«Autotanque» precisa-se

A falta de um veículo tanque tático de primeira intervenção no combate a incêndios constitui a maior carência operacional dos Bombeiros de Pinhal Novo. O único veículo tanque de que a corporação dispõe para uma primeira intervenção está há 22 anos ao serviço e já atingiu o seu limite de esforço.

A necessidade está diagnosticada: Pinhal Novo precisa de um veículo tanque de média capacidade com características táticas polivalentes, que permitam acorrer quer a incêndios florestais, quer a incêndios urbanos. A Associação já pediu apoio às entidades oficiais para a sua aquisição.

A eficácia da atuação dos Bombeiros de Pinhal Novo no combate a incêndios está dependente da substituição do atual veículo tanque tático urbano de média capacidade por um veículo tanque tático com maior polivalência. O objetivo é dotar a corporação com uma viatura que – para além de estar equipada com um tanque de cerca de 8000 litros de capacidade – permita o transporte de equipamento fixo e material sapador adequados a uma primeira intervenção no combate a incêndios, tanto urbanos como florestais.

Por outro lado, uma viatura com estas características deverá permitir aos operacionais optar pelo combate ao incêndio utilizando água ou espuma, como agentes extintores, pelo que deve, também, estar equipada com um tanque com capacidade para cerca de 200 litros de espumífero.

Em causa estará um investimento que deve rondar os 125 mil Euros. Nesse sentido, a Associação já apresentou ao Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil e à Câmara Municipal de Palmela uma proposta de orçamento para aquisição da viatura. A comparticipação das entidades oficiais num investimento desta envergadura é, naturalmente, uma condição indispensável à manutenção do dispositivo deste Corpo de Bombeiros enquadrado na sua tipificação, nomeadamente para a primeira intervenção na área onde este tem responsabilidades operacionais.

22 anos é muito tempo

O único veículo tanque tático (VTTU 01) dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo foi construído em 1982 e é constituído por uma cisterna com capacidade para transportar 7500 litros de água, para combate a incêndios ou abastecimento às populações. Ao fim de 22 anos ao serviço da corporação, a viatura está em muito mau estado e já não responde às necessidades de uma primeira intervenção no combate aos incêndios.

O veículo apresenta uma evidente fragilidade mecânica e estrutural, uma corrosão generalizada e não dispõe de suficientes espaços para adaptação de equipamentos de combate.

Os outros dois veículos tanque dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo são veículos de grande capacidade (33 e 20 mil litros) que, pelas suas características técnicas e operacionais, se adequam ao reabastecimento de veículos tanque tácticos no teatro de operações, de forma a que estes possam abastecer os veículos de combate a incêndios. Adaptam-se ainda a incêndios de grandes dimensões, tais como incêndios industriais, ou a aeronaves, e não a uma primeira intervenção em incêndios rurais ou urbanos.

Fonte: Helena Rodrigues (c/ F. Pestana e L. Neto)

6 Replies to “«Autotanque» precisa-se”

  1. As imagens não enganam. Efectivamente, e aos olhos de um leigo, esta viatura está em muito mau estado.
    Agora, não deixo de ficar confuso com esta situação. Perdoem-me a minha ignorância, mas esta viatura não terá ficado obsoleta de um momento para o outro, mas sim pelo desgaste de anos de esforço (legítimo, não tenho dúvidas). Pelo menos é o que leva a crer, este vosso destaque.
    Em lado nenhum faz menção de que a viatura tenha sofrido algum acidente ou algum esforço extraordinário.
    Tenho um imenso respeito pelos bombeiros, pelo seu esforço e disponibilidade, mas alguma coisa não faz sentido.
    Chamou-me a atenção, numa reunião de câmara de 2003 (salvo erro), relatada no Jornal do Pinhal Novo, o facto de ter sido discutido como grande prioridade para o corpo de bombeiros uma estrutura hidráulica para acesso a andares elevados com cadeiras de rodas e coisas assim.
    Além disso, também no plano de acção da Direcção dos Bombeiros, para este ano, vem referida esta necessidade e não a de um autotanque.
    Qualquer das formas, não duvido da real necessidade de substituir esta viatura, até porque, se os bombeiros não sentem segurança com o material ao seu dispor, não poderão assegurar a segurança de todos nós.

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  2. os meus auto-tankes teem 29 e 25 anos, sao mt utilizados…vosses tb teem 2 vtg’s e ainda kerem um novo????ha cb’s piores

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  3. O destinatário e um pouco dificil escolher visto que o comandante e presidente da direcção e o mesmo.

    Em relação ao pedido feito por essa casa para um auto tanque urbano e engraçado visto que o senhor Pestana que e Pres/comandante dessa casa tem ao seu dispor 2 auto tanque de grande capacidade alem do mais um carro com vinte anos de serviço e bem normal nos bombeiros de portugal e não estou a ver tantas ocorrencias assim de fogo na vossa zona.

    Sr Pestana seja realista ja que a pouco sonhava com uma plataforma hidralica para cadeira de rodas mas como o seu sonho e ter um helicoptero sera que o auto tanque e mais sonho.

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  4. Como vogal da direcção dos BVPN no ano de 2003/2004 tive o privilégio de passar longas horas em reuniões com os restantes membros da Direcção presidida pelo Comd. Pestana. Nessas reuniões aprendi muita coisa e só não aprendi também a ser um sonhador porque já o era. Mas aprendi que há Homens que sonham com o bem de todos e não apenas com o seu umbigo.
    Alguns desses Homens, além de sonhadores, são Homens de acção e com muito trabalho e dedicação às causas que abraçam conseguem concretizar sonhos que alguns velhos do restelo considerariam impossíveis. Por isso por favor, Comandante não deixe de sonhar, principalmente se os seus sonhos e, sobretudo, os seus actos permitirem que vivamos todos mais seguros em Pinhal Novo

    João Torres

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  5. Senhor João Torres,
    «O Sonho é uma constante da vida, concreta e definida, como outra coisa qualquer».
    O sonho «do homem», não se pode sobrepor aos sonhos «do Comandante». Como homem pode sonhar com o que a sua imaginação deixar.
    Mas o Comandante deve manter a razão acima de qualquer capricho. Como Comandante deve verificar as reais necessidades dos bombeiros e não a sua própria realização pessoal.
    Senhor João Torres, antes de se deixar levar por sonhos, convido-o a baixar ao piso de baixo, onde homens sentem na pele as reais necessidades e, porventura, têm outros sonhos. Bem mais reais.

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  6. Não vou questionar a oportunidade desta chamada de atenção para a necessidade de substituir o VTTU 01 (o «auto-tanque» em questão), nem em que nível de prioridade esta substituição se encontra, no quadro geral de necessidades do Corpo de Bombeiros.
    Não questiono sequer a exitencia de mais dois veículo, que pela sua específicidade e caracteristicas, não substituem este «autotanque».
    E, temos que o reconhecer, este «autotanque» não oferece as mínimas condições de segurança e as mínimas garantias para combater um incêndio.
    Agora, sr João Torres e Sr Sonhador, se me permitem, também quero sonhar.
    Quero sonhar com um Corpo de Bombeiros onde a protecção individual seja colocada em primeiro plano, quero sonhar que o meu corpo de bombeiros disponha dos meios mínimos para poder fazer a primeira intervenção nos fogos florestais e urbanos com qualidade, quero sonhar que o meu corpo de bombeiros coloque no topo das prioridades o que é realmente necessário em deterimento do acessório.
    Quero sonhar com o ceu como límite, mas quero deixar os pés no chão, porque é no chão que se encontram as pessoas que nos pedem socorro. E não nos podemos esquecer porque é que andamos aqui e para o que é que, afinal, serve um corpo de bombeiros.

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