Bombeiros voluntários com carreira e formação regulamentada em 2025

O secretário de Estado da Proteção Civil disse, esta quarta-feira, que os bombeiros voluntários e os profissionais que trabalham nas associações humanitárias vão ter no próximo ano a carreira regulamentada, benefícios e formação.

O secretário de Estado da Proteção Civil disse hoje que os bombeiros voluntários e os profissionais que trabalham nas associações humanitárias vão ter no próximo ano a carreira regulamentada, benefícios e formação.

Depois de ter sido anunciado, na terça-feira, pelo Ministério da Administração Interna a criação de um grupo de trabalho que vai preparar uma proposta de carreira, benefícios, regalias e formação para os bombeiros voluntários e profissionais das Associações de Bombeiros Voluntários (ABV), Paulo Simões Ribeiro explicou no parlamento os seus objetivos.

“O grupo de trabalho terá 60 dias para apresentar resultados. Será produzida a legislação necessária para que possamos efetivamente melhorar as condições dos bombeiros voluntários e dos bombeiros profissionais que estão nas associações humanitárias”, afirmou o secretário de Estado, na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Paulo Simões Ribeiro, que coordena o grupo de trabalho, avançou que estas condições estão por regulamentar há 17 anos e que o Governo espera que venham a ser regulamentadas no próximo ano.

O secretário de Estado indicou que o grupo de trabalho tem representantes dos ministérios das Finanças e do Trabalho e da Segurança Social, bem como das associações que integram o Conselho Nacional de Bombeiros, designadamente a Liga dos Bombeiros Portugueses, a Escola Nacional de Bombeiros, a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, a Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários, além da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

“O que se pretende é produzir o trabalho necessário para fazer três coisas: uma delas é cuidar da carreira de bombeiro profissional das associações humanitárias dos bombeiros voluntários, outra é criar um conjunto de benefícios e regalias para os bombeiros voluntários e, por último, avaliar e analisar sobre o que há a fazer em termos de formação para os bombeiros”

Fonte: Jornal de Notícias, Foto: Nuno Brites / Global Imagens

Dia de Luto Nacional em homenagem a militares da GNR vítimas da queda de helicóptero

Governo decreta dia de Luto Nacional.

O Conselho de Ministros, em consonância com o indicado pelo Presidente da República, aprovou esta sexta-feira, 30 de agosto, por deliberação escrita, declarar Dia de Luto Nacional a 31 de agosto, sábado.

O decreto, publicado através da rede informática do Governo, indica que «esta sexta-feira um trágico acidente, no concelho de Lamego, com um helicóptero, que regressava do combate a um incêndio no concelho de Baião, provocou a perda irreparável de vidas humanas, militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), pertencentes à Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR.

Perante o ocorrido, o Governo decide decretar um dia de luto nacional, como forma de pesar e de solidariedade de toda a população nacional, homenageando os militares da GNR que prestavam serviço público ao País quando foram vítimas deste trágico acidente.»

Na mesma nota, o Primeiro-Ministro e os membros do Governo apresentam «as mais sentidas condolências às suas famílias e amigos».

Através das redes sociais, a Guarda Nacional Republicana deixou uma mensagem de luto.

«Neste momento de sofrimento e luto, o nosso pensamento está com as famílias enlutadas e com os militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro, a quem transmitimos as nossas sinceras condolências.»

Dezenas de entidades e organizações têm também utilizado as redes sociais para prestar homenagem aos cinco militares da GNR, quatro já encontrados sem vida, e um quinto por quem prosseguem as buscas.

Fonte: Diário do Distrito

Governo investe 500 milhões de euros em prevenção e combate a incêndios

Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas visitou as zonas atingidas pelos incêndios de 2017 e anunciou que investimento para este ano é de 500 milhões de euros.

Para além do investimento em curso financiado pelo PRR, no âmbito do PTP, destacam-se ainda o Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, com a aprovação de 67 candidaturas nos sete concelhos, com um investimento total de 26 milhões de euros e que representa um apoio publico de mais de 11 milhões de euros

O secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas destacou esta sexta-feira o investimento feito nos concelhos afetados pelos incêndios de 2017 e a nível nacional, que este ano ronda os 500 milhões de euros (ME) em prevenção e combate.

“Em 2017 o investimento era de 20% em prevenção e 80% no combate. Atualmente conta com cerca de 50% em cada um dos eixos. O investimento total nos dois eixos mais que duplicou face a 2017 (143 milhões de euros), sendo este ano o maior investimento de sempre, cerca de 500 milhões de euros”, explicou, numa nota enviada à agência Lusa, João Paulo Catarino.

O governante visitou esta sexta-feira, com autarcas da região, trabalhos de recuperação de áreas ardidas, rede primária, prevenção contra incêndios rurais e regeneração natural em zonas dos concelhos de Figueiró dos Vinhos e de Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e de Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), no Pinhal Interior, atingidas pelos incêndios de 2017.

O secretário de Estado salientou os principais resultados obtidos na prevenção pós 2017, nomeadamente, com as alterações introduzidas e com a aprovação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Segundo os dados disponibilizados, houve uma “redução para metade do número de incêndios rurais, incluindo nos dias de pior meteorologia, diminuição dos incêndios rurais nos meses de verão que tiveram origem no uso do fogo, redução significativa dos incêndios com mais de 500/1000 hectares e uma redução da área ardida para um terço da média histórica de área ardida (comparando com média 2001/2017)”.

Ao nível das ações de prevenção realizadas na região do Pinhal Interior, foram intervencionados 26 mil hectares em ações de gestão de combustível, dos quais 22 mil hectares de mosaicos de gestão de combustível e rede secundária, 3.800 hectares de rede primária, 370 hectares de ações de fogo controlado e queimadas extensivas.

Foram ainda intervencionados mais de 18.000 quilómetros de instalação/beneficiação de rede viária florestal e efetuadas mais de 500 ações de instalação/beneficiação de pontos de água.

O Governo lançou também um conjunto de medidas de política, como resposta aos incêndios de 2017, que incluem o Programa de Transformação da Paisagem (PTP), dirigido aos territórios de floresta vulneráveis.

Estes, estão em curso no Pinhal Interior, nomeadamente nos sete concelhos afetados pelos incêndios de junho de 2017 (Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela e Sertã), no âmbito das medidas programáticas do PTP, financiadas pelo Plano de Recuperação e resiliência (PRR).

Estão em elaboração cinco Programas de Reordenamento e Gestão da Paisagem (PRGP).

João Paulo Catarino salienta a constituição de sete Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) nos concelhos afetados pelos incêndios de junho de 2017, que abrangem mais de 16,5 mil hectares, o que, em termos de investimento PRR, “perspetiva-se que ascenda os 30 milhões de euros”.

“No total do Pinhal Interior (19 concelhos) estão constituídas 38 AIGP (38% total das AIGP aprovadas), abrangendo cerca de 60 mil hectares (representa 42% do total da área das AIGP aprovadas no País), o que em termos de investimento PRR, perspetiva-se que ascenda os 100 milhões de euros”.

Foram também aprovadas 24 candidaturas ao programa Condomínio de Aldeias nos sete concelhos nos três avisos com analises concluídas, num total de 1,644 milhões de euros para intervenções em 42 aldeias.

No aviso encerrado em abril deste ano (que se encontra em análise), foram submetidas nove candidaturas, com um investimento proposto próximo dos dois milhões de euros, com propostas de intervenção em 37 aldeias.

No total dos concelhos do Pinhal Interior, estão aprovadas 53 candidaturas o que ascende a mais de 3,5 milhões de euros para apoiar 102 aldeias.

Para além do investimento em curso financiado pelo PRR, no âmbito do PTP, destacam-se ainda o Plano de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, com a aprovação de 67 candidaturas nos sete concelhos, com um investimento total de 26 milhões de euros e que representa um apoio publico de mais de 11 milhões de euros.

Fonte: O Observador

Incêndios. Governo garante que estão pagas todas as dívidas aos bombeiros

O Governo garantiu hoje que todas as dívidas aos bombeiros voluntários estão pagas e que os meios de combate aos incêndios rurais foram reforçados este ano.

“Todas as despesas apresentadas e em condições administrativas estão saldadas a esta data”, disse a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, na Assembleia da República durante um debate de atualidade sobre incêndios rurais requerido pelo PSD.

Patrícia Gaspar destacou também os apoios dados aos bombeiros no âmbito do Dispositivo de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), nomeadamente o valor diário que cada bombeiro voluntário vai receber, as comparticipações relativas à alimentação e o pagamento às associações humanitárias para apoio logístico.

A secretaria de Estado sublinhou que “Portugal tem um dispositivo de resposta aos incêndios que está estabilizado e controlado, mas mesmo assim tem vindo a sofrer aumentos”.

Patrícia Gaspar afirmou que os meios humanos de combate aos incêndios aumentaram 40% entre 2017 e 2023, os meios terrestres aumentaram 45% e os meios aéreos passaram de 48 para 60.

A governante avançou que o Governo está “a evidenciar esforços para ir mais além” na contratação de meios aéreos para este ano.

Patrícia Gaspar frisou ainda que “a aposta clara” é a profissionalização nas corporações de bombeiros, sendo exemplo disso as 713 equipas de intervenção permanente que estão “em pleno funcionamentos” nas associações humanitárias.

Na intervenção inicial, a deputada do PSD Andreia Neto justificou o debate com a preocupação com a próxima época de incêndios.

“Estamos preocupados e não queremos vir tarde de mais e invocar que o Governo falhou”, disse, considerando que “é urgente fazer uma avaliação da operacionalidade do sistema nacional de proteção civil”.

A deputada sustentou ainda que “a época proporciona aos incêndios florestais está à porta e a seca que algumas zonas de Portugal atravessam pode agravar ainda mais o risco de incêndio este verão”.

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