A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) aguarda com expectativa o resultado dos três inquéritos em curso e cujo andamento se desconhece (judicial, Inspeção aos Serviços de Emergência e Proteção Civil da ANEPC e da IGAI), para tentar perceber que andamento vai ser dado ao imbróglio criado pelo anterior Governo a propósito das 81 viaturas de combate a incêndios florestais adquiridas no âmbito do PRR e anunciadas à pressa durante muitos meses pelos governantes de então.
Como é sabido, agora, por decisão acertada do MAI, todas as viaturas estão imobilizadas a aguardar um desfecho do processo. Que, segundo a LBP está “inquinado desde o início”.
Por outro lado, com o DECIR à porta a LBP quer saber, afinal, com que viaturas os bombeiros podem operar, quando e como, depois de garantidas as condições de segurança e o seu próprio licenciamento pelo IMT.
Para a LBP “estamos perante mais um caso em que se começou a construir a casa pelo telhado”.
O presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos, defendeu esta quarta-feira, a criação de uma central municipal de atendimento único de socorro e a criação de um centro de recursos de meios do território.
Em comunicado, a autarquia refere que objetivo é que estas ideias “permitam aumentar a eficiência da proteção civil municipal e o socorro aos cidadãos”.
Mário Passos abordou a questão no decorrer do seminário sobre a organização da estrutura de bombeiros, bem como as responsabilidades do Estado e das autarquias relativamente às corporações e ao seu papel como agentes do sistema português de proteção civil, promovido pelo Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC) .
“São duas ideias que podem contribuir para que as nossas corporações de bombeiros possam gerir melhor recursos humanos, meios e, estou em crer, acrescentar ainda maior eficácia ao que é a capacidade de resposta a situações de emergência e socorro”, disse o autarca, acrescentando que “o socorro e prontidão dos bombeiros é inestimável e não tem preço”, mas que deve ser pensada forma de reestruturar e reformar o sistema para melhorar eficácia, eficiência e gestão de recursos, “garantido que o sentimento de segurança e prontidão esteja assegurado”.
Na sua intervenção o presidente do Conselho Diretivo do CEIPC, Duarte Cordeiro, disse ser urgente esta discussão, “de forma a garantir a sustentabilidade, o desenvolvimento e a consolidação organizacional da estrutura de bombeiros em Portugal”, que acrescentou ser o pilar do sistema em que se alicerça a totalidade da resposta ao socorro existente no país.
Mário Passos lembrou ainda a este propósito o reforço dos apoios que o Município de Famalicão tem prestado às corporações de bombeiros e Cruz Vermelha do concelho, no último ano acima dos 700 mil euros, um aumento que se situa na casa dos 40% nos últimos três anos.
Como referiu a Câmara em comunicado, o seminário debateu ainda a natureza diferenciada dos Corpos de Bombeiros existentes em Portugal – uns mantidos e criados por Câmaras Municipais e outros por Associações Humanitárias de Bombeiros -, sobre a definição de estratégias dos poderes central e local, o quadro de soluções possíveis a implementar e a delimitação de competências e responsabilidade de cada um dos níveis de poder que resultem na dignificação e valorização dos Bombeiros (profissionais ou voluntários), bem como a garantia de eficácia e eficiência no desempenho da sua missão de salvaguardada de pessoas e bens e na ação da Proteção civil.
O debate decorreu ao longo de todo o dia, com um conjunto de especialistas como da Liga dos Bombeiros Portugueses, da Escola Nacional de Bombeiros, do CEIPC, autarcas e representantes da Proteção Civil.
Incêndio numa viatura na Ponte 25 de Abril interrompe tráfego ferroviário e rodoviário. Circulação já restabelecida, mas com atrasos.
Um incêndio numa viatura na Ponte 25 de Abril causou esta manhã a interrupção do tráfego ferroviário e rodoviário, gerando transtornos para milhares de condutores e passageiros. O alerta foi dado pelas autoridades por volta das 06:15, após a deteção de uma viatura em chamas no tabuleiro da ponte.
A Fertagus, empresa responsável pelo serviço ferroviário que liga a margem sul a Lisboa, confirmou que a circulação de comboios foi interrompida temporariamente. “Devido a uma viatura a arder no tabuleiro da ponte, a circulação de comboios teve que ser interrompida. Neste momento [cerca das 07:10] a circulação foi restabelecida, mas com atrasos significativos”, informou a empresa numa nota publicada na sua página oficial do Facebook.
Apesar do restabelecimento da circulação ferroviária, os atrasos continuam a afetar os passageiros, que enfrentam dificuldades nas suas deslocações. Por outro lado, a circulação rodoviária no sentido Lisboa-Almada permanece cortada desde as 07:14, sem previsão de reabertura imediata.
Segundo a PSP, o incêndio não causou vítimas, mas os meios de socorro estiveram no local para garantir a segurança e controlar a situação. As causas do incêndio estão ainda a ser investigadas.
Este incidente vem relembrar a importância da segurança nas infraestruturas críticas da região de Lisboa, que diariamente suportam um elevado volume de tráfego. A Ponte 25 de Abril é uma das principais vias de ligação entre a capital e a margem sul, sendo crucial para o transporte de milhares de pessoas e mercadorias.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) sempre defendeu que a nova divisão territorial da Proteção Civil foi o expediente imposto pelo Governo anterior e que é, como se previa e se prova, contranatura, perdulária, com aumento exponencial de custos, e também ineficaz.
Daí que, as palavras do secretário de Estado da Proteção Civil tenham sido bem acolhidas pela LBP, ao reconhecer ontem perante os deputados da Assembleia da República que a atual divisão territorial da Proteção Civil, que a Liga dos Bombeiros Portugueses contestou desde o início, reduz a “eficácia e a eficiência”.
Paulo Ribeiro, no fundo, corroborando as posições da LBP, afirmou que “além de diminuirmos a eficácia e a eficiência temos uma proliferação de salas de operações”.
O secretário de Estado da Proteção Civil reconheceu ontem perante os deputados da Assembleia da República, que a atual divisão territorial da Proteção Civil, que a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) contestou desde o início, reduz a “eficácia e a eficiência”.
Paulo Ribeiro, no fundo, corroborando as posições da LBP, afirmou que “além de diminuirmos a eficácia e a eficiência temos uma proliferação de salas de operações”.
Faltou acrescentar, como a LBP defende, que “a solução imposta pelo Governo anterior foi contranatura, perdulária, com aumento exponencial de custos, e obviamente ineficaz”.
Seis distritos do sul de Portugal estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de períodos de chuva por vezes forte, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa e Beja estão sob aviso desde as 06:00, enquanto nos distritos de Portalegre e Évora o alerta irá entrar em vigor às 12:00.
O aviso amarelo estará em vigor nos seis distritos pelo menos até às 15:00 devido a “aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada”, referiu o IPMA, num comunicado.
O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O IPMA prevê para hoje no continente aguaceiros, por vezes fortes e acompanhados de trovoada, em especial nas regiões centro e sul, o céu em geral muito nublado e uma descida da temperatura máxima.
As temperaturas mínimas vão oscilar entre 4 graus Celsius (em Bragança) e os 13 (em Faro) e as máximas entre os 7 graus (na Guarda) e os 18 (em Santarém e Setúbal).
A previsão aponta também para vento, por vezes forte, na faixa costeira e terras altas, e a possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela a partir da tarde.
A comissão criada pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) para a avaliação da participação dos corpos de bombeiros no SIEM, reuniu esta tarde, pela primeira vez, na sede da confederação.
Na última semana decorreu também pela primeira vez, a reunião da comissão para avaliação da segurança a veículos de socorro dos bombeiros.
As duas comissões, por proposta do conselho executivo da LBP, foram aprovadas no Conselho Nacional realizado em Cascais, em 25 de janeiro último.
Dirigentes e órgãos locais analisaram as peças do detalhado ‘puzzle’ que faz a freguesia de Palmela, para montar uma visão de futuro, baseada na sustentabilidade e no progresso de portas abertas.
A freguesia de Pinhal Novo celebrou, esta sexta-feira, 97 anos de existência e 37 anos desde a elevação a vila, numa cerimónia realizada na sede da Sociedade Filarmónica União Agrícola (SFUA), instituição centenária que testemunhou e envolveu-se no crescimento da localidade ao longo das décadas. O evento contou com um concerto da banda da SFUA, seguido de discursos de diversas personalidades, entre elas representantes do MCCP, do PS, da CDU, a primeira secretária da Assembleia de Freguesia, Helena Santos, o presidente da Assembleia Municipal de Palmela e candidato do PS à Câmara Municipal, José Carlos de Sousa, o presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, Carlos Almeida, e o presidente da Câmara Municipal de Palmela, Álvaro Amaro.
Entre diversos assuntos de interesse para a comunidade, as personalidades analisaram o que correu bem, e o que deve ser priorizado para o futuro.Banda da SFUA
Pinhal Novo: Uma vila aberta aos de fora
Durante a cerimónia, foi debatida a evolução da freguesia, e muitos dos seus desafios e conquistas. Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal de Palmela, descreveu este percurso como “uma aprendizagem constante em tantas áreas distintas”, sublinhando que Pinhal Novo consolidou-se como uma “centralidade estratégica, apelativa e desafiante” no concelho e no país.
O autarca reforçou que a vila tem atraído um número crescente de imigrantes, sobretudo brasileiros, angolanos e ucranianos, que veem em Pinhal Novo uma oportunidade para trabalhar, investir e construir uma vida melhor. “Estas pessoas vêm trabalhar, vêm investir, vêm viver, vêm à procura, por vezes, de segurança, de espaço para a sua realização pessoal e profissional”, afirmou, lembrando que a freguesia também foi construída por gentes de muitos sítios diferentes.
O debate da segurança ea necessidade de saber os factos
A perceção da segurança foi um dos temas abordados durante a cerimónia. Abordando um tema discutido na última reunião de Câmara, Álvaro Amaro destacou que os dados mais recentes sobre o número de ocorrências na vila demonstram uma melhoria significativa face aos anos anteriores. “Estes dados são melhores do que eram há muitos anos atrás e do que eram há vinte anos”, frisou.
O presidente da Câmara apontou, no entanto, que, apesar dos avanços, há uma perceção de menor proximidade entre os cidadãos, o que pode influenciar a sensação de insegurança, alertando ainda para o aproveitamento político desta questão por algumas forças partidárias. “Mais do que nunca é importante que as pessoas se informem em fontes sérias, documentem-se e se socializem”.
Apreciar as conquistas e definir as prioridades
Entre as variadas conquistas para a freguesia, foram destacadas, como exemplos, a melhoria do espaço público, o reforço das infraestruturas educativas, a proteção dos espaços verdes, a segurança e a pavimentação e repavimentação de várias vias.
Para o futuro, os dirigentes defenderam que os objetivos se devem centrar na promoção da qualidade de vida e da qualidade ambiental da vila, na melhoria da mobilidade, com um enfoque especial na requalificação da rede viária nas “zonas rurais”, e no apoio ao desporto. Além disso, reforçou-se a importância de manter viva a história da vila junto das gerações mais jovens. “É essencial que as nossas crianças conheçam os valores e as histórias daqueles que construíram a nossa terra”, sublinhou Álvaro Amaro.
Como será o futuro de Pinhal Novo?
Depois de 37 anos como vila, os dirigentes locais já ambicionam debater a promoção de Pinhal Novo a cidade, relembrando afirmações que se fizeram anos atrás.
O presidente da Câmara recordou as previsões pessimistas de há 15, 20 e 25 anos, que vaticinavam um Pinhal Novo transformado numa “floresta de betão”, sem equipamentos e sem respostas para a população. Contudo, o autarca afirmou que a vila tem seguido um caminho equilibrado e sustentável. “Esta é uma oportunidade para criar coesão, proteção e crescimento sustentável, e para isso é necessária uma mobilidade eficiente”, defendeu.
Com um olhar firme no futuro, Pinhal Novo reafirma-se como uma vila em crescimento, onde a tradição e o progresso querem caminhar lado a lado
A Palmela Desporto completa 25 anos de existência, consolidando-se como uma referência no desporto local. Desde a sua fundação, a empresa tem expandido infraestruturas e programas que promovem o bem-estar da comunidade, marcando uma trajetória de sucesso e crescimento.
A Palmela Desporto, empresa municipal responsável pela gestão dos equipamentos desportivos do concelho, celebra 25 anos de atividade, marcada pela evolução, expansão e compromisso com a promoção da saúde e qualidade de vida da população.
Ao longo de um quarto de século, a Palmela Desporto consolidou-se como um pilar fundamental na dinamização do desporto local. Criada a 3 de fevereiro de 2000, inicialmente com a missão de gerir espaços desportivos municipais, a empresa expandiu as suas funções e assumiu um papel ativo na promoção do exercício físico, modalidades competitivas e projetos comunitários.
Expansão e novos equipamentos
Desde a sua fundação, a Palmela Desporto tem investido na melhoria das infraestruturas desportivas do concelho. Além da gestão inicial de espaços como o Campo Municipal de Jogos de Palmela, o Pavilhão Desportivo Municipal de Pinhal Novo e as Piscinas Municipais de Palmela e Pinhal Novo, nos últimos anos a empresa assumiu novos desafios, incluindo a administração do Pavilhão Municipal José Silvério (2022), dos Campos de Padel de Pinhal Novo (2024) e do Pavilhão Municipal de Palmela (2025).
Desporto para todos: projetos e modalidades
A ampliação do impacto da Palmela Desporto não se limitou às infraestruturas. Em 2013, a empresa redefiniu os seus objetivos e passou a atuar como Empresa Local de Promoção do Desporto, Saúde e Qualidade de Vida. Desde então, tem sido responsável por programas municipais de grande relevância, como o “50+”, a Ginástica Laboral, os Centros de Marcha e Corrida e o Programa de Desenvolvimento do Desporto Adaptado.
No campo competitivo, a Palmela Desporto criou equipas de natação, triatlo e orientação, garantindo que os atletas do concelho tenham condições para se destacarem a nível nacional e internacional. A equipa de natação, filiada na Federação Portuguesa de Natação desde 2000, conta atualmente com 143 atletas federados e revelou talentos como Tiago Venâncio, nadador olímpico em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, e Simone Fragoso, nadadora paralímpica em Pequim 2008, Londres 2012 e Rio de Janeiro 2016.
Já a secção de triatlo, criada em 2019, tem hoje 24 atletas, com resultados promissores nos escalões de formação. Em 2024, a Palmela Desporto deu mais um passo na diversificação das modalidades ao iniciar a prática da orientação, com 40 atletas ativos, incluindo alguns dos melhores talentos nacionais, que já conquistaram títulos individuais e coletivos em competições nacionais e ibéricas.
Reconhecimento e futuro
A Câmara Municipal de Palmela, reconhecendo o impacto da empresa no desenvolvimento desportivo do concelho, aprovou por unanimidade, a 5 de fevereiro de 2025, uma Saudação à Palmela Desporto pelos seus 25 anos de dedicação ao desporto e à comunidade. A autarquia destacou o trabalho dos profissionais que passaram pela entidade ao longo dos anos e reforçou o compromisso em apoiar o crescimento contínuo da organização.
Com um legado consolidado e um olhar voltado para o futuro, a Palmela Desporto continua a expandir oportunidades, incentivar a prática desportiva e fortalecer a ligação entre a população e o desporto.
A Câmara Municipal de Palmela investe no Carnaval de Pinhal Novo com apoio financeiro e logístico para os Amigos de Baco, garantindo festas memoráveis e um grande impacto na economia local.
A folia está garantida em Pinhal Novo! A Câmara Municipal de Palmela aprovou um apoio financeiro de 2.000 € para o Grupo Carnavalesco Amigos de Baco, contribuindo para a realização do tradicional desfile de Carnaval, do Enterro do Bacalhau e da animada Feira de Carnaval, que decorre de 1 a 5 de março. Além do montante atribuído, a autarquia assegurará também apoio logístico e a cedência de um troço da Alameda Alexandre Herculano, entre 24 de fevereiro e 9 de março, para os eventos decorrerem com toda a segurança e comodidade para os participantes e visitantes.
O Grupo Carnavalesco Amigos de Baco tem vindo a consolidar-se como um dos pilares das celebrações carnavalescas na região, atraindo centenas de foliões e dinamizando a economia local. A iniciativa não só promove o espírito festivo, como também estimula o turismo e o comércio local, com a participação de várias associações e visitantes que viajam até ao concelho para assistir às festividades.
A Feira de Carnaval será um dos pontos altos da programação, reunindo bancas com produtos regionais, diversões para todas as idades e um ambiente de festa contagiante. Já o Enterro do Bacalhau promete despedir-se da quadra carnavalesca com muita ironia e tradição, garantindo um encerramento memorável para os amantes do Entrudo.
A autarquia destaca a importância destas iniciativas para o fortalecimento da identidade cultural da região, reforçando o compromisso com eventos comunitários que promovem a coesão social e a dinamização económica. Com este apoio, Palmela reafirma-se como um dos municípios que mais investem na cultura popular e nas tradições locais, garantindo que a festa continua a crescer ano após ano.