EN252 fez primeira vítima deste ano em Pinhal Novo

Um choque entre um ligeiro e um motociclo, no cruzamento de acesso à A-12, na manhã de Quinta-feira, 26 de janeiro, provocou um morto. Foi a primeira vítima da Estrada Nacional 252, este ano, em Pinhal Novo.

A vítima tinha 39 anos. Conduzia o motociclo, no sentido Pinhal Novo – Montijo, e foi colhido pelo veículo ligeiro de passageiros, que circulava no sentido contrário e ia virar no cruzamento de acesso à auto-estrada. O acidente ocorreu às 7h50m e tudo indica que se terá ficado a dever ao desrespeito do sinal de paragem obrigatória, por parte do condutor do ligeiro.

Foi, praticamente, um embate frontal. O condutor do motociclo sofreu um traumatismo de grande gravidade e, apesar de todos os esforços, não foi possível aos bombeiros transportá-lo com vida ao hospital.

No local, estiveram a ambulância do INEM instalada no Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo e o veículo de salvamento e desencarceramento da corporação (VSAT), com um total de 6 homens. Ao local do acidente foi ainda chamada a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) de Setúbal.

Para quem, àquela hora da manhã, passou pelo local do acidente – e é intenso o tráfego rodoviário na EN252, sobretudo para Lisboa, via ponte Vasco da Gama, e no sentido contrário, para Setúbal –, o cenário não augurava nada de bom. O veículo ligeiro – um Audi A3, cinzento claro, de uma escola de condução de Setúbal – ficou «todo partido à frente», segundo o relato de uma testemunha. A mesma testemunha ocular recorda – ainda antes da chegada dos veículos de socorro – a imagem da vítima, no chão, sem o capacete de proteção que, provavelmente, não estaria bem colocado.

Fonte: HR c/ VM; Fotos de António Oliveira

Salvamento em cenário verdejante

O último curso de Salvamento e Desencarceramento realizado pelos Bombeiros de Pinhal Novo beneficiou já do novo VETA (Veículo com Equipamento Técnico de Apoio), que permitiu transportar duas viaturas acidentadas para o cenário onde decorreu o exercício final.

Num local inacessível às viaturas de socorro, onde o verde era a cor predominante, os dez bombeiros que participaram no curso foram encontrar dois veículos sobrepostos, com vítimas encarceradas. O cenário – Ver outra foto – foi montado numa ravina da ponte de acesso à auto-estrada A12, onde foram estrategicamente sobrepostas duas viaturas, com duas alegadas vítimas, encarceradas e em estado grave: uma com traumatismo craniano e outra em situação de paragem cardio-respiratória.

A corporação beneficiou da circunstância de já possuir meios próprios e adequados para transportar as viaturas desde o sucateiro até ao local das operações – Ler Notícia. «Este exercício só foi possível graças à viatura VETA 01, equipada com uma grua extensível de três toneladas, que permitiu colocar os veículos sinistrados no local», explica o Comandante Fernando Pestana.

Aí, o cenário pôde ser meticulosamente montado, de forma a surpreender os formandos – que «desconheciam o local e as condições do cenário», explica Fernando Pestana – e avaliar a sua capacidade de reação à situação.

A primeira dificuldade com que se depararam terá sido o facto da ravina ser inacessível às viaturas de socorro: o VSAT, com uma guarnição de cinco bombeiros, e duas ambulâncias. «O grau de dificuldade foi acrescido pela necessidade de retirar o grupo energético e todos os equipamentos do VSAT necessários à execução das operações de desencarceramento e socorro», descreve o Comandante.

Tudo acabou em bem

O simulacro decorreu num Domingo (18 de Dezembro), e teve a duração de 45 minutos. Foi o culminar de uma acção de formação, com início em 9 de Dezembro último, e em que participaram dez elementos da corporação: os Sub-Chefes João Francisco Pacheco Silva e Luís Sousa; o Bombeiro de 2ª Classe Rui Jorge Silva; e os Bombeiros de 3ª Classe Carlos Sousa, Nuno Domingues, Sandro Patraquim, Ludgero Bento, Luís Silva, Tiago Oliveira e Ricardo Braga.

Todos concluíram a ação com aproveitamento [Parabéns!]. Realizado no quartel-sede de Pinhal Novo, o curso foi ministrado pelo formador José Eduardo Raimundo, Segundo Comandante dos Bombeiros Voluntários do Seixal e formador da Escola Nacional de Bombeiros.

A expectativa da corporação parece ser, agora, a de que um próximo curso de Salvamento e Desencarceramento já possa ser dado por um formador do próprio Corpo de Bombeiros de Pinhal Novo. O Bombeiro de 1ª Classe Luís Filipe Pinto Neto concluiu, também em Dezembro, na ENB, o curso de formador na área do Salvamento e Desencarceramento [Parabéns, Neto!].

Fonte: Helena Rodrigues

Toque prolongado da sirene em dia de Ano Novo…

Ao contrário do que é hábito, a sirene dos Bombeiros não ecoou em Pinhal Novo às zero horas de 1 de Janeiro. A hora era de tristeza para a corporação, que se despediu hoje do bombeiro auxiliar Adalberto Pinto, falecido em 31 de dezembro, após doença prolongada, dois dias depois de ter completado 62 anos. Em sua homenagem, soaram, na vila, 5 toques prolongados da sirene, na primeira tarde de 2006.

Adalberto Carlos Rodrigues Pinto, nascido em 29 de dezembro de 1943, natural de Lisboa, ingressara no Quadro Auxiliar dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo em 29 de julho de 2002, por influência do seu filho, bombeiro da corporação. No ano seguinte, frequentou, no CB, o curso de Tripulante de Ambulância de Transporte (TAT), ministrado pela Escola Nacional de Bombeiros.

Foi como motorista, a sua profissão, que desenvolveu a sua atividade de voluntário. Nos últimos anos, foi o elemento mais requisitado para, nas épocas dos fogos florestais, fazer deslocar a viatura VGEO para qualquer ponto do país, para coordenação estratégica das operações de combate aos incêndios.

Na corporação, era um elemento querido e respeitado. Foram muitos os elementos do Corpo de Bombeiros que hoje se revezaram na Guarda de Honra que lhe foi prestada, na igreja de Pinhal Novo. As viaturas da corporação integraram, depois, o cortejo fúnebre, com passagem pelo quartel, onde foi prestada continência à bandeira da Associação, colocada a meia haste.

O Sr. Adalberto foi a sepultar no cemitério do Terrim, em Pinhal Novo, sob pingos de chuva e raios de sol, ao som de cinco toques prolongados da sirene dos Bombeiros.

A Associação apresenta, por mais esta via, sentidas condolências à família e, em particular, ao bombeiro Paulo Pinto.

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UM DIA

Um dia, mortos, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados, irreais,
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais, na voz do mar,
E em nós germinará a sua fala.


Sophia de Mello Breyner Andresen, Dia do Mar

Fonte: HR. Foto do Arquivo dos BVPN