O espetáculo está marcado para o próximo dia 13 de janeiro nos Bombeiros de Pinhal Novo.
A Associação de Dadores de Sangue de Pinhal Novo está a promover para o próximo dia 13 de janeiro, pelas 21h30, um espetáculo solidário com o cantor e compositor Álvaro Amaro.
O espetáculo visa a angariação de fundos para o funcionamento daquela associação e onde o cantor é também dador de sangue.
Amaro Tatuagens irá subir ao palco do Salão dos Bombeiros de Pinhal Novo, os bilhetes já estão à venda na sede da associação.
Durante o mês de janeiro, visite a Exposição “A PIDE em Pinhal Novo – Para que a memória não esmoreça”, patente na Biblioteca Municipal de Pinhal Novo e integrada no programa “Abril para Já!”, comemorativo dos 50 Anos do 25 de Abril.
A mostra homenageia os presos políticos de Pinhal Novo, vítimas da ditadura ao longo de 48 anos. António Marreiros, Manuel Veríssimo da Silva, José Artur dos Santos Cardoso, José Ferreira da Silva, Artur Pereira das Neves, António Augusto Boteta Grilo, Carlos Alberto da Silva, Desidério de Oliveira Macau, Rodrigo Apolónia Bento e Brito da Silva Rosa fazem parte da história da luta contra o fascismo em Portugal. Foram presos políticos no Tarrafal, Peniche, Setúbal, Aljube e Caxias e permanecem como exemplos de coragem, determinação e sacrifício, em nome da liberdade e da democracia.
A entrada é gratuita e a Exposição, organizada pela Câmara Municipal de Palmela, pode ser visitada no horário de funcionamento da Biblioteca (terça a sexta-feira, das 10h00 às 19h00, e sábados, das 14h00 às 19h00). Ao longo deste ano, vai estar em itinerância por vários locais do concelho, percorrendo todas as freguesias. Mais informações: 212 336 640 ou patrimonio.cultural@cm-palmela.pt.
De a 1 a 10 de dezembro, o Jardim José Maria dos Santos, em Pinhal Novo vai ser animado pela 1.ª edição do “Natal na Vila”.
O evento, promovido pela Junta de Freguesia de Pinhal Novo e pela Confraria da Sopa Caramela, em parceria com o Município de Palmela e o Movimento Associativo, integra um Mercadinho, workshops e ateliês diversos e muita animação, com base nos princípios da sustentabilidade e inclusividade.
Do programa da iniciativa – que decorrerá às sextas, entre as 18h00 e as 22h00, aos sábados, das 10h00 às 22h00 e aos domingos, entre as 10h00 e as 19h00 – destacam-se os workshops de Pudim de Abóbora, Percussão, Cartas e Postais de Natal em Braille, Tabletes com Frutos Secos, Sopa Caramela e a Oficina Musical para bebés e família; as chegadas do Pai Natal (de autotanque, de comboio, em bicicleta e em side car); as iniciativas solidárias “Fábrica dos Brinquedos” e Estendal Solidário”; a exposição de Presépios (Escola Secundária de Pinhal Novo) e a Aldeia de Natal (Fundação COI), no Mercado Municipal de Pinhal Novo, com animação permanente; a “Gincana de Trenós” ou o “Natal a Caminhar”.
O “Natal na Vila” integra o Programa “Viva o Natal no Município de Palmela”, a decorrer até 6 de janeiro de 2024.
De tudo o que se espera de uma experiência de enoturismo, a ASL Tomé cumpre exemplarmente. E vai muito além da oferta clássica, com propostas fora do habitual. Nelma Viana(texto) e Gonçalo Villaverde(fotografia)
Se por um lado a localização da quinta, inserida na malha urbana do Pinhal Novo, possa roubar parte da vertente rústica que normalmente se associa à visita a um produtor, por outro, a centralidade (e a própria organização da quinta) abrem espaço a que se possa apresentar o vinho ao público “de modo menos formal e mais democrático, através de eventos abertos a todos”. Mas, na prática, o que significa isso?
Carlos Branco, terceira geração à frente da ASL Tomé, é o homem dos sete ofícios e que aqui cuida não só da matéria-prima, desde a transformação das uvas produzidas em 40 hectares de vinha própria, até ao controlo de qualidade do produto já engarrafado. Diz-se enólogo “formado pela experiência de décadas a acompanhar o avô e o pai no ofício”, viticultor autodidata, guia turístico, DJ e programador da antiga Casa dos Lagares, hoje convertida em salão polivalente e que, em dias de efeméride, chega a reunir 500 pessoas em festas temáticas para dançar e provar vinho. Há 10 anos que assim é.
“As pessoas vêm, divertem-se, relaxam e ficam a conhecer o que fazemos aqui na quinta”, conta Carlos, lembrando que “o facto de existir um wine barin situ é uma forma de aproximar o produtor do consumidor final e de criar experiências de prova muito mais íntimas e memoráveis”. Da carta constam os clássicos da casa, dos tinto, branco e rosé da gama de entrada aos blends e monocastas “mais trabalhados”, passando invariavelmente pelos licorosos, como é o caso do icónico Caramelo, um abafadinho que não nega o grau de parentesco com o Moscatel, mas que se distingue pela doçura mais equilibrada e aroma fumado.
Uma curiosidade que contraria a lógica de fama das castas tipicamente locais é o facto de o tinto de syrah ser a estrela de vendas. O motivo, suspeita Carlos, pode ter que ver com a curiosidade do público em expandir o conhecimento acerca do vinho regional. E facto é que esta casta de origem francesa encontrou na Península de Setúbal o clima perfeito para prosperar e se afirmar no mercado. “Termos o mar aqui tão perto faz toda a diferença para a evolução e a qualidade do vinho que se faz com esta uva”, remata.
Apesar da programação constante, nem só de festa vive a ASL Tomé. Se a Casa dos Lagares – datada do século XIX e ainda a mostrar as paredes de pedra, o teto em madeira, um antigo alambique de aguardente e uma prensa de uvas manual – serve de núcleo central à vertente enoturística, também a atual adega, modernizada à vontade dos tempos, mantém algumas barricas de madeira lado a lado com as cubas de inox, “para inglês ver”.
São, de resto, os estrangeiros quem mais se impressiona com a maquinaria antiga e o chão de cimento onde, em tempos há muito idos, se fazia o fogo que serviria para moldar as aduelas das pipas, um ofício praticamente extinto, não fosse existir ainda Florindo Domingos Morais, figura emblemática da casa, já nos seus 90 anos, o último tanoeiro em funções, segundo se sabe. Na sua oficina, nas traseiras do salão, embora a procura já seja escassa, porque “hoje compra-se novo em vez de consertar o que é velho”, continua a trabalhar para meia dúzia de clientes, sobretudo restaurantes, que ainda “mantêm a carolice de guardar o vinho em barris”, diz.
Para quem chega ao complexo ASL Tomé, sugere-se a passagem pela Wine Shop, não só para abastecer a garrafeira de casa, mas também para conhecer as atividades propostas pela quinta: além das provas acompanhadas no local, com direito a petisco com queijos e enchidos regionais, há ainda piqueniques personalizados na vinha e passeios de barco no Sado. Os preços são combinados ao balcão e dependem da variedade de vinhos à prova e do número de participantes.
No copo
Provámos, gostámos e ficou-nos na memória
Abafadinho Caramelo ASL Tomé
É o resultado do casamento feliz entre as uvas moscatel e fernão pires e serve ambas as funções de aperitivo e digestivo. Há quem diga que vai bem com gelo e limão, mas correndo o risco de se comprometer a elegância oferecida pelo aroma discretamente amadeirado, a sugestão é que se beba refrescado, sem extras, e acompanhado de um queijo de casca dura, salgado q.b.
ASL Tomé Quinta da Cascalheira Rua 25 de Abril, Pinhal Novo (Palmela) Tel.: 212 360 020 Web: asltome.pt Das 09h às 18h; sábado, até às 13h. Encerra ao domingo Prova de vinhos a partir de 5 euros