Exercícios de demonstração pública, em Parada e Casa Escola, com Manobras de Moto Bombas, arvorar de Escadas de Molas e Ganchos e Salvamento em Grande Ângulo

1 maio 2009

Com a realização das comemorações do 58º Aniversário, o Comandante em substituição Francisco Marta, apresentou ás entidades convidadas, sócios e público, uma demonstração de exercícios na Parada e Casa Escola, dos novos Formandos e Equiparados, a concurso para promoção ao posto de Bombeiro de 3ª classe.

Os Exercícios estiveram sob a responsabilidade do Chefe Vasco Marto, que coordenou os trabalhos dos novos instruendos.

A demonstração iniciou-se com Montagem Moto Bomba e adaptação dos lances de aspiração, mangueiras de ataque e agulheta, Arvorar de Escadas de Molas ao 1º Piso e Escalada com Escada de Ganchos ao 3º piso, transportando o Malote do Equipamento de Salvamento em Grande Ângulo, para montagem e fixação à estrutura do edifício, para evacuação de salvados através do Arnês e Maca de Resgate:

Pessoal
Bombeiro Chefe Vasco Marto – Coordenador dos Exercícios
Bombeiro 1ª classe Bruno Correia – Instrutor
Bombeiro 1ª classe Paulo Costa – Instrutor
Bombeira 1ª classe Fábio Costa – Instrutor
Bombeira 2ª classe Carlos Loureiro – Instrutor
Bombeira Equiparada 3º classe – Ana Cristina
Estagiário Oficial – Ricardo Fortunato
Estagiário Fanfarra – José Peneque
Estagiária – Joana Sousa
Estagiária – Marta Oliveira
Estagiária – Susana Carromeu
Estagiária – Sofia Lázaro Santos
Estagiário – Paulo Bandarra
Estagiário – Irene Farias
Estagiária – Rute Moreira
Estagiário – Nuno Luís

Material
Moto Bomba – 4 Lances Chupadores 90mm, 2 Lances Mangueira Flexível 50mm, Agulheta 50mm, Ralo, Sexto Proteção, Espia 8 mm.
Escadas – 2 de Molas, 1 de Ganchos.
SGA – Equipamentos de Desmultiplicação, Maca de Resgate, Arnês, Arnês, Cordas e Capacetes de Segurança.

Tempo Ocupação
Manhã (+- 30 minutos)

Extra Apoio
Bombeiros evacuados

No final da instrução foram desfraldadas as bandeiras da Associação, Junta Freguesia e Bandeira Nacional, onde instruendos e instrutores finalizaram os trabalhos, em continência ao símbolo nacional.

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Fonte: Fernando Pestana – Secretário da MAG e Vasco Marto – Comandante em Substituição

FORMAÇÂO – Utilização de Ferramentas para uso em Fogos Florestais Controlados

12 dezembro de 2009

Com o finalizar da instrução teórica aos novos Aspirantes para concurso de promoção a Bombeiro de 3ª classe, sobre o “Módulo 6” emitido pela Escola Nacional de Bombeiros, seguiram 12 instruendos sob a responsabilidade do Chefe Vasco Marto, para a zona do Rio Frio, para manuseamento de ferramentas de extinção e contenção de incêndios controlados.

Pessoal
– Vasco Marto(Chefe) Responsável da Instrução
– Bruno Correia (Bombeiro 1ª cl) Instrutor
– Leonel Barradas (Bombeiro 3º cl) Instrutor
– Ludjero Bento (Bombeiro 3ª cl) Instrutor
– João Daniel (Bombeiro 3ª cl) Instrutor
– Marta Correia (Aspirante)
– Sara Peralta (Aspirante)
– Tiago Fernandes (Aspirante)
– Pedro Rodrigues (Aspirante)
– Silvana Costa (Aspirante)
– Cátia Marques (Aspirante)
– Diogo Cruz (Aspirante)
– Joana Sousa (Aspirante)
– Ana Miranda (Aspirante)
– Ana Sartóris (Aspirante)
– David Loureiro (Aspirante)
– Susana Carromeu (Aspirante)

Equipamento
– Capacete F2
– Luvas
Casaco Ignífugo
– Calça Ignífugo
– Botas
– Cógula

Viaturas
– VTTR 01 (Veículo Tanque Tático Rural)
– VLCI 03 (Veículo Ligeiro Combate a Incêndios)
– VTPT 01 (Veículo Transporte Pessoal Tático)

Local
– Terreno do lado Nascente da A12 (portagens Pinhal Novo) e EN5

Material
– Pá
– Ancinho
– Foição
– Batedor
– Machado
– Mochila Transporte Água
– Rádio
– Arnês Transporte Rádio

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Fonte: Fernando Pestana – Secretário da MAG e Vasco Marto – Comandante em Substituição

SGA – Instrução de Salvamento em Grande Ângulo, na Serra de S. Luís – Arrábida

Sob a responsabilidade do chefe Vasco Marto, seguiu no dia 25 de março de 2012, uma equipa constituída por oito bombeiros e respetivo instrutor, para realizarem algumas práticas na área de Salvamento em Grande Ângulo.

A instrução decorreu na Serra de S Luís, numa das vertentes com um declive bastante acentuado e para o local seguiram os seguintes meios:

Pessoal
Instrutor – Paulo Camolas (Bombeiro Sapador de Setúbal)
Bombeiro Chefe – Vasco Marto
Bombeiro 2ª Classe – Francisco Palmela
Bombeiro 3ª Classe – Daniel Rijo
Bombeira 3ª Classe – Cátia Marques
Bombeira 3ª Classe – Sara Peralta
Bombeira 3ª Classe – Silvana Costa
Bombeiro 3ª Classe – Tiago Oliveira
Bombeiro 3ª Classe – Luís Oliveira
Bombeiro 3ª Classe – Luís Rodrigues

Material SGA
Equipamentos de Desmultiplicação
Maca de Resgate
Tripé
Arnês
Capacetes de Segurança
Cordas

Meios de Transporte
Viatura TT – TPL1
Atrelado de Reboque

Tempo Ocupação
Manhã e Tarde

Logística
No local – (Individual)

Extra Apoio
Familiar de Bombeiro
Cadela – Lavaredas

No final da instrução realizou-se uma reunião, onde foi possível fazer um briefing, para recolher uma série de dados e informações entre os responsáveis e participantes, que permitiu esclarecer algumas dúvidas, que surgiram no decorrer dos trabalhos de instrução.

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                                                Fonte : Vasco Marto – Comandante Interino

FORMAÇÃO DE PRIMEIROS SOCORROS A TRABALHADORES

A 28 de outubro de 2008, realizou-se na área de Primeiros Socorros, formação para trabalhadores, por protocolo entre a Junta de Freguesia de Pinhal Novo e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

As aulas de instrução, foram ministradas na Associação e ficaram a cargo da Oficial Bombeira Helena Joaquim, formadora da Escola Nacional de Bombeiros.

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Fonte: Fernando Pestana – secretário da AG

INSTRUÇÂO EQUIPAMENTOS PNEUMÁTICOS e SEGURANÇA

No passado dia 31 de março de 2022, foi realizada uma instrução sobre a utilização e segurança dos Equipamentos Pneumáticos acondicionados na viatura VSAT 01, sob a responsabilidade da chefe Manuela Rodrigues e coordenada pelo Bombeiro de 1ª Classe Francisco Palmela, ao grupo escalado de serviço.

Foi dada uma explicação sumária de todos os artigos existentes, estado de utilização e as precauções de segurança na sua utilização, atendendo que a sua utilização indevida ou descuidada pode resultar em sérios danos físicos dos seus utilizadores ou vítimas a socorrer.

De igual forma também foi referido que os equipamentos e acessórios, devem estar bem-acondicionados e em perfeito estado de utilização, para o efeito a que foram concebidos.

Como cuidados principais, fica o alerta;

Mangueiras de ar comprimido corretamente ligadas.
Nunca desligar as mangueiras ou acessórios de ar comprimido que estejam pressurizados.  

A instrução centrou-se no Levantamento e Estabilização de um Veículo Pesado sinistrado e respetiva carga, com adaptação do Equipamento Pneumático em uso na Associação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo.

O objetivo centrou-se na ideia de evitar oscilações e desequilíbrios no levantamento do veículo e carga, para socorro da(s) vítima(s).

Concluída a estabilização, é muito importante proceder-se ao levantamento lento e progressivo e à verificação sistemática de eventuais desequilíbrios ou roturas imprevistas dos acessórios utilizados de ar comprimido e os reforços de segurança, para evitar ocorrer uma queda brusca do veículo e carga sobre as vítimas e equipas de socorro.

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Fonte: Responsável Manuela RodriguesChefe, Coordenador Instrução Francisco PalmelaBomb. 1ª Cl

INSTRUÇÂO EQUIPA PIQUETE – 21 maio 2022

Reuniram-se pelas 9 horas e 30 minutos a Equipa de Serviço Escala, constituída por treze elementos, de prevenção a eventuais emergências.

A Chefe de Equipa Manuela Rodrigues, optou por delegar no seu Subchefe Rui Cruz, para orientar todos os conhecimentos sobre os equipamentos instalados na novo Veículo Especial de Combate a Incêndios 05, destinado prioritariamente a intervenções em espaços tecnológicos ou industriais.

Durante a formação, foram executadas várias práticas, com todo o equipamento e demonstradas todas as suas potencialidades necessárias em eventuais cenários de ocorrências.

Viatura Especial de Combate a Incêndios

RENAULT M210 4×4, com Bomba Camiva de Média Pressão de serviço de incêndio acoplada e dois doseadores de funcionamento simultâneo, um reservatório de 2800 litros de água e outro de 200 litros de espumífero.    

Descrição técnica dos Equipamentos

Cabine

  ARICA ‘s DRAGER completos e suportes para 4 Garrafas
  Lanternas ATEX IP 65
  Radio Siresp base
  Suporte para Rádio Portátil Banda Alta
  Rádios Portáteis Banda Alta
 1 Transformador de corrente para 220 voltes
 1 Mala de Primeiros Socorros
 1 Roldana Desmultiplicadora
 2 Calços para rodas
 2 Extintores Pó Químico

Cofre nº1

– Grupo gerador
– Ventilador/exaustor
– Projetor de led
– Tripe
– Enrolador com extensão elétrica 220v
– Tesoura de corte Isolada

Cofre nº 2

– Cones de sinalização
– Malotes com espia de trabalho
– Malote salvamento
– Rolos fita sinalização
– Corta vidros
– Mala de ferramentas
– Cintas de 6m
– Serrote de ferro
– Marreta
– Alavanca
– Machado de trabalho
– Martelo de bola
– Extintores de Água e CO2

Cofre n3

– Lances mangueira de 50mm
– Lances mangueira de 70mm
– Agulhetas de 50mm
– Agulheta de 70mm
– Conjuntor 110/70×2
– Disjuntor 70/50
– Trijuntor 70/50/50
– Defletor de agua 70mm
– Agulhetas de espuma S2/M2
– Adaptador união de rosca/união storz
– Monitor portátil

Cofre nº 4

– Carretel pneumático de mangueiras flexíveis
– Agulhetas de 25mm
– Suporte para 2 mangueiras de 25mm
– Bomba flutuante 500L/m
– Chave storz
– Ralo para chupadores
– Chave universal Hidrante /storz
– Chaves de marcos de incendio

Alçado superior

– Pás florestais
– Pé de cabra
– Croque
– Desfurradeira
– Abafadores
– Foição

Fonte – Manuela Rodrigues – Chefe e Rui Cruz – Subchefe

Tripulante de Ambulância de Socorro – Precisa-se

Encarrega-me o Sr. Presidente da Associação Sr. José Calado, de abrir concurso interno e externo para ingresso neste Corpo de Bombeiros de 1 elemento Tripulante de Ambulância de Socorro.

Os interessados devem enviar a sua candidatura para:
comando1@bvpinhalnovo.pt ou comando2@bvpinhalnovo.pt

Pré-requisitos:

Bombeiro
Formação TAS válida;
Carta de condução – categoria B com averbamento grupo 2.

para completar a equipe PEM.

Quartel em Pinhal Novo, 07 de Março de 2022

Fonte: Comando da AHBPN

Bombeiros de Pinhal Novo com mais três TAS

Na sequência do procedimento lançado em 25 de fevereiro, no qual foram abertas três vagas para a frequência do curso de TAS – Tripulante de Ambulância de Socorro, ao qual corresponderam, 8 candidatos, é com grande satisfação que informamos que os três candidatos selecionados já concluíram com sucesso o curso de TAS.

Os cursos tiverem início em março e após aproveitamento no curso e a realização dos estágios no INEM, a partir de hoje, o Corpo de Bombeiros conta com mais três bombeiros a competência de TAS:

Bombeiro de 3.ª 15070094 Ana Rita Cavaleiro Almeida (Cartão nº 7200)
Bombeiro de 3.ª 20007756 Cátia Alexandra Coelho Marques (Cartão nº 7202)
Bombeiro de 3ª 20004355 Marta Sofia Campos Correia (Cartão nº 7315)

O valor total desta formação ministrada na FEMEDICA – ACADEMIA DE EMERGÊNCIA ®, às três bombeiras foi suportado totalmente pela Associação Humanitária de Bombeiros de Pinhal Novo, o que representou um investimento de 2,700.00 €, a que se acrescem os custos logísticos associados à formação, nomeadamente transportes e refeições, também suportada na totalidade pela Associação.

Este investimento na formação, a par com as recertificações (da responsabilidade da Escola Nacional de Bombeiros), vem reforçar a capacidade operacional do Corpo de Bombeiros na área do socorro pré-hospitalar, que passa a contar, para já, com 15 bombeiros com TAS.

O Comando agradece o empenho e a dedicação com que abraçaram esta formação, felicita o sucesso alcançado e deseja os maiores êxitos para todas as ocorrências em que venham a intervir, em segurança!

Fonte: Texto: AdjCmd Luís Filipe Neto com Cátia Marques e Marta Sofia. Foto: Retirada da Internet

Bombeiros de Pinhal Novo realizaram curso de Operações de Extinção de Incêndios Florestais!

Parabéns ao elementos que hoje concluíram o curso de Operações de Extinção de Incêndios Florestais!

Esta Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD), enquadrada no Catálogo Nacional de Qualificações, tem como objetivo identificar os fatores primários no comportamento de incêndios, distinguindo as partes, os tipos, a propagação, os métodos e as táticas de extinção, assim como, efetuar manobras de linhas de mangueira para ataque e proteção, e faixas de contenção e segurança com ferramentas manuais e mecânicas.

A UFCD, com a duração de 50 horas, foi ministrada pelo formador Paulo Pinto, Subchefe deste corpo de bombeiros, que contou com a colaboração do Subchefe Rui Cruz e do Bombeiro de 1ª Fábio Costa, assim como, elementos de serviço na equipa de combate a incêndios florestais (ECIN) na realização das práticas com fogo real, designadamente, o Bombeiro 2ª Carlos Loureiro, Bombeiro 2ª João Daniel, Bombeiro 3ª Raul Loureiro e o Bombeiro 3ª Bruno Pereira.

Foi ainda focado o sistema de gestão de operações, que permite, através da determinação do eixo principal de propagação do incêndio, prever a sua evolução e, com recurso a utensílios gráficos, planear a disposição dos meios de socorro e tarefas a desenvolver com vista à supressão do mesmo.

Esta ação de formação, co-financiada pelo Fundo Social Europeu e Estado Português, no âmbito da candidatura deste corpo de bombeiros ao POPH, foi realizada em parceria com a empresa Mindbizz, e é a primeira de duas da mesma temática, já programadas para este semestre.

Fonte: Texto: AdjCmd Luís Filipe Neto

Uma semana a «combater» incêndios urbanos

Decorreu, na semana de 9 a 13 de abril, no Centro de Formação de S. João da Madeira da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), o módulo de Práticas de Combate a Incêndios que culminou o Curso Geral de Quadros de Comando iniciado em fevereiro de 2007, no qual participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

A formação na área dos incêndios urbanos vem preconizando novos métodos de combate e uma reorganização do teatro de operações. Aquele que foi o 10º Curso de Práticas de Combate a Incêndios para Quadros de Comando, de cariz essencialmente técnico-prático, beneficiou das condições de simulação pedagógica existentes no pólo de S. João da Madeira da ENB.

Os representantes de dezasseis corporações de todo o país confrontaram-se, assim, com a dureza das condições em que os bombeiros podem ter de fazer ações de busca e salvamento, em espaços confinados. Os formandos puderam aplicar as técnicas de combate a incêndios urbanos, em edifícios de 4 pisos e em contentores confinados, camiões cisterna e caves subterrâneas, sob temperaturas que podiam chegar aos 300 graus.

Formação preconiza nova abordagem técnica e organizativa

Conforme explica o Comandante dos BVPN, as tarefas realizadas passaram por combater e extinguir incêndios, fazer busca e salvamento (neste caso, de um manequim com 90 quilos de peso) e controlar o fator tempo, quer o tempo de execução, quer o de preparação. No que respeita à preparação, é cronometrado o tempo que o bombeiro leva a vestir e montar o equipamento de proteção adequado: capacete com viseira, cogula, luvas, botas, casaco, calças de proteção e aparelho de proteção respiratória (ARICA). «Entre equipar, montar ARICA’s e estar pronto para entrar no edifício, começámos por gastar 7 minutos e terminámos em 2,5 minutos», conta Fernando Pestana.

Mas, para o Comandante, o mais interessante, na formação recebida, foi uma nova abordagem técnica ao combate aos incêndios urbanos, que defende o recurso a menos quantidade de água (para reduzir os danos resultantes do encharcamento, inclusivamente sobre o estado de saúde das vítimas). «Para o ataque ao fogo, foram recomendadas agulhetas e mangueiras com 25 mm de diâmetro, que não é o que estávamos habituados a utilizar», refere Fernando Pestana.

A formação ministrada preconizou ainda uma reformulação geral de toda a organização e disposição dos meios de socorro – humanos e materiais – no “teatro” das operações. Siglas como «HS» (o «Homem da Segurança», que fiscaliza todos os equipamentos de proteção individual antes dos operacionais entrarem no edifício) e «MLA» (o bombeiro que controla o Movimento das Linhas de Água na porta de acesso), ou a distinção entre «Zonas Quentes» e «Zonas Frias» ou «Zona de Evacuação» e «Zona de Controle» são alguns dos termos que integram o vocabulário do comando operacional, no combate a incêndios urbanos e industriais.

Sendo esta formação, à partida, direcionada para elementos de Comando que não provieram do Quadro Ativo das corporações, a pergunta seria inevitável. «Sente-se mais bombeiro?», pergunta-se ao Comandante. «Sim, sim… Tanto na liderança, como na execução técnica. E estou cheio de vontade de transmitir os conhecimentos que adquiri», responde, admitindo que a componente prática da formação foi muito exigente, especialmente pelo controlo do fator tempo e pelo esforço físico. «Foi duro, foi, foi…», diz Fernando Pestana (56 anos, Comandante do CBVPN desde 1989).

É muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas não chega…

A mais-valia que este curso representa, para quem tem de desempenhar funções de Comando num Corpo de Bombeiros, é confirmada por João Faria, outro dos formandos da ação. Para o Comandante – há três anos – dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, as conquistas são evidentes e vão desde a noção de organização do teatro de operações à perceção da gestão de homens e equipamentos – «o cuidado de não deixarmos ninguém no teatro de operações sem ter uma missão concreta confiada», enuncia –, passando pela própria «perceção do desgaste que o pessoal sofre». «Temos necessidade de estar permanentemente atualizados… a forma como encaramos hoje a problemática dos incêndios urbanos é muito diferente da que tínhamos», diz.

João Faria – advogado de profissão – reconhece que a importância deste curso não foi igual para todos os participantes, dada a heterogeneidade do percurso de cada um nos Bombeiros, mas, no seu caso, admite que também saiu de S. João da Madeira «mais bombeiro»: «Se calhar, nem me aperceberia desse facto se não tivesse feito o curso… Mas sinto-me muito mais confortável neste papel e até mais capaz de falar o código dos bombeiros, o que torna todas as coisas mais inteligíveis, mais compreensíveis». João Faria sublinha, contudo, que «o primeiro passo consiste em, mentalmente, nos sentirmos “homens da farda”» e que «já dei esse passo no dia em que aceitei comandar o meu Corpo de Bombeiros».

Para além da componente técnica da formação – «é evidente que é muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas ser um bom técnico não é, necessariamente, sinónimo de ser um bom Comandante», defende –, o Comandante dos Famalicenses enaltece o enriquecimento pessoal obtido: «O grupo de formandos foi de uma enorme camaradagem e enorme espírito de grupo, sinto-me extremamente gratificado com os momentos que vivi e com as pessoas que conheci. No fundo, é isto que deve caracterizar a vida nos Corpos de Bombeiros». E acrescenta: «Percebi, por exemplo, que a escassez de meios ou a dificuldade não devem constituir motivo de discussão e de divisão».

João Faria testemunha, enfim, o apreço pela ENB: «Também é gratificante verificar que existe uma estrutura, a Escola Nacional de Bombeiros, com capacidade para prestar este serviço ao país».

Plano formativo em execução desde janeiro

A formação de quadros de Comando iniciou-se em 24 de fevereiro e prolongou-se, aos fins-de-semana, no Centro de Formação de Sintra da ENB, até 24 de março, antes da estadia em S. João da Madeira. Durante aquele período, dezasseis elementos de outras tantas corporações de bombeiros – Municipais de Faro e do Cartaxo, Profissionais Toyota Caetano e Voluntários de Amarante, Caminha, Faro (de onde era originária a única mulher do grupo de formandos), Favaios, Fontes, Izeda, Lagos, Penamacor, Pinhal Novo, Sanfins do Douro, Valadares, Vila Pouca de Aguiar e B.V. Famalicenses – frequentaram os módulos de Organização e Liderança e de Gestão Operacional.

No primeiro módulo, entre outras matérias, foram abordadas as normas legais que regulam o sector dos bombeiros e proteção civil e as questões levantadas pelo relacionamento com a Comunicação Social. No segundo, a formação incidiu sobre o Sistema de Comando Operacional e a gestão operacional aplicada aos vários cenários de intervenção: formaturas, incêndios florestais, incêndios urbanos, busca e salvamento, ventilação tática e matérias perigosas.

Refira-se que, na semana de 15 a 19 de janeiro deste ano, a ENB já promovera um Curso de Organização de Postos de Comando, em Sintra, dirigido a todas as corporações de bombeiros do distrito de Setúbal, no qual também participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

Fonte: Helena Rodrigues (texto); Fernando Pestana (foto)