FUNDOS EUROPEUS Ministério da Administração Interna vai reunir-se com todas as corporações de bombeiros

 15 de janeiro, 2023

O Ministério da Administração Interna (MAI) vai iniciar este mês reuniões presenciais com todos os presidentes e comandantes das corporações de bombeiros voluntários sobre o financiamento previsto nos fundos europeus para a proteção civil.  

Numa carta enviada aos presidentes das associações humanitárias dos bombeiros, a que LUSA teve acesso, os ministros da Administração Interna, José Luís Carneiro e a da coesão Territorial, Ana Abrunhosa dão conta que no âmbito dos Fundos Europeus de Portugal 2030 (PT2030), para o período 2021 – 2027, são elegíveis como beneficiários os bombeiros voluntários, os serviços municipais de proteção civil e os sapadores florestais.

Os ministros explicam que as intervenções em matéria de proteção civil devem «ser articuladas com as entidades da administração local» nomeadamente com as comunidades Intermunicipais / Áreas Metropolitanas (CIM/AM) e câmaras municipais, com base «no levantamento de necessidades e propostas de solução que permitam responder aos desafios do território e contribuam para a realização de metas fixadas em planos nacionais ou setoriais e restante legislação aplicável».

Segundo o Governo, os critérios de seleção das operações serão aprovados pelo Comité de Administração, sob proposta das autoridades de gestão, sendo importante definir, no que diz respeito às intervenções em matéria de proteção civil os «requisitos técnicos dos equipamentos a apoiar», uma matéria que deverá ser articulada entre o setor da proteção civil, representado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), e as entidades da Administração Local, designadamente as CIM/AM e as câmaras municipais.

«Em função do exposto, verifica-se que esta é oportunidade para os municípios, as CIM e AM, os Bombeiros e ANEPC, em articulação coma CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, atuarem de forma estruturada e próxima no sentido de, com base no financiamento europeu, elevarem a capacitação de proteção civil e dos bombeiros na antecipação, prevenção, combate e recuperação em face das ameaças e riscos de proteção civil, com que Portugal se vê confrontado», precisa a missiva.   

Neste contexto, referem os dois ministros na carta, O Ministério da Administração Interna propõe-se lançar, no final do mês de janeiro, «um diálogo construtivo entre Estado e os municípios a propósito do investimento na área da proteção civil a cofinanciar através do PT 2030».

A missiva refere ainda que a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, vai iniciar «ainda este mês, um ciclo de reuniões presenciais com todos» os presidentes das associações humanitárias de bombeiros voluntários e respetivos comandantes, tendo em conta «os inúmeros e complexos desafios que o sistema de proteção civil em Portugal enfrenta, com a necessária expressão» nos bombeiros.

De acordo com o governo, estão previstos no PT 2030 investimento em infraestruturas, em sistemas de prevenção, em ferramentas de apoio à tomada de decisão e em meios de combate a incêndios rurais, apoio na elaboração de planos locais, sub-regionais ou regionais de prevenção e gestão de riscos e reforço da informação, sensibilização e competências em gestão de crises, num valor indicativo de 122 milhões de euros.                    

Fonte – Jornal de Notícias, Foto – LUSA

Presidente da República recebeu a LBP

06 de janeiro, 2023

O Presidente da República recebeu a Liga dos Bombeiros Portugueses que lhe foi endereçar o convite para estar presente no Congresso Extraordinário de 11 e 12 de março em Gondomar.

A delegação da Liga era composta pelo presidente da Mesa dos Congressos, Gil Barreiros, o presidente do Conselho Executivo, António Nunes, o presidente do Conselho Fiscal, Luís Elias, e o presidente do Conselho Jurisdicional, Bento Marques.

Os dirigentes da Liga aproveitaram a oportunidade para endereçar cumprimentos de «Reis» ao Presidente da República.

Fonte – LBP, Foto – Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República 

Mudança do sistema de Proteção Civil vai concretizar-se quarta-feira

3 de janeiro, 2023

A mudança do sistema de Proteção Civil de uma estrutura distrital para um modelo sub-regional vai acontecer na quarta-feira, após ter sido adiada no dia 1 devido ao mau tempo, disse hoje a secretária de Estado da Proteção Civil.

«Temos tudo previsto para que possa acontecer amanhã (quarta-feira). Estabilizada que está a situação operacional, que foi aquilo impediu que esta mudança se fizesse no dia 1, conforme estava previsto. Não era sensato operar uma mudança desta dimensão, desta sensibilidade no momento em que todo o sistema estava a responder a uma situação de emergência complexa no Norte e Centro do país», disse aos jornalistas Patrícia Gaspar à margem de uma cerimónia na Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

A mudança do sistema de Proteção Civil estava prevista acontecer em 1 de janeiro, com o fim dos 18 comandos distritais de operações e socorro (CDOS), que vão dar lugar a 24 comandos sub-regionais, mas a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) determinou o adiamento desta transição, face ao agravamento das condições meteorológicas.  

A secretária de Estado precisou que a situação operacional está estabilizada, pelo que a mudança do sistema distrital para o modelo sub-regional vai concretizar-se na quarta feira de manhã.

O fim dos 18 CDOS e a criação de 24 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil estavam previstos na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que entrou em vigor em abril de 2019.

Na altura, ficou decidido que a nova estrutura regional e sub-regional entraria em funcionamento de forma faseada, estando já em funções os comandos regionais do Norte e Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, enquanto os 24 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil, cuja circunscrição territorial corresponde ao território de cada comunidade intermunicipal, iniciariam funções em 01 de janeiro.

Segundo o despacho que estabelece as condições de funcionamento destas novas estruturas de emergência e proteção civil, o Comandante Regional do Norte vai abranger os comandos sub-regionais do Alto Minho, do Alto Tâmega e Barroso, da Área Metropolitana do Porto, do Ave, do Cávado, do Douro, do Tâmega e Sousa e das Terras de Trás-os-Montes e o Comando Regional do Centro vai incluir os comandos sub-regionais da Beira Baixa, das Beiras e Serra da Estrela, da Região de Aveiro, da Região de Coimbra, da Região de Leiria e Viseu Dão Lafões.

Por sua vez o Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo vai abranger os comandos sub-regionais da Grande Lisboa, da Lezíria do Tejo, do Médio Tejo, do Oeste e da Península de Setúbal, o comando Regional do Alentejo incluiu os comandos sub-regionais do Alentejo Central, do Alentejo Litoral, do Alto Alentejo e do Baixo Alentejo e o comando regional do Algarve compreende o comando sub-regional do Algarve.

Fonte – LUSA/ANEPC   Foto – Geety Images

Comandos Distritais de Operações e Socorro da Proteção Civil vão dar lugar a Comandos sub-regionais

28 de dezembro, 2022

Patrícia Gaspar salientou que esta nova forma de trabalhar ou este «novo esqueleto» de Proteção Civil vai permitir um sistema «mais próximo dos territórios e das pessoas», bem como das autarquias.

A «maior mudança» do sistema de Proteção Civil dos últimos anos vai acontecer em 1 de janeiro com o fim dos 18 comandos distritais de operações e socorro (CDOS) que vão dar lugar a 23 comandos sub-regionais.

«Esta é uma mudança profunda em que deixamos de ter o país dividido e organizado numa lógica de distritos no que à Proteção Civil respeita e passamos a ter uma nova camada territorial. A base do sistema continua a ser a nível municipal, onde as autarquias têm um papel absolutamente fundamental nesta área da Proteção Civil. Criamos agora a camada das comunidades intermunicipais, onde deixamos de ter 18 comandantes distritais e passamos a ter 23 comandos sub-regionais», disse a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, em entrevista à agência LUSA.         

O fim dos 18 CDOS e a criação de 23 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil estavam previstos na lei orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que entrou em vigor em abril de 2019. Na altura ficou decidido, que a nova estrutura regional e sub-regional entrariam em funcionamento de forma faseada, estando já em funções os comandos regionais do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, enquanto os 23 comandos sub-regionais de emergência e proteção civil, cuja circunscrição territorial corresponde ao território de cada comunidade intermunicipal, iniciam funções em 01 janeiro.    

Patrícia Gaspar salientou que esta nova forma de trabalhar ou este «novo esqueleto» da Proteção Civil vai permitir um sistema «mais próximo dos territórios e das pessoas», bem como das autarquias.

A governante explicou que aquilo que hoje é feito nos CDOS vai ser «exatamente o mesmo que vai ser feito nos novos comandos sub-regionais».

«O que se ganha é uma escala de aproximação ao território. Os novos comandos vão ter exatamente as mesmas funções, sobretudo naquilo que diz respeito à questão operacional», afirmou, exemplificando com as funções e atuação diária dos corpos de bombeiros, que «não vão sentir a mudança» porque vão continuar a ter a atual área de atuação e a desempenhar as mesmas funções.      

Segundo Patrícia Gaspar, as relações de vizinhança e de proximidade com as entidades parceiras e até com outros corpos de bombeiros vão manter-se.

«A única diferença é que quando chamarem ao rádio, em vez de chamarem o comando distrital, chamam o comando sub-regional, porque, na sua essência, a missão mantém-se. Ganhamos aqui uma camada nova, mais próxima das câmaras municipais, dos corpos de bombeiros e também sobretudo das populações», disse frisando que esta mudança vai concretizar-se «sem ruturas e sem constrangimentos», sobretudo no patamar operacional, tendo em conta que existiu um trabalho preparatório feito pela ANEPC.       

A secretária de Estado considerou também, que não é um problema de Proteção Civil deixar de funcionar a nível distrital, recordando que o INEM e as administrações regionais de saúde já têm atualmente uma organização distrital.

Patrícia Gaspar disse igualmente estar «perfeitamente convencida» de que não vão existir problemas em relação a esta nova adaptação, uma mudança que vai acontecer «a uma determinada hora» entre 31 de dezembro e 01 janeiro em que o sistema distrital vai ser desligado e ligado o sub-regional.

No entanto, admitiu que apesar de ser «uma mudança de continuidade» vão existir «algumas diferenças», nomeadamente nos concelhos cujas comunidades intermunicipais englobam diferentes distritos, além de «uma série de ajustes» que foram feitos.

«Vamos ter algumas diferenças nos sítios onde os novos comandos sub-regionais não coincidem com os comandos distritais, mas na maior parte dos casos, até em termos de infraestruturas, conseguimos ter uma solução na continuidade, à exceção de seis casos, onde foi necessário edificar novas infraestruturas e adaptar algumas infraestruturas a esta nova realidade. Diria que daqui a seis meses está tudo perfeitamente na rotina e sem qualquer problema», disse.

De acordo com a governante, foram feitos ajustes nos sistemas de comunicação, na organização dos sistemas de rádio, na organização dos fluxos de informação, no sistema de apoio à decisão que é usado pela ANEPC, que atualmente tem a configuração distrital e agora vai passar a ter uma nova configuração sub-regional.

A secretária de Estado afirmou também que a população não vai aperceber-se desta alteração, continuando o socorro a ser prestado «exatamente da mesma forma».

«Uma pessoa que precise de ajuda, porque tem um incêndio em casa, deve continuar a fazer exatamente o mesmo procedimento e ligar 112 para dar conta da emergência e, muito provavelmente, os bombeiros que vão aparecer em casa para resolver esta emergência serão exatamente os mesmos que no dia 29 de dezembro ou no dia 03 de janeiro. Porque isto não mexe com a área de atuação dos corpos de bombeiros», sustentou.

FUNCIONAMENTO DOS BOMBEIROS SEM ALTERAÇÕES

A secretária de Estado da Proteção Civil rejeitou esta quarta-feira que as corporações de bombeiros venham a sentir qualquer alteração com o novo modelo de organização territorial da Proteção Civil, considerou esta mudança «uma mais-valia» para o sistema.

«Diria que há aqui algo que importa desmistificar, porque os bombeiros não vão ser integrados em nenhuma estrutura. Os bombeiros vão continuar a trabalhar ao seu nível, ao nível dos corpos de bombeiros, das suas áreas de atuação, o que vão ter é um reporte diferente a partir de agora. Em vez de se reportarem ao comando distrital, reportam ao comando sub-regional. Isto não provoca nenhuma alteração nem obriga a nenhum tipo de integração numa outra estrutura», disse Patrícia Gaspar, em entrevista à agência LUSA.

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) já manifestou «frontalmente contra» esta alteração e considerou que não se revê neste novo modelo de organização territorial, alegando que o sistema tem uma organização distrital e não sub-regional.

«Tenho noção das renitências, das dúvidas e até de algumas posições menos favoráveis a esta mudança, mas estou também convencida que, com o continuar dos trabalhos e à medida que as coisas forem agora avançando, vamos perceber que há uma nova dinâmica e uma nova realidade. Vamos ter que nos ajustar e a mudança às vezes é necessária, sobretudo quando for para melhor», salientou Patrícia Gaspar, destacando o diálogo «aberto e franco» que tem sido mantido com a LBP.

A governante considerou também que esta mudança no sistema de Proteção Civil vai «efetivamente trazer uma mais-valia ao sistema, numa maior capacidade de proximidade e de ter mais noção daquelas que são as reais necessidades dos territórios».

A secretária de Estado salientou que as comunidades intermunicipais vão passar a ser «parceiros fundamentais», tendo em conta que no novo quadro comunitário de apoio, vão ser importantes «na captação de novas oportunidades de investimento para esta área da proteção civil».

«Estou convencida que todos vamos sair a ganhar e que a Liga dos Bombeiros Portugueses irá também perceber que este é um mar que vamos todos ter que navegar, contamos também com a Liga, como contamos com todas as restantes instituições do setor, para podermos continuar no espírito de franca colaboração e de cooperação que tem havido até aqui», afirmou.  

Sobre a nomeação de novos comandantes e segundos comandantes das 23 novas estruturas, a secretária de Estado afirmou que vão ser agora nomeados em regime de substituição e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) vai abrir «de imediato» um concurso público.

«Vamos ter um processo de nomeação em regime de substituição, porque, objetivamente, até ao final do ano não era possível garantir um procedimento de concurso normal, que é aquilo a que a lei neste momento obriga. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil vai de imediato abrir concurso público. Porque é isto que está previsto na lei e vai haver um regime concurso» disse frisando que a esmagadora maioria dos atuais comandantes dos CDOS, vai manter-se em funções e «depois terão que ser submetidos a escrutínio, como todos os outros».

Fonte – LUSA/Diário de Notícias        Foto – Leonardo Negrão/Global Imagens