Daniel…

Ora aí está o primeiro representante do sexo masculino, na geração BVPN 2006. O Daniel chegou pequenino, porque resolveu nascer na tarde de 30 de março, quando só era esperado lá mais para o fim de Abril. Muitos Parabéns, João e Irene!

Não cabia em si de contente, o bombeiro João Daniel Joaquim, ao dar a novidade de que já é pai do Daniel. «Nasceu ontem [30 de março], às 14h26m, com 2,730 Kg… E eu vi tudo e também ajudei!», contou.

Pai aos 24 anos, o João Daniel (Foto) pôde, assim, experimentar a sensação de acompanhar e auxiliar a mãe do seu filho, a Irene, no trabalho de parto. E já concretizou uma das suas vontades, manifestada há pouco mais de um mês, a este sítio (Ler Notícia). O nosso bombeiro dizia-se desejoso de sentir o bebé nos seus braços «e de ir beber uns canecos com ele»… O primeiro desejo já pode ser satisfeito; o segundo virá a seu tempo.

O Daniel Filipe Cristo Farias é, também, primo da Joana Valente, que completa 2 aninhos no próximo dia 16 de Abril, e cuja chegada à família dos BVPN também foi aqui saudada. O pai do Daniel e a mãe da Joana são irmãos (e muito parecidos), portanto os Parabéns pelo alargamento da família também são extensivos aos tios do Daniel, a Magda Joaquim e o bombeiro Vítor Valente (Conheça). Já só falta referir que as mães do Daniel e da Joana pertencem à fanfarra da corporação (só esperamos não ter baralhado os laços da grande família dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo!).

Em nome de toda a Associação, enviamos ao João Daniel e à Irene (cujo casamento também foi partilhado connosco – Ler Notícia) um grande beijinho de Parabéns. E que tudo corra pelo melhor!

Fonte: Helena R, com foto orgulhosamente enviada pelo pai do Daniel

Margarida…

Pouco depois da Milene, chegou à família dos BVPN a Margarida Marta, que nasceu na tarde de quinta-feira, 16 de março. E que também é linda! Parabéns Carlos, Magda, Adosinda e Segundo Comandante!

«Mas que bebézinha tão bonitinha!», exclamou Américo Silvestre, o nosso Webmaster, ao ver as fotos da Margarida. O bombeiro Carlos Marta também a achou encantadora, assim que a viu, mas pensou que talvez fosse dos seus olhos de pai, aos 23 anos. Carlos confessa que os outros bebés da maternidade lhe pareceram um bocado «esquisitos»: «Achei que era por ser minha filha que a via de outra forma, mas, pelos vistos, não…» [risos].

A Margarida nasceu às 16h28m do dia 16 de março, no Hospital CUF Descobertas, em Lisboa. Pesava 3,420 Kg e tinha 49 cm de comprimento. E quase obrigava o pai a ter de escolher entre assistir ao seu nascimento ou ao de uma associação local – a Associação “Amigos da Festa Brava de Pinhal Novo” –, de que foi um dos três fundadores, e que tinha a escritura de constituição marcada para as 14 horas dessa mesma tarde, no Cartório Notarial de Palmela. Para o bombeiro, foi uma corrida contra o tempo: «Saí do Notário e ainda cheguei a tempo do parto, mas a médica decidiu, à última hora, que tinha de fazer cesariana e, por ser uma cirurgia, eu já não pude assistir», conta.

Felizmente, tudo acabou em bem. A Margarida Alves Marta, primeira filha do casal Carlos e Magda, veio inaugurar a 3ª geração de uma família de bombeiros: é a primeira neta da bombeira de 2ª Classe Adosinda Queirós e do Segundo Comandante da corporação, e vogal da atual Direção, Francisco Marta.

Muitos Parabéns a todos!

A Editora e o Webmaster agradecem, especialmente, ao Carlos Marta e ao Paulo Costa, por nos honrarem com a partilha das fotos das suas filhas. E, mesmo correndo o risco de transformar isto em qualquer coisa parecida com o site da Maternidade Alfredo da Costa [lol], queremos lembrar que ainda estão para chegar o Daniel Farias e o Gonçalo Castro. Pelo menos…

Fonte: Helena Rodrigues, com Carlos Marta

Mãe Negra em boas mãos

Numa altura em que se anuncia o fecho de maternidades e se discute o transporte de parturientes em ambulância, temos tido a felicidade de as mães de Pinhal Novo se poderem sentir em boas mãos. A última foi uma guineense, às mãos do bombeiro Rui Jorge Silva.

Quando, pelas 05h55m do passado dia 16 de fevereiro, a equipa do INEM dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo chegou à Rua Mouzinho de Albuquerque, foi encontrar a grávida pronta para ser transportada ao hospital, mas já em trabalho de parto. «A senhora entrou em trabalho de parto antes de entrar na ambulância; quando a deitámos, a criança começou logo a nascer», recorda Rui Jorge Silva, o bombeiro e tripulante de ambulância de socorro (TAS) que realizou o parto.

Explicado por ele, com humildade, parece simples assistir um nascimento à porta de casa, dentro de uma ambulância: «Fizemos o parto, cortámos o cordão umbilical, limpámos o bebé [um menino], metemos ao colo da mãe e fizemos o transporte para a unidade hospitalar [Hospital de São Bernardo, em Setúbal]».

Contudo, apesar destes serviços – «ajudar as parturientes nestes momentos lindos», nas palavras dos bombeiros – serem normais, o tripulante Rui Jorge, já experiente nestas situações (este terá sido o seu 11º ou 12º parto, já perdeu um bocado a conta), deparou-se com mais uma dificuldade: é que o seu companheiro de equipa, o bombeiro Sandro Patraquim, nunca tinha presenciado um momento como aquele.

Para ele, foi uma novidade, e, mais tarde, lá conseguiu dizer que «o momento que mais me impressionou foi ter auxiliado o nascimento». Mas, na altura, terá ficado sem palavras e quase sem reação. «O motorista era estreante e ficou todo babado, ficou sem palavras, sem reação na altura para dizer alguma coisa», conta Rui Jorge, sem saber muito bem como explicar a reação do colega. «Eu também não tenho palavras para descrever como ele estava na altura», remata.

Passado o embate do momento, Sandro haveria de voltar ao Hospital de Setúbal e reencontrar a mãe guineense e o seu filho, já em repouso no quarto. E registou, com grande eficácia fotográfica, um quadro de serenidade familiar que é especialmente gratificante para os bombeiros; para agora, e mais tarde, recordar.
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Prelúdio

Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela…

Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guizos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro…
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada…
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?…
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?…
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?…
Mãe-Negra não sabe nada…
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!…
Os teus meninos cresceram,
e esqueceram as histórias
que costumavas contar…
Muitos partiram p’ra longe,
quem sabe se hão-de voltar!
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada.

(Alda Lara, poetisa angolana, 1951, popularizado na voz de Paulo de Carvalho)

Fonte: Helena Rodrigues, c/ Vasco Marto e Rui Jorge Silva (Texto); Sandro Patraquim (Foto)

Milene…

Escreveu-se aqui que a família dos Bombeiros ia aumentar. Pois já aumentou! A primeira bebé do ano, nos BVPN, foi a Milene, filha do Bombeiro de 1ª Classe Paulo Costa. Muitos Parabéns!

Chama-se Milene Lopes Costa e nasceu na Sexta-feira, 10 de março de 2006, de cesariana, na maternidade do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal.

A bebé pesava 4,070 Kg. E, como se pode ver pela imagem, parece suficientemente rechonchudinha para se poder dizer que… sai ao pai!

A Milene é a primeira filha do bombeiro Paulo Costa e da Cláudia (na foto). Aos três desejamos as maiores felicidades.

Entretanto, seis dias depois, na passada Quinta-feira, 16 de Março, nasceu também a menina do bombeiro Carlos Marta. Como constatava o Comandante da corporação, num e-mail dando conta do nascimento da Milene: «A Família dos Bombeiros aumenta substancialmente!».

Muitos Parabéns!

Fonte: HR c/ Fernando Pestana; Fotos gentilmente cedidas pelos pais da Milene

Cabeleira cor-de-laranja procura-se!

Os Bombeiros de Pinhal Novo, em particular a sua fanfarra, até tiveram direito a carro alegórico, no corso de Carnaval deste ano. Mas perdeu-se uma cabeleira cor-de-laranja. Alguém a viu?

No corso da Terça-feira de Carnaval, em Pinhal Novo, dois dos carros alegóricos tinham, diretamente, a ver com os bombeiros.

Senão vejamos: um (na foto) reproduzia a fanfarra da Associação, cujos elementos, como habitualmente, alinharam no desfile; outro (ver foto) era alusivo à «Festa Brava», e representava os bravos forcados da vila que ainda se hão de estrear (boa parte deles são elementos da corporação e aproveitaram a oportunidade de passar pelos milhares de espectadores, para pedir apoios para a fundação do Grupo de Forcados Amadores de Pinhal Novo).

Ainda havia mais bombeiros integrados no desfile – Ver Foto. Mas há um que escapou à objetiva dos fotógrafos (pelo menos dos que, até agora, colaboraram com este sítio). Daí a publicação do seguinte aviso público.

ANÚNCIO

Procura-se
Cabeleira cor-de-laranja (ou seria amarela?)

Pede-se a quem tenha registado – em vídeo, telemóvel ou fotografia – uma figura alta mascarada, exibindo ao peito um cartão de identificação da organização (a cargo dos “Amigos de Baco”), com o nome “Leonel Barradas”, o favor de nos ceder uma imagem.

A figura ostentava uma tira de pano levemente parecida com uma mini-saia, uma mochilazinha às costas e uma bonita cabeleira que, se não era cor-de-laranja, seria amarela.

Em função do perfil do colaborador que nos enviar a imagem (preferencialmente por e-mail), decidir-se-á o tipo de recompensa a atribuir.

Mais fotos de bombeiros integrados no corso carnavalesco 2006 serão muito bem vindas a este sítio.

Apoie e divulgue esta campanha. Obrigada!

Fonte: HR; Foto de Joaquim Castro

Família dos BVPN vai aumentar

Para alturas do Dia da Liberdade, das Festas Populares ou já para o mês que vem… Quatro bombeiros da corporação nº 1517 (pelo menos), três dos quais pela primeira vez, preparam-se para ser pais, muito em breve. Vocês sabiam?

A notícia – atrapalhada – chega-nos acompanhada de um pedido muito especial. «Olha, eu brevemente vou ter…, não, a minha mulher vai ter um filho meu. E será que podes pôr uma notícia? Mas tem de ser a melhor, ok? E a mais bonita. Tem de ser a notícia mais bonita do site!», tecla (através de um chat de conversação on-line) o bombeiro João Daniel Joaquim, um dos quatro felizes contemplados com a breve chegada de um bebé.

«Muitos, muitos Parabéns!», dispara a editora, encantada por (pelo menos) um bombeiro ter assimilado o jornal da Associação a ponto de usar o adjetivo «bonita» para se referir a uma notícia. O “milagre da vida” é sempre lindo e, como tal, publicar uma notícia «bonita» acerca do tema “é canja”, pensa. E, para poder divulgar já a boa-nova, sem esperar pelo nascimento do Daniel Filipe Cristo Farias (que o João Daniel e a Irene – na foto –, membro da fanfarra da corporação, esperam para o dia 25 de Abril, mais coisa, menos coisa), estas são as fotografias possíveis. Para já…

Além de ter dado para enviar as fotos, tiradas na hora, a conversação de poucos minutos (antes do bombeiro entrar de serviço no quartel) ainda chegou para “arrancar” algumas confissões a um jovem (também forcado) que vai ser pai. E que se mostra muito seguro da responsabilidade que vai assumir. «Só tenho medo de um dia ele querer ou lhe faltar alguma coisa e eu não ter para lhe dar… Mas, quanto ao resto, não tenho medo de nada, nada», garante João Daniel. «Estás com mais vontade do quê? De lhe pegar ou de veres a cara dele?», pergunta-se-lhe. «De tudo! De o sentir nos meus braços… e de ir beber uns canecos com ele», responde. [risos, aliás, lol]

“Entrevista” feita, fotos prontas a editar, e eis que, de repente, afinal já não era só o Daniel a justificar o título desta notícia. A família dos BVPN, tudo indica que já em março, também vai ver chegar a Margarida Alves Marta, primeira filha do bombeiro Carlos Marta e, como tal, primeira neta da bombeira Adosinda Queirós e do Segundo Comandante Francisco Marta! Mais: também o bombeiro Paulo Costa e esposa vão ser pais, na mesma altura (mais coisa, menos coisa). E já só faltam os “repetentes”: Joaquim Castro e Sandra Castro, ex-diretora desta Casa, vão alargar a família por alturas das Festas Populares de Pinhal Novo, em junho próximo.

Ora vejam e ouçam aqui, com o volume bem alto, esta! É-vos dedicada! Numa altura em que tanto se fala da baixa natalidade, a nível nacional e europeu, não acham que esta notícia é a melhor que este sítio poderia oferecer, à cidade e ao mundo?

Fonte: Helena R., com um rapaz que gosta de partilhar a sua felicidade, e ainda bem…

Escadas de acesso a átrio subterrâneo da REFER fazem mais um ferido

Uma senhora caiu, esta manhã, nas escadas de acesso ao átrio subterrâneo da estação de caminhos-de-ferro de Pinhal Novo. Mais uma vez se fizeram sentir as dificuldades de acesso das equipas de socorro e de evacuação das vítimas.

A senhora, de 62 anos, caiu na escadaria que dá acesso ao átrio subterrâneo da estação da REFER, a partir da entrada do lado Sul de Pinhal Novo, obrigando à deslocação de duas ABCI dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, para imobilização e transporte da vítima ao Hospital de Setúbal. A senhora encontrava-se bastante magoada, depois de ter caído de um vão de escadas inteiro, suspeitando-se de fratura na região dorso-lombar.

A situação não é inédita e, mais uma vez, se fez sentir a dificuldade que as equipas de intervenção têm para chegar ao local e, depois, proceder à evacuação das vítimas. O acesso a viaturas não é possível e tanto a distância como o desnível são bastante acentuados. Numa situação destas, é necessário levar até junto da vítima todo o equipamento necessário à imobilização, sendo o transporte assegurado, por maca, através das extensas rampas alternativas às escadas.

Os Bombeiros consideram que era necessário as autoridades competentes resolverem o problema, visto o interior do edifício não permitir entrada e saída de viaturas ou outros meios necessários para intervir em qualquer emergência.

No caso concreto de Pinhal Novo, o risco é tanto maior quanto a passagem subterrânea da estação ferroviária é, diariamente, utilizada pelos pinhalnovenses que, mesmo não querendo apanhar o comboio, precisam de atravessar as linhas férreas para aceder ao outro lado da vila. Muitos idosos, a maioria residente no lado Sul, têm de enfrentar vários lances de escadas ou extensas rampas para aceder ao lado Norte, onde se situa a maior parte dos serviços públicos (incluindo o Centro de Saúde). A estação dispõe de escadas rolantes apenas para o acesso às gares de embarque e de um único elevador, que só funciona no sentido ascendente (quando funciona), para acesso à Praça da Independência.

Fonte: Vasco Marto, com Helena Rodrigues (Foto)

Bombeiros são a instituição mais importante de Pinhal Novo

A maioria dos inquiridos, no âmbito de um estudo sobre a identidade social de Pinhal Novo, realizado por uma investigadora polaca, elege a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo como a instituição mais importante da vila.

O ponto de partida foi logo interessante. Uma autora de nacionalidade polaca, a residir há alguns anos em Pinhal Novo, desenvolveu um estudo sociológico sobre a vila, no âmbito do projeto europeu “Capital do Futuro”, que resultou no livro intitulado “Culturas Habitadas. Modos de ser e ver. O caso de Pinhal Novo”. A obra foi editada em versão bilingue (polaco e português), no final de 2005, pela Associação Juvenil “Odisseia”. A investigadora chama-se Aleksandra Chomicz e nela reside a maior lacuna do livro: a de nada revelar sobre a sua autora.

A publicação revela, todavia, visões curiosas, polémicas e, às vezes, antagónicas sobre a perceção que os pinhalnovenses têm da sua localidade, «através do buraco da fechadura». As opiniões foram recolhidas através de um inquérito, realizado entre maio e julho de 2005, em vários locais de Pinhal Novo (incluindo o quartel-sede dos Bombeiros Voluntários), que acabou por abranger 238 habitantes. Simultaneamente, a autora realizou cinco entrevistas individuais a residentes na vila, pré-selecionados em função da sua intervenção pública (Álvaro Amaro, Presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, foi um dos entrevistados) ou cultural. É a autora, desde logo, quem alerta para «o subjetivismo e relativismo das visões apresentadas nas entrevistas, as quais constituem só algumas das possíveis críticas e reflexões sobre as temáticas apresentadas».

Mas foi assim que Aleksandra Chomicz descobriu que os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo surgem à cabeça da lista das instituições locais consideradas mais importantes, pelos inquiridos. «A falta de hospital e outros órgãos de primeiros socorros abertos durante 24 horas, aliada à própria dimensão tradicional e histórica dos Bombeiros Voluntários, reforça ainda mais a sua posição especial e específica na vila», explica a investigadora. Só depois dos Bombeiros, aparecem referenciadas a Biblioteca Municipal e a Junta de Freguesia.

Outra conclusão interessante deste estudo: o motivo ferroviário assume-se como o símbolo mais relevante da identidade pinhalnovense, seguindo-se, nas respostas ao inquérito, a referência a José Maria dos Santos e aos pinheiros. É também o grande agricultor a personalidade referenciada como a mais importante para a identidade da vila. Logo depois é enunciado um antigo presidente da Direção dos Bombeiros (1969, 1970, 1971), o médico Manuel Veríssimo da Silva.

Neste domínio, é curioso que também tenham sido assinaladas personagens com um perfil marcado por «traços de irrealidade», mas que a autora considera terem «um lugar específico na construção do imaginário e memória coletiva de Pinhal Novo», como é o caso do popular José Lopa. Chomicz realça o facto deste nome ter sido mais citado pelos inquiridos mais jovens, e explica: «O seu [de José Lopa] comportamento e modo de estar desviado dos hábitos e normas sociais informalmente estabelecidos e aceites pela sociedade, concentra a atenção social, pertencendo, assim, à imagem do lugar por um motivo original e carácter próprio».

Também no que se refere à oferta cultural da vila, o papel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo é mencionado no estudo, por a sua sede dispor de um dos principais locais – o salão – destinados a acontecimentos culturais e artísticos.

”Convite para a conversa…”

O desenvolvimento do Pinhal Novo está sempre relacionado com as vias de comunicação. Ninguém vinha para aqui morar, se não tivesse acessos para outros sítios onde trabalha. (…) há vida própria não só nas comunidades rurais em torno da grande urbe, mas dentro da urbe também há espaços, que não estão fechados naturalmente, as pessoas que vivem nesses locais não vêm apenas cá dormir… vivem ali, vão aos cafés, saem com os seus filhos, levam-nos à escola, convivem…” (Álvaro Amaro, presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo)

Nós não impomos naturalmente esta ideia de que há aqui uma cultura caramela ou uma cultura de gente ferroviária, porque tudo isso está hoje em grande mutação. Não impomos nada a ninguém. Os contributos das pessoas que para cá vêm morar são importantes para construir esta identidade, feita da multiplicidade ou da multiculturalidade (…)” (idem)

(…) eu considero que, embora haja sempre muito trabalho para fazer, a oferta cultural de Pinhal Novo tem crescido e tem-se diversificado.” (idem)

A identidade não é a reconstrução do passado, ela constrói-se também com o presente. Não é um objecto acabado. É uma representação simbólica, que cada um constrói, numa relação própria com o seu sítio, que nem sempre é mesma de pessoa para pessoa… (…) Há pessoas que têm a motivação para viver em Pinhal Novo e intervir. (…) Cada pessoa tem de facto uma relação de pertença. Para mim é satisfatório quando as pessoas dizem: “Eu moro em Pinhal Novo, eu sou de Pinhal Novo”. Há alguns anos atrás ninguém queria ser tratado por caramelo. Hoje, o caramelo tem uma conotação positiva, porque nos remete para um local em que as pessoas têm orgulho de pertencer (…)” (idem)

A cultura Caramela é ligar o passado ao presente, para fazer o futuro; mas nesta terra com poucas referências percetíveis do passado, quando se vem de fora, a única ligação visível da qual tomamos logo conhecimento é a sopa Caramela, o resto fica uma interrogação.” (Joaquim António Gonçalves Borregana, artista plástico sob o nome Kim Prisu)

Falta [na oferta cultural do Pinhal Novo] um museu sobre o desenvolvimento local. Este poderia dar-nos uma ideia da identidade desta localidade dita Caramela, que passou de um meio agrícola a um dormitório.” (idem)

“[Pinhal Novo] É uma vila que cresceu muito depressa nestes últimos anos, na qual o pouco que têm do passado se está a apagar. (…) As novas construções apresentam uma arquitetura sem caracterização própria, exemplo disso é a nova estação (…) Também o edifício do Santa Rosa se encontra ao abandono. Isto leva-nos a pensar que têm medo do passado e provavelmente deles próprios.” (idem)

“[Os símbolos atuais deste sítio] Eram os três pinheiros imponentes que se situavam mesmo no coração da vila” (idem)

“[Ser do Pinhal Novo] Significa ter sentimentos fortes para com a localidade e os habitantes (…)” (Flávio Andrade, fotojornalista)

(…) uma das grandes lacunas do Pinhal Novo é a nível cultural. A cultura no e do Pinhal Novo é mais o café e a bebedeira social. O cinema na biblioteca, por exemplo, a maior parte das vezes está às moscas. A situação cultural é mais zero. Falta disponibilidade política para o fazer e vontade empresarial para pôr em prática. Pois, porque sem dinheiro não se pode fazer grande coisa. (…) O que falta concretamente é qualidade, porque ‘gosto’ ou ‘gostos’ existem, existe é um défice de bom gosto (…)” (idem)

(…) o Pinhal Novo descaracterizou-se todo praticamente, primeiro pela grande e desenfreada construção imobiliária que ainda hoje se mantém, com a agravante da falta de critérios a nível estético desses mesmos imóveis (…)” (idem)

Fonte: Helena Rodrigues, c/ o especial obrigado a Flávio Andrade, pela oferta do livro

EN252 fez primeira vítima deste ano em Pinhal Novo

Um choque entre um ligeiro e um motociclo, no cruzamento de acesso à A-12, na manhã de Quinta-feira, 26 de janeiro, provocou um morto. Foi a primeira vítima da Estrada Nacional 252, este ano, em Pinhal Novo.

A vítima tinha 39 anos. Conduzia o motociclo, no sentido Pinhal Novo – Montijo, e foi colhido pelo veículo ligeiro de passageiros, que circulava no sentido contrário e ia virar no cruzamento de acesso à auto-estrada. O acidente ocorreu às 7h50m e tudo indica que se terá ficado a dever ao desrespeito do sinal de paragem obrigatória, por parte do condutor do ligeiro.

Foi, praticamente, um embate frontal. O condutor do motociclo sofreu um traumatismo de grande gravidade e, apesar de todos os esforços, não foi possível aos bombeiros transportá-lo com vida ao hospital.

No local, estiveram a ambulância do INEM instalada no Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo e o veículo de salvamento e desencarceramento da corporação (VSAT), com um total de 6 homens. Ao local do acidente foi ainda chamada a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) de Setúbal.

Para quem, àquela hora da manhã, passou pelo local do acidente – e é intenso o tráfego rodoviário na EN252, sobretudo para Lisboa, via ponte Vasco da Gama, e no sentido contrário, para Setúbal –, o cenário não augurava nada de bom. O veículo ligeiro – um Audi A3, cinzento claro, de uma escola de condução de Setúbal – ficou «todo partido à frente», segundo o relato de uma testemunha. A mesma testemunha ocular recorda – ainda antes da chegada dos veículos de socorro – a imagem da vítima, no chão, sem o capacete de proteção que, provavelmente, não estaria bem colocado.

Fonte: HR c/ VM; Fotos de António Oliveira

Salvamento em cenário verdejante

O último curso de Salvamento e Desencarceramento realizado pelos Bombeiros de Pinhal Novo beneficiou já do novo VETA (Veículo com Equipamento Técnico de Apoio), que permitiu transportar duas viaturas acidentadas para o cenário onde decorreu o exercício final.

Num local inacessível às viaturas de socorro, onde o verde era a cor predominante, os dez bombeiros que participaram no curso foram encontrar dois veículos sobrepostos, com vítimas encarceradas. O cenário – Ver outra foto – foi montado numa ravina da ponte de acesso à auto-estrada A12, onde foram estrategicamente sobrepostas duas viaturas, com duas alegadas vítimas, encarceradas e em estado grave: uma com traumatismo craniano e outra em situação de paragem cardio-respiratória.

A corporação beneficiou da circunstância de já possuir meios próprios e adequados para transportar as viaturas desde o sucateiro até ao local das operações – Ler Notícia. «Este exercício só foi possível graças à viatura VETA 01, equipada com uma grua extensível de três toneladas, que permitiu colocar os veículos sinistrados no local», explica o Comandante Fernando Pestana.

Aí, o cenário pôde ser meticulosamente montado, de forma a surpreender os formandos – que «desconheciam o local e as condições do cenário», explica Fernando Pestana – e avaliar a sua capacidade de reação à situação.

A primeira dificuldade com que se depararam terá sido o facto da ravina ser inacessível às viaturas de socorro: o VSAT, com uma guarnição de cinco bombeiros, e duas ambulâncias. «O grau de dificuldade foi acrescido pela necessidade de retirar o grupo energético e todos os equipamentos do VSAT necessários à execução das operações de desencarceramento e socorro», descreve o Comandante.

Tudo acabou em bem

O simulacro decorreu num Domingo (18 de Dezembro), e teve a duração de 45 minutos. Foi o culminar de uma acção de formação, com início em 9 de Dezembro último, e em que participaram dez elementos da corporação: os Sub-Chefes João Francisco Pacheco Silva e Luís Sousa; o Bombeiro de 2ª Classe Rui Jorge Silva; e os Bombeiros de 3ª Classe Carlos Sousa, Nuno Domingues, Sandro Patraquim, Ludgero Bento, Luís Silva, Tiago Oliveira e Ricardo Braga.

Todos concluíram a ação com aproveitamento [Parabéns!]. Realizado no quartel-sede de Pinhal Novo, o curso foi ministrado pelo formador José Eduardo Raimundo, Segundo Comandante dos Bombeiros Voluntários do Seixal e formador da Escola Nacional de Bombeiros.

A expectativa da corporação parece ser, agora, a de que um próximo curso de Salvamento e Desencarceramento já possa ser dado por um formador do próprio Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. O Bombeiro de 1ª Classe Luís Filipe Pinto Neto concluiu, também em Dezembro, na ENB, o curso de formador na área do Salvamento e Desencarceramento [Parabéns, Neto!].

Fonte: Helena Rodrigues