Bombeiros chegam à Aldeia Nova da Aroeira

Na sequência de um protocolo de colaboração entre os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo e a Junta de Freguesia de Poceirão, as localidades de Aldeia Nova da Aroeira e Foros das Passarinhas, no extremo da freguesia de Poceirão que confina com o concelho do Montijo, passaram a ser servidas por uma ambulância de socorro destacada para aquela área. A população vai ainda poder assistir, este Sábado, à simulação de um acidente rodoviário, com vítimas encarceradas, seguido de incêndio.

A decisão de criar um posto de socorros dos Bombeiros de Pinhal Novo em Aldeia Nova da Aroeira surge na sequência da avaliação da área de intervenção do Corpo de Bombeiros, levada a cabo pelo Comandante, «depois de ter ouvido o Corpo Ativo e realizado várias reuniões com o Presidente da Junta de Freguesia do Poceirão e os próprios moradores da Aldeia Nova da Aroeira», conforme explica Manuel Resende, que tomou posse do Comando dos Bombeiros de Pinhal Novo no passado mês de junho.

Nos termos do protocolo, celebrado em 19 de setembro, a Junta de Freguesia cedeu aos Bombeiros a utilização da sua delegação em Aldeia Nova da Aroeira para a instalação de uma ambulância e dois elementos da corporação. Numa primeira fase, o posto de socorros é mantido durante 12 horas por dia, de Segunda a Domingo, mas o protocolo prevê o objetivo de alargar a permanência de meios às 24 horas do dia. Para isso, a aposta será no recrutamento de novos bombeiros, residentes naquela zona.

«Hoje em dia, a formação do bombeiro, que abrange áreas tão vastas como a emergência pré-hospitalar, o socorro a acidentes e a proteção contra incêndios, constitui uma mais-valia para a empregabilidade dos jovens, que pode e deve ser potenciada», realçou o Comandante dos Bombeiros de Pinhal Novo, durante a assinatura do protocolo.

A corporação, cuja área de intervenção inclui, desde 1996, uma parte da freguesia de Poceirão que confina com a freguesia de Pinhal Novo, pretende ainda dotar o posto de socorros com um veículo de combate a incêndios de características rurais.

Moradores satisfeitos com presença dos bombeiros

Na celebração do protocolo participaram o Presidente da Junta de Freguesia de Poceirão e a Presidente da Direção dos Bombeiros de Pinhal Novo, José Silvério e Helena Rodrigues, e o ato foi presenciado por vários bombeiros e por moradores de Aldeia Nova da Aroeira, que receberam “de braços abertos” o seu novo posto de socorros. Diariamente, a população já se habituou a acorrer ao local para os rastreios de saúde levados a cabo pelos bombeiros, como a medição da tensão arterial e da glicémia, atividades que também estão expressamente contempladas no protocolo celebrado entre as duas entidades.

Neste Sábado, 26 de junho, a partir das 21 horas, a população vai também poder ver os bombeiros em ação, num exercício que terá lugar em frente à sede do Grupo Desportivo e Recreativo Águias da Aroeira. Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo vão simular um acidente rodoviário, com vítimas encarceradas, seguido da deflagração de um incêndio, que mobilizará para o local um considerável dispositivo operacional.

No futuro, a Associação Humanitária não descarta o objetivo de vir a instalar uma secção destacada do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo naquela área, tendo em conta que as novas acessibilidades e os grandes investimentos nacionais previstos para a região originarão «um aumento significativo do volume de serviços prestados pelos bombeiros, em matéria de cuidados de saúde e proteção em caso de incêndios, acidentes e outras catástrofes», conforme se lê no texto do protocolo agora celebrado.

O documento baseia-se ainda nas «responsabilidades institucionais e cívicas [das duas entidades, Junta de Freguesia e Bombeiros] na implementação de uma resposta de proximidade às necessidades das populações e da proteção do meio ambiente».

Fonte: Helena Rodrigues

Juvebombeiro acampou na Serra da Arrábida

Decorreu no fim-de-semana de 12, 13 e 14 de setembro o acampamento anual da Juvebombeiro do distrito de Setúbal, organização da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) que congrega os elementos mais jovens (até aos 30 anos) das corporações.

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Este ano, os bombeiros montaram as tendas no parque do Centro de Educação Ambiental da Arrábida (CEADA). Não eram muitos, mas o ditado serve-lhes como uma luva: poucos, mas bons.

Talvez por falta de mobilização junto de cada uma das 25 corporações do distrito de Setúbal, foram apenas oito os Corpos de Bombeiros (CBs) representados no Acampamento Distrital da Juvebombeiro, num total de 33 cadetes participantes. O CB de Pinhal Novo foi um dos mais participativos, com 4 elementos, tal como os CBs de Santo André e Sines, logo atrás das corporações do Barreiro (Sul e Sueste com 9 elementos e Salvação Pública com 5) e dos Bombeiros Voluntários de Setúbal (com 5 participantes). As corporações de Águas de Moura e da Trafaria participaram no acampamento com um representante.

Com mais ou menos participantes, o acampamento cumpriu o seu principal objetivo, que consiste em proporcionar a interação e convivência entre os mais jovens dos quartéis. «Queremos que os jovens saiam daqui com novos amigos e com uma ligação entre eles boa e de união entre os bombeiros das várias corporações do distrito», explica Cláudio Santos, delegado distrital da Juvebombeiro, não deixando de lamentar as reservas com que «alguns Comandantes» ainda olham para a Juvebombeiro e que fará com que não incentivem mais a mobilização dos jovens para estes convívios.

Segundo aquele Bombeiro de 2ª Classe de Águas de Moura, estimular a união e espírito de equipa entre os bombeiros «é um trabalho que leva muito tempo e requer muita organização». Por isso, quanto mais cedo se começar, melhor. E, neste acampamento, apostou-se, sobretudo, na vertente lúdica e desportiva para atingir o objetivo.

Com Cláudio Santos na organização do acampamento esteve uma equipa constituída por mais oito monitores de várias corporações do distrito, acompanhados pelo Adjunto de Comando dos Voluntários de Alcochete, José Martins, e pelo Chefe Joel Carvalho, dos BV do Montijo, responsáveis pela articulação com a Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal. Foram eles os responsáveis, por exemplo, por assegurar o recolher obrigatório à noite («não são obrigados a dormir, mas toda a gente recolhe às tendas à meia-noite», explica Cláudio Santos) e a vigilância do acampamento até à alvorada. Pelo meio, não faltaram atividades para manter as mentes e os corpos ocupados.

«Vá, deita-te lá, chavala!…»

Em termos de atividades, o programa do acampamento deste ano começou na sexta-feira, após a montagem das tendas e o jantar, com um “Jogo dos Enigmas”, em que os campistas participaram divididos por equipas. No sábado, o dia começou com uma caminhada entre o CEADA e o Alto do Formosinho, o ponto mais alto da Serra da Arrábida (numa distância aproximada de 6 quilómetros), a que se seguiu, da parte da tarde, a componente mais formativa do programa, com atividades de escalada e rapel conduzidas por elementos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal.

Mais para o final da tarde de sábado, 13 de setembro, fomos encontrar os participantes no acampamento – paredes-meias com o parque de campismo dos Picheleiros, onde se desenrolava um animado bailarico com banda ao vivo – dispersos pelo parque, num exigente “Jogo de Pistas”. Divididos em equipas com nomes de aves (Os Piscos, Os Falcões, As Corujas, Os Melros, Os Tordos, As Toutinegras, As Águias, Os Andorinhões…), os jovens bombeiros desesperavam por localizar e descodificar as pistas que lhes permitiriam aceder a várias tarefas.

Uma delas consistia em construir uma maca com dois troncos e vários lençóis. «A maca tem de ser perfeita?», perguntava um dos jogadores. «Não, tem é de transportar a pessoa», explicava a monitora. A “pessoa” era um dos colegas da equipa, que faria de vítima. «Se a pessoa cair, vocês perdem», dizia a monitora. «Perdem… e eu aleijo-me!», lamentava-se a “vítima” da equipa d’ As Corujas, escolhido para testar a maca por, alegadamente, ser o mais leve dos quatro, apesar da sua altura. Ao que parece, a “vítima” era dos BV Sul e Sueste, porque alguém fez questão de salientar que os «bombeirinhos do comboio não têm medo, pá!».

Filipe Tiago, dos BV de Santo André, liderou a tarefa de fazer a maca. «Se o meu Comandante visse isto, ai ai…», desabafava. Aplicou-se imenso porque já antes pedira para acrescentarmos «uma anotaçãozinha» à “reportagem”: «Até agora, nós somos os campeões!»

E, de facto, As Corujas não se saíram nada mal com a maca improvisada. Melhor do que Os Piscos, a que pertencia o Flávio, um dos cadetes do CB de Pinhal Novo, só entre mulheres. «Vá, deita-te lá, chavala!», dizia uma das colegas para outra, quando a maca ficou pronta. Ela deitou-se e lá cumpriram o percurso obrigatório sem a “chavala” cair ao chão, embora nunca tenhamos visto uma maca que vergasse tanto perante o peso de uma vítima…

Fonte: Helena Rodrigues, c/ Fernando Pestana