Conflito de Bombeiros: Sapadores e Voluntários em divergência nas redes sociais

Uma nova controvérsia emergiu nas redes sociais entre o Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) e a Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários (APBV), após declarações que provocaram indignação entre os bombeiros voluntários.

Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores (SNBS) utilizou as redes sociais para esclarecer a posição dos sapadores após dúvidas levantadas por internautas. O sindicato frisou que representa exclusivamente bombeiros sapadores vinculados às autarquias locais, e que a publicação anterior visava apenas destacar as dificuldades de acesso à carreira de sapador. Apesar disso, o comunicado causou mal-estar entre os bombeiros voluntários, que interpretaram as palavras como desrespeitosas.

A publicação original do SNBS afirmava que “qualquer um consegue ser bombeiro, mas só os melhores são sapadores”, o que levou a uma reação firme por parte da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários (APBV). A APBV, que representa os bombeiros voluntários, emitiu um comunicado criticando o SNBS, considerando o comentário “totalmente desadequado” e gerador de divisões no setor, quando a unidade entre as diferentes classes de bombeiros deveria ser uma prioridade.

Os bombeiros voluntários são responsáveis pela maioria do socorro no território nacional, sublinhou a APBV, destacando o trabalho incansável dos voluntários, que diariamente deixam as suas famílias para servir a população de forma altruísta. No comunicado, a associação apelou a que não se apontem dedos entre profissionais, mas que se promova o crescimento e valorização de todos os bombeiros, seja qual for a sua classe.

Esta troca pública de declarações entre sapadores e voluntários põe em evidência a tensão existente dentro da classe dos bombeiros em Portugal, levantando questões sobre o reconhecimento e a valorização de cada grupo no contexto da proteção civil nacional.

Ver post dos Bombeiros Sapadores

Fonte: Diário do Distrito

Suspeito de triplo homicídio detido no Pinhal Novo (notícia atualizada)

PJ teve a ajuda de familiares do suspeito.

A Polícia Judiciária (PJ) prendeu, nesta quarta-feira o homem de 33 anos suspeito de ter cometido o triplo homicídio na barbearia do Bairro do Vale, em Penha de França, Lisboa, no dia 2 de outubro.

Segundo informações avançadas pela RTP, o suspeito teria sido apanhado pela PJ no Barreiro, distrito de Setúbal. No entanto, num comunicado em aditamento, enviado às redações, a PJ informa que, afinal, o suspeito terá sido detido no Pinhal Novo, concelho de Palmela.

Em comunicado à imprensa, os inspetores da Polícia Judiciária informaram que, “desde o primeiro momento em que os fatos foram reportados“, foi iniciado um “trabalho incessante de investigação e recolha de informações, que levou à localização do suspeito“.

As autoridades também ressaltaram a importância da colaboração de familiares na identificação e localização do homem. Neste momento, o suspeito encontra-se na sede da Polícia Judiciária, na rua Gomes Freire, em Lisboa.

Fonte: Diário do Distrito

COMUNICADO

Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários

16 h  · 

A Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários, vem desta forma como Associação de “Classe” representante dos seus Associados Bombeiros Voluntários, repudiar o comentário proferido pelo SNBS-Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores na sua publicação de hoje nas redes sociais, que refere que “Qualquer um consegue ser Bombeiro, mas só os melhores são Sapadores.”

A Direção da APBV encontra-se solidária com as reivindicações feitas pelos Bombeiros Sapadores na manifestação de dia dois de outubro, no entanto, alerta, que este tipo de comentários proferidos por entidades representativas do setor são totalmente desadequados e que só causam discórdia e divisões, quando se pretende exatamente o contrário!

Em qualquer uma das Classes sejam os Bombeiros Profissionais ou Voluntários existem elementos bons e elementos menos bons como em todas as profissões do mundo, como tal não se deve apontar o dedo a ninguém mas sim promover o seu crescimento e a sua valorização!

Relembramos que os Bombeiros Voluntários Portugueses são responsáveis pelo socorro na maioria do território nacional e são reconhecidos pela população e pelo país como o principal braço da proteção civil!

Como tal, exigimos respeito pelos homens e mulheres que diariamente de forma voluntária deixam a sua casa e a sua família para estarem ao serviço de todos nós!

SER BOMBEIRO NÃO É O QUE FAZEMOS É O QUE SOMOS!

Fonte; Facebook da APBV

Edifício do Centro de Saúde na Avenida Zeca Afonso em Pinhal Novo vai ser reabilitado

Intervenção já foi adjudicada pelo município de Palmela e tem prazo de execução de três meses

O edifício da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Pinhal Novo, localizado na Avenida Zeca Afonso, vai beneficiar de obras de beneficiação, que deverão estar concluídas dentro de três meses. A intervenção foi adjudicada por 65.755,31 euros, com um prazo de execução de 90 dias, anunciou a Câmara Municipal de Palmela.

A operação, sublinha o município, tem como objetivo “melhorar as condições de funcionamento” dos serviços no edifício.

“Esta empreitada inclui, entre outros trabalhos, limpeza, impermeabilização, substituição de telhas, substituição da claraboia e outras reparações na cobertura, reparação de paredes e pinturas, substituição parcial da rede de águas e beneficiação das instalações sanitárias”, indica a autarquia, em nota de Imprensa.

As intervenções nas instalações das unidades que prestam cuidados de saúde primários passaram a estar a cargo dos municípios, no âmbito da transferência de competências do Estado para as autarquias locais. A autarquia de Palmela faz notar que os edifícios que passaram para a sua responsabilidade estão “na generalidade em mau estado”. E sublinha que “tem vindo a realizar trabalhos de conservação em todos os edifícios que apresentam, também, muitos problemas de inoperacionalidade de equipamentos”.

A terminar, o município critica ainda o facto de “não ser totalmente ressarcido”, por parte da Administração Central, do investimento que tem vindo a realizar, com recursos financeiros próprios, na execução desses trabalhos.

Fonte: O Setubalense

Palmela reforça apelo ao Governo pelas variantes às EN 252 e 379

O Município de  Palmela volta a pressionar o Governo sobre a necessidade urgente de construir as variantes às estradas nacionais 252 e 379, após décadas de reivindicações das autarquias e das populações locais.

O Município de Palmela mantém a sua luta pela construção das variantes às EN 252 e EN 379, necessárias para desviar o trânsito intenso e pesado das localidades mais afetadas, como Pinhal Novo e Quinta do Anjo. Na reunião realizada a 13 de maio, com o ministro das Infraestruturas e Habitação, o presidente Álvaro Balseiro Amaro voltou a reforçar a urgência desta intervenção.

Apesar das moções aprovadas e da inclusão dos espaços-canais no Plano Diretor Municipal, cuja consulta pública terminou em setembro, a construção das variantes permanece incerta, uma vez que não foram incluídas no Programa Nacional de Investimentos 2030.

Esta situação é vista como crítica, já que há mais de 30 anos que as populações locais pedem soluções para o congestionamento diário, o ruído, e a degradação da qualidade de vida nas áreas mais afetadas. O Presidente da Câmara alerta que o crescimento populacional e económico da região está a agravar ainda mais a situação.

Miguel Pinto Luz, governante do atual Governo, demonstrou abertura para rever o dossiê técnico com as propostas do Município, mas até ao momento não há confirmação oficial sobre o avanço destas obras, vistas como essenciais para melhorar a segurança, qualidade do ar e eficiência dos transportes públicos nas zonas mais sobrecarregadas.

Fonte: Diário do Distrito

Câmaras de Setúbal, Palmela e Sesimbra querem reunião urgente com ministra da Saúde

Após debate sobre situação do Centro Hospitalar de Setúbal, autarcas garantem estar prontos para “acampar” caso não obtenham resposta governamental 

Os presidentes autarquias de Setúbal, Palmela e Sesimbra querem reunir de forma urgente com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e garantem que, caso seja necessário, “acampam” à porta do ministério até obterem uma resposta. A decisão foi tomada no Fórum Intermunicipal da Saúde, que reúne os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra, onde os autarcas debateram a atual situação do Centro Hospitalar de Setúbal e dos cuidados de saúde primários na região.

Foi no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Setúbal que decorreu esta quarta reunião do Fórum, na passada sexta-feira, com a presença dos presidentes das câmaras Municipais de Setúbal, Palmela e de Sesimbra, André Martins, Álvaro Amaro e Francisco Jesus, que os autarcas decidiram dar o prazo de 15 dias após o pedido de reunião ser feito, caso contrário, os três presidentes de câmara irão ao Ministério da Saúde com o objetivo de serem recebidos. Quem se mostrou bastante disponível para acompanhar os autarcas foram as as comissões de utentes do Pinhal Novo e da Quinta do Conde, que marcaram presença neste fórum.

Nesta reunião, o autarca de Setúbal apontou que, desde que o Governo implementou o Plano de Emergência e Transformação da Saúde, os utentes sem médico de família nos três municípios passaram a ser 75.654, ou seja, mais 13.325 do que há um ano, mais 17,6 por cento, algo que significa que só nos cuidados de saúde primários faltam “entre 40 e 50 médicos”, segundo o edil.

“No que se refere aos cuidados hospitalares, o Governo não teve sequer o cuidado de contactar previamente os municípios quando decidiu estabelecer o atual regime de urgências de obstetrícia e pediatria na Península de Setúbal, impondo o seu encerramento rotativo”, referiu, acrescentando que neste momento a situação é “pior” do que há um ano. Para André Martins é necessário colocar à ministra a “questão muito importante” relacionada com a falta de profissionais de saúde.

Para Francisco Jesus, autarca de Sesimbra, “a situação ainda é caótica” no que diz respeito ao Centro Hospitalar de Setúbal e que, mesmo com a mudança de Governo a situação “não melhorou”.

Já Álvaro Amaro, de Palmela, sublinhou a importância de voltar a reunir “urgentemente” com a titular da pasta da saúde, explicando que não houve qualquer “variância no sentido positivo”, tendo até sentido “algum agravamento”. O autarca palmelense garantiu ainda que “se for necessário”, os autarcas voltam a “acampar” à porta do ministério até que sejam ouvidos.

A realização desta quarta reunião do fórum pretendeu atualizar a avaliação das condições de acesso aos cuidados de saúde nos três municípios, nomeadamente os prejuízos para os doentes resultantes da falta de médicos de família nos centros de saúde e dos sucessivos encerramentos de urgências no Centro Hospitalar de Setúbal.

Fonte: O Setubalense

Colisão do veículo do INEM, ao serviço da Corporação dos Bombeiros da Moita, provocou 3 feridos graves

Colisão do veículo do INEM, ao serviço da Corporação dos Bombeiros da Moita, provocou 3 feridos graves.

Colisão do veículo do INEM, ao serviço da Corporação dos Bombeiros da Moita, provocou 3 feridos graves.

Informação: A manhã deste Domingo foi funesta para a nossa corporação e para o nosso pessoal. O transporte de uma vítima em estado grave viu-se envolvido num violento acidente com um veículo pesado no cruzamento de Santo António da Charneca, da qual resultaram dois bombeiros feridos em estado grave e a vítima transportada cujo estado já era grave.

Comando e Direção estão a acompanhar a evolução do estado de saúde dos feridos, desejando a todos um rápido restabelecimento.

Fonte: Facebook da AHBVCM

Lembrar a voz do comandante José Brás em fevereiro de 1979

No próximo dia 9 de outubro, os bombeiros estão convidados a encher as galerias da Assembleia da República para testemunhar o debate e decisões relativamente a dois projetos de lei a seu favor. Trata-se de reconhecer a profissão de bombeiro como de risco e de desgaste rápido consagrando a sua reforma antecipada e aumentando a bonificação para efeitos de reforma.

A esse propósito, cabe recordar o dia 8 de fevereiro de 1979 em que os bombeiros encheram também as galerias da Assembleia da República e onde, à voz de comando do comandante José Brás se perfilaram, com “Bombeiros de Portugal, sentido!”.

Tratava-se de um momento histórico ligado à ratificação da criação do então Serviço Nacional de Bombeiro em que o falecido e querido então comandante dos Voluntários de Almada, quis expressar uma luta antiga dos Bombeiros.

Muito se passou, entretanto. Hoje, o assunto pode ser outro, mas o motivo da luta é o mesmo, os Bombeiros. O reconhecimento e o respeito que lhes é devido continua a ser o motivo.

Fonte: Facebook da LBP

Associação de Festas Populares de Pinhal Novo anuncia dissolução da Direção

Falta de apoios da Câmara e dos privados justificaram a dissolução da atual direção.

A Associação de Festas Populares de Pinhal Novo divulgouatravés de um comunicado, que a sua atual Direção apresentou o pedido de cessação de funções ao Presidente da Assembleia Geral, Dr. Carlos Jorge Antunes de Almeida. A decisão surge após uma profunda reflexão sobre o futuro da organização, conforme destaca a Direção cessante: “Este passo, embora difícil, resulta de uma reflexão profunda sobre o futuro da nossa organização.”

Apesar do sucesso da 25ª Edição das festas, que encheram de alegria a comunidade, a Associação enfrenta desafios quanto à sustentabilidade do atual modelo de financiamento. Além disso, a demissão de elementos-chave da Direção por “motivos de força maior” levou ao pedido de dissolução. Ainda assim, a Associação promete apresentar os resultados desta última edição na Assembleia Geral, marcada para o dia 14 de outubro.

Conseguimos realizar um pequeno milagre em 2024, mas sabíamos, no fundo, que seria impossível repetir a proeza em 2025 com as mesmas condições e apoios, fossem eles do foro empresarial local ou institucional (CMP e JFPN)“, termina o comunicado.

Igor Azougado, presidente cessante das Festas de Pinhal Novoem declarações ao DD, desabafa que “os apoios existem, mas são curtos para fazer um evento desta dimensão“.

Após analisada a falta de abertura para ter mais financiamento para a edição de 2025, a direção cessante espera “que apareceça outra lista que consiga mais equipas, mais disponibilidade, mais pessoas e influência junto dos privados e da Câmara para conseguir subsídios maiores“.

A Direção terminou por destacar o trabalho dos sócios, parceiros, patrocinadores e voluntários: “os voluntários – de poucos, mas incansáveis – foram essenciais para o sucesso deste evento.” Apesar dos desafios, a Associação deixa uma mensagem de esperança, desejando que “as festas continuem a brilhar nos corações de quem as viveu.

Fonte: Diário do Distrito

Sindicato dos bombeiros sapadores culpa Governo por excessos na revolta em frente à Assembleia da República

Ricardo Cunha assumiu que o protesto “foi além do que estava legalizado” e confessou não saber quais possam ser as repercussões.

Sapadores reivindicam ‘acertos salariais para compensar o aumento da inflação’.

O sindicato dos bombeiros sapadores responsabilizou esta quarta-feira o Governo por o protesto diante do parlamento ter ido além do que estava autorizado, com centenas de manifestantes a invadirem a escadaria e a obrigarem à intervenção da polícia.

“Sei que eles têm razão nos protestos, o que motivou isto foi o senhor secretário de Estado ter marcado uma reunião e, no fim, voltou a dizer que não tinha nada para apresentar. Qualquer pessoa normal devia perceber que não podemos faltar à verdade aos bombeiros… Se já andam revoltados, a probabilidade de isto acontecer era muito elevada. O culpado disto tudo acaba por ser o Governo”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores.

Em declarações a jornalistas, Ricardo Cunha assumiu que o protesto “foi além do que estava legalizado” e confessou não saber quais possam ser as repercussões para os bombeiros, anunciando que a direção do sindicato vai reunir-se “para perceber o que correu mal”.

Segundo o líder sindical, na origem do protesto está a ausência de valorização salarial das carreiras não revistas da Função Pública e um compromisso de 2023 do anterior Governo para efetuar essa valorização com retroatividade a janeiro de 2023 que não foi cumprido e que o atual Governo também não concretizou, apesar do alerta feito pelo sindicato em maio.

“Na altura, o sindicato solicitou que a atualização fosse de 104 euros. Os bombeiros sapadores foram das pessoas que mais perderam poder de compra comparativamente ao salário mínimo nacional (SMN). Em 2002, um bombeiro sapador ganhava 2,5 vezes o salário mínimo nacional e agora ganha pouco mais do que 50 euros acima do SMN. É lamentável não haver por parte dos governos uma resposta a estas solicitações dos bombeiros”, referiu.

Para Ricardo Cunha, “parece que o Governo estava à espera de que isto acontecesse”, aludindo ao aparato dos protestos diante da Assembleia da República. “Se era disso que estava à espera, acabou por acontecer”, observou.

Centenas de bombeiros sapadores fardados ocupavam esta quarta-feira às 13:00 as escadarias da Assembleia da República, em Lisboa, enquanto a polícia formava um cordão à entrada do parlamento.

À mesma hora, chegavam reforços da Unidade Especial de Polícia da PSP.

Ao fundo da escadaria, os manifestantes incendiaram vários pneus e queimaram um fato de trabalho dos bombeiros.

Às 13:20, um caixão branco foi levado em braços para a porta do parlamento enquanto os manifestantes gritavam a palavra “vergonha”, responsabilizando os decisores políticos pela situação da classe.

À frente das centenas de sapadores fardados, um grupo de manifestantes envergava t-shirts negras com a inscrição “Sapadores em Luta”.

Uma cruz e tarjas com frases como “bombeiros sapadores em luta. Esqueceram-se de nós!… outra vez…” ou “sabes quem vai salvar o teu filho” estavam colocadas à frente do protesto.

Os sapadores lutam por uma regulamentação do horário de trabalho, pela reforma aos 50 anos e por um regime de avaliação específico, entre outras condições de trabalho.

Fonte: Correio da Manhã. Foto: António Pedro Santos/Lusa