliação, por parte dos serviços técnicos da Câmara, das possíveis consequências do sobreaquecimento no terraço sobre a estrutura do edifício», adianta. Fernando Pestana foi, ainda, surpreendido por um telefonema da presidente da Câmara Municipal de Palmela, que, apesar de estar de férias, quis inteirar-se de que está tudo bem. E está!
…………………………………

Veja aqui o vídeo amador já disponível na Internet, ao som dos Massive Attack.

Veja aqui mais fotos da ocorrência.


Fonte: HR, com F. Pestana e Carlos Marta; Fotografia de Flávio Andrade

Escadas de acesso a átrio subterrâneo da REFER fazem mais um ferido

Uma senhora caiu, esta manhã, nas escadas de acesso ao átrio subterrâneo da estação de caminhos-de-ferro de Pinhal Novo. Mais uma vez se fizeram sentir as dificuldades de acesso das equipas de socorro e de evacuação das vítimas.

A senhora, de 62 anos, caiu na escadaria que dá acesso ao átrio subterrâneo da estação da REFER, a partir da entrada do lado Sul de Pinhal Novo, obrigando à deslocação de duas ABCI dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, para imobilização e transporte da vítima ao Hospital de Setúbal. A senhora encontrava-se bastante magoada, depois de ter caído de um vão de escadas inteiro, suspeitando-se de fratura na região dorso-lombar.

A situação não é inédita e, mais uma vez, se fez sentir a dificuldade que as equipas de intervenção têm para chegar ao local e, depois, proceder à evacuação das vítimas. O acesso a viaturas não é possível e tanto a distância como o desnível são bastante acentuados. Numa situação destas, é necessário levar até junto da vítima todo o equipamento necessário à imobilização, sendo o transporte assegurado, por maca, através das extensas rampas alternativas às escadas.

Os Bombeiros consideram que era necessário as autoridades competentes resolverem o problema, visto o interior do edifício não permitir entrada e saída de viaturas ou outros meios necessários para intervir em qualquer emergência.

No caso concreto de Pinhal Novo, o risco é tanto maior quanto a passagem subterrânea da estação ferroviária é, diariamente, utilizada pelos pinhalnovenses que, mesmo não querendo apanhar o comboio, precisam de atravessar as linhas férreas para aceder ao outro lado da vila. Muitos idosos, a maioria residente no lado Sul, têm de enfrentar vários lances de escadas ou extensas rampas para aceder ao lado Norte, onde se situa a maior parte dos serviços públicos (incluindo o Centro de Saúde). A estação dispõe de escadas rolantes apenas para o acesso às gares de embarque e de um único elevador, que só funciona no sentido ascendente (quando funciona), para acesso à Praça da Independência.

Fonte: Vasco Marto, com Helena Rodrigues (Foto)

Bombeiros são a instituição mais importante de Pinhal Novo

A maioria dos inquiridos, no âmbito de um estudo sobre a identidade social de Pinhal Novo, realizado por uma investigadora polaca, elege a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo como a instituição mais importante da vila.

O ponto de partida foi logo interessante. Uma autora de nacionalidade polaca, a residir há alguns anos em Pinhal Novo, desenvolveu um estudo sociológico sobre a vila, no âmbito do projeto europeu “Capital do Futuro”, que resultou no livro intitulado “Culturas Habitadas. Modos de ser e ver. O caso de Pinhal Novo”. A obra foi editada em versão bilingue (polaco e português), no final de 2005, pela Associação Juvenil “Odisseia”. A investigadora chama-se Aleksandra Chomicz e nela reside a maior lacuna do livro: a de nada revelar sobre a sua autora.

A publicação revela, todavia, visões curiosas, polémicas e, às vezes, antagónicas sobre a perceção que os pinhalnovenses têm da sua localidade, «através do buraco da fechadura». As opiniões foram recolhidas através de um inquérito, realizado entre maio e julho de 2005, em vários locais de Pinhal Novo (incluindo o quartel-sede dos Bombeiros Voluntários), que acabou por abranger 238 habitantes. Simultaneamente, a autora realizou cinco entrevistas individuais a residentes na vila, pré-selecionados em função da sua intervenção pública (Álvaro Amaro, Presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, foi um dos entrevistados) ou cultural. É a autora, desde logo, quem alerta para «o subjetivismo e relativismo das visões apresentadas nas entrevistas, as quais constituem só algumas das possíveis críticas e reflexões sobre as temáticas apresentadas».

Mas foi assim que Aleksandra Chomicz descobriu que os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo surgem à cabeça da lista das instituições locais consideradas mais importantes, pelos inquiridos. «A falta de hospital e outros órgãos de primeiros socorros abertos durante 24 horas, aliada à própria dimensão tradicional e histórica dos Bombeiros Voluntários, reforça ainda mais a sua posição especial e específica na vila», explica a investigadora. Só depois dos Bombeiros, aparecem referenciadas a Biblioteca Municipal e a Junta de Freguesia.

Outra conclusão interessante deste estudo: o motivo ferroviário assume-se como o símbolo mais relevante da identidade pinhalnovense, seguindo-se, nas respostas ao inquérito, a referência a José Maria dos Santos e aos pinheiros. É também o grande agricultor a personalidade referenciada como a mais importante para a identidade da vila. Logo depois é enunciado um antigo presidente da Direção dos Bombeiros (1969, 1970, 1971), o médico Manuel Veríssimo da Silva.

Neste domínio, é curioso que também tenham sido assinaladas personagens com um perfil marcado por «traços de irrealidade», mas que a autora considera terem «um lugar específico na construção do imaginário e memória coletiva de Pinhal Novo», como é o caso do popular José Lopa. Chomicz realça o facto deste nome ter sido mais citado pelos inquiridos mais jovens, e explica: «O seu [de José Lopa] comportamento e modo de estar desviado dos hábitos e normas sociais informalmente estabelecidos e aceites pela sociedade, concentra a atenção social, pertencendo, assim, à imagem do lugar por um motivo original e carácter próprio».

Também no que se refere à oferta cultural da vila, o papel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo é mencionado no estudo, por a sua sede dispor de um dos principais locais – o salão – destinados a acontecimentos culturais e artísticos.

”Convite para a conversa…”

O desenvolvimento do Pinhal Novo está sempre relacionado com as vias de comunicação. Ninguém vinha para aqui morar, se não tivesse acessos para outros sítios onde trabalha. (…) há vida própria não só nas comunidades rurais em torno da grande urbe, mas dentro da urbe também há espaços, que não estão fechados naturalmente, as pessoas que vivem nesses locais não vêm apenas cá dormir… vivem ali, vão aos cafés, saem com os seus filhos, levam-nos à escola, convivem…” (Álvaro Amaro, presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo)

Nós não impomos naturalmente esta ideia de que há aqui uma cultura caramela ou uma cultura de gente ferroviária, porque tudo isso está hoje em grande mutação. Não impomos nada a ninguém. Os contributos das pessoas que para cá vêm morar são importantes para construir esta identidade, feita da multiplicidade ou da multiculturalidade (…)” (idem)

(…) eu considero que, embora haja sempre muito trabalho para fazer, a oferta cultural de Pinhal Novo tem crescido e tem-se diversificado.” (idem)

A identidade não é a reconstrução do passado, ela constrói-se também com o presente. Não é um objecto acabado. É uma representação simbólica, que cada um constrói, numa relação própria com o seu sítio, que nem sempre é mesma de pessoa para pessoa… (…) Há pessoas que têm a motivação para viver em Pinhal Novo e intervir. (…) Cada pessoa tem de facto uma relação de pertença. Para mim é satisfatório quando as pessoas dizem: “Eu moro em Pinhal Novo, eu sou de Pinhal Novo”. Há alguns anos atrás ninguém queria ser tratado por caramelo. Hoje, o caramelo tem uma conotação positiva, porque nos remete para um local em que as pessoas têm orgulho de pertencer (…)” (idem)

A cultura Caramela é ligar o passado ao presente, para fazer o futuro; mas nesta terra com poucas referências percetíveis do passado, quando se vem de fora, a única ligação visível da qual tomamos logo conhecimento é a sopa Caramela, o resto fica uma interrogação.” (Joaquim António Gonçalves Borregana, artista plástico sob o nome Kim Prisu)

Falta [na oferta cultural do Pinhal Novo] um museu sobre o desenvolvimento local. Este poderia dar-nos uma ideia da identidade desta localidade dita Caramela, que passou de um meio agrícola a um dormitório.” (idem)

“[Pinhal Novo] É uma vila que cresceu muito depressa nestes últimos anos, na qual o pouco que têm do passado se está a apagar. (…) As novas construções apresentam uma arquitetura sem caracterização própria, exemplo disso é a nova estação (…) Também o edifício do Santa Rosa se encontra ao abandono. Isto leva-nos a pensar que têm medo do passado e provavelmente deles próprios.” (idem)

“[Os símbolos atuais deste sítio] Eram os três pinheiros imponentes que se situavam mesmo no coração da vila” (idem)

“[Ser do Pinhal Novo] Significa ter sentimentos fortes para com a localidade e os habitantes (…)” (Flávio Andrade, fotojornalista)

(…) uma das grandes lacunas do Pinhal Novo é a nível cultural. A cultura no e do Pinhal Novo é mais o café e a bebedeira social. O cinema na biblioteca, por exemplo, a maior parte das vezes está às moscas. A situação cultural é mais zero. Falta disponibilidade política para o fazer e vontade empresarial para pôr em prática. Pois, porque sem dinheiro não se pode fazer grande coisa. (…) O que falta concretamente é qualidade, porque ‘gosto’ ou ‘gostos’ existem, existe é um défice de bom gosto (…)” (idem)

(…) o Pinhal Novo descaracterizou-se todo praticamente, primeiro pela grande e desenfreada construção imobiliária que ainda hoje se mantém, com a agravante da falta de critérios a nível estético desses mesmos imóveis (…)” (idem)

Fonte: Helena Rodrigues, c/ o especial obrigado a Flávio Andrade, pela oferta do livro

Incêndio num 3º andar teve origem na sala

Felizmente, foi mais o susto e o aparato operacional do que a gravidade das consequências. Esta semana, houve fogo num 3º andar em Pinhal Novo.

O alerta chegado ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, na tarde de quarta-feira, 10 de agosto, dava conta de um foco de incêndio num 3º andar da Rua Mouzinho de Albuquerque, com possibilidade de haver vítimas dentro da habitação.

A primeira viatura enviada ao local, no lado Sul da vila, foi o VUCI 02 (Veículo Urbano de Combate a Incêndios), com 5 bombeiros, que fizeram o reconhecimento da situação. Foram também mobilizados uma ambulância de emergência e o outro VUCI da corporação.

Os bombeiros foram encontrar o fogo confinado à sala da habitação, onde arderam completamente um televisor, uma aparelhagem e a mesa de apoio aos aparelhos. Tudo indica que o incêndio possa ter tido origem no sobreaquecimento do televisor, que já estaria ligado há várias horas. De qualquer forma, a GNR de Pinhal Novo esteve presente no local e tomou conta da ocorrência.

Ao aperceberem-se do foco de incêndio, os residentes no andar já tinham abandonado a habitação, antes da chegada dos bombeiros. Assustada com o fumo, uma criança do andar vizinho é que acabaria por ser evacuada, juntamente com os seus dois animais domésticos.

No decurso das operações, e para além da extinção do incêndio, os bombeiros procederam à ventilação e desenfumagem do local, onde ficou visível do exterior, na varanda da sala, o negro do fumo.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto e Foto), com Raúl Prazeres

Fuga de gás obriga a evacuação na Quinta do Pinheiro

Viveram-se momentos de alguma tensão, esta sexta-feira, na Rua José Saramago, em Pinhal Novo, na sequência de uma rotura num cano de abastecimento de gás, provocada por uma retroescavadora. Os bombeiros, com o apoio da GNR, evacuaram a zona até estarem repostas as condições de segurança.

A rotura num cano secundário de abastecimento de gás natural, na urbanização Quinta do Pinheiro, na tarde desta sexta-feira, foi provocada por uma máquina retroescavadora que operava no solo, na Rua José Saramago, junto à sede do Jornal do Pinhal Novo.

Os Bombeiros de Pinhal Novo acorreram ao local com o veículo urbano de combate a incêndios (VUCI 02) e verificaram que o gás acumulado na zona era muito, o que gerou algum receio na população. Àquela hora, muitos dos residentes não estavam em casa, pelo que não ultrapassou a dezena e meia o número de pessoas que tiveram de ser evacuadas (trabalhadores de uma pizzaria e da redação do Jornal do Pinhal Novo, além de residentes nos prédios em redor).

Para o isolamento da área e evacuação da população, os bombeiros contaram com o apoio de dois piquetes da GNR local, que procedeu também ao corte do trânsito na zona. Foi ainda acionado o piquete da Setgás, a empresa responsável pelo abastecimento de gás canalizado, bem como o Serviço Municipal de Proteção Civil.

Após ter sido fechada a conduta geral do gás, o piquete da empresa procedeu à reparação do cano. A intervenção dos bombeiros concluiu-se com a medição da percentagem de gás existente no local, que permitiu certificar que estavam repostas as condições de segurança na zona.

Nestas situações, a maior preocupação consiste no perigo de explosão, devido ao risco de acumulação de gás. Quando esta acumulação ocorre no interior dos edifícios, por exemplo, o simples acto de tocar uma campainha ou acender a luz do prédio pode provocar uma explosão. Daí justificarem-se todas as precauções tomadas.

Fonte: Raúl Prazeres

Chamas voltaram à Arrábida

Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo estão entre as onze corporações do distrito de Setúbal que, esta tarde, combatem um incêndio na Arrábida, que deflagrou entre a Aldeia da Piedade e Casais da Serra. Fonte deste Corpo de Bombeiros considera que a situação «está muito complicada».

«Está muito complicado. Os acessos, a vegetação densa e a topografia do terreno dificultam imenso o nosso trabalho», considera Vasco Marto, subchefe da corporação de Pinhal Novo, que esteve no local. Este operacional destaca ainda a temperatura como um dos maiores inimigos dos bombeiros, neste momento.

O incêndio, que deflagrou cerca das 15h40 desta quarta-feira na Arrábida, entre a Aldeia da Piedade e Casais da Serra, está a ser combatido por onze corporações de bombeiros e um helicóptero. Segundo fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Setúbal, as oito primeiras corporações a serem mobilizadas para o local foram as de Palmela, Pinhal Novo, Sesimbra, Seixal, Moita, Salvação Pública (Barreiro) e Setúbal (sapadores e voluntários).

Segundo o balanço apresentado pelo SNBPC, às 17h30, o incêndio é considerado já de “grandes proporções” e está a ser combatido por 97 homens, auxiliados por 27 viaturas de 11 corporações e um helicóptero. A corporação de Pinhal Novo tem no local o Veículo Florestal de Combate a Incêndios e um Veículo Tanque de Grande Capacidade, com um total de oito bombeiros.

O incêndio está a devastar uma zona de vegetação de difícil acesso por meios terrestres e, às 17h30 de hoje, ainda não estava considerado circunscrito. Este fogo, na zona do Alandre, foi detetado pelo posto de vigia da Associação de Produtores Florestais do Distrito de Setúbal – Aflopes, atravessou a EN 379 e lavrou em direção à zona dos Picheleiros.

Os bombeiros tiveram de ordenar a evacuação do parque de campismo local. Uma segunda frente de fogo na Arrábida, na zona de Valongo, estava a lavrar numa zona de declive muito acentuado, segundo fonte da Aflopes, que estima em mais de 50 hectares a área já ardida.

Fonte: HR, c/ Agência Lusa

Oito focos de incêndio em 24 horas e «um gatinho» resgatado

Mais de uma dúzia de saídas para fogo marcaram os primeiros cinco dias do Grupo de Primeira Intervenção (GPI) dos Bombeiros de Pinhal Novo. Só entre o final de Sábado e o Domingo, oito focos de incêndio mobilizaram o Grupo nas zonas rurais da sua área de intervenção. Numa das situações, um animal em perigo foi resgatado.

Têm sido muitas as ocorrências de fogo rural dentro da área de atuação do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, para que são mobilizados os operacionais que integram o GPI, desde 1 de julho. Esta terça-feira, ardeu o que restava da área de pinhal e mato na Salgueirinha, junto às portagens do Pinhal Novo. No combate às chamas, estiveram também envolvidas as corporações de Palmela e do Montijo.

Na sequência de outro foco de incêndio nesse mesmo local, no fim-de-semana, foram os bombeiros encontrar um animal em risco de ser apanhado pelas chamas. «O gatinho estava numa estradinha rente ao fogo, no meio do fumo», conta um dos operacionais. Resgatado pela equipa, o animal acabaria por ser adotado por Serafim Neves, Chefe da corporação.

Os Bombeiros estão a mobilizar para estas situações, prioritariamente, o VFCI e o autotanque VTTU, assim como o VUCI 01 e o VTGC 02 da corporação. Todavia, como já foi aqui amplamente referenciado (Reler Notícia), a corporação continua a reivindicar mais meios de combate a incêndios, que possam reforçar a sua capacidade operacional e concorrer para a própria motivação dos seus elementos.

No distrito de Setúbal, e até agora, a situação de maior gravidade ocorreu na tarde desta terça-feira (5 de Julho), na Herdade da Apostiça, no concelho de Sesimbra. O incêndio foi dado como extinto às 17h50, informou o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal. Segundo a fonte, o incêndio começou cerca das 16h00 e foi combatido por 23 viaturas e 74 bombeiros das corporações de Almada, Seixal, Sesimbra e Cacilhas. O fogo florestal esteve próximo das instalações militares da NATO, mas não as atingiu.

Fonte: HR c/ Leonel Barradas (e Agência Lusa)

Sirene tocou três vezes no primeiro dia da «Época de Fogos»

Três toques da sirene ecoaram em Pinhal Novo, na tarde de Domingo, 15 de maio, a chamar os bombeiros para três focos de incêndio simultâneos. O primeiro dia da «Época de Fogos» de 2005 ficou marcado por um incêndio rural que consumiu cinco hectares de eucalipto e mato, junto às portagens de acesso à A12.

Este ano antecipada em quinze dias devido à seca prolongada que assola o País, a abertura da Época de Incêndios Florestais 2005 ficou marcada, em Pinhal Novo, por um incêndio que eclodiu pelas 15h40 no eucaliptal junto às portagens da A12, no acesso à Ponte Vasco da Gama a partir da E.N. 252 (direção Pinhal Novo – Montijo). Em simultâneo, registou-se outro foco de incêndio junto às instalações da COOPLISBOA, na Salgueirinha, bem como um falso alarme de fogo junto à Associação Sol Nascente, no Terrim.

Os três toques da sirene que se ouviram em Pinhal Novo chamaram mais bombeiros ao quartel. A corporação fez deslocar para o eucaliptal o veículo florestal de combate a incêndios e um veículo tanque de grande capacidade, enquanto para a Salgueirinha seguiram o veículo tanque tático urbano e o veículo urbano de combate a incêndios. O pronto-socorro florestal que os Bombeiros Voluntários de Palmela fizeram deslocar para o Terrim acabaria por ir em auxílio do combate às chamas junto às portagens, a que se juntou ainda outra viatura de combate a incêndios florestais do Corpo de Bombeiros Voluntários do Montijo.

Dificuldades de acesso e falta de limpeza

Cinco hectares ardidos de eucalipto e mato foi o resultado do incêndio junto às portagens, o mais grave do dia. Todavia, o fogo voltou a pôr em evidência dois dos problemas crónicos da “desorganização” florestal em Portugal: a falta de limpeza das matas e a dificuldade de acesso dos carros de combate.

«Verificámos que o terreno está circundado por valas que dificultam o acesso dos pronto-socorro ao eucaliptal», denuncia o Comandante dos Bombeiros de Pinhal Novo. Por outro lado, ainda segundo Fernando Pestana, «o terreno estava cheia de entulho, nomeadamente pneus e entulho da construção civil».

No total, 26 bombeiros estiveram envolvidos no combate ao incêndio: quinze de Pinhal Novo, seis do Montijo e cinco de Palmela. A corporação pinhalnovense teve ainda no local o veículo de Comando e uma viatura de transporte de pessoal para apoio técnico às outras viaturas. Pelas 17h30, o fogo entrou na fase de rescaldo, tendo sido considerado extinto cerca das 18 horas. A GNR de Pinhal Novo também esteve presente no local.

Fonte: HR c/ Fernando Pestana (Foto Arquivo BVPN)

Bancos metálicos das estações de comboios revelam-se perigosos

Na estação de Pinhal Novo, uma criança de 4 anos ficou, no Domingo, 24 de abril, com os dedos presos nos orifícios de um dos bancos metálicos, obrigando os bombeiros a uma intervenção delicada. No mesmo dia, um caso semelhante ocorreu na estação do Pragal e acabou no Hospital Garcia de Orta.

Quase em simultâneo, os dois acidentes ocorridos com os bancos de aço inoxidável perfurado que povoam as gares das estações da REFER, da linha que liga o Sul à Ponte 25 de Abril, revelaram-se situações complexas para os bombeiros. O primeiro susto aconteceu pelas 11h30, na estação de Pinhal Novo. Uma criança de 4 anos, acompanhada pelos pais, enfiou dois dedos nos buracos do banco em que aguardavam pela chegada do comboio. O pai ainda conseguiu soltar-lhe o dedo indicador, mas o dedo médio ficou preso no banco, obrigando à intervenção dos bombeiros (via chamada para o nº 112).

Mobilizada a viatura de desencarceramento e seis bombeiros, verificou-se que a mão da criança começava a ficar inchada. A situação acabaria por resolver-se com a aplicação de gelo, para reduzir o edema, e Lidocaína – «um gel anestésico utilizado para entubação de vítimas inconscientes para se fazer a ventilação», explica um dos socorristas –, cujo efeito lubrificante acabaria por ter o resultado pretendido, permitindo libertar o dedo médio da criança.

A vítima tinha apenas pedido aos pais para andar de comboio. Assustada, a criança acabou por ir para casa, apesar de terem pago os bilhetes da Fertagus (que são adquiridos e validados antes das viagens). No local do incidente, esteve um responsável da CP, que se prontificou a elaborar um relatório da ocorrência, tendo aconselhado os pais da criança a apresentarem também uma exposição sobre o sucedido.

O mais grave é que, no mesmo dia, pouco depois e uns quilómetros à frente, na estação do Pragal, os Bombeiros Voluntários de Almada estiveram a braços com uma situação em tudo semelhante, mas que teve de acabar no Hospital Garcia de Orta, com uma outra pequena vítima a ter de ser submetida a anestesia geral, enquanto os bombeiros utilizavam uma tesoura hidráulica de desencarceramento para cortar o metal. Os bombeiros contaram para as câmaras de televisão terem recorrido, sem sucesso, a cremes gordos e gelo para soltar os dedos da criança, tendo chegado a recear a solução-limite da amputação. Tiveram de transportar a vítima com o banco metálico para o hospital, no meio de um cenário geral de desespero pelo insólito da situação, que acabou por ser resolvida pela perícia de um bombeiro a manusear a enorme tesoura de cortar a chapa das viaturas acidentadas.

Na foto: Pormenor dos orifícios dos bancos, por comparação com o tamanho de uma moeda de 1 euro. Fotos cedidas por um passageiro.

Fonte: Luís Neto (texto de Helena Rodrigues)

Tradição dos Reis cumpre-se em dose dupla

Primeiro, a «prata da casa» irrompeu pela sala da Direção a cantar as janeiras. Depois, acabou tudo à porta do quartel de garrafa de Porto na mão, com um grupo de populares. A tradição do dia de Reis cumpriu-se em Pinhal Novo.

A adaptação da letra da conhecida canção de José Afonso foi da autoria de Rosélia Palminha. De cábula nas mãos, um grupo feminino do quadro auxiliar e da fanfarra dos Bombeiros de Pinhal Novo irrompeu, na noite de Reis, 6 de janeiro, pela sala da Direção e cantou as janeiras. Assim:

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por este quartel adentro vamos
Para sermos as primeiras


E foram mesmo. Estavam nervosas, confessaram as cantadeiras. Mas encantaram os presentes. E à terceira interpretação das quadras da D. Rosélia – dedicada a um bombeiro que entrou, mais tarde, na sala -, já as janeiras fluíram sem percalços. Seguiu-se um convívio à volta do bolo-rei e de um cálice de Porto, oferecido pela Direção.

As mulheres da Associação foram as primeiras, mas não foram as únicas a cantar as janeiras na gelada noite de Reis. Alguém anunciou que um grupo de populares, de guitarras e candeias acesas, estava a cantar as janeiras à porta da sede da Junta de Freguesia. Ouviam-se os acordes e as vozes. Será que também viriam cantar à porta do quartel?

E vieram mesmo. De repente, a quase-cidade parecia outra vez a pequena comunidade em que todos se conhecem. «Sr. Mestre, vai um calicezinho de Porto?»

Pois foi. Não resistimos. Trouxemos a garrafa de Porto para a rua e oferecemos um copinho aos cantores das janeiras. Para aquecer as vozes e as almas. Foi a nossa forma de dizer obrigado.

Helena Rodrigues; Carlos Marta (Fotos)