Dia de anos «com uns extras bons»…

Ontem [27 de novembro de 2006] foi um dia especial na Associação, ou não tivesse sido o aniversário do nosso Webmaster. Américo Silvestre teve direito a muitas surpresas que lhe encheram (ainda mais) a alma. Foi um dia de anos que correu «normalmente, mas com uns extras bons», assim resumiu ele a sua satisfação. Parabéns!

«Umas calças Jeans, um par de meias, um isqueiro do Sporting, uma ratinha cor de rosa em que se aperta a barriga e diz “Amo-te”», assim descreve o Comandante Fernando Pestana a lista de prendas oferecidas ao Américo. Os «extras bons» do dia incluíram um almoço caprichado, uma sobremesa de salada de frutas, uma garrafa de moscatel («para brindar», explica o Sr. Comandante, que não se poupou a esforços para arranjar um moscatel da melhor qualidade) e, claro, o bolo de aniversário.

Todos os pormenores foram preparados com antecedência, e nem o alarme de um fogo urbano à hora do almoço estragou a festa do 42º aniversário do Webmaster da página dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo na Internet. «Quando se começou a almoçar, ainda os pratos se estavam a servir, toca a fogo… era na Rua Luís de Camões, nº 21, em frente da minha porta! Foi o fim!!», conta Fernando Pestana.

Mas, afinal, tudo se compôs. António Oliveira, socorrista ao serviço da ambulância INEM, foi o cozinheiro de serviço e também garante que estava tudo controlado. À mesa, serviu feijoada de marisco. «Eu ainda vou tirar o curso de chefe de cozinha», garante o bombeiro, muito satisfeito com a sua prestação nos tachos e panelas. António Oliveira diz que aprendeu a cozinhar com a mãe, «mas também com as revistas de culinária», mas não se adianta a desvendar os truques da sua cozinha: «O comer é o segredo do negócio!», diz, numa versão muito própria do ditado (o segredo é a alma do negócio).

A sorte era estar-se no meio de bombeiros onde, já se sabe, não há fogo que resista, nem que para isso seja preciso inundar o bolo, a cozinha, o quartel e os quarteirões à volta. A verdade é que o aniversariante chegou a assustar-se com as chamas que emergiram das 42 velas acesas no bolo de aniversário, e que lhe iluminaram o rosto (como a foto documenta). E parece que foi mais difícil apagá-las do que preparar tantas surpresas para o deixar feliz. Como todos sabemos, pôr Américo Silvestre «com um sorriso de orelha a orelha» é das coisas mais fáceis – e agradáveis – deste mundo!

Em arquivo:

Outros Parabéns…

Fonte: Helena Rodrigues (texto); Fernando Pestana (fotos); João Torres (edição fotográfica)

«Atmosfera explosiva» pairou sobre o quartel

Uma recente ação de formação realizada na Associação permitiu aos bombeiros contactarem com o Veículo de Intervenção Química (VIQ) dos Bombeiros Sapadores de Setúbal e experimentarem o equipamento específico de proteção contra Matérias Perigosas. Por dois dias, uma “atmosfera explosiva” pairou sobre o quartel.

A intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos foi objeto de uma ação de formação, que teve lugar nos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, ao longo dos dias 21 e 28 de outubro.

A formação foi ministrada pelo Bombeiro Sapador de 2ª Classe Carlos Marques, dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, que fizeram deslocar ao quartel dos BVPN o seu Veículo de Intervenção Química (VIQ) – na foto. «A viatura contém todo o equipamento próprio para trabalhar em atmosferas explosivas, corrosivas ou tóxicas», explica Vasco Marto, Chefe da 3ª Secção, a quem coube a iniciativa de promover esta ação.

Todavia, a ação esteve aberta à participação de outros elementos interessados. Entre os dois dias de formação, assistiram à ação um total de 18 elementos, das 3 secções que constituem o Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. Foram eles: o Chefe Vasco Marto, os Subchefes Luís Sousa e Vítor Vicente, os Bombeiros de 1ª Classe Bruno Correia, Paulo Costa e Fábio Costa, os Bombeiros de 2ª Classe Nuno Domingues, Rudi Matos, Carlos Fialho, Nuno Gomes e Mauro Henriques, os Bombeiros de 3ª Classe Cristóvão Vinagreiro e Tiago Oliveira, os Aspirantes Artur Barreira, Rita Carmo, Diogo Cruz e Francisco Palmela, e o Auxiliar João Palmela.

Desta ação de formação estão disponíveis, neste sítio, várias imagens – Ver Galeria de Fotos

O que são “Matérias Perigosas”?

«É recorrente identificar a área de formação relativa à intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos, designados por matérias perigosas, como uma das que regista mais carências neste âmbito», escreve o Presidente da direção da Escola Nacional de Bombeiros, no prefácio do Volume IX do Manual de Formação Inicial do Bombeiro (*). Acrescenta-se, na introdução da obra: «Quando os bombeiros são confrontados com um acidente envolvendo tais produtos, têm que estar dotados de conhecimentos, equipamento e treino que lhes permitam preservar a sua própria integridade física, bem como das pessoas e bens que pretendem socorrer e proteger».

Matéria perigosa – explica o Manual – é qualquer substância (matéria-prima, produto, subproduto, resíduo ou produto intermédio) que, pelas suas características ou propriedades, possa causar danos à saúde humana, aos animais ou ao ambiente.

Os riscos inerentes a estes produtos estão essencialmente associados à formação de atmosferas perigosas, nomeadamente explosivas ou tóxicas. Uma atmosfera explosiva consiste na presença de gases ou vapores inflamáveis ou combustíveis misturados com o ar; uma atmosfera tóxica caracteriza-se pela presença de uma substância no ar, suscetível de ocasionar danos graves, agudos ou crónicos, ou mesmo a morte, por inalação ou por via cutânea.

A identificação da matéria em causa constitui o objetivo prioritário das equipas de bombeiros, ensina o Manual. Quanto aos procedimentos de segurança, a ideia-chave é a de que a intervenção dos bombeiros é, basicamente, um problema de decisão que compete ao comando das operações, devendo mesmo limitar-se à evacuação e isolamento da área sinistrada (“atitude defensiva”), no caso de o corpo de bombeiros não dispor de meios humanos devidamente equipados e treinados para intervir no tipo de acidente.

Principais ações a tomar

Assim, recomendam-se as seguintes ações a tomar, face a acidentes com matérias perigosas:

→ Identificar a matéria ou matérias envolvidas;
→ Suprimir e cortar fontes de ignição (atenção aos veículos motorizados);
→ Não fumar nem deixar fumar ou foguear;
→ Manter as pessoas afastadas;
→ Avisar as autoridades competentes;
→ Parar o derrame, se houver meios para o fazer;
→ Fazer o possível para impedir derramamento de produtos para linhas de água, esgotos, lagos, etc (podem contaminar e/ou provocar explosões);
→ Estar sempre do lado de onde sopra o vento (vento de costas);
→ Evitar as zonas baixas;
→ Não entrar em contacto com a matéria derramada.

Bibliografia:

Cristiano da Costa Santos e Heliodoro da Silva Neves, Matérias Perigosas (Vol. IX), Coleção Manual de Formação Inicial do Bombeiro, Escola Nacional de Bombeiros, Sintra, 2005

Fonte: Helena Rodrigues e Vasco Marto

Camião cisterna capotado à saída da A12

Um camião cisterna carregado com fuelóleo despistou-se, na segunda-feira à tarde, ao efetuar a curva de saída da auto-estrada A12, no sentido de Pinhal Novo. Do acidente resultaram ferimentos ligeiros no motorista. A viatura ficou capotada fora da via, com derramamento do produto, obrigando os bombeiros a operações adequadas à matéria perigosa em causa. Na manhã de terça-feira, começaram a ser levadas a cabo as operações de remoção do veículo.

No meio de um intenso nevoeiro, começou pelas 9 horas de terça-feira a tentativa de retirar do local o camião cisterna acidentado, com recurso a uma grua de 160 toneladas. Os trabalhos foram levados a cabo por uma empresa especializada em resíduos perigosos, sob acompanhamento no local de técnicos do Ministério do Ambiente. Para que fosse possível içar o veículo em segurança, as operações – que, da parte da tarde, ainda não estavam terminadas, nem se previa a hora da sua conclusão – incluíram a trasfega da totalidade do produto retido na cisterna. Procedeu-se também a trabalhos de limpeza da área, tendo os resíduos sólidos e o produto derramado no solo sido transportados para dentro de contentores.

O camião cisterna, da empresa Luz & Irmão, trazia uma carga de 26 toneladas de fuelóleo, que estava a ser transportada da firma Tanquisado, em Setúbal, para Torres Vedras (Riachos). Pelas 16h35m de segunda-feira, 13 de novembro, quando o motorista pretendia aceder à saída da A12 para Pinhal Novo, com destino ao Montijo, o veículo despistou-se, ao efetuar a curva, e embateu na proteção da via, tendo capotado e caído a 10 metros da faixa de rodagem.

O motorista sofreu ferimentos ligeiros e foi socorrido no local, pelos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, e transportado para o Hospital de Setúbal, de onde acabaria por ser transferido para a unidade hospitalar da sua área de residência, em Torres Vedras.

De imediato, as operações levadas a cabo pelos bombeiros passaram pela necessidade de proceder ao estancamento da fuga, por tamponamento improvisado e contenção do produto derramado, pelo método de decantação, na vala das águas de drenagem das chuvas, numa extensão de aproximadamente 250 metros.

Em simultâneo, fez-se a recolha da Ficha de Segurança da cabina do motorista e constatou-se ser um produto com as seguintes características: líquido quente, viscoso e inflamável, de cor preta, a libertar gases, classificado como Fuel Oil nº 4.

A firma proprietária do pesado fez deslocar ao local outro camião cisterna para trasfega do produto existente. Este trabalho iniciou-se pelas 19h30m e foi concluído pelas 21h30m, altura em que se deram por encerrados os trabalhos de segunda-feira.

Estiveram no local os seguintes meios de socorro do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo: Veículo de Socorro e Assistência Tático (VSAT), com 4 homens; Veículo Urbano de Combate a Incêndios (VUCI), com 4 homens; e a ambulância INEM do CB, que prestou o socorro ao motorista. Nas operações participou também o CB de Palmela, com um VSAT, um Veículo Especial de Combate a Incêndios (VECI) e uma ambulância de socorro, num total de 6 operacionais.

No local atuou também a Brigada de Investigação da GNR, que procedeu à análise de todo o cenário da ocorrência.

De acordo com as informações prestadas pelo Comandante dos BVPN à Agência Lusa, ao início da tarde de terça-feira, esperava-se que a operação de remoção do combustível derramado, contido na baía de retenção, fosse suficientemente rápida para evitar consequências graves para o ambiente. «Gostaríamos que a recolha do fuelóleo derramado fosse efetuada com a maior celeridade, uma vez que se prevê um agravamento das condições climatéricas e há o risco de o combustível derramado poder atingir a barragem da Salgueirinha, que fica relativamente próxima», disse Fernando Pestana, adiantando que o caso também estava a ser acompanhado pela Proteção Civil Municipal.

Fonte da GNR disse à Lusa que a saída da A12 do Pinhal Novo (sentido Setúbal/Lisboa) continuava cortada ao trânsito, durante a tarde, devido à presença de máquinas e da grua para a remoção do camião cisterna. Os automobilistas que circulavam no sentido Sul/Norte, e que pretendiam dirigir-se ao Pinhal Novo, tiveram de percorrer mais alguns quilómetros, até à saída do Montijo.

Fonte: Fernando Pestana, com Helena Rodrigues

CB reforça formação interna

Em matéria de formação profissional, a agenda do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo tem estado bastante preenchida, neste último trimestre de 2006. O objetivo é promover a qualidade da intervenção operacional, junto do maior número possível de elementos do CB.

Várias dezenas de formandos internos do Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo estão a beneficiar, desde outubro deste ano, de vários cursos e ações de formação realizados no quartel, com o objetivo de aperfeiçoar as competências dos bombeiros nas várias áreas em que são chamados a intervir.

No dia 3 de novembro, teve início um curso de Condução Todo-o-Terreno, em que estão a participar o Chefe Serafim Neves, os Bombeiros de 3ª Classe José Nepomuceno, Carlos Conceição e Cristóvão Vinagreiro, e o Auxiliar Nuno Mineiro. Para além da formação teórica ministrada no quartel, o curso inclui sessões de formação técnico-prática realizadas no exterior, nomeadamente no Kartódromo Internacional de Palmela (5 de novembro) e na Serra dos Gaiteiros, também em Palmela, nos últimos dias de formação (11 e 12 de novembro).

No mesmo período, e também ministrada pela Escola Nacional de Bombeiros, decorre na corporação um curso de Salvamento e Desencarceramento, que incide sobre as técnicas de estabilização de viaturas acidentadas e de socorro a vítimas encarceradas. Com o objetivo de adquirir ou aperfeiçoar competências nesta área, estão a participar no curso o Chefe Vasco Marto, o Subchefe Paulo Pinto, o Bombeiro de 1ª Classe Paulo Costa, o Bombeiro de 2ª Classe Carlos Marta, os Aspirantes Francisco Palmela e Pedro Carvalho e, ainda, o Auxiliar João Palmela.

Entretanto, realizou-se já, na semana de 16 a 22 de outubro, um curso de Tripulante de Ambulância de Transporte (TAT), que permitiu a um total de 10 formandos internos, dos Quadros de Comando, Ativo e Auxiliar, adquirir ou renovar a respetiva certificação. Assim, concluíram a ação, que foi ministrada pela Enfª. Helena Joaquim, Equiparada a Adjunto de Comando e formadora da ENB, os seguintes elementos: Raul Prazeres, Adjunto de Comando; Manuela Rodrigues, Chefe; Fernando Martins, Bombeiro de 2ª Classe; Paulo Rato, Fernando Silva, Luís Silva e Andreia Podence, Bombeiros de 3ª Classe; Coito Ferreira, Bombeiro de 2ª Classe Equiparado; e os Auxiliares Eduardo Santos e Nuno Mineiro.

Ainda em outubro, teve lugar no quartel dos BVPN uma ação de formação sobre Matérias Perigosas [na foto], com o apoio dos Bombeiros Sapadores de Setúbal – Ler Notícia.

Registe-se ainda que dois elementos do Quadro Ativo dos BVPN participaram, em 4 e 5 de novembro, nas Jornadas Técnicas de Proteção e Socorro, promovidas pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém.

Por fim, encontra-se agendada para 17 de novembro uma ação de formação sobre Marcha de Urgência, aberta a todos os elementos do CB.
…………………………………………………………………

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, lamentou hoje [7.11.2006] a falta de formação prática na preparação dos bombeiros e de planos pormenorizados no socorro de situações previsíveis. À margem das 15 Jornadas de Prevenção e Segurança na Floresta de Betão, Fernando Curto disse à agência Lusa que é necessária mais formação e descentralizada, sobretudo de ordem prática, com a realização de simulacros. “Até os cenários de cheias se podem simular” para treinar, disse, acrescentando também a necessidade de haver reciclagem na formação.

De acordo com o presidente da ANBP, “na Europa os bombeiros treinam na prática, enquanto em Portugal é através de papéis”. “Aprendemos sentados à secretária, quando a nossa atividade é eminentemente prática”, referiu.

(…)

Fonte: Agência Lusa

Helena Rodrigues, c/ Fernando Pestana e Vasco Marto (Foto)