Família dos BVPN vai aumentar

Para alturas do Dia da Liberdade, das Festas Populares ou já para o mês que vem… Quatro bombeiros da corporação nº 1517 (pelo menos), três dos quais pela primeira vez, preparam-se para ser pais, muito em breve. Vocês sabiam?

A notícia – atrapalhada – chega-nos acompanhada de um pedido muito especial. «Olha, eu brevemente vou ter…, não, a minha mulher vai ter um filho meu. E será que podes pôr uma notícia? Mas tem de ser a melhor, ok? E a mais bonita. Tem de ser a notícia mais bonita do site!», tecla (através de um chat de conversação on-line) o bombeiro João Daniel Joaquim, um dos quatro felizes contemplados com a breve chegada de um bebé.

«Muitos, muitos Parabéns!», dispara a editora, encantada por (pelo menos) um bombeiro ter assimilado o jornal da Associação a ponto de usar o adjetivo «bonita» para se referir a uma notícia. O “milagre da vida” é sempre lindo e, como tal, publicar uma notícia «bonita» acerca do tema “é canja”, pensa. E, para poder divulgar já a boa-nova, sem esperar pelo nascimento do Daniel Filipe Cristo Farias (que o João Daniel e a Irene – na foto –, membro da fanfarra da corporação, esperam para o dia 25 de Abril, mais coisa, menos coisa), estas são as fotografias possíveis. Para já…

Além de ter dado para enviar as fotos, tiradas na hora, a conversação de poucos minutos (antes do bombeiro entrar de serviço no quartel) ainda chegou para “arrancar” algumas confissões a um jovem (também forcado) que vai ser pai. E que se mostra muito seguro da responsabilidade que vai assumir. «Só tenho medo de um dia ele querer ou lhe faltar alguma coisa e eu não ter para lhe dar… Mas, quanto ao resto, não tenho medo de nada, nada», garante João Daniel. «Estás com mais vontade do quê? De lhe pegar ou de veres a cara dele?», pergunta-se-lhe. «De tudo! De o sentir nos meus braços… e de ir beber uns canecos com ele», responde. [risos, aliás, lol]

“Entrevista” feita, fotos prontas a editar, e eis que, de repente, afinal já não era só o Daniel a justificar o título desta notícia. A família dos BVPN, tudo indica que já em março, também vai ver chegar a Margarida Alves Marta, primeira filha do bombeiro Carlos Marta e, como tal, primeira neta da bombeira Adosinda Queirós e do Segundo Comandante Francisco Marta! Mais: também o bombeiro Paulo Costa e esposa vão ser pais, na mesma altura (mais coisa, menos coisa). E já só faltam os “repetentes”: Joaquim Castro e Sandra Castro, ex-diretora desta Casa, vão alargar a família por alturas das Festas Populares de Pinhal Novo, em junho próximo.

Ora vejam e ouçam aqui, com o volume bem alto, esta! É-vos dedicada! Numa altura em que tanto se fala da baixa natalidade, a nível nacional e europeu, não acham que esta notícia é a melhor que este sítio poderia oferecer, à cidade e ao mundo?

Fonte: Helena R., com um rapaz que gosta de partilhar a sua felicidade, e ainda bem…

«É uma menina muito bonita…»

Apesar de ser uma ocorrência comum nas corporações, ajudar a nascer continua a ser um momento especial na vida dos bombeiros. Esta tarde de São Martinho trouxe ao mundo uma menina, às mãos dos bombeiros de Pinhal Novo. O parto ocorreu numa residência da Lagoa da Palha, cerca das 14 horas.

Foi o 3º parto realizado por Vasco Marto, subchefe dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, que contou com o apoio do bombeiro de 3ª classe Cristóvão Vinagreiro. O nascimento ocorreu em casa, e só depois de prestados os cuidados adequados à mãe e à bebé é que ambas foram transportadas ao hospital.

Fruto da experiência e da formação profissional recebida – Vasco concluiu, em Setembro deste ano, o curso de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS), ministrado pelo INEM, e os dois operacionais possuem também formação de TAT (Tripulante de Ambulância de Transporte) –, os bombeiros encaram este tipo de ocorrência como «um fenómeno natural», quando se completam as semanas de gestação e o bebé se apresenta na posição normal. No fundo, a mãe é que tem o trabalho essencial. «Nós, técnicos, só auxiliamos e depois é que é preciso ter certos cuidados com o bebé e com a mãe», explica Vasco Marto, acrescentando que boa parte do papel do técnico de emergência passa por transmitir à parturiente a confiança necessária para que o final seja feliz.

Esse capital de confiança que o técnico consegue incutir nos doentes, e nas pessoas que os rodeiam, afigura-se essencial. Esta manhã, o mesmo bombeiro acorreu a uma situação de uma menina de 4 anos, com uma crise convulsiva, e relata que o mais difícil foi «tentar acalmar os pais para que deixassem que fôssemos nós a pegar na criança, para os podermos ajudar».

Percebe-se, entretanto, que um parto bem sucedido, no currículo de um bombeiro experiente, é sempre um momento especial, até porque não acontece todos os dias. E que deixa marcas:

É uma sensação maravilhosa, não há palavras para descrever o espírito com que ficamos. É lógico que só acontece de tempos a tempos, por isso a sensação é especial. Quando as coisas correm lindamente é maravilhoso, mas o pior também já me aconteceu: não conseguir fazer nada para salvar a vida a duas crianças, ambas com 18 meses, e aí sentimo-nos muito mal mesmo, impotentes e com um sentimento de revolta.
Mas temos de ser fortes para conseguir ultrapassar estes obstáculos. É para isso que somos bombeiros e temos amor ao que fazemos. E, depois, quando tudo corre bem, damo-nos conta de que fazemos falta e somos úteis em alguma coisa: é a nossa recompensa.

Fonte: Helena Rodrigues (Texto), c/ testemunho de Vasco Marto e imagem captada por Cristóvão Vinagreiro

Bebé de 15 meses não sobreviveu a atropelamento

Uma criança com cerca de ano e meio faleceu, na tarde de segunda-feira, 11 de abril, na sequência de um atropelamento ocorrido na Fonte da Vaca, em Pinhal Novo. Gravemente ferida, com múltiplas fraturas, a mãe do bebé foi transportada para o Hospital Garcia de Orta.

As palavras de desânimo são do Subchefe Vasco Marto: «Quando chegámos ao local, a criança já estava sem vida… Fizeram-se todos os possíveis, mas não se conseguiu inverter a situação», conta, acabado de regressar da ocorrência. Mais uma vez, por envolver uma criança, o bombeiro reconhece que a situação foi particularmente traumatizante para a equipa de emergência pré-hospitalar da corporação.

O acidente aconteceu pouco depois das 16 horas desta segunda-feira, 11 de abril, quando a criança e a mãe seguiam a pé e foram abalroadas por uma viatura ligeira. A mãe sofreu múltiplas fraturas e foi transportada, em estado grave, para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

«Quando chegámos ao local, tanto o motorista do veículo ligeiro como a acompanhante estavam muito transtornados. A acompanhante estava junto da criança a tentar fazer manobras de reanimação», acrescenta Vasco Marto.

Chamada ao local, a VMER de Setúbal confirmou a morte da pequena vítima. No socorro ao acidente estiveram envolvidas a ambulância do INEM e uma segunda ambulância, bem como o veículo de salvamento e desencarceramento deste Corpo de Bombeiros.

Nas operações participaram 11 bombeiros, três dos quais com formação de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS).

Fonte: HR, c/ CB

Ricardo: a terceira geração de uma família de bombeiros

Nasceu hoje a terceira geração de uma família com um denominador comum: os bombeiros. Chama-se Ricardo Cruz e é filho do Subchefe Rui Cruz e da Chefe Manuela Rodrigues.

Nasceu hoje, pelas 0:53h, na maternidade do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal. O Ricardo Cruz constitui a terceira geração de uma família ligada a este corpo de bombeiros. Além da mãe Chefe e do pai Subchefe, o avô materno é Bombeiro de 1ª Classe Equiparado (o Sr. João Paratudo.

Ao Ricardo, aos pais e aos avós do novo rebento, desejamos as maiores felicidades e votos de um futuro brilhante.

Fonte: Luís Neto

Joana: o novo membro da família dos bombeiros de Pinhal Novo

Os Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo acabam de alargar a sua já vasta família com o nascimento da Joana Valente. Parabéns, Vítor! Parabéns, Magda!

A filha dos bombeiros Vítor Valente e Magda Joaquim nasceu às 15h40m da passada sexta-feira, 16 de abril, no Hospital de São Bernardo, em Setúbal. A bebé pesava 3 quilos e 100 gramas.

Vítor Valente, 26 anos, admitido no Quadro Ativo dos Bombeiros de Pinhal Novo em 1995, já tem vários partos no seu currículo de socorrista mas, desta vez, achou mais prudente desempenhar “apenas” o papel do pai nervoso que aguarda pelo choro do seu bebé.

Este domingo, mãe e filha ainda não tinham tido alta hospitalar e o pai aparentava uma grande serenidade. De visita às duas, o bombeiro não poupou nas fotografias para registar o princípio da vida da filha. A Associação agradece a partilha dessas imagens e deseja as maiores felicidades ao Vítor, à Magda e à Joana.

Fonte: Joana fotografada pelo pai, com 2 dias

Bombeiros realizam mais um parto em Pinhal Novo

Pelas 13.20 horas de hoje, mais um bebé pinhalnovense veio ao mundo pelas mãos de um bombeiro. A mãe estava em trabalho de parto quando os bombeiros de Pinhal Novo chegaram à sua residência.

Pesava 3,140 Kg a criança, do sexo masculino, que nasceu, hoje, numa residência da Rua João de Deus, em Pinhal Novo. A notícia de que havia uma mãe em trabalho de parto chegou ao quartel de Pinhal Novo via CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) e acorreu ao local a ambulância do INEM sedeada neste corpo de bombeiros.

O parto estava iminente e aconteceu de forma rápida e perfeitamente normal. Os parâmetros vitais da criança e da mãe eram normais, e o CODU nem chegou a enviar ao Pinhal Novo a viatura médica de Setúbal. A mãe, de 34 anos, e este que foi o seu 3º filho foram, de seguida, transportados para o Hospital Distrital de Setúbal.

“O bebé nasceu de livre e espontânea vontade; assim que saiu, começou logo a chorar”, resume António Oliveira que, com o apoio de Nuno Gomes, realizou o parto. No espaço de duas semanas, foi o segundo nascimento registado numa residência de Pinhal Novo e assistido pelos bombeiros locais.

Fonte: Helena Rodrigues (c/ Corpo Bombeiros)

O privilégio do milagre da vida, no testemunho de um bombeiro

Esta madrugada tive o privilégio de poder ajudar mais uma mãe na concretização do milagre da vida. Testemunho, na primeira pessoa, de um dos bombeiros que assistiram o nascimento do Bernardo.

Tive um professor que dizia: «A vida é como uma peça de teatro, em que cada cena se sucede agarrando-se às deixas dos momentos vividos e construindo o seu próprio argumento». Nem de propósito… Quando ainda tenho tão presente uma entrevista sobre partos em ambulâncias, que dei recentemente a uma revista especializada, a cena com que hoje fui presenteado parece ter vindo na sequência deste enredo que, ora entusiasma, ora frustra, e que é a vida num corpo de bombeiros.

Pois é, esta madrugada tive o privilégio de poder ajudar mais uma mãe na concretização do milagre da vida. Desta vez, porém, o grau de dificuldade foi acrescido – o que, reconhecidamente, também traz uma maior satisfação e sensação do dever cumprido, mas acarreta, sem sombra de dúvidas, uma muito maior responsabilidade.

Tratou-se de um bebé em apresentação pélvica (isto é, nasceu de pés), com a agravante do cordão umbilical se encontrar literalmente enrolado a um dos membros superiores e ao pescoço. O curioso, mas aterrador, deste episódio foi, à nossa chegada, o pai assustado, mas também ingenuamente orgulhoso, informar-nos que «(…) o trabalho está quase todo feito, só falta a cabeça…».

Ai… se o pobre senhor soubesse onde estava metido… A criança estava a asfixiar, pois de cada vez que a mãe tinha uma contração, o cordão apertava, fechando as vias aéreas. Felizmente, chegamos a tempo e, num quadro de paragem ventilatória e cianose nas extremidades, conseguimos reverter a situação e, alguns minutos depois, já o Bernardo repousava no colo da mãe, embevecida.

Fonte: Luís Neto (via e-mail)

Bernardo: um final feliz para o princípio da vida

Os bombeiros voluntários de Pinhal Novo assistiram um parto difícil, em que o bebé nasceu com apresentação pélvica e dificuldade em respirar. Bernardo, assim se chama, salvou-se. A sua história foi contada na televisão. [Ver Vídeo]

Madrugada de quarta-feira, 3 de março, em Pinhal Novo. Após alerta do INEM, às 03h57, dois bombeiros acorrem a uma residência, onde uma parturiente de 28 anos começara a dar à luz uma criança do sexo masculino, cujos pés se apresentavam em primeiro lugar. Quando chegaram, todo o corpo do bebé, exceto a cabeça, já se encontrava de fora, pelo que puderam verificar que tinha o cordão umbilical enrolado à volta do pescoço e, por isso, estava com dificuldade em oxigenar.

Às 04h10, Bernardo estava cá fora. “Tentámos libertar o cordão umbilical e, com a ajuda da mãe, conseguimos fazer a expulsão da cabeça, após o que reanimámos a criança”, contou Luís Neto, um dos bombeiros, ao Jornal de Notícias. “O bebé estava em paragem ventilatória; tirámos as secreções da garganta e começou a respirar”, lembra António José Oliveira (Tozé), o outro bombeiro. Quando o VMER (viatura médica do INEM) chegou ao local, “já o bebé estava lavado e ao colo da mãe”, concluiu Neto.

Ambos os elementos da corporação pinhalnovense realçam que os pais tinham conhecimento de que o parto iria ser complicado, mas foram surpreendidos pela rapidez com que o mesmo se precipitou, tendo, todavia, reagido com muita calma. Mãe e filho foram, depois, transportados para o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal.

Os dois bombeiros já tiveram de contar a história para as câmaras da televisão. “É uma sensação espetacular”, diz Tozé, sobre o sucesso obtido, mas, à TVI, garantiu que não se sente nenhum herói e que se limitou a realizar o seu trabalho. Luís Neto corroborou, afirmando que qualquer outro dos socorristas seus colegas, confrontado com aquela situação, poderia ter feito igual, ou melhor, do que eles. [Ver Vídeo]

Fonte: Helena Rodrigues, c/ jornais e TVI (telefoto)