Relato e cenas de um merecido fim-de-semana

A Liga convidou e, em representação dos BVPN, o casal Maria Manuela Rodrigues e João Paratudo passou o fim-de-semana de 10 e 11 de junho no Hotel Palma, em Monforte. O programa incluiu uma visita à quinta do cavaleiro João Moura, com direito a montar a cavalo!

O testemunho:

Gostaria de começar por agradecer ao Corpo de Comando e Graduados terem-me escolhido para beneficiar da oferta da Liga dos Bombeiros Portugueses: um fim-de-semana no Hotel Palma, em Monforte.

A viagem concretizou-se nos dias 10 e 11 do passado mês de junho, tendo sido meu acompanhante o meu marido, também Auxiliar do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

A chegada ao Hotel Palma ocorreu por volta do meio-dia. Fomos conhecer o nosso quarto, com a indicação de que o almoço seria servido pelas 13 horas e que, nessa altura, iríamos conhecer os colegas das outras corporações, que também participavam nesta iniciativa*.

À hora do almoço é que nos conhecemos todos, mas, contrariamente ao previsto, éramos apenas três casais. Além de Pinhal Novo, estavam representados no grupo os Bombeiros Voluntários de Lisboa e os Voluntários de Esmoriz.

Tivemos o prazer de ter sempre por companhia uma guia turística e animadora cultural, a D. Susana, que foi muito simpática e esteve sempre pronta a explicar os pormenores das visitas que estavam programadas.

Tivemos ainda a surpresa de receber a visita da equipa de reportagem do programa “Vida Por Vida”, que nos acompanhou durante toda a tarde de sábado.

Conforme programado, realizámos uma visita à “Quinta de Sto. António”, propriedade do cavaleiro João Moura. Andámos a dar a ração aos cavalos e alguns de nós experimentaram montar a cavalo. À solta, na quinta, encontra-se também um boi, muito manso e já velhote, que se permitiu receber algumas festas dos visitantes.

Terminada a visita, e depois do jantar, houve baile, animado por um conjunto que foi especialmente contratado para nós. Fartámo-nos de dançar!

No dia seguinte, de manhã, fomos visitar as ruínas romanas e, ainda, o quartel dos Bombeiros Voluntários de Monforte.

Chegada a hora de almoço, seguiram-se as despedidas. O “saldo” foi francamente muito positivo. Só nos resta realçar as boas instalações, o bom atendimento e, em especial, a companhia e profissionalismo da nossa guia. E ainda viemos com a curiosidade de, depois, nos vermos a nós próprios no “Vida Por Vida”!

Muito obrigada!

Maria Manuela Rodrigues


*A oferta de um fim-de-semana no Hotel Palma foi uma iniciativa da LBP, que pretendeu premiar a assiduidade dos bombeiros nos quartéis. Há vários anos que a Auxiliar Maria Manuela Rodrigues dedica os seus domingos a assegurar o funcionamento da central de comunicações do CB; o Bomb. Equip. 1ª Classe João Paratudo – Ler Retrato – assegura, diariamente, o transporte de dezenas de doentes, para consultas e tratamentos.

Do álbum de fotografias:


Fonte: Mª Manuela Rodrigues (a quem agradecemos a entusiástica colaboração)

Dez dias em festa… brava e molhada!

A chuva que se abateu sobre terras de Caramelos veio trocar as voltas às Festas Populares de Pinhal Novo, que decorrem até 18 de junho. A praça de toiros ficou alagada, obrigando ao adiamento da Corrida de Toiros. Texto atualizado em 15-06-2006; fotos em 20-06-2006.

É caso para dizer: S. Pedro não é aficionado e os touros não sabem nadar, yôôôh! A Corrida de Toiros de Apresentação do Grupo de Forcados Amadores de Pinhal Novo – que concentra boa parte das atenções do Corpo de Bombeiros, por vários forcados serem também membros da corporação – teve de ser adiada para 25 de junho, às 17.30 horas, o Domingo a seguir às Festas.

De 9 a 18 de junho de 2006, as Festas Populares de Pinhal Novo duram dez dias, para assinalar dez anos de existência. E, entre um vasto programa cultural, em mais uma forma de nos associarmos às Festas da nossa terra –, é a Corrida de Toiros que gera maior expectativa no Corpo de Bombeiros. Mesmo para os menos aficionados, é inevitável lembrar que vários elementos da corporação estiveram na origem e fazem parte do Grupo de Forcados… e ficar a torcer por eles!

Devido ao mau tempo, que deixou a praça de toiros montada ao fundo da Rua de Olivença cheia de água (principalmente à entrada) e com o terreno impróprio para a prática das artes tauromáquicas, a estreia dos forcados teve de ser adiada. A expectativa fica, assim, renovada para a tarde de 25 de junho. Lá estará de prevenção uma ambulância do CB, com a tripulação especialmente atenta à estreia dos colegas que vão pegar os toiros. Entre o público espera-se o apoio de muitos mais bombeiros, tal como já aconteceu em 12 de Abril passado, quando foram, sobretudo, elementos e amigos da corporação a responder à convocatória para a primeira admissão de sócios dos “Amigos da Festa Brava” – a associação criada para manter o Grupo de Forcados Amadores de Pinhal Novo – e para a eleição dos seus primeiros corpos sociais.

A organização da Corrida de Toiros tem sido sempre um quebra-cabeças para os promotores das Festas e, este ano, ficou a cargo da jovem Associação “Amigos da Festa Brava de Pinhal Novo”. Para além da estreia do Grupo de Forcados, dirigidos pelo cabo Sandro Patraquim (bombeiro de 3ª classe), o cartaz da corrida (que já há muitos dias se encontra afixado na vitrina do quartel e foi espalhado por tudo quanto é sítio de Pinhal Novo e arredores rurais, bem como pelos concelhos limítrofes e fortemente aficionados) apresenta os cavaleiros Rui Salvador, Gilberto Filipe e Manuel Lupi (praticante), os Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e de Cascais, e seis toiros da ganadaria da Herdade de Camarate.

Muitos outros motivos justificam a participação dos Bombeiros na 10ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo. Desde logo, aproveitando a abertura oficial do arraial, a partir das 20h30 de sexta-feira, 9 de junho, a AHBVPN inaugurou o seu novo Veículo Tanque Tático Rural, que resulta do trabalho de recuperação de uma viatura pesada que lhe foi cedida e que ficou em exposição junto ao seu pavilhão institucional, localizado em frente à entrada principal da estação da REFER. Aí, os visitantes das Festas podem ainda apreciar duas motobombas antigas, recuperadas pelos bombeiros – Ler Notícia.

Depois, há vários espetáculos e iniciativas culturais, para todos os gostos. O cabeça de cartaz é o brasileiro Martinho da Vila, que atuará no último dia das Festas, depois de já terem passado pelo palco da Praça da Independência o cantor romântico Luís Filipe Reis (9 de junho), os veteranos Delfins (12 de junho), o popular Quim Barreiros (15 de junho) e os ranchos participantes no Encontro Nacional de Folclore (17 de junho).

Outro palco, instalado junto ao coreto do jardim José Maria dos Santos, receberá guitarras portuguesas, gaitas de foles, bandas filarmónicas e a Grande Noite do Fado. Como é hábito, o cartaz das Festas inclui Largadas de Toiros, Cortejo Etnográfico (pela primeira vez com uma versão luminosa, prevista para a noite de 14 de junho, mas adiada para Sexta-feira, 16 de unho, devido ao mau tempo), as Marchas Populares (10 de junho, no Polidesportivo José Maria dos Santos), música ao vivo para animar as tasquinhas do Pátio Caramelo, arruadas pelos Gaiteiros do Círio da Carregueira, exposições, bailaricos, manifestações desportivas, religiosas e muitos litros de… Sopa Caramela!

A encerrar o primeiro e o décimo dia da 10ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo – um evento que começou por ser organizado por uma Comissão de Festas criada por iniciativa da Junta de Freguesia de Pinhal Novo e, em 2000, levou à formação da Associação “Festas Populares de Pinhal Novo – Desenvolvimento e Cultura Local”, responsável pela sua promoção –, os céus da vila iluminar-se-ão com espetáculos de fogo de artifício, sob o olhar vigilante dos seus bombeiros.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Carlos Marta (Foto)

Motobombas antigas em exposição nas Festas Populares

Este ano não vai ser preciso puxar muito pela cabeça para decorar o pavilhão dos Bombeiros nas Festas Populares de Pinhal Novo. A corporação tem duas motobombas antigas para expor; a da marca Carl Metz ficou agora pronta a ser mostrada ao público.

Veja aqui esta foto da motobomba Carl Metz, antes do “tratamento de beleza” que os bombeiros lhe deram, e descubra as diferenças na Galeria de Fotos. Depois de, no ano passado, terem lançado mãos à tarefa de recuperar uma primeira motobomba antiga – Ver Foto e Ler Notícia –, os bombeiros andaram agora de volta do exemplar da famosa marca alemã, que jazia abandonado, há muitos anos, no quartel.

Infelizmente, para não estarem a gastar dinheiro, tiveram – por agora – de desistir da ideia de pôr a bomba a funcionar, porque precisaria de uma série de peças novas. Tanto mais que, segundo os bombeiros, a bomba – que será «da altura da II Guerra Mundial, quando a Metz teve o seu maior desenvolvimento» – já não funcionaria quando veio parar à corporação.

«Ficou assim só para manter o espírito», explica o Chefe Vasco Marto, apesar de tudo satisfeito com o resultado do trabalho que o ocupou – e ao Auxiliar João Palmela – durante vários fins-de-semana, e que descreve assim:

«Primeiro, levei a bomba para a oficina de serralharia do meu cunhado e convenci-o [!!!] a pagar a decapagem [limpeza do metal com jatos de areia]. Depois, desmontei-a toda, peça por peça, e fui montando… Foi necessário reconstruir o escape e algumas ligações para passagem de água. Depois de tudo pronto, foi desmontar outra vez e tudo pintado. Depois de tudo pintado, foi montar… e já está!».

Vasco lembra que ainda há trabalho por fazer. «Espero agora conseguir melhorar outra bomba antiga que também já se encontra na oficina do meu cunhado, mas essa fica para depois, pois são coisas que dão imenso trabalho e ocupam alguns fins-de-semana… Quando recarregar as “baterias”, arrancamos com a nova recuperação», promete.

A mais recente “peça de museu renascida das cinzas” encontra-se montada sobre uma grande pedra de granito e permitirá aos visitantes do pavilhão institucional da Associação nas Festas Populares de Pinhal Novo – de 9 a 18 de junho de 2006 – um contacto muito próximo com a história dos meios de combate aos incêndios, tanto quanto tem sido possível aos voluntários preservarem a memória do seu quartel.

Fonte; Helena Rodrigues, c/ Vasco Marto; Foto de Joaquim Castro (editada em 20-06)