Carris Metropolitana reforça circulações em Setúbal e Palmela

Nos dois concelhos passam agora a circular também as linhas 4525 e 4460. Segundo a TML vêm reduzir tempo e dar mais mobilidade

A partir de hoje, 17 de Abril, os concelhos de Setúbal e Palmela passam a ser servidos por mais duas novas linhas da Carris Metropolitana, a 4525 e 4460. Segundo a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), que gere os novos operadores de transportes na Península de Setúbal e Lisboa, estes dois novos circuitos nos dois concelhos vêm “reduzir” tempo de viagem e “assegurar novas opções e mobilidade”.

Assim, as deslocações diárias através da carreira 4525 Faias – Pinhal Novo via N5, vem encurtar o tempo de viagem em “cerca de meia hora” e, ao mesmo tempo, “dispensar o atual transbordo no Poceirão, aos passageiros do Pinhal Novo que pretendam chegar a Brejos do Poço”.

O novo percurso começa junto à Escola Primária de Faias, a nova carreira segue em direção à Escola Secundária do Pinhal Novo com paragens na Aldeia Nova Aroeira, Foros Trapo, Loja Nova, Brejo do Poço, Lagoa Calvo, Asseiceira e Poceirão, “assegurando uma nova opção de mobilidade para a comunidade escolar destas freguesias do município de Palmela e Setúbal”, indica a TML.

A empresa refere ainda que no município de Setúbal é lançada a linha 4460 Circular de Azeitão com uma extensão de 16 quilómetros e “circulações previstas a cada 45 minutos. A nova linha serve diversos pontos em Azeitão, incluindo escolas e infra-estruturas municipais”.

Com a área 4 a abranger os concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, foram estabelecidas novas ligações, caso de uma no sentido Vale da Amoreira (Moita) – Lisboa (Oriente).

Foi criada uma circulação às 5h40 para “melhor servir os passageiros nas primeiras horas do dia”. Enquanto, no sentido oposto, Lisboa (Oriente) – Vale da Amoreira, foi criada uma circulação às 6h30. A terceira nova circulação foi inserida nos horários da variante, no sentido da variante: Moita BP – Lisboa (Oriente) às 7h40.

Fonte: O Setubalense

FRIO – Cuidados a ter com o MONÓXIDO de CARBONO

21 de novembro, 2022

Durante o período de TEMPO FRIO há certos cuidados a ter quando se trata de proteger das temperaturas baixas.

É necessário ter cuidados na utilização de lareiras e outros sistemas de aquecimento, uma vez que aumenta o risco de incêndio e de intoxicação por monóxido de carbono.  

Não se esqueça com aparelhos destinados a outros usos: braseiro, grelhados  

Mantenha o ar ventilado  

Não guarde as garrafasde gás em caves ou junto a fontes de calor

Antes de se deitar ou sair de casa verifique se apagou ou desligou os equipamentos de aquecimento

Evite dormir próximo dos equipamentos de aquecimento

Se alguém estiver com sintomas de intoxicação contacte o CENTRO DE INFORMAÇÃO ANTIVENENOS 800 250 250

Em casos graves contacte 112

                                                                               Fonte/Foto – ANEPC

Mensagem de Ano Novo, presidente da MAG

28 de dezembro, 2022

A Mesa da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo, deseja a todos os Sócios, Órgãos Sociais, todo o Corpo de Bombeiros, Colaboradores, toda a população da freguesia, JF, CMP, outras Entidades Públicas e Empresariais, um ótimo novo Ano de 2023, pleno de realizações positivas.            

 Forte abraço
Manuel Garcia Frade
Presidente da MAG da AHB Pinhal Novo

NOTÍCIA – Fátima Almeida

(Facebook em 7 de dezembro, 2022)

Queridos amigos, é com enorme alegria, que comunico “A Boutique Amiga”, projeto social vai voltar a funcionar.

Rua Infante D. Henrique, nº 11 (Prédio da Antiga Cooperativa) espaço cedido pela Câmara Municipal de Palmela.

Aproveito para vos dizer que está muito frio e as crianças precisam muito de roupa quentinha.

        Obrigado a todos pelo apoio e carinho.

        Juntos somos mais fortes.

        Nunca desistam dos vossos sonhos.

Fonte: Fátima Almeida (Facebook)

“Estiveram lá nos incêndios. Orgulhamo-nos deles”

De forma a fazer face aos incêndios que fustigaram o nosso país, entre junho e outubro, os Bombeiros de Pinhal Novo mobilizaram inúmeras equipas para combate direto e apoio às populações nos distritos do centro e norte de Portugal.

Na maioria foram empenhados bombeiros voluntários que têm outros empregos. Umas das entidades que dispensou os seus colaboradores que são também bombeiros voluntários foi a Volkswagen Autoeuropa, em Palmela.

Na edição de dezembro do “jornal.”, o jornal dos colaboradores da Volkswagen Autoeuropa, são homenageados, com orgulhos, seus “colaboradores bombeiros”.

Bruno Pereira, um dos colaboradores entrevistados faz parte do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo. Leia todo o artigo do “jornal.”

“Bruno Pereira, 40 anos, é bombeiro desde 1995. Miguel Bastos, 24 anos, é bombeiro desde 2009. Ambos são serralheiros de cunhos e cortantes, na área de prensas. E ambos são um orgulho nacional. Intervieram nos incêndios de verão e, por vezes, saíram diretamente do trabalho para a sua missão.

Pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Setúbal, Miguel Bastos já interveio desde 2009 e, 167 ocorrências de incêndio. Neste Verão foi autorizado a dispensar 20 dias de trabalho na fábrica [da Volkswagen Autoeuropa] para combater os dramáticos incêndios em Portugal. Esteve em mais de 30 situações de grandes incêndios e, Viana do Castelo, Coimbra, Guarda e Viseu. «Apesar de todas terem a sua importância, talvez Pedrogão Grande tenha sido das intervenções mais complicadas.»

Por sua vez Bruno Pereira, dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, participou também diretamente nos incêndios de Pedrogão Grande, Vila de Rei e Oliveira do Hospital. «O mais difícil foi ter de obrigar os habitantes a abandonarem as suas casas, mesmo contra a sua vontade, no meio de fumo e temperaturas muito altas.», descreve. E acrescenta «O sentimento de impotência de não conseguir salvar algumas das vítimas, animais e bens materiais é terrível de sentir». Apesar da longa experiência de ambos, confessam que este ano tudo foi mais intenso. «Em Vila de Rei fiquei de rastos. O relevo dos terrenos era muito acentuado.» e »Pedrogão foi das intervenções mais complicadas de sempre para mim.»

Em relação a outras experiências no passado, ambos confirmaram que “Este verão foi mais complicado que todos os outros devido à seca severa que deixa os combustíveis com níveis de humidade muito baixos.”

Ser bombeiro é talvez uma das atitudes mais altruístas de um ser humano. Por detrás do arrojo, força anímica e coragem ilimitadas para enfrentar um terreno em chamas, estão emoções avassaladoras que têm de saber controlar. A satisfação interior por vezes é reforçada pelas populações que estão a ajudar a sobreviver. «No incêndio de Vila de Rei ao fim de quais duas horas de combate direto às chamas, conseguimos que o fogo não afetasse nenhuma das casas da aldeia e senti muita emoção ao ver as expressões de alegria na cara dos habitantes quando puderam regressar a sua casa. E também quando tivemos de sair da aldeia fiquei para irmos para outra intervenção, fiquei muito sensibilizado por ouvir as palmas e os agradecimentos dos vários populares.», conta Bruno Pereira.

Bruno Pereira e Miguel Bastos já evidenciaram muitos incêndios. E são unânimes em afirmar que é imperioso o ordenamento e vigilância do território florestal; fazer cumprir a lei de limpezas das propriedades privadas e dos estados; dar formação aos habitantes sobre as normas de segurança em redor das habitações e propriedades. E também se aperceberam continuamente que são necessários mais meios materiais para efetuar as missões.

Perguntamos-lhes se aconselham os colegas a serem bombeiros. «Claro que sim, mas apenas se tiverem um grande gosto em ajudar o próximo sem ter ambição de serem remunerados por isso. Não é fácil termos de passar muito tempo longe da família. É necessário termos muita robustez física para socorrer vítimas.»

A Volkswagen Autoeuropa tem orgulho na bravura destes seus colaboradores bombeiros.”

(texto de Isabel Carimbo)

Fonte: Facebook da AHBPN

A Lavaredas deixou-nos

Hoje partiu uma de nós. Que nos guardou e acarinhou durante mais de 14 anos, de forma incondicional. (Ver fotos)

Sentias a nossa adrenalina ao ouvir a campainha e corrias para o portão, para abrir caminho aos carros que corriam para o fogo. Durante estes anos, partilhamos muitas aventuras e algumas travessuras.

Foste tu que nos escolheste e fizeste do nosso quartel a tua, nossa, casa. Hoje partiste, em paz e sem sofrimento.

Obrigado Lavaredas

Fonte: Facebook da AHBPN

Homem barricado no Restaurante

Ainda sem se conhecerem as motivações, um homem de 59 anos barricou-se dentro de um restaurante em Pinhal Novo e atira sobre a GNR quando esta chega ao local, causando a morte a um militar de 25 anos e ferimentos leves mais 4 militares e 2 civis. Após este cenário, a GNR, comandada pelo tenente-coronel José Goulão, montou uma operação policial de grande envergadura, integrando equipas do INEM e dos Bombeiros de Pinhal Novo, apoiados com meios dos Corpos de Bombeiros de Palmela, Montijo, Moita e Setúbal.

Ainda não se conhecendo as motivações, a GNR confirma que “O individuo entrou no restaurante e de repente e, sem que nada o confirmasse, tomou algumas atitudes estranhas, com alguma ansiedade. Terá na sua posse uma arma (… ) As pessoas que estavam no restaurante conseguiram contactar o 112, que alertou as forças policiais e estas responderam prontamente. Um dos elementos da GNR foi baleado de imediato e não sabemos o estado dele”.

Além do forte dispositivo policial, os bombeiros, coordenados pelo Comandante Raul Prazeres, do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, apoiaram o dispositivo da GNR com 12 veículos e 26 operacionais das corporações de Pinhal Novo, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.

Fonte: Texto: AdjCmd Luís Filipe Neto

Bombeiros trazem Chaimite do 25 de Abril à Avenida da Liberdade

No próximo dia 24 de abril, em frente ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, em plena Avenida da Liberdade, vai estar ao vivo um dos símbolos da revolução de 25 de Abril de 1974: uma chaimite como as que, há 35 anos, integraram a coluna militar que saiu de Santarém rumo a Lisboa para acabar com o regime do Estado Novo. Esta é uma iniciativa da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, que conta com o apoio da Associação 25 de Abril e da Câmara Municipal de Palmela.

A participação das chaimites no golpe militar de 25 de Abril proporcionou a esta viatura blindada uma exposição pública que a colocaria, para sempre, na História de Portugal. A par dos cravos nos canos das metralhadoras, a chaimite transformou-se num dos ícones da revolução portuguesa.

De ilustre desconhecida até às manchetes dos jornais

Ao amanhecer daquele dia, as chaimites do capitão Salgueiro Maia foram as “estrelas” que defrontaram, no Terreiro do Paço, as unidades fiéis ao regime e, sem dispararem, levaram de vencida a oposição ao golpe. Ao cair da tarde, quando Marcelo Caetano aceitou a rendição, no Largo de Carmo, foi uma chaimite (a famosa “Bula”) que avançou, no meio da multidão, para o presidente do Conselho de Ministros abandonar o quartel da GNR e ser conduzido ao posto de comando do Movimento das Forças Armadas.

Ao recordar a data histórica, Otelo Saraiva de Carvalho explicou que a escolha daquela viatura, destinada sobretudo ao transporte de tropas, se ficou a dever ao facto de ser «um veículo mais ligeiro e fácil de manobrar que os carros de combate, com capacidade de virar no acanhado Largo do Carmo, cheio de gente, e entrar no portão do quartel-general da GNR».

A partir de então, a viatura concebida para a guerra colonial, e batizada com o nome da localidade moçambicana onde Mouzinho de Albuquerque tinha capturado Gungunhana, passou a ser figura obrigatória em qualquer livro, artigo ou documentário sobre a história recente de Portugal. A ponto de a Associação 25 de Abril ter ficado responsável por operar esta viatura chaimite, desmilitarizada, mas que ostenta matrícula militar e que, habitualmente, encabeça o desfile popular comemorativo da data, do Marquês de Pombal ao Rossio, em Lisboa.

Isso mesmo acontecerá este ano, saindo a viatura do quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo na manhã de 25 de abril, para chegar a Lisboa a horas do desfile. Na véspera, 24 de abril, o veículo ficará exposto, durante todo o dia, na avenida pinhalnovense também batizada “da Liberdade”. Aos comandos estará, como sempre, o Sr. João Paralta, funcionário civil das OGME, com o apoio de José Martins.

José Mário Branco, Jorge Palma e muitos mais

Para as 22 horas do dia 24 de abril, no salão dos Bombeiros, está também marcado um espetáculo com José Mário Branco, um dos mais importantes cantautores de Abril, numa organização da Câmara Municipal de Palmela, que promete várias surpresas. Portanto, o convite aos pinhalnovenses, e não só, é para que cheguem antes do espetáculo para apreciarem in loco a chaimite, receberem um cravo vermelho oferecido pelo município e, de seguida, cantarem e deixarem-se encantar com a melhor música portuguesa.

A assinalar os 35 anos do 25 de Abril, muitas outras iniciativas vão ter lugar na freguesia de Pinhal Novo e em todo o concelho de Palmela. Destaque para o Desfile das Instituições, Movimento Associativo e População, no dia 25 de abril, a partir das 15 horas, desde a sede da Junta de Freguesia de Pinhal Novo até ao Jardim José Maria dos Santos, onde participará, como habitualmente, a fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

No dia 26, pelas 15 horas, terá lugar no auditório do quartel dos Bombeiros o espetáculo “Vozes da Liberdade”, em que participam os grupos corais da SFUA, da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pinhal Novo e da Pluricoop.

Em Palmela, realiza-se pelas 11 horas do dia 25 de abril a Sessão Solene da Assembleia Municipal evocativa da data, que terá lugar na Biblioteca Municipal. A partir das 22 horas, no Cine-Teatro São João, é a vez de Jorge Palma subir ao palco.

Fonte: Helena Rodrigues

Bombeiros chegam à Aldeia Nova da Aroeira

Na sequência de um protocolo de colaboração entre os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo e a Junta de Freguesia de Poceirão, as localidades de Aldeia Nova da Aroeira e Foros das Passarinhas, no extremo da freguesia de Poceirão que confina com o concelho do Montijo, passaram a ser servidas por uma ambulância de socorro destacada para aquela área. A população vai ainda poder assistir, este Sábado, à simulação de um acidente rodoviário, com vítimas encarceradas, seguido de incêndio.

A decisão de criar um posto de socorros dos Bombeiros de Pinhal Novo em Aldeia Nova da Aroeira surge na sequência da avaliação da área de intervenção do Corpo de Bombeiros, levada a cabo pelo Comandante, «depois de ter ouvido o Corpo Ativo e realizado várias reuniões com o Presidente da Junta de Freguesia do Poceirão e os próprios moradores da Aldeia Nova da Aroeira», conforme explica Manuel Resende, que tomou posse do Comando dos Bombeiros de Pinhal Novo no passado mês de junho.

Nos termos do protocolo, celebrado em 19 de setembro, a Junta de Freguesia cedeu aos Bombeiros a utilização da sua delegação em Aldeia Nova da Aroeira para a instalação de uma ambulância e dois elementos da corporação. Numa primeira fase, o posto de socorros é mantido durante 12 horas por dia, de Segunda a Domingo, mas o protocolo prevê o objetivo de alargar a permanência de meios às 24 horas do dia. Para isso, a aposta será no recrutamento de novos bombeiros, residentes naquela zona.

«Hoje em dia, a formação do bombeiro, que abrange áreas tão vastas como a emergência pré-hospitalar, o socorro a acidentes e a proteção contra incêndios, constitui uma mais-valia para a empregabilidade dos jovens, que pode e deve ser potenciada», realçou o Comandante dos Bombeiros de Pinhal Novo, durante a assinatura do protocolo.

A corporação, cuja área de intervenção inclui, desde 1996, uma parte da freguesia de Poceirão que confina com a freguesia de Pinhal Novo, pretende ainda dotar o posto de socorros com um veículo de combate a incêndios de características rurais.

Moradores satisfeitos com presença dos bombeiros

Na celebração do protocolo participaram o Presidente da Junta de Freguesia de Poceirão e a Presidente da Direção dos Bombeiros de Pinhal Novo, José Silvério e Helena Rodrigues, e o ato foi presenciado por vários bombeiros e por moradores de Aldeia Nova da Aroeira, que receberam “de braços abertos” o seu novo posto de socorros. Diariamente, a população já se habituou a acorrer ao local para os rastreios de saúde levados a cabo pelos bombeiros, como a medição da tensão arterial e da glicémia, atividades que também estão expressamente contempladas no protocolo celebrado entre as duas entidades.

Neste Sábado, 26 de junho, a partir das 21 horas, a população vai também poder ver os bombeiros em ação, num exercício que terá lugar em frente à sede do Grupo Desportivo e Recreativo Águias da Aroeira. Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo vão simular um acidente rodoviário, com vítimas encarceradas, seguido da deflagração de um incêndio, que mobilizará para o local um considerável dispositivo operacional.

No futuro, a Associação Humanitária não descarta o objetivo de vir a instalar uma secção destacada do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo naquela área, tendo em conta que as novas acessibilidades e os grandes investimentos nacionais previstos para a região originarão «um aumento significativo do volume de serviços prestados pelos bombeiros, em matéria de cuidados de saúde e proteção em caso de incêndios, acidentes e outras catástrofes», conforme se lê no texto do protocolo agora celebrado.

O documento baseia-se ainda nas «responsabilidades institucionais e cívicas [das duas entidades, Junta de Freguesia e Bombeiros] na implementação de uma resposta de proximidade às necessidades das populações e da proteção do meio ambiente».

Fonte: Helena Rodrigues

Opinião: Conflito de gerações…

Onde se compara o relacionamento interpessoal «à mistura de ácido MURIÁTICO com bolinhas de papel de alumínio fechadas numa garrafa de plástico». Eis uma reflexão, necessariamente parcial, sobre o «divórcio entre gerações», num artigo de um bombeiro que exerce o direito à opinião.

O relacionamento interpessoal é algo de extrema complexidade, que não é possível caracterizar por completo porque, para isso, seria necessário estudar todos os seres humanos de todas as épocas e de todos os tempos. Mas, quando este relacionamento tão complexo envolve pessoas de diferentes faixas etárias e com níveis de pensamento opostos, a interação poderá ser comparada à mistura de ácido sulfúrico com bolinhas de papel de alumínio fechadas numa garrafa de plástico, isto é, uma mistura explosiva. Porém, nem todos os relacionamento são assim (explosivos) – e ainda bem!

Penso que os conflitos começam quando os mais novos, que estão “com o sangue na guelra”, querem “mudar o mundo”, isto é, querem, simplesmente, tornar os processos mais simples, mais activos e até mesmo mais fiáveis; como, por exemplo, no trabalho, quando se pode substituir um monte de papelada por uma única folha.

Este processo pode ser complicado, uma vez que os mais “sectários” não estarão dispostos a aceitar a mudança e tenderão a oferecer resistência aos “idealistas”. Esta ideia aplica-se, por exemplo, ao chefe que se recusa a admitir que está ultrapassado ou, simplesmente, a aceitar que a proposta de um determinado subordinado possa ser a mais correta. É deste tipo de conflitos que todas as gerações têm sofrido e que, por vezes, dão origem a verdadeiras “batalhas”.

Quando o “campo da batalha” é o seio familiar, as coisas complicam-se, pois a vida dos dias de hoje jamais será igual aos tempos dos meus avós, em que a mulher ficava em casa a cuidar do lar e da educação dos filhos. O que é um facto é que hoje sou “obrigado” a concordar quando se diz que há uma taxa muito elevada de divórcio entre pais e filhos, o qual vai sendo alimentado desde o nascimento das crianças.

Passados quatro ou cinco meses sobre o nascimento, a criança vai para uma creche/jardim de infância, de onde só sai para ir para a “escola primária”. Mais tarde, quando está na “primária”, encontra-se também num centro de ocupação de tempos livres, até entrar no segundo ciclo. A partir daí, está por sua conta. E, das duas, uma: ou é um menor a quem foi incutido um grande sentido de responsabilidade e que sabe comportar-se em casa na ausência dos pais; ou torna-se em mais um número do insucesso escolar, entre outros problemas sociais.

Como se não bastasse tanta ausência, os pais, muitas vezes, vêm stressados dos seus trabalhos (porque, cada vez mais, estes se tornam mais exigentes), sem “pachorra” para “aturar” os seus descendentes. E o que fazem eles para que os filhos não “chateiem”? Que fazem, muitas das vezes, os pais para que os meninos continuem a gostar deles? Compram-lhes tudo e mais alguma coisa, até a pseudo-felicidade, o pseudo-carinho e a solidão, criando no seu imaginário (dos pais) uma certa pseudo-harmonia familiar. O mais certo é, “meia dúzia” de anos mais tarde, os primeiros problemas sociais começarem a surgir, isto é, a criança que tinha tudo pode vir a tornar-se num adolescente rebelde.

Uma criança sem carinho dos pais, quando se torna adulta, não é capaz de reconhecer nos seus ascendentes o sacrifício que estes fizeram para a criar. A imagem que as crianças guardam é de solidão e abandono, e esta irá dar continuidade ao divórcio entre gerações.

Fonte: Mauro Montenegro Henriques