Palmela reforça apelo ao Governo pelas variantes às EN 252 e 379

O Município de  Palmela volta a pressionar o Governo sobre a necessidade urgente de construir as variantes às estradas nacionais 252 e 379, após décadas de reivindicações das autarquias e das populações locais.

O Município de Palmela mantém a sua luta pela construção das variantes às EN 252 e EN 379, necessárias para desviar o trânsito intenso e pesado das localidades mais afetadas, como Pinhal Novo e Quinta do Anjo. Na reunião realizada a 13 de maio, com o ministro das Infraestruturas e Habitação, o presidente Álvaro Balseiro Amaro voltou a reforçar a urgência desta intervenção.

Apesar das moções aprovadas e da inclusão dos espaços-canais no Plano Diretor Municipal, cuja consulta pública terminou em setembro, a construção das variantes permanece incerta, uma vez que não foram incluídas no Programa Nacional de Investimentos 2030.

Esta situação é vista como crítica, já que há mais de 30 anos que as populações locais pedem soluções para o congestionamento diário, o ruído, e a degradação da qualidade de vida nas áreas mais afetadas. O Presidente da Câmara alerta que o crescimento populacional e económico da região está a agravar ainda mais a situação.

Miguel Pinto Luz, governante do atual Governo, demonstrou abertura para rever o dossiê técnico com as propostas do Município, mas até ao momento não há confirmação oficial sobre o avanço destas obras, vistas como essenciais para melhorar a segurança, qualidade do ar e eficiência dos transportes públicos nas zonas mais sobrecarregadas.

Fonte: Diário do Distrito

Câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra querem reunião urgente com ministra da Saúde

Após debate sobre situação do Centro Hospitalar de Setúbal, autarcas garantem estar prontos para “acampar” caso não obtenham resposta governamental 

Os presidentes autarquias de Setúbal, Palmela e Sesimbra querem reunir de forma urgente com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e garantem que, caso seja necessário, “acampam” à porta do ministério até obterem uma resposta. A decisão foi tomada no Fórum Intermunicipal da Saúde, que reúne os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra, onde os autarcas debateram a atual situação do Centro Hospitalar de Setúbal e dos cuidados de saúde primários na região.

Foi no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Setúbal que decorreu esta quarta reunião do Fórum, na passada sexta-feira, com a presença dos presidentes das câmaras Municipais de Setúbal, Palmela e de Sesimbra, André Martins, Álvaro Amaro e Francisco Jesus, que os autarcas decidiram dar o prazo de 15 dias após o pedido de reunião ser feito, caso contrário, os três presidentes de câmara irão ao Ministério da Saúde com o objetivo de serem recebidos. Quem se mostrou bastante disponível para acompanhar os autarcas foram as as comissões de utentes do Pinhal Novo e da Quinta do Conde, que marcaram presença neste fórum.

Nesta reunião, o autarca de Setúbal apontou que, desde que o Governo implementou o Plano de Emergência e Transformação da Saúde, os utentes sem médico de família nos três municípios passaram a ser 75.654, ou seja, mais 13.325 do que há um ano, mais 17,6 por cento, algo que significa que só nos cuidados de saúde primários faltam “entre 40 e 50 médicos”, segundo o edil.

“No que se refere aos cuidados hospitalares, o Governo não teve sequer o cuidado de contactar previamente os municípios quando decidiu estabelecer o atual regime de urgências de obstetrícia e pediatria na Península de Setúbal, impondo o seu encerramento rotativo”, referiu, acrescentando que neste momento a situação é “pior” do que há um ano. Para André Martins é necessário colocar à ministra a “questão muito importante” relacionada com a falta de profissionais de saúde.

Para Francisco Jesus, autarca de Sesimbra, “a situação ainda é caótica” no que diz respeito ao Centro Hospitalar de Setúbal e que, mesmo com a mudança de Governo a situação “não melhorou”.

Já Álvaro Amaro, de Palmela, sublinhou a importância de voltar a reunir “urgentemente” com a titular da pasta da saúde, explicando que não houve qualquer “variância no sentido positivo”, tendo até sentido “algum agravamento”. O autarca palmelense garantiu ainda que “se for necessário”, os autarcas voltam a “acampar” à porta do ministério até que sejam ouvidos.

A realização desta quarta reunião do fórum pretendeu atualizar a avaliação das condições de acesso aos cuidados de saúde nos três municípios, nomeadamente os prejuízos para os doentes resultantes da falta de médicos de família nos centros de saúde e dos sucessivos encerramentos de urgências no Centro Hospitalar de Setúbal.

Fonte: O Setubalense

Colisão do veículo do INEM, ao serviço da Corporação dos Bombeiros da Moita, provocou 3 feridos graves

Colisão do veículo do INEM, ao serviço da Corporação dos Bombeiros da Moita, provocou 3 feridos graves.

Colisão do veículo do INEM, ao serviço da Corporação dos Bombeiros da Moita, provocou 3 feridos graves.

Informação: A manhã deste Domingo foi funesta para a nossa corporação e para o nosso pessoal. O transporte de uma vítima em estado grave viu-se envolvido num violento acidente com um veículo pesado no cruzamento de Santo António da Charneca, da qual resultaram dois bombeiros feridos em estado grave e a vítima transportada cujo estado já era grave.

Comando e Direção estão a acompanhar a evolução do estado de saúde dos feridos, desejando a todos um rápido restabelecimento.

Fonte: Facebook da AHBVCM

Lembrar a voz do comandante José Brás em fevereiro de 1979

No próximo dia 9 de outubro, os bombeiros estão convidados a encher as galerias da Assembleia da República para testemunhar o debate e decisões relativamente a dois projetos de lei a seu favor. Trata-se de reconhecer a profissão de bombeiro como de risco e de desgaste rápido consagrando a sua reforma antecipada e aumentando a bonificação para efeitos de reforma.

A esse propósito, cabe recordar o dia 8 de fevereiro de 1979 em que os bombeiros encheram também as galerias da Assembleia da República e onde, à voz de comando do comandante José Brás se perfilaram, com “Bombeiros de Portugal, sentido!”.

Tratava-se de um momento histórico ligado à ratificação da criação do então Serviço Nacional de Bombeiro em que o falecido e querido então comandante dos Voluntários de Almada, quis expressar uma luta antiga dos Bombeiros.

Muito se passou, entretanto. Hoje, o assunto pode ser outro, mas o motivo da luta é o mesmo, os Bombeiros. O reconhecimento e o respeito que lhes é devido continua a ser o motivo.

Fonte: Facebook da LBP

Associação de Festas Populares de Pinhal Novo anuncia dissolução da Direção

Falta de apoios da Câmara e dos privados justificaram a dissolução da atual direção.

A Associação de Festas Populares de Pinhal Novo divulgouatravés de um comunicado, que a sua atual Direção apresentou o pedido de cessação de funções ao Presidente da Assembleia Geral, Dr. Carlos Jorge Antunes de Almeida. A decisão surge após uma profunda reflexão sobre o futuro da organização, conforme destaca a Direção cessante: “Este passo, embora difícil, resulta de uma reflexão profunda sobre o futuro da nossa organização.”

Apesar do sucesso da 25ª Edição das festas, que encheram de alegria a comunidade, a Associação enfrenta desafios quanto à sustentabilidade do atual modelo de financiamento. Além disso, a demissão de elementos-chave da Direção por “motivos de força maior” levou ao pedido de dissolução. Ainda assim, a Associação promete apresentar os resultados desta última edição na Assembleia Geral, marcada para o dia 14 de outubro.

Conseguimos realizar um pequeno milagre em 2024, mas sabíamos, no fundo, que seria impossível repetir a proeza em 2025 com as mesmas condições e apoios, fossem eles do foro empresarial local ou institucional (CMP e JFPN)“, termina o comunicado.

Igor Azougado, presidente cessante das Festas de Pinhal Novoem declarações ao DD, desabafa que “os apoios existem, mas são curtos para fazer um evento desta dimensão“.

Após analisada a falta de abertura para ter mais financiamento para a edição de 2025, a direção cessante espera “que apareceça outra lista que consiga mais equipas, mais disponibilidade, mais pessoas e influência junto dos privados e da Câmara para conseguir subsídios maiores“.

A Direção terminou por destacar o trabalho dos sócios, parceiros, patrocinadores e voluntários: “os voluntários – de poucos, mas incansáveis – foram essenciais para o sucesso deste evento.” Apesar dos desafios, a Associação deixa uma mensagem de esperança, desejando que “as festas continuem a brilhar nos corações de quem as viveu.

Fonte: Diário do Distrito

Sindicato dos bombeiros sapadores culpa Governo por excessos na revolta em frente à Assembleia da República

Ricardo Cunha assumiu que o protesto “foi além do que estava legalizado” e confessou não saber quais possam ser as repercussões.

Sapadores reivindicam ‘acertos salariais para compensar o aumento da inflação’.

O sindicato dos bombeiros sapadores responsabilizou esta quarta-feira o Governo por o protesto diante do parlamento ter ido além do que estava autorizado, com centenas de manifestantes a invadirem a escadaria e a obrigarem à intervenção da polícia.

“Sei que eles têm razão nos protestos, o que motivou isto foi o senhor secretário de Estado ter marcado uma reunião e, no fim, voltou a dizer que não tinha nada para apresentar. Qualquer pessoa normal devia perceber que não podemos faltar à verdade aos bombeiros… Se já andam revoltados, a probabilidade de isto acontecer era muito elevada. O culpado disto tudo acaba por ser o Governo”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores.

Em declarações a jornalistas, Ricardo Cunha assumiu que o protesto “foi além do que estava legalizado” e confessou não saber quais possam ser as repercussões para os bombeiros, anunciando que a direção do sindicato vai reunir-se “para perceber o que correu mal”.

Segundo o líder sindical, na origem do protesto está a ausência de valorização salarial das carreiras não revistas da Função Pública e um compromisso de 2023 do anterior Governo para efetuar essa valorização com retroatividade a janeiro de 2023 que não foi cumprido e que o atual Governo também não concretizou, apesar do alerta feito pelo sindicato em maio.

“Na altura, o sindicato solicitou que a atualização fosse de 104 euros. Os bombeiros sapadores foram das pessoas que mais perderam poder de compra comparativamente ao salário mínimo nacional (SMN). Em 2002, um bombeiro sapador ganhava 2,5 vezes o salário mínimo nacional e agora ganha pouco mais do que 50 euros acima do SMN. É lamentável não haver por parte dos governos uma resposta a estas solicitações dos bombeiros”, referiu.

Para Ricardo Cunha, “parece que o Governo estava à espera de que isto acontecesse”, aludindo ao aparato dos protestos diante da Assembleia da República. “Se era disso que estava à espera, acabou por acontecer”, observou.

Centenas de bombeiros sapadores fardados ocupavam esta quarta-feira às 13:00 as escadarias da Assembleia da República, em Lisboa, enquanto a polícia formava um cordão à entrada do parlamento.

À mesma hora, chegavam reforços da Unidade Especial de Polícia da PSP.

Ao fundo da escadaria, os manifestantes incendiaram vários pneus e queimaram um fato de trabalho dos bombeiros.

Às 13:20, um caixão branco foi levado em braços para a porta do parlamento enquanto os manifestantes gritavam a palavra “vergonha”, responsabilizando os decisores políticos pela situação da classe.

À frente das centenas de sapadores fardados, um grupo de manifestantes envergava t-shirts negras com a inscrição “Sapadores em Luta”.

Uma cruz e tarjas com frases como “bombeiros sapadores em luta. Esqueceram-se de nós!… outra vez…” ou “sabes quem vai salvar o teu filho” estavam colocadas à frente do protesto.

Os sapadores lutam por uma regulamentação do horário de trabalho, pela reforma aos 50 anos e por um regime de avaliação específico, entre outras condições de trabalho.

Fonte: Correio da Manhã. Foto: António Pedro Santos/Lusa

Aumento do salário mínimo custa 10 milhões aos bombeiros

Ontem, dia em que o Governo e as entidades que integram a Concertação Social assinaram um acordo que prevê o aumento do salário mínimo em 2025, as Associações Humanitárias de Bombeiros começaram a deitar contas à vida e concluem que esse aumento vai implicar o crescimento das suas despesas em 10 milhões de euros no próximo ano.

Para a Liga dos Bombeiros Portugueses a situação irá inevitavelmente agravar-se ainda mais nos próximos anos com o crescimento gradual expetável do ordenado mínimo. E, se as associações encaram já com grande apreensão as despesas de 2025, para os anos seguintes não haverá solução, salvo se o Governo puser termo ao subfinanciamento crónico a que as associações de bombeiros têm sido sujeitas na última década.

Fonte: Facebook da LBP, Foto: Lusa

INEM com contas certas com os bombeiros

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) congratula-se com o fato de neste momento o INEM ter as contas certas com as associações de bombeiros até agosto último. Pagamentos que havia em atraso, pagamentos de verbetes e subsídios estão em dia.

A LBP manifesta-se satisfeita com os contactos havidos com o INEM para o efeito e, em geral, com o Ministério da Saúde.

Fonte: Facebook da LBP, Fonte: João Ramos, Facebook Bombeiros de Sul e Sueste

Autarcas deviam ter usado carta de perigosidade de incêndio para reclamar apoios ao Governo 

A Carta de Perigosidade de Incêndio Rural está suspensa até ao final do ano, após críticas de autarcas, mas um responsável pelo documento estranha que não tenha sido usada para reclamar junto do Governo meios para proteger o território.

“O que eu faria se fosse autarca” era “agarrar no mapa, dirigir-me à CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] respetiva, ao primeiro-ministro e ao Governo do país e perguntar-lhes: esta é a nossa situação” e “avaliaram-na bem, o que é que o país está disposto a fazer para nos ajudar a corrigir a situação?”, referiu José Luís Zêzere, em declarações à Lusa.

O investigador, que integrou a equipa do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), da Universidade de Lisboa, que elaborou a Carta de Perigosidade de Incêndio Rural, salientou que o perigo de fogos rurais “não é igual à perigosidade sísmica”, das “cheias ou dos galgamentos oceânicos” e que depende “do uso de solo”.

O também diretor do Centro de Estudos Geográficos acrescentou que, no caso dos incêndios, “se o terreno for gerido, se a carga combustível for aliviada, a perigosidade reduz”.

“Se o município acha e considera que tem vermelho [perigosidade alta] a mais”, tem “possibilidade de tirar vermelho dali”, advogou José Luís Zêzere, ao contrário do perigo sísmico, com o qual se tem que viver, ainda que reduzindo o risco e construindo melhores casas.

No caso do “fogo florestal, é diferente” pois “os municípios podem gerir isso” em “vez de desatarem aos gritos a dizer isto e aquilo, em alguns casos imprecisões, acerca da carta”, considerou.

“O país que temos instalado com o uso de solo, com a desorganização territorial, com o abandono dos territórios rurais (…) é aquele e as áreas ardidas anualmente, desde 2019 a 2024, demonstram-no cabalmente”, frisou.

A carta de perigosidade (estrutural), elaborada para o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), é uma das componentes da cartografia de risco, destinada ao “planeamento das medidas de prevenção e combate” aos incêndios, por via do ordenamento do território e florestal, bem como “o condicionamento às atividades de fruição dos espaços rurais e para a alocação de meios de vigilância e combate”.

O documento comporta cinco classes de perigosidade, designadamente muito baixa (verde), baixa (amarela), média (laranja), alta (vermelho) e muito alta (castanho), constituindo as duas últimas “áreas prioritárias de prevenção e segurança [APPS]”.

Na sequência da contestação de autarcas, por causa de restrições ao nível de edificação e de atividades culturais, desportivas ou outras, e circulação em áreas florestais públicas ou comunitárias, a carta foi suspensa, primeiro até 31 de março de 2023 e depois até 31 de dezembro deste ano.

Segundo justificou à Lusa o anterior secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, a suspensão destinou-se a possibilitar às comissões sub-regionais a adaptação das APPS, segundo metodologia aprovada pela Comissão Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, vigorando até lá os planos municipais de defesa da floresta contra incêndios.

“A Direção-Geral do Território e o ICNF pretenderam retirar consequências desta realidade e perigosidade estrutural ao nível municipal e a reação negativa por parte dos autarcas terá vindo daí por causa das limitações”, reconheceu José Luís Zêzere.

Ainda assim, o geógrafo admitiu “alguma dificuldade” em aceitar que o resultado do mapa “surpreenda os autarcas do Pinhal Interior ou do Minho”, ou de outras zonas, pois “então a situação do país é muito pior” do que se pensa, porque “pior do que viver numa situação de risco é não ter consciência disso”.

Além disso, “se não acontecer nada de estrutural” a nível de ordenamento florestal e do território, o “mais certo é ter mais disto e ainda pior”, com a “alteração climática em curso”, alertou.

Para o investigador, o “diagnóstico está todo feito” e o país tem “um problema de falta de valor, falta de economia numa data de territórios que estão abandonados”, que “são os que mais ardem”, ao contrário, por exemplo, do Alentejo, que na atual cartografia está “dominantemente a verde”.

“O que significa que a sua perigosidade estrutural é mais baixa que, por exemplo, o Pinhal Interior ou a Beira Alta, ou Trás-os-Montes ou uma boa parte do Minho, para falar daquilo que é a zona mais problemática do país”, juntamente com Monchique e “uma parte da serra algarvia”, enunciou.

“A distribuição espacial das classes de perigo mostra uma diferença acentuada entre as regiões Norte/Centro de Portugal continental, com um padrão geral de risco de incêndio florestal elevado e muito elevado, em relação ao Alentejo, no Sul, onde predomina a classe muito baixa”, concluíram Sandra Oliveira, Ana Gonçalves e José Luís Zêzere num artigo na revista científica ‘Science of the Total Environment’.

Os investigadores notam que “a classe de perigo mais elevada encontra-se no topo noroeste do país, no interior da região Centro e na parte oeste do Algarve”, “2,2% dos municípios possuem pelo menos 90% do seu território” em “perigo elevado e muito elevado”, no interior do centro do país e oeste algarvio, e “há 32,4% dos concelhos em que as duas classes mais perigosas cobrem menos de 10% do território”, na zona costeira norte e no Alentejo.

Fonte oficial do ICNF confirmou à Lusa que a carta de perigosidade está suspensa para “um conjunto de efeitos” em relação a licenciamentos, mas é utilizada na definição de “prioridades e planeamento”, designadamente “na rede de postos de vigia” e outras medidas.

Fonte: Sapo 24

Palmela aprova empréstimo de 2,5 milhões de euros para obras cruciais no município

A Assembleia Municipal de  Palmela aprovou por unanimidade um empréstimo de 2,5 milhões de euros para a realização de obras cruciais no concelho.

A Assembleia Municipal de Palmela aprovou por unanimidade, no passado dia 26 de setembro, um pedido de empréstimo bancário de médio e longo prazo no valor de 2,56 milhões de euros para a realização de várias obras prioritárias no concelho. Estas intervenções incluem pavimentações de estradas municipais, finalização de obras, que estão paradas e novos projetos de infraestruturas desportivas.

O presidente da Câmara Municipal de Palmela explicou que estas obras são “compromissos de mandato”, tendo em conta a necessidade urgente de intervenção em infraestruturas que se encontram degradadas ou em atraso devido a problemas com empresas anteriormente contratadas.

Entre as obras a financiar destaca-se a pavimentação da Estrada Municipal 533, num troço entre Palmela e Lau, com uma verba de 770 mil euros. Este troço é considerado um dos mais longos e críticos da região, utilizado diariamente por muitos residentes e trabalhadores que necessitam de circular nesta importante via.

Outra obra de grande importância é a finalização do Centro de Investigação de Património Cultural, instalado no antigo edifício da GNR. A empreitada foi interrompida, uma vez que a empresa responsável abandonou a obra, deixando o projeto por concluir. Para terminar esta intervenção, o município precisa de 200 mil euros, visto que perdeu a comparticipação de fundos comunitários por não terminar a obra no prazo do POR 2020.

Esta verba é fundamental para concluir a obra e dar uma nova vida a este espaço, que será importante para a valorização do património cultural da nossa região, sublinhou o presidente.

Além disso, o financiamento permitirá a criação de uma pista de atletismo simplificada em Pinhal Novo, avaliada em 660 mil euros, que já foi apresentada à população, bem como a construção do Kate Park, um espaço multiusos no Centro de Recursos Juvenis de Quinta do Anjo, com uma alocação de 300 mil euros.

Outra intervenção prevista é a requalificação da Praceta Antero de Quental, nas colinas de Quinta do Anjo, com um custo de 230 mil euros, e a pavimentação da Rua dos Marinheiros Brejos do Asa, estimada em 250 mil euros. Estas duas obras são “compromissos de mandato”, reclamados pela Junta de Freguesia e pela população local.

O presidente reforçou ainda que, apesar de não haver obras previstas para Poceirão ou Marateca no âmbito deste empréstimo, “as intervenções nessas localidades são realizadas com fundos próprios do município e outras estão em fase de concretização, graças ao apoio do OIL (Operações Integradas Locais).

A decisão foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal, sem votos contra nem abstenções, permitindo que a Câmara avance com o financiamento necessário para honrar compromissos anteriormente assumidos com os cidadãos do concelho.

Fonte: Diário do Distrito