Festas Populares de Pinhal Novo com formato próximo do conceito habitual

De fora da programação fica o icónico Páteo Caramelo, mas de volta está a sopa caramela e a feira-franca

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As Festas Populares de Pinhal Novo dão este ano lugar a um evento de formato reduzido, mas mais aproximado do seu conceito habitual, a ter lugar entre 3 e 12 de Junho. “Pinhal Novo em Festa” intitula esta iniciativa cultural ainda refém de algumas condicionantes ditadas pela conjuntura pandémica.

Na apresentação pública do certame, Herlander Vinagre, presidente da Associação de Festas Populares, revelou as diferenças principais ao nível da estrutura do programa. “Vamos ter menos feirantes, o espaço vai ser menor, não vamos ter o Páteo Caramelo para a juventude, que era um dos pontos fortes da festa, nem o palco na Praça da Independência, e a tradicional gastronomia será mais simples e mais modesta”, resumiu.

Apesar de tudo, haverá algumas novidades, como uma demonstração de Artes Marciais no Polidesportivo José Maria dos Santos, Xadrez e o Festival de Natação. Outra novidade será o 1.º Torneio Pinhal Novo Skate, que terá lugar no Skate Parque. Haverá ainda passeio das pasteleiras e de BTT, caminhada pela freguesia, dança, além de demonstrações de xadrez e artes marciais e do torneio de skate no Monte Francisquinho.

Herlander Vinagre realçou “as dificuldades” na preparação do evento. Isto porque só se soube que se podia realizar este modelo de eventos, numa perspetiva de retorno à normalidade, há pouco mais de um mês. “Umas festas desta dimensão não se organizam em dois meses, precisam como sempre de um trabalho anual para angariar apoios e patrocinadores porque o apoio das autarquias não é suficiente”, frisou.

Uma realidade que adiou o regresso ao modelo tradicional e obrigou à adoção do nome ‘Pinhal Novo em Festa’. “Para não corrermos o risco do ano passado, em que tínhamos tudo preparado para realizar as Festas Populares e tivemos de anular tudo. Para o ano, se as coisas correrem normalmente, voltaremos às tradicionais festas populares a que habituámos a nossa população”, explicou.

O trabalho desenvolvido pela associação mereceu elogios dos autarcas locais. Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, não deixou de acentuar a importância de se manter de pé esta expressão de promoção identitária da comunidade pinhalnovense. “Merece o nosso apoio esta ousadia, resiliência e coragem para não deixar morrer a data, deste período festivo em Pinhal Novo”, disse. E Carlos Jorge de Almeida, presidente da Junta de Freguesia do Pinhal Novo, mostrou-se confiante numas “festas bonitas nesta terra de afetos”, ao mesmo tempo que lançou um convite a forasteiros. “Que possam vir todos ao Pinhal Novo, a nossa casa é a casa de toda a gente”, desafiou, a concluir.

A Câmara de Palmela decidiu apoiar a realização do evento com um total de 36.000€ (14.000€ destinados a atividade e 22.000€ para comparticipar a contratualização da instalação da infra-estrutura elétrica comum a vários eventos no mesmo local). A este montante juntam-se ainda os apoios logísticos e de transporte estimados em 5.000€.

Programação Ruth Marlene a abrir e Popular FM a fechar

Com uma programação de cariz popular e eclético, as festas em Pinhal Novo continuam a ser uma montra dos valores locais e do seu associativismo. Pelo palco do coreto vão passar vários artistas. Ruth Marlene atua na abertura do certame, a 3 de Junho. Um dia depois sobe ao palco a Orquestra Nova de Guitarras. Dia 6 é a vez de uma banda da casa, os Arte do Acaso. Para 7 de Junho está agendada a noite de fados e a 8 a noite faz-se com teatro, dança, alegria e muita festa pelos atores da Ação Teatral Artimanha. Com eles chegam os Baila Cá Carroça que neste ano voltam a dar “vida e alegria” às pessoas.

No dia 9 há Treeparty no coreto. E no Dia de Portugal, 10 de Junho, o artista FF junta-se à banda da Sociedade Filarmónica União Agrícola de Pinhal Novo [SFUA] naquele que promete ser o espetáculo principal do evento. A 11 é a vez da Escola de Rock GT atuar. Nesta mesma noite há ainda Soulwave e o DJ Hardrich. A noite da Popular FM, com muita música em português, dança e surpresas marca o fecho do certame.

Fonte: Jornal “O Setubalense”

Mensagem Boas Festas 

A Associação Humanitária de Bombeiros de Pinhal Novo vem por este meio desejar a todos os seus Sócios, Bombeiros, Colaboradores, Fanfarra, Amigos e População em geral  um Feliz Natal e um Ótimo 2022.

Apesar da conjuntura pandémica desde há dois anos, damos sempre a todos o melhor de nós, na assistência e defesa de pessoas e bens.

Queremos com a ajuda de todos em 2022, dar ainda mais de nós para continuar a servir cada dia ainda melhor, com vista a que nos reconheçam mérito e competência.

Desejando que se defendam da melhor maneira da pandemia, ainda bastante aguda, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.                                     

Presidente da Direção

José Calado Gertrudes

O Comandante

Carlos Marta

A 3ª Color Party foi um êxito

Foi debaixo de um sol escaldante que se realizou no passado dia 10 de julho com um enorme êxito, na parada dos Bombeiros de Pinhal Novo, a 3ª Color Party.

Esta festa, organizada pelo núcleo desportivo dos Bombeiros de Pinhal Novo, teve a participação de duzentas pessoas, a maioria jovens. A animação esteve a cargo dos Dj’s Pedro Luso, Littlephenom e Nam e pelo Enterteman Diogo Cruz.

Os participantes puderam recuperar as forças, refrescando-se com as bebidas frescas num bar que funcionou a um canto da festa.

Podia-se ainda ver nos dias seguintes, vestígios desta Color Party nas imediações do quartel nomeadamente restos de tinta de todas as cores no chão.

Contudo o ponto mais alto da festa ocorreu depois desta ter acabado, cerca das 22:30 horas quando o Eden marcou aquele memorável GOOOOOLO que deu a Portugal o titulo de Campeão Europeu.

Foi lindo!

Um écran gigante instalado na parada permitiu que todos os bombeiros assim como todos os que quiseram ver o jogo de forma quase igual aos espetadores que estavam no estádio em França.

Fonte: Sub-Chefe do QH – Américo Silvestre e Núcleo Desportivo Foto: Retirada da Internet





A 2ª Color Party foi um êxito

Realizou-se no passado dia 13 de setembro com um enorme êxito, na parada dos Bombeiros de Pinhal Novo, debaixo de um sol um pouco tímido e de uma chuvinha miudinha, que obrigou, momentaneamente, ao deslocamento da festa para o parque de viaturas de incêndio, a 2ª Color Party. (Ver Galeria de fotos)

Esta festa, organizada pelo núcleo desportivo dos Bombeiros de Pinhal Novo, teve a participação de mais de quatrocentas pessoas, a maioria jovens. A animação esteve a cargo dos Dj’s Pedro Luso e D. Lopez.

No bar que funcionou a um canto da festa onde os participantes puderam recuperar as forças, refrescando-se com as bebidas frescas.

Podia-se ainda ver nos dias seguintes, vestígios desta Color Party nas imediações do quartel nomeadamente restos de tinta de todas as cores no chão.

Entretanto recordamos que a 1ª Color Party teve lugar no passado dia 19 de Outubro de 2014, no mesmo local, debaixo de um sol escaldante e teve um êxito igual.

Sub-Chefe do QH – Américo Silvestre e Núcleo Desportivo


As Festas Populares de Pinhal Novo foram um êxito

A 18ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo voltou a ser um êxito. Milhares de pessoas, pinhalnovenses ou visitantes de outras localidades, não resistiram ao chamamento e tornaram estas cinco noites num cenário único nesta terra caramela, onde a sopa foi Rainha.

À semelhança dos anos anteriores, os bombeiros voluntários de Pinhal Novo tiveram uma participação ativa, quer no apoio aos eventos que decorreram durante estes dias, como na presença do seu stand institucional.

No stand institucional, este ano foi dado a conhecer aos visitantes algum material usado em salvamentos de grande angulo, assim como EPIs (equipamento de proteção individual) no combate aos Incêndios Estruturais e Industriais. Ainda junto ao stand permaneceu durante todas as noites uma nova ambulância de Socorro e respetiva equipa, composta por um Bombeiro com formação TAS e outro com formação TAT, que prestaram auxílio a quem de nós precisou. Durante todas as noites os nossos Cadetes e Infantes fizeram as honras da Casa e partilharam aos visitantes além de informação solicitada, muitos sorrisos e alegria.

Este ano a participação dos Soldados da paz na procissão em honra do nosso Padroeiro, além da presença sempre bela e importante da Fanfarra deste Corpo de Bombeiros, foi feita também por vários elementos que briosamente transportaram o andor de S. José, onde a beleza das suas fardas engrandeceram sem sombra de dúvidas este cortejo religioso.

Nas largadas, a participação dos bombeiros não se resume a ficar de prevenção com uma ambulância e fazer alguns curativos. Dentro do recinto onde são largados os touros (em pontas), vários elementos da corporação mostravam um outro lado da sua coragem. Entre comes e bebes, servidos ali mesmo.

Na derradeira noite do fogo-de-artifício, também as faixas refletoras dos fatos dos Bombeiros e dos seus capacetes reluziram em todo o seu esplendor, dando aos presentes uma maior tranquilidade, para um dos pontos mais altos destas Festas Populares, o lançamento do fogo-de-artifício junto à Biblioteca Municipal.

Por tudo isto o Comando e Direção desta Associação, felicita todos aqueles que se empenharam na Segurança deste evento, tal como muitos outros que estando de serviço ao quartel e ao Stand Institucional, garantiram com a sua presença uma festa mais bonita e Segura.

Fonte: Cmdt Raúl Prazeres e Sub-Chefe do QH – Américo Silvestre. Foto retirada da Internet

O «Pai» Natal já veio aos Bombeiros

O Pai Natal chegou aos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo no dia 17 de dezembro, pelas 16 horas! Consigo trazia uma prendinha e um saco com doces para cada um dos meninos e meninas. No total, foram 67 presentes comprados com muito amor e que esperamos terem sido do agrado de todos! O Pai Natal lembrou-se ainda dos bombeiros mais crescidos, e deixou a todos uma prendinha na secretaria do quartel!

«O brilho nos olhos dos meninos e meninas era um espanto. A espera, que foi pouca, para eles parecia uma eternidade. As expressões; os sorrisos… Só o sorriso das crianças vale mais do que mil palavras!»

[António Oliveira, bombeiro de 1ª classe e tripulante de ambulância de socorro, pai da Catarina].

→ Ler Informação sobre prendinha de Natal disponível para os bombeiros da corporação.
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Agradecimento:

A Direção agradece a contribuição dos Vinhos Monte Carreira, propriedade do Sr. António José Carreira, de Fernando Pó, que doou metade das ofertas que os nossos bombeiros recebem neste Natal!

Fonte: Mª Gabriela Serrão; Fotografias de António Oliveira e Artur Barreira

Dez dias em festa… brava e molhada!

A chuva que se abateu sobre terras de Caramelos veio trocar as voltas às Festas Populares de Pinhal Novo, que decorrem até 18 de junho. A praça de toiros ficou alagada, obrigando ao adiamento da Corrida de Toiros. Texto atualizado em 15-06-2006; fotos em 20-06-2006.

É caso para dizer: S. Pedro não é aficionado e os touros não sabem nadar, yôôôh! A Corrida de Toiros de Apresentação do Grupo de Forcados Amadores de Pinhal Novo – que concentra boa parte das atenções do Corpo de Bombeiros, por vários forcados serem também membros da corporação – teve de ser adiada para 25 de junho, às 17.30 horas, o Domingo a seguir às Festas.

De 9 a 18 de junho de 2006, as Festas Populares de Pinhal Novo duram dez dias, para assinalar dez anos de existência. E, entre um vasto programa cultural, em mais uma forma de nos associarmos às Festas da nossa terra –, é a Corrida de Toiros que gera maior expectativa no Corpo de Bombeiros. Mesmo para os menos aficionados, é inevitável lembrar que vários elementos da corporação estiveram na origem e fazem parte do Grupo de Forcados… e ficar a torcer por eles!

Devido ao mau tempo, que deixou a praça de toiros montada ao fundo da Rua de Olivença cheia de água (principalmente à entrada) e com o terreno impróprio para a prática das artes tauromáquicas, a estreia dos forcados teve de ser adiada. A expectativa fica, assim, renovada para a tarde de 25 de junho. Lá estará de prevenção uma ambulância do CB, com a tripulação especialmente atenta à estreia dos colegas que vão pegar os toiros. Entre o público espera-se o apoio de muitos mais bombeiros, tal como já aconteceu em 12 de Abril passado, quando foram, sobretudo, elementos e amigos da corporação a responder à convocatória para a primeira admissão de sócios dos “Amigos da Festa Brava” – a associação criada para manter o Grupo de Forcados Amadores de Pinhal Novo – e para a eleição dos seus primeiros corpos sociais.

A organização da Corrida de Toiros tem sido sempre um quebra-cabeças para os promotores das Festas e, este ano, ficou a cargo da jovem Associação “Amigos da Festa Brava de Pinhal Novo”. Para além da estreia do Grupo de Forcados, dirigidos pelo cabo Sandro Patraquim (bombeiro de 3ª classe), o cartaz da corrida (que já há muitos dias se encontra afixado na vitrina do quartel e foi espalhado por tudo quanto é sítio de Pinhal Novo e arredores rurais, bem como pelos concelhos limítrofes e fortemente aficionados) apresenta os cavaleiros Rui Salvador, Gilberto Filipe e Manuel Lupi (praticante), os Forcados do Aposento do Barrete Verde de Alcochete e de Cascais, e seis toiros da ganadaria da Herdade de Camarate.

Muitos outros motivos justificam a participação dos Bombeiros na 10ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo. Desde logo, aproveitando a abertura oficial do arraial, a partir das 20h30 de sexta-feira, 9 de junho, a AHBVPN inaugurou o seu novo Veículo Tanque Tático Rural, que resulta do trabalho de recuperação de uma viatura pesada que lhe foi cedida e que ficou em exposição junto ao seu pavilhão institucional, localizado em frente à entrada principal da estação da REFER. Aí, os visitantes das Festas podem ainda apreciar duas motobombas antigas, recuperadas pelos bombeiros – Ler Notícia.

Depois, há vários espetáculos e iniciativas culturais, para todos os gostos. O cabeça de cartaz é o brasileiro Martinho da Vila, que atuará no último dia das Festas, depois de já terem passado pelo palco da Praça da Independência o cantor romântico Luís Filipe Reis (9 de junho), os veteranos Delfins (12 de junho), o popular Quim Barreiros (15 de junho) e os ranchos participantes no Encontro Nacional de Folclore (17 de junho).

Outro palco, instalado junto ao coreto do jardim José Maria dos Santos, receberá guitarras portuguesas, gaitas de foles, bandas filarmónicas e a Grande Noite do Fado. Como é hábito, o cartaz das Festas inclui Largadas de Toiros, Cortejo Etnográfico (pela primeira vez com uma versão luminosa, prevista para a noite de 14 de junho, mas adiada para Sexta-feira, 16 de unho, devido ao mau tempo), as Marchas Populares (10 de junho, no Polidesportivo José Maria dos Santos), música ao vivo para animar as tasquinhas do Pátio Caramelo, arruadas pelos Gaiteiros do Círio da Carregueira, exposições, bailaricos, manifestações desportivas, religiosas e muitos litros de… Sopa Caramela!

A encerrar o primeiro e o décimo dia da 10ª edição das Festas Populares de Pinhal Novo – um evento que começou por ser organizado por uma Comissão de Festas criada por iniciativa da Junta de Freguesia de Pinhal Novo e, em 2000, levou à formação da Associação “Festas Populares de Pinhal Novo – Desenvolvimento e Cultura Local”, responsável pela sua promoção –, os céus da vila iluminar-se-ão com espetáculos de fogo de artifício, sob o olhar vigilante dos seus bombeiros.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto); Carlos Marta (Foto)

Motobombas antigas em exposição nas Festas Populares

Este ano não vai ser preciso puxar muito pela cabeça para decorar o pavilhão dos Bombeiros nas Festas Populares de Pinhal Novo. A corporação tem duas motobombas antigas para expor; a da marca Carl Metz ficou agora pronta a ser mostrada ao público.

Veja aqui esta foto da motobomba Carl Metz, antes do “tratamento de beleza” que os bombeiros lhe deram, e descubra as diferenças na Galeria de Fotos. Depois de, no ano passado, terem lançado mãos à tarefa de recuperar uma primeira motobomba antiga – Ver Foto e Ler Notícia –, os bombeiros andaram agora de volta do exemplar da famosa marca alemã, que jazia abandonado, há muitos anos, no quartel.

Infelizmente, para não estarem a gastar dinheiro, tiveram – por agora – de desistir da ideia de pôr a bomba a funcionar, porque precisaria de uma série de peças novas. Tanto mais que, segundo os bombeiros, a bomba – que será «da altura da II Guerra Mundial, quando a Metz teve o seu maior desenvolvimento» – já não funcionaria quando veio parar à corporação.

«Ficou assim só para manter o espírito», explica o Chefe Vasco Marto, apesar de tudo satisfeito com o resultado do trabalho que o ocupou – e ao Auxiliar João Palmela – durante vários fins-de-semana, e que descreve assim:

«Primeiro, levei a bomba para a oficina de serralharia do meu cunhado e convenci-o [!!!] a pagar a decapagem [limpeza do metal com jatos de areia]. Depois, desmontei-a toda, peça por peça, e fui montando… Foi necessário reconstruir o escape e algumas ligações para passagem de água. Depois de tudo pronto, foi desmontar outra vez e tudo pintado. Depois de tudo pintado, foi montar… e já está!».

Vasco lembra que ainda há trabalho por fazer. «Espero agora conseguir melhorar outra bomba antiga que também já se encontra na oficina do meu cunhado, mas essa fica para depois, pois são coisas que dão imenso trabalho e ocupam alguns fins-de-semana… Quando recarregar as “baterias”, arrancamos com a nova recuperação», promete.

A mais recente “peça de museu renascida das cinzas” encontra-se montada sobre uma grande pedra de granito e permitirá aos visitantes do pavilhão institucional da Associação nas Festas Populares de Pinhal Novo – de 9 a 18 de junho de 2006 – um contacto muito próximo com a história dos meios de combate aos incêndios, tanto quanto tem sido possível aos voluntários preservarem a memória do seu quartel.

Fonte; Helena Rodrigues, c/ Vasco Marto; Foto de Joaquim Castro (editada em 20-06)

No quartel de bombeiros, no 25 de Abril

Se perguntarmos aos pinhalnovenses, em especial aos ligados ao movimento associativo da freguesia, «onde é que você estava no 25 de Abril… de 2006?», muitos responderão: «Em frente ao quartel dos bombeiros».

Como já é tradição, em Pinhal Novo, representantes do movimento associativo reuniram-se, na tarde soalheira do feriado de abril, em frente às sedes dos Bombeiros Voluntários e da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, onde receberam e distribuíram cravos vermelhos, e daí desfilaram pela Avenida da Liberdade até ao Largo José Maria dos Santos, no coração da vila. O desfile comemorativo do 25 de Abril foi encabeçado pela fanfarra da corporação, com o estandarte transportado pelo bombeiro Rui Jorge Silva, e integrou os principais responsáveis políticos do concelho e da freguesia, incluindo a presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente.

Pela primeira vez, nos últimos anos, o aniversário da Revolução de Abril foi também evocado dentro do quartel, através da apresentação, no auditório, da peça “Dar uma no Cravo”, pelo Grupo de Jovens do Centro Comunitário de S. Pedro, da Caritas Diocesana de Setúbal. Foi uma apresentação multimédia – com a particularidade das condições técnicas no auditório, especialmente a nível de som, terem sido asseguradas por um jovem elemento do Corpo de Bombeiros* –, em que, a palavras sobre a liberdade proferidas em palco, se juntaram uma forte banda sonora e a projeção de vídeos, textos e imagens históricas sobre a Revolução.

A apresentação terminou com o filme da visita de um grupo de jovens à cadeia de Peniche, que albergou vários presos políticos durante o Estado Novo, agora transformada em museu. E, claro, com a “Grândola Vila Morena”, de José Afonso.

Uma responsável pelo grupo de jovens atores explicou, depois, que o Centro Comunitário de S. Pedro desenvolve, nas localidades de Lagameças e Cajados, um trabalho, no terreno, com crianças do 1º Ciclo e jovens, e de apoio às suas famílias, sob o lema de “aprender para crescer”. O espetáculo trazido à Associação foi criado há dois anos, para o projeto “Março a Partir” e, pelo seu conteúdo histórico, mantém-se atual. «Muitos de vocês ainda não estavam cá no 25 de Abril», disse a representante da Caritas, para a muito jovem assistência, explicando que o objetivo da apresentação foi lembrar e sensibilizar os mais jovens para o 25 de Abril de 1974.

E você, onde é que estava no 25 de Abril?

A pergunta, lançada de chofre a José Joaquim Serrão, combatente na Guerra Colonial, tem uma resposta que mostra bem como a história portuguesa contemporânea está ainda por fazer. «Estava na Guiné, mais precisamente em Farim, e só soubemos do 25 de Abril no dia 26 à noite, foi quando soubemos que tinha havido um golpe militar em Portugal, através de um africano que ouviu a notícia na rádio da Guiné Conacri», conta o Segundo Secretário da Direção dos BVPN.

José Serrão fazia parte, há quase dois anos, de uma companhia chamada “Caçadores Africanos 14”, «mais conhecida por Baga-Baga», que tinha sido formada pelo general Spínola e era constituída por pelotões (seis) de africanos que integravam o exército português.

«No dia 28 de abril, ainda tivemos recontros com os guerrilheiros. Depois, resolvemos estabelecer contactos e marcámos um encontro na mata para entrar em conversações com o PAIGC [a organização política que combatia pela independência da Guiné e Cabo Verde]», recorda José Serrão. E acrescenta: «É bom que se diga que eu não me senti vencido na guerra, nem os meus companheiros. O que nós queríamos era pôr fim àquela situação. E penso que era também este o sentimento da outra parte».

Dessa experiência, para além das memórias do abandono da “sua” tropa por Portugal, da violência e da «confusão tremenda e desorganização completa», ficou-lhe uma “imagem de marca” que ainda o persegue. Conta, entre risos: «Foi lá que comecei a fumar cachimbo. Eles eram muçulmanos, fumavam cachimbo e bebiam Fanta e Coca-Cola, bebidas que ainda não tinham chegado a Portugal e que até era proibido trazer para cá. Também fumavam e mascavam castanha de cola e era isso que explicava que fizessem aquelas caminhadas no mato completamente frescos, enquanto nós vínhamos de rastos…».
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*A Direção da AHBVPN apresenta um agradecimento especial ao bombeiro Artur Barreira, pelo apoio técnico prestado à peça de teatro.

Fonte: Helena Rodrigues (Reportagem)

Cortejo de casamento passa pelo quartel

A vida do quartel e a vida pessoal parecem ser indissociáveis. Exemplo disso, João Daniel fez questão de envergar a “Farda de Gala” de bombeiro, no dia do seu casamento. O VUCI 01 serviu como “carro do noivo”. E os noivos não foram os únicos que se emocionaram.

João Daniel Joaquim – Ver Foto da promoção a bombeiro de 3ª classe – e Irene casaram-se no Sábado, 24 de setembro de 2005. E, no meio da emoção (que ainda disfarça mal), o próprio Comandante da corporação lá conseguiu registar, com o telemóvel, a passagem dos noivos pelo quartel, após a cerimónia.

O resultado são imagens pouco comuns, num quartel de bombeiros. Não é todos os dias que uma noiva pousa para a fotografia com um veículo de combate a incêndios por cenário. Já antes, a viatura VUCI 01, estacionada junto ao Jardim José Maria dos Santos, chamava as atenções. Teria deflagrado um fogo na igreja?

Quanto ao fato do noivo, e para quem não percebe nada das normas sobre fardamentos, esclarece-se que está tudo definido, em pormenor, pela Portaria nº 1314/2001, de 24 de Novembro, que aprova o Regulamento de Uniformes dos Bombeiros, e Portaria nº 1166/90, que aprovou o Plano de Uniformes e Distintivos dos Corpos de Bombeiros (e veio substituir as regras inicialmente estabelecidas por Decreto de 1951, revisto por Portaria de 1960). Estas normas regulam a composição dos vários fardamentos e preveem a possibilidade de serem usados em cerimónias particulares, mediante prévia autorização do comandante do respetivo corpo de bombeiros.

Assim sendo, o João Daniel quis ir para a igreja no velhinho Bedford da corporação. E fez questão de envergar a farda de gala, num momento tão importante da sua vida. A Associação ofereceu-lhe a farda, como prenda de casamento. E ele retribuiu, partilhando com todos a sua felicidade. Obrigada!

Esta (boa) notícia é, naturalmente, dedicada a um dos “meninos” mais bonitos e amáveis do quartel, que merece ser muito, muito feliz. Parabéns!

Fonte: Helena Rodrigues (Texto), com Fernando Pestana