Chefe Manuel Arrábida eternizado no quartel dos Bombeiros Sapadores

Cerimónia marcada pelo descerramento de uma placa com o nome do profissional na entrada do Centro Municipal de Operações de Socorro

O chefe Manuel Júlio Arrábida, que faleceu no passado mês de Novembro, encontra-se agora eternizado no quartel dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, ao ter sido descerrada na passada terça-feira uma placa com o seu nome na entrada do Centro Municipal de Operações de Socorro (CMOS), situado no primeiro andar do edifício.

O “momento emotivo”, que decorreu durante a cerimónia comemorativa do 237.º aniversário da instituição e que “contou com a participação de familiares do antigo profissional”, foi garantido pela mãe do chefe Manuel Arrábida, por André Martins, presidente da Câmara de Setúbal, e pelo tenente-coronel Paulo Lamego.

“O nome de Manuel Júlio Arrábida fica, assim, perpetuado na Sala de Operações e Comunicações do CMOS”, explica a autarquia sadina em comunicado, referindo tratar-se, de acordo com André Martins, de uma “homenagem simbólica, mas de grande reconhecimento pela marca que [o chefe dos Bombeiros Sapadores de Setúbal] deixou como pessoa e como profissional”.

Na cerimónia, realizada na manhã da passada terça-feira, o autarca garantiu que a edilidade está disponível para “fazer tudo o que está ao seu alcance no sentido de continuar a criar as melhores condições para que os Bombeiros Sapadores prossigam a sua missão e continuem a prestigiar a companhia, o concelho e as populações”.

Em seguida, fez questão de destacar a “elevada operacionalidade e qualificação técnica da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal”.

“É com muito orgulho que, em nome da Câmara de Setúbal, agradecemos aos Sapadores tudo o que fazem para prestigiar a companhia. São 237 anos sempre a trabalhar na missão de defesa de pessoas e bens e de proteção e socorro no município”, disse o edil, citado na mesma nota

Depois de garantir que “os bombeiros são o principal património da companhia” e que, por esse motivo, é que “é para eles que a Câmara Municipal dirige toda a atenção”, André Martins relembrou o investimento feito pela autarquia “nas condições de trabalho, em equipamentos e em formação”.

No que diz respeito à “missão de proteção e socorro no município”, o presidente da Câmara Municipal assegurou que os Bombeiros Sapadores “desenvolvem uma ação efetiva, permanente, dedicada e com grande operacionalidade”, assim como “uma intervenção mais especializada na área industrial da Mitrena”.

Além disso, André Martins deixou ainda “uma palavra de homenagem e de agradecimento a todos os Bombeiros Sapadores que se empenham em proteger vidas e bens ao serviço da instituição, bem como a todos aqueles que passaram pela companhia e deixaram saudades pela sua forma de ser e de estar e pelo seu profissionalismo”.

As comemorações dos 237 anos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal ficaram igualmente marcadas pela realização de “uma romagem ao cemitério de Nossa Senhora da Piedade para deposição de flores no talhão dos bombeiros”.

Fonte: O Setubalense

32º Aniversário – Foto Grupo com o Comandante JACINTO DUARTE PINHEIRO OSÓRIO

01 de maio, 1983

Foto de grupo na parada do quartel sede da Associação Humanitária de Bombeiros de Pinhal Novo, pela passagem do 32º Aniversário.    

1 Fernando Mesquita
2 José Maria Catarino 
3 Rui Coelho 
4 António Rebocho  
5 José Pacheco      
6 Fernando Oliveira
7 Carlos Pombo      
8 António Augusto Bumba Lança Figueira
9 José Luís Oliveira Pólvora   
10 Álvaro Romão                   
11 Jacinto Duarte Pinheiro Osório  
12 José Coito Ferreira

13 Henrique Pólvora      
14 Américo Valente
15 Rui Margarido
16 Anabela Margarido
17 Susana Madeira
18 António José Peneque
19 Silvério Mendes
20 Floribela Mendes
21 Jorge Castro
22 Fernando João da Silva Ferreira
23 Francisco Nobre dos Santos
24 José Manuel Costa Santos    

Fonte – Comandante no QH Raul Prazeres, Foto – AHB Pinhal Novo

4ª FORMAÇÃO CADETES – 2023

19 de fevereiro

Na continuidade da formação semanalmente nas manhãs de domingo, foram iniciadas as atividades com o içar das bandeiras pelas 9 horas da manhã e uma apresentação em PowerPoint, das várias fases de um possível exercício a ser executado publicamente nas comemorações do dia Municipal dos Bombeiros do Concelho de Palmela, que se realizam este ano na Freguesia de Pinhal Novo. (O instrutor Tiago Silva)

O segundo tempo foi ocupado, com práticas sobre aparelhos respiratórios de ar ambiente. Foram explicadas as vantagens na utilização destes aparelhos pelos bombeiros no combate aos incêndios urbanos, industriais e outros incidentes, o método de montagem e desmontagem, conhecimento sobre a autonomia dos referidos equipamentos e o controle sobre a pressão útil de utilização. Por fim procederam à desmontagem das botijas e colocaram á carga no compressor existente na corporação. E sensibilizados para os eventuais perigos eminentes, no carreamento das botijas, para uma pressão de 300 bares de utilização. (O instrutor Tiago Silva)

Para finalizar, no terceiro tempo deslocaram-se para o exterior no veículo VUCI 02 e procederam a manobras com  1 lance de mangueira de 50 mm, 1 disjuntor 50X25 mm, 2 lances de mangueira de 25 mm e 2 agulhetas de 25 mm. Com a ligação diretamente à bomba principal do pronto de socorro, tiveram a oportunidade de testar as mangueiras sobre pressão e ajuste de caudal à saída das agulhetas. De igual forma aprenderam a fazer o escoamento dos lances e ao seu enrolamento para colocação no respetivo cofre do veículo de socorro. Com o finalizar das manobras, formaram lateralmente ao veículo e receberam ordem para entrar na viatura para regressarem ao quartel, onde procederam à desmontagem das botijas previamente colocadas à carga e colocaram nos respetivos lugares. (O instrutor Tiago Silva e o motorista Jorge Vinagreiro)

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Fonte/Fotos – Secretário da MAG Fernando Pestana

Desfile popular enche avenida do Pinhal Novo esta terça-feira [fotos]

Milhares de pessoas formaram imensa moldura humana entre a Alameda Alexandre Herculano até ao Largo José Maria dos Santos

O Carnaval do Pinhal Novo 2023, organizado pelo grupo ‘Amigos de Baco’, mostrou-se esta terça-feira à tarde num desfile que encheu a parte central da vila, da Alameda Alexandre Herculano até ao Largo José Maria dos Santos.

O corso, muito popular, na medida em que não há grupos de samba e os carros alegóricos são decorados e animados por associações e empresas, juntou cerca de uma centena de foliões.

Apesar de serem apenas “meia-dúzia”, a festa foi rija, com o grupo ‘A Bordoada’ a animar a abertura do cortejo com a ajuda de três gigantones.

A moldura humana à volta do percurso deverá ter superado as 30 mil pessoas. Para a enchente contribuiu também a zona de carrocéis e diversões, que foi instalada junto à Estação do Pinhal Novo e a variedade de barracas de venda de comes e bebes.

Fonte: O Setubalense

XXVII LGB Congresso Nacional em Viana do Castelo

25 a 30 setembro,1984

Com a realização 27º Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses, a Corporação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, fez-se representar nas várias sessões, pelo Presidente de Direção Joaquim Manuel Guerreiro Ceguinho (1984 a 1985) e nas funções de Comandante Interino o Adjunto Fernando de Oliveira (20 fev 1984 a 24 jun 1985.

No Concurso de Manobras, realizado no campo de futebol de Viana do Castelo, os bombeiros do distrito de Setúbal, fizeram-se representar por equipa constituída por 9 (nove) elementos da Corporação de Bombeiros de Pinhal Novo, liderada pelo chefe de equipa António José Peneque.

                       

              1 Armando Fitas
              2 Fernando de Oliveira
              3 Joaquim Ceguinho 
              4 Luís Miranda      
              5 Jorge Castro      
              6 Carlos Chora 

7 Filipe Moreira
8 Raul Prazeres
9 Silvério Mendes
10 Fernando Godinho
11 João Pacheco

              1 Chefe Equipa – António José Peneque   
              2 Silvério Mendes
              3 Carlos Chora
              4 Raúl Prazeres
              5 Luís Miranda
              6 Mecânico – Francisco Marta
              7 Jorge Castro
              8 João Pacheco
              9 Filipe Moreira

Nota – A equipa contou ainda com a participação dos seguintes suplentes, Custódio Moura e Vitalino Pólvora.

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Fonte – Comandante QH Raul Prazeres, Fotos – A H Bombeiros de Pinhal Novo

88º Aniversário do Comandante Francisco Joaquim Batista

12 de maio, 1978

Com a inauguração do novo quartel e as comemorações do 27º Aniversário, o comandante Francisco Joaquim Batista, permanece mais uns dias em Pinhal Novo e no dia 12 de maio de 1978, realiza-se um almoço no café Santa Rosa, em homenagem ao seu 88º Aniversário.

1 Manuel Custódio      
2 Jorge Luís
3 António Saloio
4 Francisco Jesus 
5 Fernanda Gamito
6 Dulce
7 Cmdt Francisco Joaquim Batista
8 Ana Duarte    
9 Amélia 
10 Cristina  
11 José Maria     
12 Francisco Branco

                 

13 António Malhadinho
14 Armando Fitas
15 Francisco Maltez
16 Fernando Oliveira
17 Vitalino Pólvora
18 Silvério Mendes 
19 Daniel Rocha  
20 Joaquim Margarido
21 Onóriga
22 António Miranda
23 Menina

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Fonte – Cmdt QH Raul Prazeres,  Fotos – A H B Pinhal Novo / Cmdt QH Raul Prazeres

FORMAÇÃO CADETES – 2023

5 de fevereiro

O dia foi registado com a ausência do Cadete Leandro Amaral, que não deu qualquer informação da sua ausência e estava incontactável via telefónica. Os trabalhos começaram com o içar das bandeiras e instruções sobre ordem unida (movimentos de firme, sentido e continência) e conhecimento sobre os equipamentos do veículo VSAT 01 (veículo socorro assistência tático).

(instrutor Bombeiro 3ª Cl Manuel Santos).

O tempo seguinte foi ocupado com a passagem de um vídeo YouTube – Paraibas Europa) sobre o incêndio nos antigos armazéns da Cooperativa União Novense, e comentado.

Para concluir na última hora, foi entrevistado o Bombeiro de 3ª Cl Carlos Daniel Tovim Pinto, por ser o combatente mais novo na guarnição do primeiro veículo a sair para a ocorrência, VECI 04 (veículo especial de combate a incêndios) e ser um bom interlocutor da experiência vivida e sua experiência ao serviço do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo.

Fonte/fotos – O secretário da MAG Fernando Pestana

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CADETES – Entrevista ao bombeiro 3ª classe Carlos Tovim

CADETES – Entrevista ao bombeiro 3ª classe Carlos Tovim, como o elemento mais novo da guarnição no 1º veículo VECI 04, a sair para o incêndio nos antigos armazéns da Cooperativa União Novense, no dia 1 de fevereiro, 2023.

5 fevereiro, 2023 ás 11 horas

Amigo CARLOS TOVIM, sou o cadete DANIEL FARIAS e gostava de lhe fazer 3 perguntas:

1ª pergunta

Qual o seu nome completo, a idade e a sua residência?

Antes de mais bom dia a todos e espero que cheguem todos ao fim da vossa formação, e que no futuro eu tenha o privilégio de sair com vocês, em algum veículo de socorro.

E com o tempo, vão perceber que e isto é um mundo muito mais vasto do que ser só bombeiro.

Então em relação à tua pergunta, o meu nome é Carlos Daniel Tovim Pinto, tenho 25 anos de idade e iniciei há 7 anos nesta corporação e quero continuar aqui em Pinhal Novo. Eu residia no Pinhal Novo, mas ao juntar-me com a minha esposa, fomos viver para a localidade do Forninho – Poceirão.

2ª pergunta

Quais as suas habilitações literárias? E caso não tenha o 12º ano, se pensa concluir a escolaridade mínima?

Tenho o 9º ano e neste momento estou a fazer o RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação Competências) para concluir o 12º ano de escolaridade.           

3º pergunta

Qual é a sua profissão atual? E há quantos anos exerce?

Sou bombeiro assalariado na Associação Humanitária dos Bombeiros de Pinhal Novo, há cerca de 3 anos e faço parte da EPI 1 (Equipa de Primeira Intervenção).

Sou o cadete DIOGO MONTEIRO e atendendo que a sua profissão é de bombeiro, gostava de lhe colocar como o meu colega 3 perguntas:

1º pergunta

 Já foi bombeiro noutra cooperação? Caso tenha sido qual foi?

Negativo, iniciei no Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo e quero continuar aqui.

2º pergunta

Em que ano e qual foi o posto que ingressou na Corporação dos Bombeiros de Pinhal Novo e quem era o Comandante? Ainda na mesma pergunta em que ano fizeste o teu juramento como bombeiro de 3ª classe e se era o mesmo Comandante quando te alistaste?

Entrei na corporação como estagiário no mês de dezembro de 2016 e o comandante era o Raul Prazeres.

Frequentei o curso de para o bombeiro de 3ª classe no ano de 2017, tendo concluído no ano seguinte e promovido no dia 1 de maio 2018, nas comemorações do 67º aniversário, onde fiz o meu juramento como bombeiro e aconteceu neste ano a transição de comando, para o novo comandante Luís Neto.

3º perguntaQuando pensas fazer o curso ao posto de Bombeiro 2ª Classe?

Assim que tiver oportunidade.

Fala o Cadete DANIEL FARIAS novamente, porque o meu colega LEANDRO AMARAL não compareceu, e tendo eu familiares nos bombeiros e ter ouvido falar muito sobre incêndios e sabendo eu que na passada quarta feira houve um incêndio de grandes proporções aqui no Pinhal Novo ao final da tarde, gostava de lhe colocar também 3 perguntas:

1º pergunta

Qual foi a primeira viatura a se deslocar-se para o local do incêndio e porquê esse veículo e não outro, quem era o chefe de viatura e que funções lhe foram atribuídas no percurso pelo chefe da guarnição?

Após o alarme interno a primeira viatura a sair para o local do incêndio foi o veículo VECI 04, porque é a viatura mais versátil e melhor equipada em vários tipos de ocorrências. O chefe de viatura, era o nosso chefe da EPI Rui Cruz, em termos de funções atribuídas fui como combatente, mas isso é uma situação que se encontra mecanizada entre nós, pois estamos aqui de segunda a sexta e já trabalhamos juntos à cerca de três anos, o que permite existir um bom entendimento entre todo o grupo nas funções que cada um ocupa.

 2º pergunta

Qual a estratégia utilizada no combate? E as dificuldades na extinção do incêndio?

A estratégia utilizada no combate, podemos considerar que foi um misto, em que todos vocês vão aprender na vossa formação, ou seja é uma técnica indireta, atendendo que temos combatentes a trabalhar do exterior para o interior e outros só no interior.

As dificuldades na extinção do incêndio sentiram-se mais na logística, em termos de abastecimento de água, contudo com o apoio de outras corporações conseguiu-se neutralizar o problema.

3º pergunta

Sendo o Carlos Tovim o mais novo guarnição da VECI 04, gostávamos de saber se o fator medo existiu na sua pessoa? E na função de combatente se sentiu receio da falta de água, eventuais derrocadas ou outro tipo de dificuldades?  

O medo não existe na minha pessoa, porque sinto-me confiante daquilo que estudei e dos vários treinos que tivemos, o que me permite muita confiança na ação e tenho um grupo que me dá muita confiança. Contudo e como é óbvio e segundo os protocolos instituídos, a coisa mais importante na nossa ideia é o fator SEGURANÇA. E nós quando enfrentamos estes cenários já sabemos os riscos que corremos, e quando estamos expostos e se vamos com medo, mais vale deixar ir à frente, quem não tenha medo. Porque em vez de uma pessoa em perigo, passam a ser dois.

Mas não invalida dizer, que ás vezes também tenho receio e fico assutado, com os vários cenários que nos surgem e não me querendo alongar muito nas vossas questões, recordo o malogrado incêndio, aqui a dois passos de nós na encosta da serra de Palmela e que sem dúvida, tive medo e senti a vida em perigo. Mas enfim, são águas passadas e chutar a bola para a frente, porque foi esta a profissão que escolhi.  

A nível de manobra é sempre preocupante para o bombeiro combatente com a agulheta, porque no momento que lhe falte a água, ele deixa de ter segurança.  Mas deixem-me dizer-vos o seguinte, eu na posição de combatente não tenho receio e não há fogo que me atinja enquanto tiver água.

No que respeita a eventuais derrocadas, temos que ter sempre atenção ao tipo de coberturas, nós temos atualmente coberturas altamente evoluídas em termos de engenharia. Antigamente as coberturas eram em madeira, depois veio as vigas em fibrocimento e ultimamente todas as coberturas são em placas de botão armado, isto é assim conforme o tipo de edifício, temos que analisar os riscos que vamos estar expostos. No caso concreto, era uma estrutura já com alguns anos, com vigas de betão e lussatite que se torna perigoso com altas temperaturas, provocando rebentamentos como granadas e começa a estalar todo. O meu procedimento como primeiro combatente foi mandar jatos de água contra as placas de lussatite e onde via que não estavam a ceder ia avançando pouco a pouco, pelos espaças com maior segurança, para evitar levar com alguns estilhaços.   

Carlos Tovim, sou o cadete ANTÓNIO SANTOS e na mesma linha ainda relacionado com o mesmo incêndio, permita-me fazer-lhe 3 perguntas:

1º pergunta

Quem era o (COS) Comandante de Operações, no teatro de Operações?

O Comandante das Operações (COS) foi o 2º Comandante Vasco Marto, que chegou logo atrás do VECI 04 e assumiu o comando das operações de imediato.

2º pergunta

No geral, pensa que incêndio podia ter uma dimensão mais drástica? E se isso não aconteceu a que se deve tato?

Isto a nível de cada incêndio é sempre diferente, não existem incêndios iguais. Relativamente à propagação tratava-se de incêndio onde predominava materiais liquidificáveis, que ao derreterem com as altas temperaturas, criavam uma espécie de riachos de lava, que por sua vez vão propagando a outros materiais, que se encontravam nas imediações.

Neste incêndio, e por aquilo que aprendi considero que ouve uma boa estratégia e um bom trabalho, que permitiu consolidar o incêndio só no topo da ala esquerda do armazém. Não sei se viram vídeos e fotos, e se repararem tudo o que estava do lado direito do armazém ficou intacto.

3º pergunta

Residindo no Forninho (Poceirão) e porque os socorros dos bombeiros estão a mais 15 minutos ou mais, o que faria como bombeiro se acontecesse um incêndio numa residência, nas proximidades da tua casa?

Se eu visse um incêndio nas imediações da minha casa, a primeira atitude faria era dar o alerta às entidades competentes, porque eu à civil não tenho capacidade para enfrentar um incêndio e também por ser uma zona onde não existem marcos de água e existe muita falta de água naquela zona de campo. Também existem outros factos a considerar como o estado de espírito e a vontade de colaborar sem meios de proteção. No entanto se eu souber que está uma criança no interior, eu avanço mesmo sem os meios necessários à minha proteção individual.

E cabe-me a mim Cadete GUILHERME PEREIRA, como o mais novo no grupo as últimas perguntas e não fugindo à regra dos meus colegas, também vão ser 3 perguntas:

1º pergunta

O que o motivou para se alistar-se nos bombeiros? E porquê a Corporação de Bombeiros do Pinhal Novo?

Isso para mim considero hoje que foi uma história muito engraçada, eu desde pequeno que queria ser bombeiro, sempre que passava na televisão imagens sobre incêndios lá ficava eu agarrado ao ecrã grande parte do meu tempo e sempre dizia à minha avó e à minha mãe, que quando tivesse maior idade gostava de ser bombeiro, onde elas me respondiam, este rapaz está maluco e não sabe os perigos que isso traz para a sua vida pessoal.

Mas eu a residir aqui no Pinhal Novo a 2 minutos do quartel, sempre que ouvia as sirenes das viaturas lá ia eu numa correria para a janela, para os ver passar e o interesse era grande, que já sabia para que tipos de ocorrências eles iam. Quando passava o VSAT já sabia que se tratava de um acidente, se passasse o VECI era para um incêndio urbano, se fosse o veículo das rodas grandes (hunimog) era um incêndio florestal e desde as ambulâncias aos carros de fogo, eu já as conhecia todos pelo toque das sirenes.

2º pergunta

Já pensou em desistir alguma vez? Quais as foram as maiores dificuldades que enfrentaste como bombeiro?

Não, desistir não faz parte do meu vocabulário, desconheço essa palavra. Nós podemos ter várias adversidades e muitas barreiras pelo caminho como bombeiro, mas com um pouco de vontade todas são ultrapassáveis e enquanto me sentir com condições físicas e psíquicas não abandono este corpo de bombeiros.

A maior dificuldade que eu senti como bombeiro e pessoa e que mexeu no meu sistema psicológico, foi no dia em que foi acionado para uma ambulância de socorro, e que coincidiu com o nascimento do meu filho que tinha uns meses, para ir socorrer um bebé de 2 anos em paragem cárdeo respiratória e fazer compressões numa criança de tenra idade é muito complicado, e por vezes ainda recordo o rosto do menino.

A segunda situação mais complicada que passei, foi no incêndio florestal em Palmela, porque pensei que já não voltava para casa e quando nós pensamos que só lá em cima na serra é que acontecem os problemas, não é verdade, por isso é ter sempre o máximo cuidado, a máxima atenção e há uma coisa que devemos ter sempre presente, segurança, segurança, segurança, nós não temos culpa daquilo que está acontecer, nós vamos para ajudar não é para ficar lá.

3º pergunta e última

Aconselhavas os teus filhos a ingressarem nos bombeiros? E porquê?

Eu não sou apologista de aconselhar a ninguém a vir ou a ir, o meu filho se quiser escolher ser bombeiro, será muito bem recebido, vai ter todo o meu apoio. Mas como disse anteriormente ele será livre de decidir. Isto é como a velha expressão que se costuma dizer, isto de ser bombeiro não é para quem quer, é para quem pode.

O grupo de Cadetes agradece a tua presença CARLOS TOVIM, e do nosso instrutor, que devido à sua vida profissional muito lamentavelmente não pôde estar presente e o nosso grupo ficou sem dúvida mais enriquecido, com as tuas provas de vida ao serviço dos soldados da paz.

Obrigado Carlos Tovim, juntos somos mais fortes!

Quartel em Pinhal Novo, 05 de fevereiro,2023                                  O Instrutor

                                                                                                _________________________

                                                                                                        O Subchefe Tiago Silva

Corporações dos bombeiros recebem mais de 570 mil euros

Apoios visam o funcionamento dos grupos e das equipas permanentes, além de despesas com viaturas

Mais de 570 mil euros é o valor global dos apoios que a Câmara Municipal de Palmela decidiu, por unanimidade na passada quarta-feira, atribuir às três corporações de bombeiros do concelho para 2023. Estes apoios destinam-se “a comparticipar o funcionamento dos Grupos de Bombeiros Permanentes (GBP), das Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e as despesas com os seguros das viaturas de emergência”, justificou a autarquia.

Segundo a edilidade, a comparticipação municipal para o funcionamento dos GBP ascendem, no total, a 391.104€ – a verba reparte-se de igual modo pelos voluntários de Palmela e do Pinhal Novo, assim como pela unidade mista de Águas de Moura (130.368€). “Os GBP têm permitido dar uma importante resposta à comunidade nos domínios da segurança, prevenção e socorro. Em 2023, a composição dos grupos mantém-se, com oito elementos cada (24 no total)”, explica a autarquia.

Os protocolos “contemplam ainda a comparticipação para as despesas assumidas pelas associações com os seguros das viaturas de emergência, no valor global de 18.344€ (27 viaturas), que sofreram pequenos ajustes, decorrentes da aquisição e/ou abate de viaturas ocorridos no ano passado”. Neste caso, os bombeiros de Palmela (29 viaturas) encaixam 6.789€, a unidade de Pinhal Novo (27 viaturas) recebe 6.307€ e a corporação de Águas de Moura (21 viaturas) beneficia de 5.248€.

Aprovada foi ainda a comparticipação global de 161.056,01€, destinada ao funcionamento de um total de cinco EIP (23 elementos). Palmela (EIP 1 com 5 elementos) recebe 34.884,31€; Pinhal Novo (EIP 1 com 5 elementos; EIP 2 com 4 elementos) e Águas de Moura (EIP 1 – 5 elementos; EIP 2 – 4 elementos) encaixam, cada, 63.085,85€.

As segundas EIP de Pinhal Novo e Águas de Moura foram constituídas, após protocolos entre as associações, o município e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Maio do ano passado. “Cada equipa é composta por cinco elementos (um chefe e quatro bombeiros), sendo a sua remuneração e outros encargos (taxa social única, subsídios, entre outros) suportados em partes iguais entre a ANEPC e a Câmara Municipal”, lembra a edilidade, a concluir.

Fonte: O Setubalense

FORMAÇÃO CADETES – 2023

29 de janeiro

Ao primeiro tempo, foi repartido entre o içar das bandeiras, exercícios de ordem unida (movimentos de rotação à direita) e verificar o material no veículo VECI 01. (instrutor Subchefe Tiago Santos e o Bombeiro de 3ª Cl Ricardo Galante)

O segundo tempo foi preenchido com formação na área do socorrismo, Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e o que são os meios de socorro INEM e não INEM, assim como os subsistemas existentes no Instituto Nacional de Emergência Médica e definição CODU e SIEM. (formador Subchefe Rui Jorge)

No último tempo, foram passados dois vídeos, o do CBV Oliveira de Azeméis (cadetes a serem entrevistados pela comunicação social) e o segundo do CBV Amadora com uma saída para um incêndio urbano (a motivação de ser bombeiro). Por último foi explicado por slides o significado da palavra “Motivação” e quais os fatos essenciais, para que um bombeiro se sinta motivado no seu corpo de bombeiros. (Coordenador Fernando Pestana)

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Fonte/fotos – O secretário da MAG Fernando Pestana