Uma semana a «combater» incêndios urbanos

Decorreu, na semana de 9 a 13 de abril, no Centro de Formação de S. João da Madeira da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), o módulo de Práticas de Combate a Incêndios que culminou o Curso Geral de Quadros de Comando iniciado em fevereiro de 2007, no qual participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

A formação na área dos incêndios urbanos vem preconizando novos métodos de combate e uma reorganização do teatro de operações. Aquele que foi o 10º Curso de Práticas de Combate a Incêndios para Quadros de Comando, de cariz essencialmente técnico-prático, beneficiou das condições de simulação pedagógica existentes no pólo de S. João da Madeira da ENB.

Os representantes de dezasseis corporações de todo o país confrontaram-se, assim, com a dureza das condições em que os bombeiros podem ter de fazer ações de busca e salvamento, em espaços confinados. Os formandos puderam aplicar as técnicas de combate a incêndios urbanos, em edifícios de 4 pisos e em contentores confinados, camiões cisterna e caves subterrâneas, sob temperaturas que podiam chegar aos 300 graus.

Formação preconiza nova abordagem técnica e organizativa

Conforme explica o Comandante dos BVPN, as tarefas realizadas passaram por combater e extinguir incêndios, fazer busca e salvamento (neste caso, de um manequim com 90 quilos de peso) e controlar o fator tempo, quer o tempo de execução, quer o de preparação. No que respeita à preparação, é cronometrado o tempo que o bombeiro leva a vestir e montar o equipamento de proteção adequado: capacete com viseira, cogula, luvas, botas, casaco, calças de proteção e aparelho de proteção respiratória (ARICA). «Entre equipar, montar ARICA’s e estar pronto para entrar no edifício, começámos por gastar 7 minutos e terminámos em 2,5 minutos», conta Fernando Pestana.

Mas, para o Comandante, o mais interessante, na formação recebida, foi uma nova abordagem técnica ao combate aos incêndios urbanos, que defende o recurso a menos quantidade de água (para reduzir os danos resultantes do encharcamento, inclusivamente sobre o estado de saúde das vítimas). «Para o ataque ao fogo, foram recomendadas agulhetas e mangueiras com 25 mm de diâmetro, que não é o que estávamos habituados a utilizar», refere Fernando Pestana.

A formação ministrada preconizou ainda uma reformulação geral de toda a organização e disposição dos meios de socorro – humanos e materiais – no “teatro” das operações. Siglas como «HS» (o «Homem da Segurança», que fiscaliza todos os equipamentos de proteção individual antes dos operacionais entrarem no edifício) e «MLA» (o bombeiro que controla o Movimento das Linhas de Água na porta de acesso), ou a distinção entre «Zonas Quentes» e «Zonas Frias» ou «Zona de Evacuação» e «Zona de Controle» são alguns dos termos que integram o vocabulário do comando operacional, no combate a incêndios urbanos e industriais.

Sendo esta formação, à partida, direcionada para elementos de Comando que não provieram do Quadro Ativo das corporações, a pergunta seria inevitável. «Sente-se mais bombeiro?», pergunta-se ao Comandante. «Sim, sim… Tanto na liderança, como na execução técnica. E estou cheio de vontade de transmitir os conhecimentos que adquiri», responde, admitindo que a componente prática da formação foi muito exigente, especialmente pelo controlo do fator tempo e pelo esforço físico. «Foi duro, foi, foi…», diz Fernando Pestana (56 anos, Comandante do CBVPN desde 1989).

É muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas não chega…

A mais-valia que este curso representa, para quem tem de desempenhar funções de Comando num Corpo de Bombeiros, é confirmada por João Faria, outro dos formandos da ação. Para o Comandante – há três anos – dos Bombeiros Voluntários Famalicenses, as conquistas são evidentes e vão desde a noção de organização do teatro de operações à perceção da gestão de homens e equipamentos – «o cuidado de não deixarmos ninguém no teatro de operações sem ter uma missão concreta confiada», enuncia –, passando pela própria «perceção do desgaste que o pessoal sofre». «Temos necessidade de estar permanentemente atualizados… a forma como encaramos hoje a problemática dos incêndios urbanos é muito diferente da que tínhamos», diz.

João Faria – advogado de profissão – reconhece que a importância deste curso não foi igual para todos os participantes, dada a heterogeneidade do percurso de cada um nos Bombeiros, mas, no seu caso, admite que também saiu de S. João da Madeira «mais bombeiro»: «Se calhar, nem me aperceberia desse facto se não tivesse feito o curso… Mas sinto-me muito mais confortável neste papel e até mais capaz de falar o código dos bombeiros, o que torna todas as coisas mais inteligíveis, mais compreensíveis». João Faria sublinha, contudo, que «o primeiro passo consiste em, mentalmente, nos sentirmos “homens da farda”» e que «já dei esse passo no dia em que aceitei comandar o meu Corpo de Bombeiros».

Para além da componente técnica da formação – «é evidente que é muito importante dominar a vertente técnica nos bombeiros, mas ser um bom técnico não é, necessariamente, sinónimo de ser um bom Comandante», defende –, o Comandante dos Famalicenses enaltece o enriquecimento pessoal obtido: «O grupo de formandos foi de uma enorme camaradagem e enorme espírito de grupo, sinto-me extremamente gratificado com os momentos que vivi e com as pessoas que conheci. No fundo, é isto que deve caracterizar a vida nos Corpos de Bombeiros». E acrescenta: «Percebi, por exemplo, que a escassez de meios ou a dificuldade não devem constituir motivo de discussão e de divisão».

João Faria testemunha, enfim, o apreço pela ENB: «Também é gratificante verificar que existe uma estrutura, a Escola Nacional de Bombeiros, com capacidade para prestar este serviço ao país».

Plano formativo em execução desde janeiro

A formação de quadros de Comando iniciou-se em 24 de fevereiro e prolongou-se, aos fins-de-semana, no Centro de Formação de Sintra da ENB, até 24 de março, antes da estadia em S. João da Madeira. Durante aquele período, dezasseis elementos de outras tantas corporações de bombeiros – Municipais de Faro e do Cartaxo, Profissionais Toyota Caetano e Voluntários de Amarante, Caminha, Faro (de onde era originária a única mulher do grupo de formandos), Favaios, Fontes, Izeda, Lagos, Penamacor, Pinhal Novo, Sanfins do Douro, Valadares, Vila Pouca de Aguiar e B.V. Famalicenses – frequentaram os módulos de Organização e Liderança e de Gestão Operacional.

No primeiro módulo, entre outras matérias, foram abordadas as normas legais que regulam o sector dos bombeiros e proteção civil e as questões levantadas pelo relacionamento com a Comunicação Social. No segundo, a formação incidiu sobre o Sistema de Comando Operacional e a gestão operacional aplicada aos vários cenários de intervenção: formaturas, incêndios florestais, incêndios urbanos, busca e salvamento, ventilação tática e matérias perigosas.

Refira-se que, na semana de 15 a 19 de janeiro deste ano, a ENB já promovera um Curso de Organização de Postos de Comando, em Sintra, dirigido a todas as corporações de bombeiros do distrito de Setúbal, no qual também participou o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

Fonte: Helena Rodrigues (texto); Fernando Pestana (foto)

Instrução com fogo real testa VTTR

A 2ª Secção do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo realizou, na parada do quartel, uma instrução com fogo real. O objetivo específico da ação foi testar as potencialidades do mais recente veículo operacional da corporação, recorrendo a três viaturas incendiadas para o efeito.

No passado Sábado, 14 de abril, pelas 18 horas, a 2ª Secção do CB iniciou uma instrução que teve por objetivo testar a capacidade do Veículo Tanque Tático Rural (VTTR), utilizando todo o seu material em simultâneo.

Inicialmente, o 2º Comandante elucidou os formandos sobre o funcionamento de algum do equipamento existente no veículo e, de seguida, passou-se à prática, na parada do quartel, com recurso a três viaturas de sucata. Procedeu-se à extinção do fogo nos veículos incendiados, utilizando dois meios de extinção: espuma e água.

Esta formação, de âmbito interno, contou com a presença de elementos da 2ª Secção (Chefe Manuela Rodrigues, Bombs. 2ª Cls. Fernando Martins e Mauro Henriques e Bomb. 3ª Cls. Pedro Costa), assim como de outros elementos que se encontravam de serviço no quartel (Bombs. 1ª Cls. António Barradas e António Oliveira, Bomb. 3ª Cls. Tiago Oliveira e Aspirantes Hugo Borbinhas, Artur Barreira e Paulo Bandarra).

Assistiu à instrução o Comandante do Corpo, que encerrou a mesma, referindo algumas técnicas a aplicar e mostrando-se satisfeito com a atuação e com o entusiasmo que envolvia os presentes.

Fonte: Manuela Rodrigues (texto); António Oliveira (foto)

Opinião: Conflito de gerações…

Onde se compara o relacionamento interpessoal «à mistura de ácido MURIÁTICO com bolinhas de papel de alumínio fechadas numa garrafa de plástico». Eis uma reflexão, necessariamente parcial, sobre o «divórcio entre gerações», num artigo de um bombeiro que exerce o direito à opinião.

O relacionamento interpessoal é algo de extrema complexidade, que não é possível caracterizar por completo porque, para isso, seria necessário estudar todos os seres humanos de todas as épocas e de todos os tempos. Mas, quando este relacionamento tão complexo envolve pessoas de diferentes faixas etárias e com níveis de pensamento opostos, a interação poderá ser comparada à mistura de ácido sulfúrico com bolinhas de papel de alumínio fechadas numa garrafa de plástico, isto é, uma mistura explosiva. Porém, nem todos os relacionamento são assim (explosivos) – e ainda bem!

Penso que os conflitos começam quando os mais novos, que estão “com o sangue na guelra”, querem “mudar o mundo”, isto é, querem, simplesmente, tornar os processos mais simples, mais activos e até mesmo mais fiáveis; como, por exemplo, no trabalho, quando se pode substituir um monte de papelada por uma única folha.

Este processo pode ser complicado, uma vez que os mais “sectários” não estarão dispostos a aceitar a mudança e tenderão a oferecer resistência aos “idealistas”. Esta ideia aplica-se, por exemplo, ao chefe que se recusa a admitir que está ultrapassado ou, simplesmente, a aceitar que a proposta de um determinado subordinado possa ser a mais correta. É deste tipo de conflitos que todas as gerações têm sofrido e que, por vezes, dão origem a verdadeiras “batalhas”.

Quando o “campo da batalha” é o seio familiar, as coisas complicam-se, pois a vida dos dias de hoje jamais será igual aos tempos dos meus avós, em que a mulher ficava em casa a cuidar do lar e da educação dos filhos. O que é um facto é que hoje sou “obrigado” a concordar quando se diz que há uma taxa muito elevada de divórcio entre pais e filhos, o qual vai sendo alimentado desde o nascimento das crianças.

Passados quatro ou cinco meses sobre o nascimento, a criança vai para uma creche/jardim de infância, de onde só sai para ir para a “escola primária”. Mais tarde, quando está na “primária”, encontra-se também num centro de ocupação de tempos livres, até entrar no segundo ciclo. A partir daí, está por sua conta. E, das duas, uma: ou é um menor a quem foi incutido um grande sentido de responsabilidade e que sabe comportar-se em casa na ausência dos pais; ou torna-se em mais um número do insucesso escolar, entre outros problemas sociais.

Como se não bastasse tanta ausência, os pais, muitas vezes, vêm stressados dos seus trabalhos (porque, cada vez mais, estes se tornam mais exigentes), sem “pachorra” para “aturar” os seus descendentes. E o que fazem eles para que os filhos não “chateiem”? Que fazem, muitas das vezes, os pais para que os meninos continuem a gostar deles? Compram-lhes tudo e mais alguma coisa, até a pseudo-felicidade, o pseudo-carinho e a solidão, criando no seu imaginário (dos pais) uma certa pseudo-harmonia familiar. O mais certo é, “meia dúzia” de anos mais tarde, os primeiros problemas sociais começarem a surgir, isto é, a criança que tinha tudo pode vir a tornar-se num adolescente rebelde.

Uma criança sem carinho dos pais, quando se torna adulta, não é capaz de reconhecer nos seus ascendentes o sacrifício que estes fizeram para a criar. A imagem que as crianças guardam é de solidão e abandono, e esta irá dar continuidade ao divórcio entre gerações.

Fonte: Mauro Montenegro Henriques

Simulacro de incêndio entre as crianças

Pelas 10h00 do dia 2 de março, o toque da sirene anunciou a saída das viaturas de socorro para as instalações do Centro de Ocupação Infantil de Pinhal Novo (COI). Tratou-se de um simulacro de incêndio, que foi acompanhado pela reportagem da TVI – Ver Vídeo.

O exercício simulou um foco de incêndio numa das salas de aula daquele importante centro de educação infantil de Pinhal Novo, que obrigou a realizar operações de evacuação do estabelecimento e de socorro às vítimas. Para além de assinalar as comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil – este ano celebrado em 1 de Março, sob o tema “A Proteção Civil e as Escolas” –, o simulacro serviu para testar a eficácia do Plano de Emergência interno do COI e a articulação entre os diferentes agentes envolvidos.

Rotinar procedimentos, testar as comunicações de emergência e os tempos de resposta dos vários agentes, bem como criar hábitos de segurança e de auto-proteção na população escolar, constituem objetivos específicos do exercício levado a cabo.

Para além do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, participaram nas operações a Guarda Nacional Republicana, o Centro de Saúde e a Junta de Freguesia de Pinhal Novo, através do seu Corpo de Voluntários.

O batizado “Exercício COI 2006” enquadrou-se num conjunto de ações, em matéria de prevenção e segurança, que a Câmara Municipal de Palmela, através do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), leva a efeito em parceria com o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, envolvendo as corporações de bombeiros do concelho, GNR, EDP, SETGÁS, Centro de Saúde de Palmela, Juntas de Freguesia e estabelecimentos de ensino.

Fonte: HR, c/ CMP e Imprensa (Telefoto TVI)

Vinha o Cristo (bombeiro), certa noite (…)

Ao primeiro livro de poesia, publicado em 2006, Rosélia Palminha, funcionária desta Associação, não deixou de retratar o dia-a-dia do quartel de bombeiros e contar, em verso, histórias de socorros reais. Ver os seus poemas editados em livro foi um sonho tornado realidade.

Para Rosélia Palminha não foi muito fácil escolher algumas dezenas de poemas para integrarem o seu primeiro livro, uma edição de autor datada de abril de 2006, a que deu o título «Linhas e Entrelinhas». «Posteriormente, já encontrei outros textos que achei que deviam estar aqui [no livro], mas tenho coisas muito dispersas, porque já são 30 anos de escritos», diz a autora.

Entre os selecionados estão vários poemas que aludem ao quotidiano dos bombeiros, a que Rosélia se encontra ligada há quase 17 anos, quando foi admitida na AHBVPN, como funcionária da secretaria. Ora mais dramáticos (como em «Dura Realidade» – Ler aqui), ora num registo de verso mais simples e direto (Sai o 112 / Numa chamada de esperança / Eficaz, o socorrista / Em situação imprevista / Faz nascer uma criança), na obra publicada de Rosélia Palminha encontra-se também o relato, em verso, de uma história verídica ocorrida com o bombeiro do Quadro Auxiliar José Cristo, e que é das mais divertidas que, há anos, se contam na corporação (Ler «Rábula»).

A autora reconhece que não há um tema predominante na sua escrita e que adota estilos muito diferentes uns dos outros. «Sou muito subjetiva, os textos nem sempre têm rima, nem métrica. A mensagem é a que sai pela ponta da caneta, muitas vezes identifico-me com as coisas só depois de as ter escrito», explica, considerando que os temas só terão em comum o facto de resultarem dos «resíduos dos anos».

Num dos poemas, por exemplo, regressa às suas origens em Abela, concelho de Santiago do Cacém, a sua terra natal: Guardo bem na ideia / A calma essência / Da pacatez da minha aldeia. (…) Dessas grandes amizades, / Hoje não falo / Para não manchar estas páginas / Com as lágrimas da Saudade.

«O primeiro verso que fiz, estava na 4ª classe», recorda Rosélia Palminha. «Este gosto de escrever vem do meu pai [«Foi dele que herdei o jeito da rima», escreve, na dedicatória]; só que ele partiu e não me deixou nem um verso, e, para que isso não acontecesse comigo, pensei em fazer este livro», conta.

A sua primeira obra tornou-se, assim, numa espécie de objeto de culto, que a poetisa insiste em ir descobrindo, como se fosse por acaso. «Tenho-o espalhado em vários sítios da casa ou do trabalho e, às vezes, passo e leio», diz. Rosélia também gosta muito de o partilhar com aqueles que a rodeiam: «Dá-me muito prazer oferecer o livro e gosto de saber a opinião das pessoas».

Tal como tem acontecido todos os anos, Rosélia Palminha participou, em Novembro do ano passado, no «5º Encontro da Palavra Dita», uma organização conjunta da Junta de Freguesia de Pinhal Novo e da Câmara Municipal de Palmela, que teve lugar no quartel dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo. No encontro participaram 39 poetas amadores do concelho de Palmela, com idades entre os 9 e os 86 anos, entre os quais poetas populares e crianças das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico da freguesia. Cada poeta teve direito a declamar um poema na sessão, que resultará na edição do terceiro número da revista “Palavra Dita”, uma publicação da Junta de Freguesia de Pinhal Novo que reúne as produções apresentadas nestes encontros de poetas, fortemente implantados no calendário cultural da localidade.
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Esta notícia surge, neste sítio, muitos meses depois de ter sido proposta à poetisa. Pelo atraso, pedimos imensas desculpas. Esperamos ter provado que foi com muito gosto que recebemos o «Entrelinhas» das mãos da autora e que também o fomos folheando e descobrindo.

Fonte: Helena Rodrigues

«Radicais Livres» treinam na Arrábida

A equipa de Salvamento em Grande Ângulo (SGA) do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, «Radicais Livres», abriu o ano operacional no passado domingo, na Serra da Arrábida. Para esta equipa especializada, que se socorre de técnicas de salvamento e auto-salvamento, designadamente em fachadas de edifícios de grande altura, grutas ou falésias, a abertura do ano operacional significa o início do plano de formação contínua para 2007.

Esta ação de formação decorreu na Fenda, no Parque Natural da Arrábida, e contou com a presença de 11 elementos do Corpo de Bombeiros com formação multidisciplinar, incluindo o Curso de Salvamento em Grande Ângulo da Escola Nacional de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo adquiriu o primeiro equipamento de SGA em 1998, recebeu formação inicial com os Bombeiros de Águas de Moura, realizou diversas acções de formação conjunta com os Bombeiros de Cacilhas, efetuou treinos de adaptação a meios aéreos na Escola de Tropas Aero-transportadas, em Tancos, e, em Dezembro de 2004, recebeu formação da Escola Nacional de Bombeiros – Ler Notícia.

Até à data, a equipa de resgate pinhalnovense apenas foi chamada a recorrer às técnicas de SGA para realizar operações de resgate de vítimas em poços: dois salvamentos de vítimas, com vida, o resgate de um cadáver e vários salvamentos de animais, além de diversos simulacros e demonstrações.

O plano de formação contínua para 2007, apresentado no passado dia 4, é auspicioso e pretende abordar a temática do salvamento em grande ângulo, da emergência médica e da preparação física.

Fonte: Luís Filipe Neto (texto); António Oliveira (foto)

O «Pai» Natal já veio aos Bombeiros

O Pai Natal chegou aos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo no dia 17 de dezembro, pelas 16 horas! Consigo trazia uma prendinha e um saco com doces para cada um dos meninos e meninas. No total, foram 67 presentes comprados com muito amor e que esperamos terem sido do agrado de todos! O Pai Natal lembrou-se ainda dos bombeiros mais crescidos, e deixou a todos uma prendinha na secretaria do quartel!

«O brilho nos olhos dos meninos e meninas era um espanto. A espera, que foi pouca, para eles parecia uma eternidade. As expressões; os sorrisos… Só o sorriso das crianças vale mais do que mil palavras!»

[António Oliveira, bombeiro de 1ª classe e tripulante de ambulância de socorro, pai da Catarina].

→ Ler Informação sobre prendinha de Natal disponível para os bombeiros da corporação.
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Agradecimento:

A Direção agradece a contribuição dos Vinhos Monte Carreira, propriedade do Sr. António José Carreira, de Fernando Pó, que doou metade das ofertas que os nossos bombeiros recebem neste Natal!

Fonte: Mª Gabriela Serrão; Fotografias de António Oliveira e Artur Barreira

«O Guilherme nasceu como um Super-Homem»

Mais um bebé resolveu nascer às mãos dos bombeiros voluntários de Pinhal Novo, em vez de esperar pela sala de partos do hospital. O parto do Guilherme, na madrugada desta 2ª feira, foi o primeiro assistido pelo bombeiro de 2ª classe Leonel Barradas (na foto). Que aqui também assina a sua primeira notícia!

Na madrugada da passada 2ª feira, dia 10 de dezembro, foi solicitada aos B.V.P.N., pelo C.O.D.U. – INEM, uma ambulância para socorrer uma grávida de 27 anos, que se encontrava em trabalho de parto (na sua residência, na Avenida Capitães de Abril, em Pinhal Novo).

Naquele momento, a viatura do INEM, instalada no Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo, estava em serviço (P.C.R.), encontrando-se no Hospital de São Bernardo, em Setúbal. Por esse motivo, o Chefe de Serviço no quartel fez sair para o local a ambulância de Reserva de INEM (ABCI-02), tripulada por dois T.A.T.’s, tendo, de imediato, informado a viatura do INEM que, por sua vez, também se deslocou para o local, tendo aí chegado cerca de 15 minutos após a primeira ambulância.

À chegada ao local, a vítima já se encontrava em trabalho de parto. A equipa da ambulância INEM (tripulada por dois T.A.S.’s) preparou todo o material necessário para estas situações e não arriscou o transporte, tendo assistido o parto ainda na residência da mãe.

Às 02:45h, nasceu o Guilherme. Foi um parto normal e, apesar do recém-nascido apresentar o cordão umbilical à volta do pescoço e um braço paralelo ao crânio, a equipa resolveu tudo sem problemas e não houve complicações. O Guilherme nasceu como um Super-Homem!

Após terem sido prestados todos os cuidados necessários para a situação, a viatura INEM transportou calmamente o bebé e a mãe para o serviço de Obstetrícia do Hospital de São Bernardo.
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Siglas utilizadas no corpo da notícia:

B.V.P.N. – Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo

C.O.D.U. – Centro de Orientação de Doentes Urgentes

INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica

ABCI – Ambulância de Cuidados Intensivos

P.C.R. – Paragem Cardio-Respiratória

T.A.T. – Tripulante de Ambulância de Transporte

T.A.S. – Tripulante de Ambulância de Socorro

Fonte: Leonel Barradas (Texto); Foto: Direitos Reservados

Dia de anos «com uns extras bons»…

Ontem [27 de novembro de 2006] foi um dia especial na Associação, ou não tivesse sido o aniversário do nosso Webmaster. Américo Silvestre teve direito a muitas surpresas que lhe encheram (ainda mais) a alma. Foi um dia de anos que correu «normalmente, mas com uns extras bons», assim resumiu ele a sua satisfação. Parabéns!

«Umas calças Jeans, um par de meias, um isqueiro do Sporting, uma ratinha cor de rosa em que se aperta a barriga e diz “Amo-te”», assim descreve o Comandante Fernando Pestana a lista de prendas oferecidas ao Américo. Os «extras bons» do dia incluíram um almoço caprichado, uma sobremesa de salada de frutas, uma garrafa de moscatel («para brindar», explica o Sr. Comandante, que não se poupou a esforços para arranjar um moscatel da melhor qualidade) e, claro, o bolo de aniversário.

Todos os pormenores foram preparados com antecedência, e nem o alarme de um fogo urbano à hora do almoço estragou a festa do 42º aniversário do Webmaster da página dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo na Internet. «Quando se começou a almoçar, ainda os pratos se estavam a servir, toca a fogo… era na Rua Luís de Camões, nº 21, em frente da minha porta! Foi o fim!!», conta Fernando Pestana.

Mas, afinal, tudo se compôs. António Oliveira, socorrista ao serviço da ambulância INEM, foi o cozinheiro de serviço e também garante que estava tudo controlado. À mesa, serviu feijoada de marisco. «Eu ainda vou tirar o curso de chefe de cozinha», garante o bombeiro, muito satisfeito com a sua prestação nos tachos e panelas. António Oliveira diz que aprendeu a cozinhar com a mãe, «mas também com as revistas de culinária», mas não se adianta a desvendar os truques da sua cozinha: «O comer é o segredo do negócio!», diz, numa versão muito própria do ditado (o segredo é a alma do negócio).

A sorte era estar-se no meio de bombeiros onde, já se sabe, não há fogo que resista, nem que para isso seja preciso inundar o bolo, a cozinha, o quartel e os quarteirões à volta. A verdade é que o aniversariante chegou a assustar-se com as chamas que emergiram das 42 velas acesas no bolo de aniversário, e que lhe iluminaram o rosto (como a foto documenta). E parece que foi mais difícil apagá-las do que preparar tantas surpresas para o deixar feliz. Como todos sabemos, pôr Américo Silvestre «com um sorriso de orelha a orelha» é das coisas mais fáceis – e agradáveis – deste mundo!

Em arquivo:

Outros Parabéns…

Fonte: Helena Rodrigues (texto); Fernando Pestana (fotos); João Torres (edição fotográfica)

«Atmosfera explosiva» pairou sobre o quartel

Uma recente ação de formação realizada na Associação permitiu aos bombeiros contactarem com o Veículo de Intervenção Química (VIQ) dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e experimentarem o equipamento específico de proteção contra Matérias Perigosas. Por dois dias, uma “atmosfera explosiva” pairou sobre o quartel.

A intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos foi objeto de uma ação de formação, que teve lugar nos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, ao longo dos dias 21 e 28 de outubro.

A formação foi ministrada pelo Bombeiro Sapador de 2ª Classe Carlos Marques, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, que fizeram deslocar ao quartel dos BVPN o seu Veículo de Intervenção Química (VIQ) – na foto. «A viatura contém todo o equipamento próprio para trabalhar em atmosferas explosivas, corrosivas ou tóxicas», explica Vasco Marto, Chefe da 3ª Secção, a quem coube a iniciativa de promover esta ação.

Todavia, a ação esteve aberta à participação de outros elementos interessados. Entre os dois dias de formação, assistiram à ação um total de 18 elementos, das 3 secções que constituem o Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. Foram eles: o Chefe Vasco Marto, os Subchefes Luís Sousa e Vítor Vicente, os Bombeiros de 1ª Classe Bruno Correia, Paulo Costa e Fábio Costa, os Bombeiros de 2ª Classe Nuno Domingues, Rudi Matos, Carlos Fialho, Nuno Gomes e Mauro Henriques, os Bombeiros de 3ª Classe Cristóvão Vinagreiro e Tiago Oliveira, os Aspirantes Artur Barreira, Rita Carmo, Diogo Cruz e Francisco Palmela, e o Auxiliar João Palmela.

Desta ação de formação estão disponíveis, neste sítio, várias imagens – Ver Galeria de Fotos

O que são “Matérias Perigosas”?

«É recorrente identificar a área de formação relativa à intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos, designados por matérias perigosas, como uma das que regista mais carências neste âmbito», escreve o Presidente da direção da Escola Nacional de Bombeiros, no prefácio do Volume IX do Manual de Formação Inicial do Bombeiro (*). Acrescenta-se, na introdução da obra: «Quando os bombeiros são confrontados com um acidente envolvendo tais produtos, têm que estar dotados de conhecimentos, equipamento e treino que lhes permitam preservar a sua própria integridade física, bem como das pessoas e bens que pretendem socorrer e proteger».

Matéria perigosa – explica o Manual – é qualquer substância (matéria-prima, produto, subproduto, resíduo ou produto intermédio) que, pelas suas características ou propriedades, possa causar danos à saúde humana, aos animais ou ao ambiente.

Os riscos inerentes a estes produtos estão essencialmente associados à formação de atmosferas perigosas, nomeadamente explosivas ou tóxicas. Uma atmosfera explosiva consiste na presença de gases ou vapores inflamáveis ou combustíveis misturados com o ar; uma atmosfera tóxica caracteriza-se pela presença de uma substância no ar, suscetível de ocasionar danos graves, agudos ou crónicos, ou mesmo a morte, por inalação ou por via cutânea.

A identificação da matéria em causa constitui o objetivo prioritário das equipas de bombeiros, ensina o Manual. Quanto aos procedimentos de segurança, a ideia-chave é a de que a intervenção dos bombeiros é, basicamente, um problema de decisão que compete ao comando das operações, devendo mesmo limitar-se à evacuação e isolamento da área sinistrada (“atitude defensiva”), no caso de o corpo de bombeiros não dispor de meios humanos devidamente equipados e treinados para intervir no tipo de acidente.

Principais ações a tomar

Assim, recomendam-se as seguintes ações a tomar, face a acidentes com matérias perigosas:

→ Identificar a matéria ou matérias envolvidas;
→ Suprimir e cortar fontes de ignição (atenção aos veículos motorizados);
→ Não fumar nem deixar fumar ou foguear;
→ Manter as pessoas afastadas;
→ Avisar as autoridades competentes;
→ Parar o derrame, se houver meios para o fazer;
→ Fazer o possível para impedir derramamento de produtos para linhas de água, esgotos, lagos, etc (podem contaminar e/ou provocar explosões);
→ Estar sempre do lado de onde sopra o vento (vento de costas);
→ Evitar as zonas baixas;
→ Não entrar em contacto com a matéria derramada.

Bibliografia:

Cristiano da Costa Santos e Heliodoro da Silva Neves, Matérias Perigosas (Vol. IX), Coleção Manual de Formação Inicial do Bombeiro, Escola Nacional de Bombeiros, Sintra, 2005

Fonte: Helena Rodrigues e Vasco Marto