Pinhal Novo acolhe primeiro curso de PHTLS no distrito

Decorreu no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, no Sábado e Domingo, o primeiro curso realizado no distrito de Setúbal de “Pré-Hospital Trauma Life Support” (PHTLS). Trata-se de uma formação de referência, a nível internacional, na área da emergência pré-hospitalar e, em especial, da abordagem do trauma.

O curso, com a duração de dois dias, consiste num programa de formação complementar destinado a tripulantes de ambulâncias de socorro (TAS), enfermeiros e médicos. Esta abordagem às situações de emergência médica pré-hospitalar – especialmente vocacionada para a área do trauma (incluindo o trauma pediátrico) – constitui uma referência em termos internacionais e é promovida em Portugal, há três anos, pela Associação Emergência XXI.

No curso que teve lugar em Pinhal Novo – a primeira vez que o mesmo se realizou no distrito de Setúbal – participaram 20 profissionais que prestam serviço no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), incluindo três médicos (entre os quais Richard Glied, Adjunto de Comando Equiparado dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo).

Segundo Armando Almeida, presidente da Associação Emergência XXI e diretor nacional do curso, esta formação põe a tónica nos grandes princípios da abordagem do trauma, mas estimula o técnico de emergência a desenvolver um pensamento crítico sobre a melhor forma de atuar, «desde que respeite aqueles princípios». «Em Portugal estamos habituados a que se ensine que, em determinada situação, tem de se atuar sempre da mesma maneira e este curso vem revolucionar um pouco esta prática formativa», considera aquele responsável, acrescentando que o curso não preconiza nenhuma técnica «que não esteja cientificamente comprovada».

De acordo com Armando Almeida, as técnicas adotadas no curso «são as que vigoram no sistema nacional de emergência pré-hospitalar, a diferença está na adoção de uma nova forma de pensar, assente numa maior liberdade de pensamento». «As estruturas nacionais têm vindo a adaptar as suas técnicas e modelos de atuação de acordo com esta nova forma de funcionamento», adianta o responsável.

A realização da formação implicou o recurso a cinco instrutores (mais o diretor do curso) e quatro colaboradores, especialmente incumbidos de desempenhar o papel de vítimas. Segundo o seu diretor nacional, o programa assenta numa criteriosa seleção dos instrutores, em função das suas capacidades técnicas, científicas e relacionais, e mesmo a atuação das “vítimas” não é deixada ao acaso. «Por cada quatro alunos há um instrutor, de forma a garantir uma grande proximidade no relacionamento com os alunos, e também os colaboradores para o papel de vítimas são especificamente selecionados para que o cenário seja o mais real possível», explica Armando Almeida. A metodologia de formação implica, inclusivamente, a entrega aos alunos de um manual de estudo, um mês antes dos trabalhos do curso (formação prática) terem lugar.

A próxima edição do curso de PHTLS no distrito vai decorrer em 25 e 26 de Junho, nas instalações dos Sapadores Bombeiros de Setúbal. Segundo os promotores, esta formação regista uma taxa de procura muito elevada, tendo, permanentemente, cerca de 200 interessados em lista de espera.

Fonte: Helena Rodrigues (Foto de Cristóvão Vinagreiro)

Bombeiros participaram no «Exercício Anjo 2005»

A realização de um simulacro conjunto, que envolveu os corpos de bombeiros de Pinhal Novo, Palmela e Águas de Moura, junto à Sociedade de Instrução Musical da Quinta do Anjo, marcou o arranque das comemorações do Dia Municipal do Bombeiro.

No âmbito das comemorações do Dia Municipal do Bombeiro, o Serviço Municipal de Proteção Civil e as três associações de bombeiros do concelho de Palmela realizaram no Sábado, 14 de maio, a partir das 17 horas, um simulacro na Quinta do Anjo, junto à Igreja Paroquial e à Sociedade de Instrução Musical. Intitulado “Exercício Anjo 2005”, o simulacro teve como cenário um incêndio na sala de espetáculos daquela coletividade e a consequente saída precipitada dos espectadores.

Entretanto, duas viaturas, que “circulavam” em excesso de velocidade na Rua João de Deus, “provocaram” vários atropelamentos, dos quais “resultaram” cinco feridos graves e o despiste das viaturas, seguido do incêndio de uma delas. Devido ao fumo intenso que saía da coletividade, teve de ser efetuada uma busca e salvamento no seu interior.

«Enquanto na rua há vítimas atropeladas e outras encarceradas, nas instalações da colectividade encontram-se duas vítimas, uma queimada e outra intoxicada», contou Raul Prazeres, Adjunto de Comando dos Bombeiros de Pinhal Novo, sobre o cenário do exercício. A intervenção da corporação abrangeu a emergência pré-hospitalar e a extinção do incêndio. «A nossa função foi prestar socorro às vítimas de atropelamento e colaborar na extinção do incêndio, fazendo arrefecimento das exposições e ventilação vertical», explica Raul Prazeres.

O Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo participou no simulacro conjunto – realizado sob o comando dos Bombeiros Voluntários de Palmela – com onze elementos e três viaturas: duas ambulâncias de socorro (cada uma com 3 homens) e um VUCI (com 5 bombeiros). Além das três corporações do concelho, o “Exercício Anjo 2005” contou com a participação do CDOS, Serviço Municipal de Proteção Civil, GNR, EDP, Centro de Saúde de Palmela e Junta de Freguesia de Quinta do Anjo.

De acordo com a organização, este exercício conjunto teve como objetivos aumentar a capacidade operacional dos vários agentes da Proteção Civil; possibilitar aos órgãos de coordenação uma apreciação rigorosa da resposta e da capacidade operacional dos equipamentos de socorro disponíveis, em caso de emergência; e rotinar procedimentos e testar comunicações de emergência entre os intervenientes.

Fonte: HR, c/ Raúl Prazeres; Foto de Cristóvão Vinagreiro

VGEO de Pinhal Novo na apresentação do DECIF

O Veículo de Gestão Estratégica de Operações (VGEO), do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, integrou, na Sertã, a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para 2005.

Em vigor desde 15 de maio, o DECIF compreende duas fases: «Alfa», até 30 de junho; e «Bravo», de 1 de julho a 30 de setembro. Foi anunciado que os helicópteros da força aérea vão passar a ser utilizados na prevenção e combate aos fogos. À semelhança dos anos anteriores, o DECIF prevê a mobilização do VGEO para qualquer ponto do país, para grandes operações de coordenação que exijam o recurso às mais modernas tecnologias de comunicações móveis.

Apresentado em 13 de maio, na Sertã – em cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e dos ministros da Administração Interna, António Costa, e da Agricultura, Jaime Silva –, o dispositivo conta, na primeira fase, com 1285 bombeiros, 309 veículos e 13 aeronaves.

A partir de 1 de julho e até 30 de setembro, os meios no terreno serão reforçados: 4150 bombeiros, 973 veículos e 47 aeronaves, entre aviões e helicópteros. A fase «Bravo» do DECIF englobará, ainda, 1679 sapadores florestais, apoiados por 343 veículos.

Com características únicas no país, o VGEO de Pinhal Novo encontra-se ao serviço do SNBPC, podendo ser mobilizado para qualquer ocorrência, de Norte a Sul. Equipada com uma sala de coordenação técnica e com as mais modernas tecnologias de comunicações móveis, a viatura constitui uma ferramenta fundamental na coordenação de grandes operações, como já aconteceu aquando de grandes fogos florestais ocorridos durante as épocas de risco dos últimos anos, bem como em apoio às operações de resgate das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios ou, ainda, à recepção ao Papa João Paulo II aquando da sua última visita ao Santuário de Fátima.

«Uma visão integrada e intersectorial», segundo Gil Martins

Gil Martins, comandante operacional nacional do Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil, explicou que a filosofia subjacente ao plano operacional é a de uma «visão integrada e intersectorial» e uma «estrutura de comando unificado», pondo a tónica na capacidade de antecipação. O objetivo é evitar a eclosão de incêndios, dominá-los na fase inicial, de forma «imediata e agressiva», «limitar o seu desenvolvimento catastrófico» e reduzir os reacendimentos.

As maiores novidades introduzidas pelo Governo de José Sócrates acabaram por ser a antecipação, para 15 de maio, da denominada “Época de Fogos”, devido à seca prolongada que assola a maior parte do país – até 15 de abril, o número de incêndios ocorrido em Portugal era já superior ao total do ano passado –, assim como a supervisão a cargo da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais, entidade criada para imprimir maior disciplina e coordenação de todos os agentes e meios que intervêm no sector do socorro.

Helicópteros Puma na prevenção e combate aos fogos

António Costa anunciou, durante a apresentação do DECIF, que os helicópteros Puma da Força Aérea vão ser gradualmente desafetados das funções militares e passar a atuar nas ações de prevenção e combate aos fogos, prevendo-se que estejam em serviço já em 2006.

O ministro revelou igualmente que o seu ministério vai celebrar um protocolo com os seus congéneres da Economia e Ciência para apoiar um programa de desenvolvimento de aeronaves de observação, não tripuladas, no sentido de melhorar a operacionalidade e diminuir custos de pessoal e combustíveis.

Por seu turno, o ministro da Agricultura lamentou a existência de «debilidades estruturais graves» na proteção da floresta. Jaime Silva prometeu eleger a proteção da floresta como uma prioridade do seu ministério e ter concluído até setembro um plano de intervenção.

Verbas e protocolos para os bombeiros

O ministro da Administração Interna revelou ainda que o Governo desbloqueou dois milhões de euros para pagar dívidas às corporações de bombeiros, como compensação por danos causados em viaturas e combustíveis gastos. António Costa garantiu que as compensações atribuídas aos bombeiros não estarão sujeitas a tributação de IRS, como medida para fomentar o voluntariado.

O ministro anunciou ainda que o Governo decidiu atualizar as contribuições aos bombeiros em três por cento e conseguiu «mobilizar a sociedade civil» para reunir uma compensação adicional. No âmbito de um protocolo a envolver a Associação Portuguesa de Seguradoras, Caixa Geral de Depósitos e EDP, vão ser disponibilizados à Liga dos Bombeiros Portugueses e Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil 1,3 milhões de euros para aumentar as contribuições para os grupos de primeira intervenção (GPI).

Esta medida é justificada com a «importância decisiva e fundamental dos GPI num eficaz combate aos incêndios florestais e o dever de compensar condignamente o trabalho desenvolvido pelos bombeiros que aí prestam serviço», explicou o ministro, realçando que a compensação não é atualizada desde 2002 e que o Estado «só pode suportar este ano uma atualização de três por cento. Daí o recurso ao apoio financeiro das três entidades». O protocolo, pelo qual aqueles três grupos empresariais vão contribuir «para o esforço financeiro suplementar necessário», foi assinado em Abrantes, em cerimónia que se seguiu à da apresentação do dispositivo de combate aos incêndios, na Sertã.

Forças Armadas envolvidas no combate aos fogos

Os três ramos das Forças Armadas vão também colaborar na prevenção e combate aos fogos florestais, no âmbito de protocolos com os Ministérios da Administração Interna e da Agricultura, também assinados em Abrantes. Assim, a Força Aérea vai apoiar na vigilância e deteção de incêndios a partir de missões de voo normais e disponibilizar as suas bases para apoio logístico e reabastecimento de aeronaves ao serviço da Administração Interna, bem como dois helicópteros Alouette III, para coordenação de operações e transporte de pessoal.

Por seu turno, o Exército vai empenhar, diariamente, na prevenção, combate e rescaldo de incêndios 500 militares, 100 viaturas, oito cavalos e 25 máquinas pesadas de engenharia. A Marinha também será envolvida neste esforço, através dos Fuzileiros, com um número de militares que irá dos seis aos 38, consoante as necessidades, para patrulha e vigilância de áreas de risco e para apoio às populações das zonas afetadas por fogos.

Fonte: HR, c/ Agência Lusa; Foto de Cristóvão Vinagreiro (na Sertã)

Sirene tocou três vezes no primeiro dia da «Época de Fogos»

Três toques da sirene ecoaram em Pinhal Novo, na tarde de Domingo, 15 de maio, a chamar os bombeiros para três focos de incêndio simultâneos. O primeiro dia da «Época de Fogos» de 2005 ficou marcado por um incêndio rural que consumiu cinco hectares de eucalipto e mato, junto às portagens de acesso à A12.

Este ano antecipada em quinze dias devido à seca prolongada que assola o País, a abertura da Época de Incêndios Florestais 2005 ficou marcada, em Pinhal Novo, por um incêndio que eclodiu pelas 15h40 no eucaliptal junto às portagens da A12, no acesso à Ponte Vasco da Gama a partir da E.N. 252 (direção Pinhal Novo – Montijo). Em simultâneo, registou-se outro foco de incêndio junto às instalações da COOPLISBOA, na Salgueirinha, bem como um falso alarme de fogo junto à Associação Sol Nascente, no Terrim.

Os três toques da sirene que se ouviram em Pinhal Novo chamaram mais bombeiros ao quartel. A corporação fez deslocar para o eucaliptal o veículo florestal de combate a incêndios e um veículo tanque de grande capacidade, enquanto para a Salgueirinha seguiram o veículo tanque tático urbano e o veículo urbano de combate a incêndios. O pronto-socorro florestal que os Bombeiros Voluntários de Palmela fizeram deslocar para o Terrim acabaria por ir em auxílio do combate às chamas junto às portagens, a que se juntou ainda outra viatura de combate a incêndios florestais do Corpo de Bombeiros Voluntários do Montijo.

Dificuldades de acesso e falta de limpeza

Cinco hectares ardidos de eucalipto e mato foi o resultado do incêndio junto às portagens, o mais grave do dia. Todavia, o fogo voltou a pôr em evidência dois dos problemas crónicos da “desorganização” florestal em Portugal: a falta de limpeza das matas e a dificuldade de acesso dos carros de combate.

«Verificámos que o terreno está circundado por valas que dificultam o acesso dos pronto-socorro ao eucaliptal», denuncia o Comandante dos Bombeiros de Pinhal Novo. Por outro lado, ainda segundo Fernando Pestana, «o terreno estava cheia de entulho, nomeadamente pneus e entulho da construção civil».

No total, 26 bombeiros estiveram envolvidos no combate ao incêndio: quinze de Pinhal Novo, seis do Montijo e cinco de Palmela. A corporação pinhalnovense teve ainda no local o veículo de Comando e uma viatura de transporte de pessoal para apoio técnico às outras viaturas. Pelas 17h30, o fogo entrou na fase de rescaldo, tendo sido considerado extinto cerca das 18 horas. A GNR de Pinhal Novo também esteve presente no local.

Fonte: HR c/ Fernando Pestana (Foto Arquivo BVPN)

Dia Municipal do Bombeiro integra Encontro Nacional de TAS

Integrado nas comemorações do Dia Municipal do Bombeiro, vai realizar-se no Cine-Teatro S. João, em Palmela, de 20 a 22 de maio, o 2º Encontro Nacional de Tripulantes de Ambulâncias de Socorro. Em 22 de maio, realiza-se ainda uma sessão solene de homenagem aos bombeiros do concelho. O dia termina com um Encontro Distrital de Fanfarras.

Instituídas em 2001 pela Câmara Municipal de Palmela, as comemorações do Dia Municipal do Bombeiro decorrem, este ano, desde 14 de maio e são dinamizadas pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Palmela. A iniciativa tem como principal objetivo demonstrar a capacidade operacional das corporações, refletir sobre os principais temas ligados à segurança e socorro, proporcionar momentos de convívio entre os bombeiros, as suas famílias e a comunidade, e reconhecer o papel social dos bombeiros, «agradecendo a sua entrega e dedicação».

Do programa comemorativo, merecem destaque a sessão solene de homenagem aos bombeiros e o 2º Encontro Nacional de Tripulantes de Ambulâncias de Socorro, que terão lugar no Cine-Teatro São João, em Palmela.

Programa do Dia Municipal do Bombeiro

14 de maio (Sábado)
17h00 “Exercício Anjo 2005” – Exercício conjunto envolvendo as três corporações de bombeiros e o SMPC, junto à Sociedade de Instrução Musical de Quinta do Anjo;

17 de maio (terça-feira)
19h00 Jogo de Futebol entre uma seleção de bombeiros do concelho e a equipa de veteranos do Palmelense Futebol Clube – Complexo Desportivo Municipal;

20 de maio (sexta-feira)
21h30 Sessão de cinema com o filme “Brigada 49” – Cine-Teatro S. João

20 a 22 de maio
2º Encontro Nacional de Tripulantes de Ambulâncias de Socorro – Cine-Teatro S. João (Ver programa abaixo)

21 de maio (Sábado)
22h00 Encontro de Tunas Académicas – Cine-Teatro S. João

22 de maio (Domingo)
08h00 Hastear de Bandeiras com toque de sirene – Quartéis dos Bombeiros Voluntários de Águas de Moura, Palmela e Pinhal Novo
09h00 Exposição de viaturas de socorro e combate a incêndios – Largo de S. João
11h15 Receção às entidades oficiais – Cine-Teatro S. João
11h30 Início do desfile apeado e motorizado – Vila de Palmela
12h00 Sessão Solene de Homenagem aos Bombeiros Voluntários do concelho – Cine-Teatro S. João
13h00 Almoço convívio entre a Câmara Municipal, Direções, Comandos e Corpo Ativo das Associações de Bombeiros do Concelho
15h30 Encontro Distrital de Fanfarras – Vila de Palmela

Programa do 2º Encontro Nacional de Tripulantes de Ambulâncias de Socorro

20 de maio (sexta-feira)
20h00 Receção aos participantes
20h30 Moscatel de Honra (servido na Casa Mãe Rota dos Vinhos)

21 de maio (Sábado)
08h30 Abertura do secretariado
09h00 Sessão de abertura
10h00 Apresentação da ANTEPH
10h30 Intervalo para café
10h45 O controlo da infeção no Pré-Hospitalar
11h15 Desfibrilhação Automática Externa DAE
12h30 Almoço (livre)
14h00 A responsabilidade civil e criminal em emergência
14h45 A abordagem do idoso vítima de trauma
15h30 Intervalo para café
16h15 A abordagem pré-hospitalar do queimado
17h00 A comunicação e linguagem entre o técnico e o médico
20h30 Jantar convívio

22 de maio (Domingo)
09h05 A condução de veículos prioritários (A Ambulância)
10h30 Apresentação das conclusões
10h45 Sessão de encerramento

O Encontro é uma organização da Associação Nacional de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar e a participação está sujeita a inscrição prévia no sítio da instituição,

Helena Rodrigues, c/ CMP

Reportagem fotográfica do 54º Aniversário já disponível neste site

54 Anos. 1 de maio, o dia do 54º Aniversário dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo. Às 8 da manhã, a alvorada com o hastear de bandeiras marcou o arranque das comemorações, a que se seguiu uma romagem ao cemitério, em desfile apeado e motorizado. Ver Galeria de Fotos, (Ver Galeria de Fotos).

Este ano, uma das novidades foi a instalação de um ecrã gigante no salão da Associação – espaço privilegiado para o almoço-convívio –, para que dirigentes, bombeiros e convidados assistissem, no canal 2 da RTP, ao programa “Vida por Vida”. Na sua emissão semanal, o magazine televisivo sobre os bombeiros portugueses transmitiu uma reportagem realizada em Pinhal Novo. A produção do programa fez questão que a reportagem fosse transmitida no dia do aniversário da corporação: como uma “prenda de anos” oferecida através da televisão.

Como habitualmente, o programa do aniversário incluiu a entrega de diplomas e a promoção e condecoração de bombeiros, com a formatura instalada na Avenida da Liberdade, em frente à fachada do quartel (um pouco de chuva “abençoou” a cerimónia). (Ver Galeria de Fotos) Depois, foi batizada a nova viatura de transporte de doentes, adquirida para fazer face à crescente solicitação destes serviços. (Ver Galeria de Fotos) Os convidados foram, de seguida, convidados a deslocar-se até ao Centro Comercial “Os Mochos”, para assistirem a três exercícios de simulação distintos: uma ação de salvamento e desencarceramento; o combate a um incêndio urbano, que deflagrou na cave do edifício; e uma ação de salvamento em grande ângulo, que permitiu evacuar as vítimas que se refugiaram no terraço do centro comercial para fugir às chamas da cave. 37 bombeiros e 10 viaturas estiveram envolvidos nestes exercícios. (Ver Galeria de Fotos)

Para a sessão solene – 12h00, auditório – foram convidados todos os sócios que, este ano, completam 25 e 50 anos de associativismo; para casa levaram emblemas que assinalam tantos anos de fidelidade aos Bombeiros de Pinhal Novo. Pela primeira vez, interveio na sessão solene a Governadora Civil do Distrito de Setúbal, a arquiteta Teresa Almeida, recentemente nomeada para o cargo. E foi também a estreia nestas lides do atual Presidente da Direção dos Bombeiros, Victor Nascimento. O auditório foi ainda palco da entrega de diplomas aos doze jovens que concluíram o primeiro curso básico de socorrismo, promovido em colaboração com a Junta de Freguesia de Pinhal Novo.

Este ano, a cor predominante nas decorações da festa de aniversário foi o vermelho-tinto. Era a cor das toalhas das mesas redondas instaladas no salão. É também a cor das tiras de cartolina em que está inscrito um poema de Rosélia Palminha, dedicado às mães, no Dia da Mãe, e que foram distribuídas a todas as mães presentes no salão e aos bombeiros, para oferecerem às suas mães. Diz assim, a certa altura: Mãe, Sei que tenho o teu amor e posso assim desafiar o mundo. (Ver Galeria de Fotos)

Fonte: HR; Fotoreportagem de Flávio Andrade



Acesso a Parque Industrial volta a ser palco de acidente

Uma colisão entre dois veículos ligeiros, ao início da tarde de 28 de abril, veio reforçar os índices da sinistralidade no cruzamento de acesso ao Parque Industrial do Vale do Alecrim. O local já foi aqui chamado de «ponto negro» na rede rodoviária de Pinhal Novo.

Há um ano, em 4 de maio de 2004, outro acidente de contornos semelhantes causara ferimentos graves em dois jovens e obrigara a uma evacuação por helicóptero (uma das vítimas acabaria por falecer). Em novembro, outra colisão naquele local provocara três feridos, um em estado grave. Desta vez, o impacto da colisão entre duas viaturas ligeiras fez apenas um ferido: o sinistrado foi retirado da viatura imobilizado e transportado para o hospital; o outro condutor envolvido no acidente não necessitou de ser assistido no hospital.

No centro dos acontecimentos está a Estrada Nacional 252 (outra vez) e o cruzamento de acesso ao Parque Industrial do Vale do Alecrim, junto à antiga fábrica “Agaerre”. O acidente de quinta-feira ocorreu quando o veículo ligeiro que saía do Parque Industrial entrou na EN sem se aperceber da outra viatura, que circulava no sentido Pinhal Novo – Palmela, dando-se o embate.

O alerta do acidente chegou ao quartel pelas 13h10, através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM. Os Bombeiros de Pinhal Novo mobilizaram para o local a viatura de desencarceramento (VSAT), com cinco elementos, a ambulância INEM (com dois tripulantes) e uma ambulância de cuidados intensivos (com mais dois tripulantes). As duas viaturas acidentadas ocupavam uma faixa de rodagem. Os bombeiros procederam à imobilização do ocupante do veículo que saíra do Parque Industrial e evacuaram-no em condições de segurança.

A falta de sinalização e a deficiente visibilidade no local (à noite), quando acompanhados por excesso de velocidade ou distração dos condutores, parecem ser a causa da sinistralidade naquele cruzamento, conhecido pelos bombeiros de Pinhal Novo como um dos principais «pontos negros» da sinistralidade rodoviária na sua área de intervenção.

Fonte: Vasco Marto (Texto de Helena Rodrigues; Foto de Luís Neto – Arquivo BVPN)

Nacional 252 fez mais duas vítimas

A colisão frontal de uma mota com um veículo ligeiro provocou morte imediata a dois jovens, de 19 e 23 anos, na madrugada de 25 de abril, na Estrada Nacional 252. Esta via já fez, este ano, um total de doze vítimas mortais.

O acidente ocorreu às 00h50, no sentido Pinhal Novo – Montijo, antes do acesso à autoestrada A12, quando as duas vítimas, que seguiam num motociclo, não se terão apercebido de que um jipe que seguia na sua frente se preparava para virar à esquerda, na direção de uma das casas que, daquele lado, ocupam a berma da estrada. A mota embateu na parte lateral do jipe, incendiou-se e perdeu o controlo da condução, despistando-se para a faixa de rodagem contrária e acabando por colidir de frente com um Ford Focus que vinha em sentido contrário.

Na sequência da colisão, a viatura ligeira entrou em despiste e arrastou a mota, que ficou presa sob o carro, e os dois ocupantes para uma vala. Os dois jovens – dois amigos de 19 e 23 anos, residentes na Lagoa da Palha – tiveram morte imediata. Segundo informações recolhidas pelo jornal Correio da Manhã, os dois tinham saído da sede do Grupo Desportivo da Lagoa da Palha e dirigiam-se para uma discoteca em Alcochete. Do acidente resultaram apenas ferimentos ligeiros para os ocupantes do Ford Focus.

Um total de 15 elementos dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo estiveram envolvidos nas operações de socorro; quatro dos bombeiros até nem estavam de serviço, mas juntaram-se aos colegas, incluindo o médico da corporação. O acidente mobilizou quatro viaturas: a ambulância INEM, o veículo urbano de combate a incêndios, a viatura de desencarceramento e uma segunda ambulância de cuidados intensivos. No local, a Brigada de Trânsito dirigiu as investigações, com o apoio da GNR de Pinhal Novo.

Um teste à força psicológica

Num acidente com esta violência, bem evidenciada no estado das vítimas, o trabalho dos bombeiros – que durou várias horas, madrugada dentro – consistiu na extinção do incêndio, na criação de acessos para retirar os corpos das vítimas e na recuperação dos mesmos.

Rudi Matos, tripulante de ambulância de socorro, explica em pormenor as circunstâncias do acidente e as operações levadas a cabo… e fala num teste permanente à componente psicológica da equipa de socorro: «Nestas situações, mais do que ser afetada, a parte psicológica dos bombeiros está ali a ser testada», diz. É o sentimento que subsiste depois daquela – mais uma – noite trágica. «A avaliação que fazemos do nosso trabalho e do nosso desempenho continua a ser positiva; sabemos que atuámos com a eficácia possível, correu tudo dentro do que era possível fazer», afirma Rudi Matos.

Para este bombeiro, o mais impressionante é constatar o número de vítimas de uma mesma via. Desde Janeiro deste ano, na área operacional dos Bombeiros de Pinhal Novo, já se perderam doze vidas na EN252.

No local do acidente, como já se tornou hábito nas estradas do país, suspensa num sinal de trânsito está agora uma coroa de flores. Como que a testar «a parte psicológica» dos condutores e passageiros que continuam a passar, uns mais indiferentes do que outros.

Helena Rodrigues c/ Rudi Matos e Luís Neto (Fotos)

Bancos metálicos das estações de comboios revelam-se perigosos

Na estação de Pinhal Novo, uma criança de 4 anos ficou, no Domingo, 24 de abril, com os dedos presos nos orifícios de um dos bancos metálicos, obrigando os bombeiros a uma intervenção delicada. No mesmo dia, um caso semelhante ocorreu na estação do Pragal e acabou no Hospital Garcia de Orta.

Quase em simultâneo, os dois acidentes ocorridos com os bancos de aço inoxidável perfurado que povoam as gares das estações da REFER, da linha que liga o Sul à Ponte 25 de Abril, revelaram-se situações complexas para os bombeiros. O primeiro susto aconteceu pelas 11h30, na estação de Pinhal Novo. Uma criança de 4 anos, acompanhada pelos pais, enfiou dois dedos nos buracos do banco em que aguardavam pela chegada do comboio. O pai ainda conseguiu soltar-lhe o dedo indicador, mas o dedo médio ficou preso no banco, obrigando à intervenção dos bombeiros (via chamada para o nº 112).

Mobilizada a viatura de desencarceramento e seis bombeiros, verificou-se que a mão da criança começava a ficar inchada. A situação acabaria por resolver-se com a aplicação de gelo, para reduzir o edema, e Lidocaína – «um gel anestésico utilizado para entubação de vítimas inconscientes para se fazer a ventilação», explica um dos socorristas –, cujo efeito lubrificante acabaria por ter o resultado pretendido, permitindo libertar o dedo médio da criança.

A vítima tinha apenas pedido aos pais para andar de comboio. Assustada, a criança acabou por ir para casa, apesar de terem pago os bilhetes da Fertagus (que são adquiridos e validados antes das viagens). No local do incidente, esteve um responsável da CP, que se prontificou a elaborar um relatório da ocorrência, tendo aconselhado os pais da criança a apresentarem também uma exposição sobre o sucedido.

O mais grave é que, no mesmo dia, pouco depois e uns quilómetros à frente, na estação do Pragal, os Bombeiros Voluntários de Almada estiveram a braços com uma situação em tudo semelhante, mas que teve de acabar no Hospital Garcia de Orta, com uma outra pequena vítima a ter de ser submetida a anestesia geral, enquanto os bombeiros utilizavam uma tesoura hidráulica de desencarceramento para cortar o metal. Os bombeiros contaram para as câmaras de televisão terem recorrido, sem sucesso, a cremes gordos e gelo para soltar os dedos da criança, tendo chegado a recear a solução-limite da amputação. Tiveram de transportar a vítima com o banco metálico para o hospital, no meio de um cenário geral de desespero pelo insólito da situação, que acabou por ser resolvida pela perícia de um bombeiro a manusear a enorme tesoura de cortar a chapa das viaturas acidentadas.

Na foto: Pormenor dos orifícios dos bancos, por comparação com o tamanho de uma moeda de 1 euro. Fotos cedidas por um passageiro.

Fonte: Luís Neto (texto de Helena Rodrigues)

Atropelamento e fuga causa um morto

Um homem foi atropelado e deixado ferido na estrada. Uma segunda viatura não se terá apercebido do corpo inanimado e voltou a embater na vítima. O indivíduo, imigrante de leste, não sobreviveu aos ferimentos.

O alerta chegou aos Bombeiros, através do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes, do INEM), trinta e quatro minutos depois das zero horas de quarta-feira, 20 de abril. Para o local foi enviada uma ambulância de socorro (INEM) e o veículo de desencarceramento do Corpo de Bombeiros (VSAT).

O acidente ocorreu na Estrada Nacional 252, no sentido Pinhal Novo – Jardia, junto ao cruzamento com a urbanização «Vila Serena», num local com fraca visibilidade. A vítima do atropelamento, com cerca de 30 anos, encontrava-se inconsciente e em falência respiratória.

Apesar dos esforços da equipa, composta por sete bombeiros e pelo médico da corporação, entretanto mobilizado para o local, não foi possível salvar o ferido politraumatizado, que não resistiu aos ferimentos.

À chegada dos bombeiros (e o médico demorou 5 minutos a chegar ao local), encontrava-se junto ao sinistrado um condutor que informou ter atropelado o indivíduo. Todavia, tudo indica que a vítima já teria sido atropelada anteriormente.

A GNR de Pinhal Novo, presente no local com duas viaturas, tomou conta da ocorrência e investiga as causas do acidente.

Luís Neto (texto e foto), c/ Helena Rodrigues e Vasco Marto