Bombeiros Voluntários em risco de desaparecer? Modelo Tem de ser «profundamente alterado»

08 de janeiro, 2023

No interior do país, muitos dos bombeiros deixam de ser voluntários na altura da universidade, quando vão para as grandes cidades. Se esta tendência não for contrariada, António Nunes avisa que o país terá «graves problemas».

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, alertou em entrevista à TSF e o JN que o modelo de bombeiros voluntários tem de ser revisto, sob pena de muitos desaparecerem, especialmente em zonas menos populosas.

«O modelo do voluntariado não está esgotado, mas tem de ser alterado – e profundamente alterado. Temos de ter a consciência do risco que temos hoje em relação ao voluntariado. Há 30 anos não havia atividades voluntárias alternativas. Hoje há», explicou António Nunes.

No interior do país, muitos dos bombeiros deixam de ser voluntários na altura em que entram para a universidade, quando vão para as grandes cidades.

«A questão tem a ver com o voluntariado em Portugal. Não podemos querer ter corpos de bombeiros voluntários em locais, especialmente no Interior do país, onde não há gente. Muitas pessoas que são lá bombeiros voluntários acabam quando chega a altura da universidade e vão para as grandes cidades. Se temos nos Censos a população a diminuir no Interior do país, e mesmo em Portugal, vamos ter graves problemas», avisou o presidente da LBP.

No entanto, o responsável não tem dúvidas em afirmar que o movimento do voluntariado é fundamental, do ponto de vista associativo e operacional, para manter a estrutura dos bombeiros.

«A questão completamente diferente é termos condições para poder utilizar esses voluntários. Nos países da América do Sul, ser bombeiro voluntário é um estímulo para a própria entidade patronal. Muitas das vezes aqui temos algumas dificuldades. Temos de olhar para o voluntário de uma forma diferente. Agora, temos uma certeza. Quando queremos colocar mil bombeiros na Serra da Estrela, esqueça-se que seja só feito com profissionais e voluntários. Temos é de perceber que, dentro dos corpos voluntários, já temos cerca de 10 mil a 1 mil bombeiros que sendo voluntários também são profissionais, com um contrato de trabalho. Não temos falta de capacidade de resposta. Se neste momento for preciso mobilizar 5 mil, 10 mil ou 15 mil bombeiros, eles aparecem», assegurou.

Fonte – TSF, Foto – Gerardo Santos/Global Imagens 

Estar contra

04 de janeiro, 2023

A esperança é a última a morrer e as bombeiras e bombeiros são os primeiros a pensar assim, pese embora as vicissitudes, experiências e percalços vividos todos os dias. Se assim não fosse muitas portas já teriam fechado e o socorro às populações há muito estaria comprometido.   

O ano 2023 começa com os mesmos problemas, as mesmas angústias, as mesmas necessidades ou, por maioria de razão, até com mais. É isso que nos dizem os especialistas nas previsões frescas para o ano.

As associações, os bombeiros os comandos e os dirigentes, para quem tudo isso não é novidade, contudo, têm uma secreta esperança preconizada e defendida pela Liga dos Bombeiros Portugueses: que os problemas estruturais seja a Saúde, do financiamento, dos apoios, identificados e mais que discutidos, deixem finalmente de ser abordados de modo conjuntural. Aliás, esse será um dos temas centrais do congresso extraordinário de março próximo. Os Bombeiros entendem ter chegado o momento de pensar e decidir com horizontes e não de, apenas, safar o momento sem atender o seguinte.

Para quem está fora do processo, ou vê à distância com distração ou com alguma dose de cinismo, a primeira impressão poderá ser a de os Bombeiros estarem sempre do contra. Mas nem tudo o que parece é, como diz o povo, e nesta matéria é o caso.

Os Bombeiros têm competências, conhecimentos e experiências que lhes são reconhecidas, umas ditadas pelo acumular do seu historial secular, outras geradas na vontade de melhorar, qualificar e quantificar ainda mais a sua capacidade de intervenção.

Tudo isso pressupõe que as e os bombeiros disponham de recursos e meios que lhes permitam concretizar tudo isso. Ao invés, tantas vezes com menos recursos e os meios exigíveis, fazem o melhor de si mesmo e conseguem enormes ganhos de causa.

Viver, com resiliência é certo, com fragilidades identificadas, mas que não deverão por em causa a eficácia e os seus resultados, é um desafio constante e o gerar de um sentimento que em momento algum admite enfraquecer a operacionalidade.  

É também por isso que os Bombeiros, e a sua Liga, lutam contra um debate que se tem gerado ultimamente, simplista e apressado, sobre mudar comandos distritais em comandos sub-regionais de proteção civil. Houve quatro anos para preparar e operar a mudança e só mais recentemente ela foi acelerada com os atropelos que hoje se evidenciam. Ninguém está contra isso por estar contra. Os Bombeiros estão contra por nos termos presentes, poder fazer perigar a sua operacionalidade, logo a sua capacidade de prestar cuidados ás populações.

É para evitar tudo isso e para valorizar a identidade dos Bombeiros e a sua capacidade operacional que reivindicam um Comando Nacional de Bombeiros. Não querem ser mais que ninguém. Querem apenas ser eles.  

Fonte – Liga dos Bombeiros Portugueses 

Transferida verba para pagamento de creches

04 de janeiro, 2023

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), através do Fundo de Proteção Social do Bombeiros (FPSB), acaba de transferir 277 mil euros para pagamento de creches dos filhos dos bombeiros, relativo ao ano letivo 2021/2022, conforme estava previsto.

Em 2022 e para o mesmo efeito, a LBP/FPSB transferiu cerca de 549 mil euros.

Transferiu também para subsídios 110 mil comparticipações várias 160 mil, propinas 314 mil e pensões de sangue 171 mil, propinas 314 mil e bonificação por tempo de serviço 21 mil euros.

No total em 2022, a LBP/FPSB transferiram para os bombeiros mais de 1,3 milhões de euros.   

      Fonte – Liga dos Bombeiros Portugueses Foto – Bombeiros Voluntários do Estoril

A LBP apela para que em 2023 os bombeiros tenham um MAI mais reformista

01 de janeiro, 2023

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) apela para que em 2023 os bombeiros tenham um MAI mais reformista.

Os bombeiros precisam de ver reformado o setor.

Temos de ter um Estatuto de Bombeiro Voluntário, uma carreira para as EIP e demais bombeiros, o Estatuto do dirigente associativo, um comando nacional de bombeiros e novas indemnizações nos seguros entre outras.

Uma política pública de segurança para os Bombeiros, principal agente de proteção civil.

Exigimos mais que as palavras, queremos ação e respeito pela nossa atividade na defesa dos cidadãos.

A LBP estará na linha da frente na defesa dos Bombeiros de Portugal.      

      Fonte/Foto – Liga dos Bombeiros Portuguese

Centenas de Bombeiros no DIPIR

22 de dezembro,2022

O Dispositivo de Prevenção e Intervenção Rodoviário (DIPIR) está envolvendo até 1 de janeiro de 2023, centenas de Bombeiros e dezenas de viaturas em pontos estratégicos das estradas Portuguesas.

O DIPIR foi iniciado em 22 de dezembro de 2022 e destina-se a concentrar meios, na grande maioria dos Bombeiros, na salvaguarda da segurança e do socorro aos automobilistas.

Pelo número de meios humanos envolvidos e de viaturas as Associações e os Corpos de Bombeiros são, mais uma vez a face mais visível do dispositivo, para o qual também concorrem os outros agentes da proteção civil.

A todos os envolvidos no DIPIR a Liga dos Bombeiros Portugueses endereça uma saudação fraterna, agradecendo o empenhamento e a disponibilidade que mais uma vez garantiram, com sacrifício e espírito de missão.

No fundo, para que os portugueses possam usufruir de uma quadra natalícia e fim de ano mais seguro.

Fonte/Foto – Liga dos Bombeiros Portugueses (Facebook)

Assinado Protocolo com ADAI na Lousã

19 de dezembro,2022

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) assinou, na Lousã, num protocolo de colaboração com a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Universidade de Coimbra.

 A cerimónia decorreu no Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) da ADAI, no aeródromo da Rogela, na Lousã. O Protocolo foi assinado por elementos diretivos das duas entidades.

A LBP defende este protocolo face à importância de melhorar diversos aspetos operacionais e conjunturais, para que se exige o reforço e a dinamização das capacidades científicas e tecnológicas nacionais, através da promoção de atividades de disseminação, formação e investigação e desenvolvimento nestas temáticas.

Fonte/Foto – Liga dos Bombeiros Portugueses           

Bombeiros têm «grande desconhecimento» sobre nova geração de fogos

16 de dezembro,2022

Liga diz-se consciente dos novos desafios, mas defende que operacionais não escolhem meios. Estudo aponta debilidades no combate aos incêndios.

Uma nova análise do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC), divulgada ontem, aponta haver operacionais e membros da academia com «grande desconhecimento técnico e científico» sobre os incêndios de nova geração. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses defende que não são os operacionais a escolher os meios e os materiais para combater os fogos.

O estudo, da responsabilidade da Associação presidida pelo especialista Duarte Caldeira, aponta que a falta de informação e formação sobre as «características destrutivas» e as causas dos incêndios de sexta geração, violentos e intensos que chegam a transformar-se em tempestades de fogo, têm «consequências inevitáveis» no planeamento, nas decisões e nas próprias operações de combate.

Ao JN, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, defende que são «evidentes os novos desafios», no que toca à intensidade e à velocidade de propagação das chamas, porém acredita que deve ser antes feita uma «reflexão» sobre os métodos e materiais disponibilizados aos operacionais. «Não são os bombeiros que escolhem os meios aéreos», exemplifica.

     POUCA PREPARAÇÂO FÍSICA

O responsável reivindica a criação de um comando nacional de bombeiros, que possa de uma forma mais célere e eficaz gerir a disponibilidade de meios humanos, terrestres e aéreos para uma determinada missão. «Tem de ser bombeiros comandados por bombeiros e não haver cinco ou seis entidades no teatro de operações a utilizar meios e materiais diferentes», realça.      

Relativamente à natureza operacional, na análise que surge na sequência da vaga de incêndios rurais verificados este verão, o CEIPC acrescenta haver «insuficiente preparação física de muitos corpos de bombeiros», o que coloca em risco a eficiência das operações, «bem como a segurança, saúde e o bem-estar» dos operacionais, lê-se no comunicado enviado ontem.

«Há 30 000 mil bombeiros, logo haverá sempre operacionais em melhores ou piores condições», afirma António Nunes. O presidente da LBP não descarta a possibilidade de se melhorar os parâmetros de avaliação dos operacionais que vão efetivamente para o terreno.

Já face ao elevado número de acidentes com veículos dos bombeiros, o estudo aponta que a realidade indicia «deficientes condições de segurança» dos carros ou falta de formação e treino dos condutores. Haverá pelo menos 600 veículos com 30 anos», revela António Nunes no JN.

O CEIPC conclui que não há também áreas de descanso suficientes para os bombeiros, sobretudo quando estão no teatro de operações e os incêndios se prolongam.

FALHAS  

Meios aéreos

De acordo com o CEIPC, os meios aéreos estão «com manifesto desperdício operacional da sua intervenção», o que denuncia a falta de preparação de alguns pilotos para determinadas missões ou falhas na comunicação.

Comunicação

Os constrangimentos na transmissão da informação podem justificar-se pela «existência de várias zonas do território do continente sem cobertura de redes públicas de comunicações eletrónicas».

Autarcas

Os especialistas dizem que os presidentes de Câmara devem ter uma noção precisa da «capacidade de intervenção da autoridade municipal de proteção civil» e apontam «lacunas» no acionamento dos planos municipais de emergência de proteção civil.

Território

O estudo aponta para «total fracasso das políticas de ordenamento territorial», que mostra que Portugal «perdeu o controlo sobre o seu território». Os incêndios rurais consumiram este ano 110 007 hectares.

Novas Tecnologias

Para o CEIPC, seria importante investir nas novas tecnologias de deteção remota de vigilância, a funcionar 24 horas por dia, de forma a «intensificar e a melhorar a investigação das origens e das causas de incêndios».  

Fonte/Foto – Jornal Notícias

«Fala-se em cofres cheios e os bombeiros sem qualquer ajuda»

19 de dezembro,2022

Liga diz que bombeiros «estão financeiramente exauridos»

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) recorreu às redes sociais, no domingo, para apontar críticas ao Governo, considerando que os bombeiros continuam «a ser vítimas de subfinanciamento».

«Fala-se em cofres cheios e os bombeiros sem qualquer ajuda», começa por ler-se numa publicação divulgada, este domingo, no Facebook da LBP, e que se refere ao apoio de 240 euros anunciado pelo Governo, numa altura em que se comenta o facto de a inflação prejudicar as famílias, mas ajudar as contas públicas.

«A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) estranha que se anuncie que o Governo dá apoios para não acabar o ano com cofres cheios e que, no fim disso tudo os bombeiros continuem a ser vítimas de subfinanciamento», critica.

A confederação, liderada por António Nunes, diz saudar «os apoios extraordinários decididos pelo Governo para a área social, porque são muito necessários», mas lembra «que os bombeiros estão financeiramente exauridos».   

Para a LBP, «hoje, é mais caro socorrer, face ao aumento dos custos associados, mas isso não tem sido acompanhado proporcionalmente pelos apoios do Estado».  

     Fonte: Liga dos Bombeiros Portugueses, Foto: Global Imagens

LBP – BOMBEIROS VOLTAM A INTERVIR

14 de dezembro, 2022

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) vai distinguir dois bombeiros, MANUEL FONSECA, oficial bombeiro principal dos Bombeiros Voluntários de Carnaxide e SÉRGIO PANINHO, bombeiro de 1ª dos Bombeiros Voluntários de Algés, e um agente da PSP, com a Medalha de Serviços Distintos.

O motivo das condecorações prende-se com salvamentos realizados pelos três com risco da própria vida, os dois primeiros em Algés e o terceiro em Odivelas, em operação de socorro realizadas por ocasião de mau tempo que tem assolado o país e, em particular na Região de Lisboa.

Fonte: Liga dos Bombeiros Portugueses

LBP — PARECER NEGATIVO A DOIS DOCUMENTOS

13 de dezembro, 2022

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) deu parecer negativo às alterações utilizadas no Sistema Integrado Operações de Proteção e Socorro (SIOPS).

A LBP lamenta que «estes documentos tenham como prioridade a pressa e não o consenso» tendo disposto apenas de 10 dias para dar parecer num prazo «manifestamente insuficiente para uma ampla apreciação e obtenção de pareceres das estruturas dos Bombeiros». Trata-se de um documento estruturante para a atividade operacional dos bombeiros e demais agentes da Proteção Civil, «que exige análise ponderada tendo em conta, inclusive a proposta do Comando Nacional de Bombeiros apresentada pela Liga dos Bombeiros Portugueses.

A LBP deu também parecer negativo ao perfil para o segundo-comandante sub-regional porque o texto recebido não tem um perfil claro, mas meras intenções.

A Liga dos Bombeiros Portugueses não abdica de defender os Bombeiros e de exigir o cumprimento da lei. Não pode haver alterações sem o Conselho Nacional de Bombeiros ser ouvido.

Pedir parecer à Liga só para cumprir calendário não contem connosco, a LBP quer ser parte da solução como parceria, mas nunca como apenas uma etapa. Não faz sentido fazer de conta e andar a fazer convites à LBP e as Federações tem uma palavra a dizer em tudo o que diz respeito aos Bombeiros.

Fonte: Liga dos Bombeiros Portugueses